Notas iniciais
Hey girls e boy, ficaram ansiosos por esse capítulo? Espero que não decepcione e que mereça muias reviews! E uma recomendação seria muuuuuuuuito melhor hihhihi.

Capítulo 19 de TIL

– Hoje né, cara! — Matias respondeu meio indignado pela pergunta óbvia do irmão. — Amanhã eu já quero tá dormindo do lado da minha Danuzinha.

– Pode acreditar que eu também. Mas o melhor seria que fosse hoje. — Falou Davi bem baixinho, quase que para si mesmo.

– Quê?! Num ouvi.

– Nada. Nada não, cara! Mas diz aí, o que cê fez dessa vez pra ela ter te botado pra fora de casa? — Perguntou Davi, vencido, já que tava na cara que o irmão estava longe de sair dali.

– Nada. A Danuza tá nas últimas semanas de gravidez e acha que num vai dar tempo preparar tudo para o dia do parto. Aí eu fui dizer que dava. E ela surtou, cara! Deu até medo. Começou a me xingar, dizendo que eu não entendia nada de nada. Que eu era imprestável, incompreensível e um bando de coisa que... Num quero nem lembrar pra num ter mais raiva.

– Sério isso?! Caramba, a Danuza exagerou geral! — Davi falou entendendo perfeitamente a situação do irmão. — Ela podia ter pegado leve!

Matias suspirou, triste.

– Pois é, cara! Não sei mais o que fazer. Eu amo a Danuzinha. Mas ela tá insuportável esses dias. Implicando com tudo. E logo comigo que tô dedicado 100% a nossa princesinha. Vou a tudo que é ultrassom com ela. Acompanho cada compra que ela faz para o quartinho. Monto cada móvel, sozinho, sem entender porra nenhuma! Curto cada chute que ela dá, mesmo sem nunca sentir de verdade, e ainda satisfaço cada desejo que ela tem, e olhe que são muitos. Vou até pra lua se ela pedir... Sei mais o que faço não. Vou endoidecer, juro!

Davi segurou o ombro do irmão, solidário.

– Cara, você vai ser um paizão! Num é todo mundo que faz isso, não. Sabe o que você devia fazer, agora, nesse momento?! Ir lá na sua casa e dizer isso tudo a ela. Danuza tá precisando escutar isso. Certeza!

Por um lado, Davi disse isso para se livrar do irmão, mas por outro, tinha certeza que aquilo era realmente o que seu irmão devia fazer. Danuza estava sendo muito injusta com Matias. E tava na hora dela se dar conta disso.

– Cara, tem certeza? Sei lá, acho que do jeito que ela tá, é capaz até de piorar pro meu lado.

– Matias, faz o que eu tô dizendo, cara, senão a coisa só tende a piorar! Melhor mesmo é cortar o mal pela raiz, antes que seja tarde. Acho que o que ela tá querendo mesmo é ver alguma atitude sua.

– É, né, cara! Eu tô muito molengão e ela tá pisando forte. Acho que você tem razão. Tá na hora de mostrar pra Danuzinha que ela tem um homem em casa que ama ela mais do que tudo nessa vida e que tá disposto a ser o melhor companheiro e pai que ela e nossa princesinha precisa. Mas que ela tem de respeitar como tal. — apertou a mão de Davi, com força — Valeu aí, cara! Vou fazer isso sim. E é agora.

Davi deu um suspiro aliviado e contente por ter ajudado. Os dois se abraçaram com tapinhas nas costas. E Davi o acompanhou até a porta, abrindo-a em seguida.

– Vou lá. Ah, avisa a Dona Rita que prepare um café da manhã bem da hora que amanhã eu vou trazer a Danuzinha pra comer aqui, valeu?!

– Tá. Pode deixar que eu aviso. — Respondeu Davi. E Matias girando os calcanhares, já ia se virando para ir embora quando ele parou ao ouvir um espirro um tanto quanto feminino.

Ele virou de volta para Davi com a testa franzida. Então o garoto ficou nervoso temendo que Matias descobrisse Megan ali. Não que ele ligasse. Mas Megan havia pedido pra que ninguém ficasse sabendo de sua presença. E a última coisa que ele queria é que ela se aborrecesse com ela. Estava tudo indo tão bem entre eles. Não queria que nada — nem um pequeno detalhe como aquele — colocasse tudo a perder.

– Que foi isso, meu irmão? — Indagou Matias, surpreso.

– Nada... Eu só espirrei. — Davi explicou de forma natural, esfregando o nariz para tornar a afirmação verídica.

– Caraca, brother, vê se tu conserta teu modo de espirrar porque o negócio pegou mal geral!

Davi sorriu sem graça.

– Tá certo. Vou consertar. Agora... Acho que tá na tua hora, né?! — Bocejou — Tô cansadão, véi!

Matias franziu um cenho e antes de sair, esticou o pescoço pra dentro da garagem a fim de descobrir algo ou alguém por lá. Mas por fim se deu por vencido e foi embora. Davi fez logo questão de trancá-la. Vai que ele resolvesse voltar!

– Oh, God! Achei que ele não ia embora nunca. — Comentou Megan ao sair de seu esconderijo.

Davi sorriu ao vê-la. Parece mentira, mas já se sentia com saudades dela.

– Eu também. — Aproximou-se dela, esticou os braços e enlaçou sua cintura, trazendo-a para si.

Ela não ofereceu nenhuma resistência, o que o deixou extremamente satisfeito. Pelo contrário, até enrolou os braços ao redor de seu pescoço.

– Sorry por espirrar. — Disse com uma voz bem charmosa.

Para surpresa de Megan, Davi balançou a cabeça de um lado para o outro em negativa.

– Não. Num desculpo não. Isso que você fez, mocinha, merece uma punição.

Mas Megan sabia que aquilo era o início de um joguinho de sedução, pois Davi fez questão de apertar sua cintura. Resolveu jogar também.

– Yeah?! E qual vai ser a minha punição?

Davi deu um sorrisinho de lado.

– Muitos beijos. — respondeu, tascando beijos por toda a face de Megan, descendo pelo pescoço e arrancando uma risada gostosa da garota, que se divertia.

– Oh, stop, Davi! Stop! Tá me fazendo cosquinhas!

Davi riu em meio aos beijos, mas ainda continuou, pois a risada de Megan era como música em seus ouvidos. Depois parou e ficou olhando para ela, fascinado.

Megan corou. Mas não desviou o olhar.

– Que foi, Davi?

– Sei lá... É que eu tava pensando aqui... Onde a gente parou mesmo? Antes de ser interrompido pelo Matias.

Megan sorriu de forma sexy.

– I don't know. But... Acho que foi quando você me levou pra cama.

– É. Mas... Se bem me lembro, a senhorita estava sem essa camisa. — Olhou intensamente para o corpo de Megan, despindo-a só com o olhar.

– Yeah. Estava. But... Foi você quem desabotoou ela, remember?

– Huuuum. — Davi fingiu olhar para cima, como que tentando lembrar. Megan riu com sua expressão. — Será? Droga, eu num consigo me lembrar! Mas acho que sei como fazer pra lembrar rapidinho.

Megan sorriu de forma sedutora, entendendo perfeitamente o que ele queria dizer. Pois antes que ela pudesse responder, ele pousou as mãos nos botões de sua camisa, e como fez há alguns minutinhos atrás, começou a desabotoá-los, sem pressa.

Ela observava cada passo dele, o coração começando a acelerar. Contudo, um pensamento não muito romântico sobrevoou sua mente e ela, mesmo sem querer, segurou a mão dele, impedindo-o de continuar.

Davi franziu a testa e levantou o olhar, quase que imediatamente para o rosto de Megan, que estava indecifrável.

– Sorry, Davi. But... I can't!

– Mas Megan, a gente tava tão... — Davi ia protestar, mas quando mirou o rosto de Megan e a viu triste, foi de cortar o coração. Ele desistiu. E como um perfeito cavalheiro — do mesmo jeito que desabotoou cada botão — ele começou a abotoá-los, um por um, até chegar ao último. E finalizou segurando o rosto de Megan entre as mãos e tascando um beijinho singelo e demorado em sua testa. Em sinal de respeito. — Achei que quisesse tanto quanto eu. Mas eu entendo. Quer conversar sobre isso?

Megan assentiu com a cabeça.

– Yeah. Quero.

Ele sorriu e segurou sua mão, entrelaçando seus dedos com os dela. Depois conduziu-a até a cama improvisada e abriu as pernas, fazendo com que ela sentasse entre elas, apoiando suas costas em seu peito. Sua cabeça ficou apoiada em seu ombro direito de maneira que Davi pudesse ver seu rosto, enquanto os dois conversavam. Então ele a abraçou, fazendo carinho em seu rosto.

– O que houve, Megan? Pensou no que o Artur diria se a gente tivesse...

– No, exatly. É que eu acabei ouvindo toda a sua conversa com o Matias e... Confesso que fiquei com, a little bit, um pouquinho de inveja da prima Danuza.

Davi franziu a testa com uma expressão de interrogação em sua face.

– Como assim, Megan? Achei que o Artur fosse um bom pai.

– E ele é. But... Logo que a gente chegou in San Francisco, ele voltou a lidar com os negócios das frutas orgânicas e teve que viajar muito. So... Sempre estava longe quando eu mais precisava dele, you know?!

– Entendi. Mas e... Ele fez alguma coisa que te deixou magoada, nesse período?

Davi começava a ficar indignado.

– Yeah. Fez. — Foi só o que ela respondeu, ao que Davi acabou insistindo.

– O que, Megan? Pode falar pra mim. — Disse e apertou o abraço para que ela pudesse confiar. Queria saber. Necessitava saber de tudo que dizia respeito a sua Megan.

Megan passou a língua nos lábios, umedecendo-os. Já estava a ponto de chorar. Não gostava de lembrar disso. Mas, de alguma forma, sentiu que precisava desabafar.

– Ele não me acompanhou no meu primeiro ultrassom.

Davi olhou de um lado para o outro. Não sabia na prática a importância que aquilo tinha pra ela. Mas de qualquer forma quis que ela sentisse seu apoio.

– Sério?! Ele não podia ter feito isso com você! — Pausou e respirou fundo — Megan, eu sei que eu errei muito, que eu te magoei e te machuquei, mas... Eu juro que eu daria tudo pra que ninguém nunca mais fizesse isso com você. — Desabafou sincero e finalizou com um beijinho em sua bochecha.

– I know. Eu acredito em você. — Megan respondeu também com sinceridade.

Então sem que ele entendesse, ela se levantou e foi em direção a um cabide que ficava no canto da garagem. Pegou sua bolsa e retirou de lá o seu marra phone. Depois voltou e sentou de frente ao garoto. E pôs-se a procurar algo, teclando o visor, insistentemente.

Davi ficou esperando que ela encontrasse seja lá o que fosse, pacientemente.

– Look! — Disse, entregando o celular para Davi que franziu a testa.

Contudo ao mirar o visor, viu uma imagem que de início não entendeu direito, pois se mexia em demasia formando algo estranho. Mas que começava a formar alguma coisa familiar que Davi tentava decifrar com afinco.

Megan deu uma risadinha, achando graça da expressão de Davi ante a imagem em 4D.

– Esse aí é o meu ultrassom.

– Então esse aqui é o...

– Júnior? Yeah.

Davi coçou a barba, confuso e fascinado.

– Caramba, Megan, eu num entendo muito disso, mas... É incrível!

Megan sorriu com ternura.

– Yeah. É sim. Ele era lindo, right?!

Davi franziu o cenho e tentou ser um pouco convincente porque a verdade é que ele não via nada de lindo naquela imagem distorcida. Mas o importante é que o Júnior se tornou um garoto lindão.

– É... É lindo sim. — Mentiu, pois vai que Megan desse uma de Danuza e resolvesse botar ele de garagem pra fora. — O que é isso? — Perguntou ao ouvir o som de batidinhas. No início bem baixinho, mas logo em seguida tornou-se intensa.

– É o coraçãozinho dele. — sorriu toda orgulhosa.

– Sério?! — Davi perguntou e sem que ele entendesse o porquê, sentiu dentro do peito algo inexplicável. Seu próprio coração disparou. — Megan, é perfeito...! — O que ele sentiu era tão forte e tão incondicional que ficou incomodado, entregando o aparelho para garota como se tivesse lhe dado um choque.

– What happened? — Megan perguntou, enquanto desligava o celular.

– Num sei, Megan. Eu só sei que... Eu nunca tinha sentido isso, antes. Fiquei assustado. Desculpa.

Megan sabia exatamente o que ele estava sentindo, pois foi o que ela sentiu no dia em que estava deitada na cama, sendo massageada pelo aparelho gelado do ultrassom. Engraçado é que Artur nunca tinha tido essa reação. E Davi, mesmo sem saber que é o pai, sentiu. Megan ficou péssima por ter — mesmo sem querer — privado Davi de seu maior presente.

– Okay. No problem. — Foi só o que conseguiu dizer.

Davi olhou pra ela e ficou preocupado. O semblante de Megan ficou sombrio.

– Que foi, Megan? Aconteceu mais alguma coisa que você queira me contar...?

Imediatamente Megan ficou aflita. Tinha de procurar em seus arquivos mentais algo que substituísse a verdade antes que Davi desconfiasse.

– Yeah. Aconteceu. O Tuca não estava quando o Júnior nasceu.

– QUÊ?! — Davi quis matar o Artur. E Megan quase se arrependeu de ter escolhido aquele assunto para substituir o outro. Mas já era tarde. Tinha de continuar, e seja o que Deus quiser! Afinal, não era nenhum mentira.

– Relax, okay?! Ele não teve culpa do Júnior ser, like, apressadinho e nascer antes do tempo. Logo no dia em que ele estava em Dubai, a negócios.

– Megan, isso não é desculpa. O cara sabia que o Júnior estava prestes a nascer e inventou uma viagem pra Dubai...?! Esse cara é um otário!!! — Davi esbravejou, mas ao reparar a carinha de desconsolo de Megan, tentou se acalmar. E segurando o queixo dela, fez um carinho com o polegar — Desculpa. Mas é que... Isso me tirou do sério. Em pensar que você ficou sozinha num momento tão importante como esse... Eu tenho vontade de matar o Artur!

Megan tentou forçar um sorrisinho triste.

– No. Eu não estava sozinha. Minha mom estava comigo.

Davi deu um suspiro triste.

– Megan, num é a mesma coisa. — Uma lágrima sorrateira desceu do olho de Megan, e Davi fez questão de enxugá-la com todo carinho. Depois estendeu os braços para ela — Vem cá!

Megan entendeu o chamado e se posicionou outra vez, sentada entre as pernas dele. E ele a abraçou tão forte que era quase como um promessa de proteção. Depois tascou dois beijinhos em sua bochecha sentindo o gosto das lágrimas salgadas que escorriam na face de Megan.

– Megan, uma vez você me disse que eu era, like, — Imitou-a, arrancando de Megan um risinho discreto. — um super-herói, porque comigo você se sentia segura, confiante... Eu sei que depois do que eu te fiz, eu virei quase que o bandido da história. Mas... Eu gostaria muito de voltar a ser o seu super-herói, de ser o seu Golias... — Deu um suspiro profundo e tascou mais um beijinho em sua face — Megan, deixa eu cuidar de você, te proteger...? — engoliu a seco.

Os lábios de Megan se curvaram em um sorriso e ela virou o rosto em direção a ele, que sorriu de lado.

– Deixo. — Ela sussurrou, para em seguida aproximar seus lábios dos dele e dar um beijinho bem demorado.

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Então seus olhares se encontraram em um momento sem fim. Até que os olhos de Megan pesaram e ela, enfim, conseguiu dormir nos braços de Davi.

O garoto ainda segurou um pouco o sono, tentando velar um pouco o sono de Megan e lhe fazendo carinho em seus cabelos.

– Boa noite, meu amor. — Davi disse, baixinho, sem que ela pudesse ouvir. E se ajeitando, procurou uma posição confortável — sem deixar de abraçá-la um segundo sequer — então dormiu. Feliz. Pois o coração de Megan finalmente parecia estar se abrindo para ele.

**********

O outro dia veio rapidamente, despertando Megan com os raios solares que adentravam a garagem pelas frestas do enorme portão. Imediatamente, ela colocou o braços no rosto para impedir o sol de acordá-la. Gemeu irritada por não conseguir o feito. E teve de — com dificuldade — abrir os olhos.

Quem ficou feliz por isso foi Linus que assustadoramente pulou em cima de Megan, lambendo seu rosto com ânsia.

– Oh, Linus! Linus, please! — Megan reclamou enquanto tentava empurrar o grandalhão. Em vão. — Stop! Linus! Oh, eu também te amo, okay?! Agora get out! Sai! — Dizia ela se divertindo.

Então, de repente, como um soldado obediente, Linus parou, sentando de frente a Megan, com a língua de fora.

A garota levantou e para retribuir, afagou o cão no pescoço, lugar que ele adorava ser acarinhado. Em resposta, ele deu um latido forte.

– Bom dia, Linus! Dormiu bem, good boy? — Perguntou ainda afagando o cão que se retorcia de felicidade. Então foi aí que ela se deu conta de que estava sozinha. E estranhou o fato já que em sua cabeça, ela e Davi tinham vivido uma linda noite. — Cadê seu dono? — Ela perguntou para o cão.

– Aqui. — Respondeu uma vinda da porta da garagem. Megan levantou o olhar e se deparou com um Davi segurando uma mesinha nas mãos. — Bom dia!

Ela sorriu e corou ao se dar conta do que se tratava.

– What's this?!

Ele levou a mesinha, pousando-a no colo de Megan.

– Café da manhã. Achei que seria um boa trazer pra cá porque a cozinha tá lotada de gente.

– Oh, Davi, thanks! — Ela agradeceu, começando a passar o olhar em volta das guloseimas que Davi havia escolhido para ela.

– Espero que tenha tudo que você goste. Botei até geléia de framboesa que eu sei que você adora. E, claro, nosso suco de morango com laranja.

Megan sorriu diante do lembrete. E sem pestanejar, pegou uma faca e melando na geléia, passou na torrada. Deu uma mordida e depois fitou Davi que a observava, fascinado.

– Isso é um de seus truques pra me reconquistar? — Indagou ela, curiosa.

Davi apertou os lábios e balançou a cabeça em negativa.

– Huuuuum, não! — Respondeu, para em seguida mostrar a mão que até então estava escondida em suas costas. — Esse é. — Disse e entregou uma rosa vermelha pra ela.

Ela segurou a rosa e depois de aspirar seu perfume, sorriu e aproximando seus lábios do dele, deu um beijo bem demorado e gostoso. Ele fechou os olhos para recebê-lo. E o coração de ambos acelerou.

– É linda, thank you.

– De nada. — murmurou Davi ainda embriagado pela iniciativa do beijo.

***************

– Oh, darling! Fique calma! Tenho certeza que Megan terá uma explicação para esse sumiço. — Dorothy tentava argumentar a fim de acalmar Pâmela que já estava prestes a chamar a polícia.

– Oh, Dorothy, Megan nunca dormiu fora sem avisar. Estou really preocupada com ela!

– Sheldinha, ela falou com o Edmilson e disse que ia dormir na casa de uma amiga. — Ernesto tentou contornar a situação que criou — Ela deve estar bem. Tenho certeza! Megan não é mais aquela garota maluquinha que ela era antes. — Completou e abriu os braços para que Pâmela se aconchegasse.

Ela recebeu os braços de bom grado, mas sua preocupação continuava.

– Yeah, I know. But... Megan não tem amigas in Brasil. E se ela foi assaltada, ou sequestrada ou... Oh, honey, não quero nem pensar no que pode ter acontecido a Megan e...

Mas antes que ela pudesse completar seu lamento, o ruído de uma chave girando na fechadura a interrompe. Pâmela correu até a porta na esperança de ser Megan. E era.

– Hi, mom! — Megan cumprimentou.

– Megan Lily Parker-Marra, posso saber onde você estava até essa hora?

Megan sorriu e abraçando a mãe por trás, disse bem baixinho a ela rente ao ouvido.

– Yeah. Eu estava no paraíso, mom!

– Where???? — Perguntou Pâmela, sem entender, depois de receber um beijo na bochecha bem estalado por parte de Megan.

– Onde está o Júnior? Ele já acordou? Estou louca para encher meu little prince de beijinhos e... — Disse Megan que desapareceu ao dobrar no corredor que dava para o quarto. Ela tinha um sorriso de canto a canto da orelha.

– Oh, você entendeu alguma coisa, Dorothy? — Pâmela perguntou para a amiga que sorriu.

– Maybe! — Dorothy respondeu com um ar de mistério, pois desconfiou que o nome do paraíso era Davi. Mas escondeu o fato, pois Pâmela há alguns dias atrás havia dito que não queria mais Megan com o garoto.

Para disfarçar, foi até o carrinho e se serviu com uma champanhe. Depois levou uma taça para a amiga, que bebeu o líquido num gole só, fazendo Dorothy e Ernesto darem uma gargalhada daquelas!

Mas por trás de uma parede, Nina escutava tudo que acontecia, sem perder um só detalhe.

– Então a Dona Megan acabou dormindo fora com o nerd...? Acho que alguém não vai gostar nada, nada de saber disso...

Sorriu de forma maléfica e tirando o celular do bolso, discou um número.