Notas iniciais
Capitulo de orientação, que descrevi um pouco da vida de Josh.

Sou filho de Xavier Affan, um dos melhores advogados do estado onde moro. Irei viajar para os Estados Unidos amanhã e nunca estive tão ansioso para sair de onde vivo. Tenho apenas dezessete anos e já estarei cursando uma das faculdades mais recomendadas pelo próprio país. Sentirei falta de Ísis, a única pessoa em que posso contar neste mundo.

Irei cursar “direito”, o que é meio chato pra mim já que odeio todo aquele profissionalismo. Hoje fui pegar algumas coisas que esqueci no meu colégio, e encontrei minhas antigas professoras de artes e biologia. Me Disseram que era pra eu seguir meu caminho e não ser interrompido pelas idéias de meu pai, sempre fui o “queridinho” das professoras, me sentia um pouco protegido e menos estrangeiro naquela sala. Sobre as professoras que me encorajaram, não tenho certeza de que meu pai gostaria de saber que seu filho o contrariasse. Sou o tipo de pessoa que gosta de evitar brigas e discussões, então preferi não mover nenhuma palavra contra ele até me formar na bosta do curso de direito.

Sempre fui um garoto tímido, o que me levava a situações desesperadoras para mim, coisas fáceis como apresentar um seminário fazia meu corpo todo tremer, como no dia do trabalho de sociologia sobre cultura, no primeiro ano no ensino fundamental dois. Eu tinha tudo na mente, mas a língua não deixava que meu raciocínio fosse expressado, os pensamentos se confundiam, minha mandíbula parecia estar travada, minha cabeça não deixava que minha boca se mexesse, a única coisa que os alunos conseguiam ver era uma cara frustrada e bastante confusa. Fui obrigado a sentar na primeira cadeira livre que ficava na segunda fileira, tentando me acalmar e com o corpo em convulsões serenas. Ao final da aula falei com a professora sobre minha dificuldade. Realmente meu problema só poderá ser resolvido quando pensar que a ansiedade é apenas um sentimento frívolo e descartável, não passa de uma ilusão, e que nada irá acontecer. Da minha infância inteira até o sexto ano não me comunicava com ninguém, só com meus pais e poucos de meus irmãos que se irritavam por ter um garoto marrento em casa. Alguns psicólogos tentavam se comunicar comigo por desenhos, coisa que eu amo muito fazer! Mas que até nisso encontrava timidez! Diziam que fazia parte do crescimento de poucas pessoas, mesmo sendo estranho, o meu cérebro tinha um tipo de bloqueio que não me fazia falar. A psicóloga Lara Skitter sempre reforçou a ideia de um futuro melhor.

Minha mãe morreu quando eu tinha três anos, não tinha muita noção da vida, as lágrimas desciam, mas, não eram as mesmas que descem hoje ao vela em vídeos caseiros na antiga fazendinha da vó Martinez, ou nas fotos da formatura de meus irmãos, era muito triste não ter vivido um pouco mais. É constrangedor! Meu pai ainda não superou isso, sei que por dentro ele está sofrendo como eu. Ele era um marido excelente. Todos sofreram com a morte de nossa mãe, era uma pessoa especial. Meu pai e minha mãe era como café com leite, meu pai era o café amargo e minha mãe era o leite e o açúcar doce e confortável, que adoçava no limite certo, era o par perfeito, depois que minha mãe morreu as coisas saíram meio do desejado.

A única pessoa em que tenho contato além da família, se chama Ísis. Sempre me ajudou muito no colégio. Pelo jeito dela acabei me apaixonado, viramos grandes amigos, o que é estranho, sou uma pessoa muito fria em questão de pessoas, pra mim, todos estão contra minhas opiniões, quando alguém move uma agulha pra tentar olhar pra mim, ou falar comigo, sempre me deprimem, ou no final me irrito. Já é um habito meu me iludir fácil ou me chatear rápido, por causa da minha mania de catar cada resquício sarcástico ou maldoso de uma pessoa e transformar em um monstro. Não me acho superior a ninguém, sempre mantive minha posição de quem respeita todos em qualquer questão.

Conheci Ísis conversando sobre respeito. Estávamos andando em uma convenção artística, tinha dito ao meu pai que iria procurar novas inspirações para meus desenhos, como sempre, meu pai fez aquela cara de quem não estivesse interessado. Comecei a procurar minhas pinturas no movimento chamado arte-pop que eram quadros que destacavam a parte politica, socioeconômica, mídia... Até que me bater com Ísis, que não mostrava ser amigável, assim como eu. Tudo era silêncio, até que um longo discurso saiu de seus lábios para torcer as fronteiras do surdo, que pela primeira vez posse a ficar de lado. Nossa conversa foi muito longe, parecia que tínhamos nos conhecido há muito tempo, as nossas opiniões se desconheciam, mas sempre entravam em algum acordo. Minha conversa foi bastante relativa e interessante, mas fugiu de mim -pelo habito da não socialização- letras engasgadas e mal expressadas.

Ísis é do tipo que é fechada, mas conversa normalmente com todos, e até puxa assunto, coisa que eu não faço. Ela conhecia todos da sala, sempre ficava mais com as garotas do rock alternativo e os fissurados por livros e cinema.

Sabe aquele pressentimento de que algo o aguarda? Tenho isso sempre, e penso que realmente vai acontecer, já que minha infância foi literalmente angustiante, meu coração me diz que minha vida vai melhorar e acho que pela primeira vez vou tentar segui-la, sendo que, em inicio de ano com todas aquelas novidades, agente sempre pensa que tudo vai melhorar, quero ver se dessa vez o mundo será mais gentil comigo.

Notas finais
Falem sobre o texto, quero melhorar sempre, ME AJUDEM :D Não tenho muito o que falar, minha primeira fic, espero que gostem, que compartilhem, vou tentar melhorar e adequar o nome da fic, mas por enquanto fica esse ai mesmo, VALEU!