Notas iniciais
Amei os coments do capítulo passado. Obrigada girls por acompanharem essa Fic que tenho o maior carinho de escrever. E aí, querem saber o que Jonas tinha de tão importante a dizer para seus filhos?

Capítulo 6 de TIL 💑

– Good morning, Megan Lily... — Pâmela dizia abrindo a cortina do quarto de Megan. — Wake up!

– Ow mom... — resmungou Megan, cobrindo o rosto com o travesseiro — Fecha a cortina, please! O Júnior ainda nem acordou...

Pâmela sentou na pontinha da cama de Megan — Por isso mesmo, sweetie. Preciso conversar com você e não queria interruptores.

– Interrupções, mom. — Corrigiu Megan, com a voz abafada pelo travesseiro.

– Oh, whatever! — Disse e puxou o travesseiro da filha, que ainda tentou segurar. — Megan Lily, eu quero saber o que Davi fazia aqui ontem?

Megan arregalou os olhos e se espreguiçando, sentou. — O Davi só veio me deixar em casa, mom.

– E precisava entrar no seu quarto? E ficar por um long time dentro dele?

Megan piscou os olhos repetidamente — Ok. Já vi que não adianta dizer que não aconteceu nada, que você não vai acreditar, right?! — Pâmela negou com a cabeça — So... Yeah, rolou um clima e a gente não resistiu.

Pâmela chegou mais perto de Megan, e franziu a testa — O que você quer dizer com "a gente não resistiu", sweetie?

Megan olhou de lado e após um longo suspiro, admitiu — A gente se beijou, mom.

Pâmela arregalou os olhos — What?! Vocês se beijaram? Megan Lily, o que você tem na cabeça?

Megan fez uma careta — I don't know, mom. Eu achei que estava imune aos encantos do Davi, but... Me enganei.

A expressão de Pâmela era de preocupação. Ela segurou a mão da filha, fazendo carinho com o polegar, como que consolando-a — Oh, dear... Achei que você amasse o Artur. Você parecia so happy com ele.

– E eu amo, mom. Muito. — Tentou convencer sua mãe e a si mesma — O Artur... Ele é so cute comigo, e ele é o melhor dad do mundo para o Júnior, o que pra mim é very important. But...

– But... — Pâmela incentivou-a a continuar.

– But... — Tentava encontrar as palavras certas — O Davi... Ele mexe comigo, mom, de uma maneira que eu não sei explicar. Sometimes ele é so cute comigo e em outras ele é tão hot. — Revirou os olhos — E... Eu gosto disso. Dessa mistura. — Deixou-se cair de costas na cama — Ow mom, I swear que queria não sentir nada por ele, but... Eu não consigo. É forte demais. Me consome por inteiro, you know?!

Depois de ouvir tudo aquilo, Pâmela não sabia mais o que dizer. Em sua mente, Megan ainda continuava completamente e irremediavelmente apaixonada por Davi. Isso a preocupou de sobremaneira que não conseguia esconder.

Passou a mão nos cabelos da filha, fazendo-lhe carinho — Oh, Megan, sweetie, pense bem no que está fazendo. Você sabe muito bem que o Davi continua com aquela Manuela. Eu não quero ver minha baby girl sofrendo pela segunda vez.

Megan se levantou e forçou um sorriso — Ow mom, don't worry, ok?! O Davi está indo embora amanhã. So... Não vou mais precisar vê-lo por um long time. E as coisas voltarão para o lugar certo. I promissed! Como se diz aqui in Brazil: "O que os olhos não vêem, coração não sente", right?!

Os lábios de Pâmela se curvaram em um sorrisinho triste — Yeah... Assim espero. — Deu um beijo na cabeça da filha, e levantou, de repente. — Well, acho que estou sentindo um cheirinho de café. Let's go?

– Agora não, mom. Antes, preciso preparar o banho do Júnior.

– Ok. Então vou esperar pra que a gente possa tomar um belo café da manhã em família.

Megan abriu um sorriso.

– Good idea, mom. Agora será que você pode chamar a Nina, please?! Ela precisa preparar a mamadeira do Júnior e algumas outras coisas que levarei para casa do meu dad.

– Do seu dad? O que você vai fazer lá? Achei que ontem tinha sido suficiente.

Megan deu uma risadinha e levantando, abraçou sua mãe por trás, com todo carinho — Com ciúmes, dona Pâmela?

– A little bit. Só um pouquinho. — Respondeu ela, fazendo careta.

Megan apertou o abraço — Ow mom, I love you so much. Não te troco por ninguém, ok?!

Pâmela sorriu, satisfeita, se aconchegando no abraço carinho da filha — Ok!

E terminando o abraço, saiu do quarto da filha, fechando a porta atrás de si.

Mas durante alguns minutos permaneceu em frente à porta de Megan, perdida em pensamentos e abraçando a si mesma. Por mais que Megan tivesse procurado despreocupá-la, Pâmela ainda não estava convencida. Lembrou-se da vez em que pediu para Davi cuidar de sua filha. E concluiu que se fosse necessário, para poupar Megan de qualquer sofrimento, pediria outra vez, entretanto agora, para que ele se afastasse de uma vez por todas dela.

Uma lágrima escorreu em seu rosto.

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– Oxe, Davi! Tu dormiu no sofá, foi?

Ouvindo a voz de Manuela, Davi retirou o braço que cobria seus olhos e eles começaram a piscar muitas vezes, numa tentativa de se adaptar à luz.

Fazendo careta pela noite mal dormida, ele sentou e depois de bocejar, conseguiu encarar a namorada — Ah, oi Manu. — Coçou a barba — Foi. Eu cheguei tarde e não quis te acordar, então eu vim aqui para o sofá e acabei capotando.

– Hum... Entendi. — Ela mentiu — Mas me fala... Como foi lá com Jonas? Vocês saíram pra algum lugar depois de pegar ele no aeroporto?

– Saímos. A gente foi pra um restaurante que fica perto de lá. A comida é muito boa.

– Que massa! Mas... — Finalmente chegou aonde queria desde o início — E Megan? Ela foi com vocês?

Davi tentou ser natural — Foi. A Megan foi com a gente sim. Por quê?

Manuela forçou um sorriso — Não... Nada.... Só pra saber mesmo.

Davi deu um sorrisinho frio. Sabia muito bem o motivo da pergunta, mas estava sem paciência para discutir relação com ela àquela hora da manhã.

Davi levantou e se espreguiçou, levantando os braços e esticando todo o corpo.

– Davi, eu fiz o café da manhã do jeitinho que você gosta. Tá com fome?

– Tô. Mas acho que vou tomar um banho primeiro. Você me espera?

– Claro. Enquanto isso, eu vou colocando os pratos na mesa... — Dizendo isso, rumou para cozinha. — Davi?

Chamou por ele, que já se dirigia para o quarto.

Ele virou — Oi?

– A gente tá bem, né? Pergunto isso porque depois da nossa briga, fiquei preocupada.

Antes de responder, Davi deu um suspiro — Tá. A gente tá bem sim. Fica tranquila... — Disse e sorriu sem nenhuma emoção — Vou tomar banho. — Concluiu e virando de costas, entrou no quarto.

Manuela bufou de raiva. Achou tudo muito estranho. Ele estava estranho. E de uma coisa ela tinha certeza... Ali tinha o dedo de Megan. Mas ela não ia estragar tudo que ela havia construído. Não ia mesmo! — Pensou, determinada a fazer qualquer coisa que estivesse ao seu alcance para que isso não acontecesse.

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Como prometido, Davi chegou à casa de Jonas no horário estipulado por ele. Mas como de costume, Megan estava atrasada. Para esperar, os dois sentaram no sofá e tentaram estabelecer uma conversa, que para tristeza de Jonas, saiu um tanto quanto superficial. A barreira que Davi havia colocado era intransponível, entretanto ele esperava que com o tempo, conseguisse rompê-la.

A campainha tocou e Jonas, imediatamente foi abrir a porta.

Davi deu um sorriso para o nada ao sentir o coração disparar pelo simples fato de saber que Megan havia chegado. Sentiu-se como um adolescente. E havia muito tempo que não se sentia daquela maneira.

– Peanuts! — Disse Jonas, que abraçou a filha, tascando um beijo em seu rosto. — Que bom que você veio!

– Hi dad! — Megan cumprimentou. Ela estava com Júnior em seus braços.

Jonas esticou os braços e sorrindo, chamou pelo neto — Ei, garotão, vem com o vovô, vem?!

No início, Júnior olhou para o avô, desconfiado, mas depois de um tempo analisando o território, esticou os bracinhos e foi para os braços de Jonas.

– Tudo bem com você? — Jonas cumprimentou o neto, com voz melosa — Eu sou seu avô, sabia? Fala vo- vô!

– Ih, dad, esse aí só fala o que quer. Está perdendo seu tempo. — Comentou Megan, entrando no apartamento, com Nina a tira colo. — Hi Davi! — Cumprimentou, quando finalmente se deu conta de sua presença. E esboçou um sorriso tímido.

– Oi Megan! — Davi falou e sorriu com a mesma timidez.

Os dois pareciam sem graça, um com o outro e Jonas percebeu.

– Hum, hum... — Gemeu Júnior esticando os bracinhos e atraindo a atenção de todos.

– Que foi, my love? Quer vim pra mummy? — Megan falou toda carinhosa, mostrando as mãos para que ele voltasse para seus braços.

Contudo, o braços de sua mãe não era o que ele parecia querer naquele momento, pois continuava com o bracinhos esticados, até que...

– Au, au! — Júnior balbuciou e só aí todos perceberam para quem o garotinho esticava os bracinhos.

Megan deu uma risadinha — Well, acho que o Júnior associou o Davi ao Linus.

Davi ficou muito sem graça, mas reunindo um pouco de coragem, foi em direção ao garotinho e pegou-o nos braços, pela primeira vez.

Júnior sorriu para ele e batendo de leve na barba ralinha de Davi, perguntou, os olhinhos inocentes brilhando — Tadê au au?

Davi sorriu. Não só pela pergunta, mas pela sensação boa de ter aquele garotinho em seus braços. Júnior era um garotinho encantador, na opinião de Davi.

– Au au?! Au au tá em casa. Mas, se quiser, depois que a gente sair daqui, eu te levo lá. Isso é, se sua mãe concordar. — Encarou Megan, que desviou o olhar subitamente, já que até aquele momento ainda não tinha tirado os olhos dos dois, encantada. Davi deu um meio sorriso quando viu o rosto de Megan corar. Voltou a olhar para o Júnior — Você quer? Heim? — Balançou o garotinho, que deu uma risadinha bem gostosa — Quer?

– Qué. — Respondeu Júnior, balançando a cabecinha pra cima e pra baixo, rindo, divertido com aquele gesto.

Megan aproximou-se dos dois.

– Ok, senhor independente, você não acha que antes de concordar com essa proposta, o senhor não deveria pedir permissão a sua mom primeiro não? Heim? — Questinou, sorrindo com os dentes trincados e fazendo cócegas em seu filho, que gargalhava feliz. — Heim? Heim?

Davi olhava para aquele momento mãe-filho, sorrindo com ternura, fascinado.

– A mãe dele também tá convidada. — Sussurrou, deixando a boca entreaberta, atraindo a atenção de Megan, que levantou o rosto para ele. E quando seus olhares se encontraram, era como se desse pra ver faíscas saindo de dentro deles, tamanha era a intensidade.

Sem querer e sem nem ao menos compreender, Júnior estava se tornando o principal cupido dos dois.

Jonas odiou ter que quebrar o clima dos filhos, mas o que ele tinha a dizer não podia mais esperar. Estava muito ansioso para saber o que eles achariam de sua proposta.

– Então, — Bateu uma mão na outra — Será que a gente pode começar a nossa reunião?

Com um susto, os dois se viraram para Jonas. Megan estava com expressão de interrogação.

– Reunião? Achei que fosse só uma conversa.

– Reunião, conversa... Dá no mesmo. Mas será que dá pra gente começar?

Megan ficou desconfiada, mas não tiraria conclusões precipitadas até ouvir o que seu pai tinha a dizer.

– Yeah. — Voltou-se para babá — Nina, leve o Júnior pra brincar com o gêmeos lá no quarto, please.

– Sim, senhora, dona Megan. — Respondeu Nina que se dirigiu até Davi — Dá licença, seu Davi. — Pediu. E chamando o garotinho, com promessas de diversão, retirou-o dos braços de Davi, que ficou com uma sensação estranha... De vazio.

Depois disso, os dois sentaram no sofá, afastados a uma distância segura, um do outro. Jonas preferiu ficar de pé, com os braços cruzados em uma atitude típica de liderança.

– Bom, antes de tudo eu gostaria de dizer que o Vicente não pôde comparecer porque tinha um compromisso inadiável... Com a namorada. — Falou essa última frase com uma pitadinha de ironia. Os dois riram. — Mas... Assim que ele chegar, vou deixá-lo a par de tudo, não se preocupem! Enfim, vamos ao que interessa! Bom, como vocês já sabem, eu fui libertado por falta de provas e consegui uma condicional que me deu direito a voltar para o Brasil.

Impaciente, Davi resmungou, interrompendo-o — Jonas, por favor, a gente já sabe disso. Será que dá pra ir direto ao ponto?!

– Calma, Davi! Eu já vou chegar lá. Eu prometo. — Os dois rolaram os olhos — Bom, voltando... O fato é que essa condicional me dá direito a tudo, exceto... Dirigir uma empresa. Não pela condicional em si, mas pelo fato de que nenhum investidor vai querer investir em uma empresa dirigida por um ex detento. — Davi e Megan já começavam a desconfiar sobre aonde ele queria chegar. Ficaram apreensivos. — O que me leva a chamar você, Davi, meu filho, a me ajudar a reerguer a Marra-Brasil, tornando-se o novo Jonas Marra. — Davi arregalou os olhos, surpreso. Por mais que já desconfiasse, a realidade era sempre mais assustadora. — Entretanto, eu tenho que admitir que o Jonas Marra jamais seria o que era, se não fosse a força, a garra e o toque feminino da Pâmela. E é aí onde você entra, Peanuts... Porque você seria o que a Pâmela foi pra mim, só que para o Davi. Como irmãos, é claro. — Nem ele mesmo acreditava naquilo. deixou seus pensamentos de lafo e concluiu: — Ou seja, os dois, sendo meus filhos e tendo a minha inteira confiança, assumiriam a direção da empresa... Juntos.

Os dois arregalaram os olhos, mas Davi foi o primeiro a se manifestar.

– Tá maluco, Jonas? Você acha o quê? Que a gente vai abandonar tudo que a gente tem, todos os nossos projetos pra voltar para o Rio e assumir a SUA empresa, só porque você quer? — Bufou de raiva — Eu devia já ter imaginado que você continuaria sendo o cara prepotente e arrogante que sempre foi.

– Yeah, Davi. O Jonas Marra acha que tem um mouse virtual que pode controlar tudo e todos do jeito que ele quer. — Colocou a mão no peito e fazendo uma expressão teatral, continuou... — I'm so sorry, daddy. Mas você não tem.

– Achei que teriam essa reação... Por isso, estipulei um prazo. Um ano. Em um ano, vocês me ajudariam a reerguer a Marra, depois disso, vocês podem seguir suas vidas. Esse é o trato. — Os dois franziram a testa, indignados — E eu quero deixar bem claro aqui, que isso não é uma ordem, é um pedido de um pai para os seus filhos. Portanto, sintam-se à vontade para recusar...

Seria bem mais fácil para os dois se aquilo fosse uma ordem, pois recusariam sem pestanejar alegando a prepotência de Jonas. Mas sendo um pedido... A coisa mudava totalmente de figura.

Diante daquele impasse, Megan e Davi se olharam como que tentando encontrar a resposta no outro.

Por um lado, ajudar seu pai não lhes custava nada, afinal era só durante um ano. Seus projetos e planos poderiam esperar. Um ano passa rápido. Mas por outro lado, a palavra "juntos" não lhes saía da cabeça.

Foi aí que a lembrança de um momento doce lhes sobreveio à mente.

FLASHBACK ON

" Seu dad não ia gostar nada nada de saber que a gente tá junto, né?! Davi dissera para Megan na noite em que fizeram amor pela primeira vez.

– What?! Quê que você disse?

– Seu dad... Tá errado minha pronúncia? Num é assim que se diz, teacher?

– Oh, sua pronúncia está perfeita... Ainda mais você falando assim que nós estamos juntos. Fala de novo pra mim, fala... Mas agora fala aqui assim oh... No meu ouvidinho.

– Nós estamos juntos e em inglês: We are together.

– Oh God! Assim eu não aguento... Assim eu vou ter de agarrar o meu aluno."

FLASHBACK OFF

Juntos. Juntos outra vez... Mas agora em outras circunstâncias. Será que conseguiriam separar as coisas? O "juntos" do passado, do "juntos" do presente...?

Notas finais
E aí, o que vocês acham que vai acontecer? Deixem reviews pleaseeeeee. É muuuuito bom a feedback de vocês. 😘😘😘😘😘😘