Notas iniciais
Demorei né?! Muito trabalho, mas está aí mais um capítulo. Quero reviews viu?!

Capítulo 20 de TIL

Na segunda-feira, Megan, ao contrário de qualquer outro dia, acordou bem cedo. Por não estar acostumada a isso, pediu para Nina lhe preparar um banho relaxante de banheira. Exigiu muita espuma, música ambiente e um óleo essencial de flor de laranjeira que adorava. Davi decerto iria adorar também, pensou, mesmo tentando se convencer de que ela não estava perfumando seu corpo pra ele.

Com tudo preparado, Megan enrolou uma toalha nos cabelos e deitou na banheira com a cabeça apoiada em uma das bordas. Fechou os olhos e rememorou a noite que passou com Davi. Já faziam três dias que acontecera e era como se ainda pudesse sentir o calor do corpo dele. Sorriu ao se lembrar de todas as palavras carinhosas que ouvira de sua boca, deixando-se embalar pela música que tocava.

Vinte minutos depois, terminou o banho e vestindo um roupão felpudo, voltou para o quarto. Sorriu ao observar seu filho, que ainda se divertia com vários brinquedos dentro do chiqueirinho. Decerto ainda não havia percebido sua ausência, tão entretido estava. Retirou a toalha da cabeça e esfregou os cabelos, que havia molhado no fim do banho, enxugando-os. Depois rumou até seu pequeno e retirando-o do chiqueirinho, levou-o até sua cama e encheu-o de beijos na barriguinha. Era tanta alegria em contato com sua mãe que o pequeno se contorcia todo em meio às risadas infantis. Megan precisava aproveitar o máximo de tempo possível com ele, já que não sabia o tempo que duraria seu trabalho naquele dia.

Trabalho... Era a primeira vez que utilizava essa palavra em uma frase referente a si mesma. Mas ficou feliz ao se dar conta de que seu amadurecimento passaria por mais uma etapa. Difícil. Diga-se de passagem. Mas ao mesmo tempo, gratificante. Muito gratificante.

– Dona Megan, a senhora quer que prepare o seu café da manhã? — Nina perguntou depois de bater na porta três vezes e entrar.

– Yeah. Quero sim. — Megan respondeu sem tirar os olhos de Júnior e sem parar com o dengo. — Thanks, Nina.

– Vou mandar providenciar. Com licença. — Nina disse. E já ia abrindo a porta quando ouviu sua patroa lhe chamando. Então deu meia volta. — Sim, dona Megan?! Precisa de alguma coisa?

Megan agora estava sentada e com Júnior no colo.

– Nina, foi você quem abriu a porta para Davi quando ele foi a San Francisco, há um ano atrás? — Megan quis ser o mais direta possível, assim poderia ver a reação dela de perto. Então se ela mentisse, Megan saberia na hora.

– O senhor Davi? — Nina questionou. E sua expressão não poderia estar mais natural — Não sabia que ele tinha ido a São Francisco.

Toda desconfiança de Megan desapareceu. A naturalidade de Nina não a denunciava em nada.

– Pois é... Ele foi. E parece que quem o atendeu, disse que eu estava viajando com o Tuca numa segunda lua de mel. And this is not true. Tuca e eu nunca viajamos com esse intuito. Never!

Nina fez uma cara espantada.

– Nossa, Dona Megan, quem poderia ter inventado algo assim?!

Megan deu de ombros.

– I don't no. Fico pensando e pensando, but... Ninguém me vem a cabeça. — Megan falou e se distraiu quando o brinquedo de Júnior caiu no chão. Então acabou não vendo a expressão de desdém que Nina lhe lançou.

Foi ela quem abriu a porta para Davi. Mas por sua vontade, e esperteza, Megan nunca ficaria sabendo. Never! — Falou em pensamento, imitando a patroa.

Então para disfarçar e readquirir a confiança de sua patroa, ela ajudou Megan a pegar o brinquedo que havia caído um pouco longe de seu alcance.

– Oh, Nina, thanks! — Megan agradeceu ao receber o brinquedo das mãos da babá de Júnior.

Nina forçou um sorriso. Depois começou a destilar seu veneno para retirar qualquer dúvida que Megan poderia ter sobre ela.

– Olha, Dona Megan, se a senhora quiser, eu posso ajudá-la a descobrir quem foi que recebeu o seu Davi e inventou essa estória absurda de lua de mel.

– Really, Nina? Eu agradeceria muito.

– Claro, Dona Megan! A senhora sabe que eu faço qualquer coisa que estiver ao meu alcance só para agradá-la.

Megan sorriu com ternura.

– Oh, Nina, it's so cute. Thanks!

Nina retribuiu o sorriso, forçando ao máximo seus lábios a se curvarem.

– Mas agora eu vou lá mandar que preparem seu café enquanto a senhora se arruma. — Nina avisou.

– Okay. Pode ir.

Então Nina fez uma espécie de reverência e saiu, fechando a porta atrás de si.

Sozinha, Megan colocou seu pequeno mais uma vez dentro do chiqueirinho e começou a experimentar algumas roupas na frente dele. Ele se divertiu vendo sua mãe desfilar com um e outro look, enquanto fazia caras e bocas pra ele.

*****

Uma hora depois, andando de um lado para o outro, Davi esperava, impaciente, uma certa garota americana chegar na Empresa. Durante esse tempo, chegou a olhar o relógio umas cinco vezes enquanto roía suas unhas, tamanha era sua ansiedade.

Ele estava na frente da sala de reuniões, vestindo uma calça jeans e uma camisa social. Bem ao seu estilo nerd de ser.

E mesmo em meio a sua agonia, a empresa se encontrava funcionando a todo vapor, com todos os novos funcionários trabalhando em um ritmo frenético de primeiro dia. Com o barulho que faziam, Davi mal conseguia ouvir sua própria respiração. Foi então que, de repente, um silêncio sepulcral tomou conta do ambiente.

Davi parou abruptamente, e desejando saber o que havia acontecido de tão interessante para que todos se calassem, ele virou. Olhou para os funcionários e percebeu que todos olhavam para uma só direção. A porta principal. Virou o rosto e seu coração acelerou instantaneamente ao se deparar com Megan, que nesse momento passava pela porta, retirando — com charme — seus óculos escuros.

Ela estava uma visão. Vestida em um lindo vestido preto de alças com um longo decote em "V", que chegava até a altura de seu umbigo, deixando a curva de seus seios à mostra pela tela de tecido transparente. O caimento do vestido ia até os joelhos, mas apresentava uma fenda lateral bastante insinuante. Para completar o look, sapatos pretos com salto agulha.

Escolheu para o cabelo, um rabo de cavalo sério, na altura de sua nuca e que descia pelo ombro. E para make, olhos bastantes destacados em preto, finalizado com um belo batom na cor nude.

– Demorei muito, filho do Jonas Marra? — Perguntou Megan ao se aproximar de Davi, que percorreu seu corpo de cima a baixo, com o olhar.

– Eu esperaria a minha vida inteira, filha do Jonas Marra. — Declarou, dando um sorriso de lado, quando seus olhares se encontraram.

Ela retribuiu o sorriso. E só aí ele percebeu que ela estava com um blaser preto com abas douradas pendurado em um dos braços. Pegou o blaser com educação, e o abriu à sua frente.

– Acho melhor a senhora vestir isso, se não quer que eu voe em cima de algum senhor assanhadinho nessa reunião?

Megan deu uma risadinha, mas obediente, virou e enfiou os braços dentro das mangas do blaser.

– Ciúmes, senhor diretor? — Megan perguntou, quando se virou de frente pra ele, provocando-o.

Ele encostou sua boca rente ao seu ouvido.

– Alguma dúvida disso? — Davi perguntou, roçando seus lábios em sua orelha. Os pêlos de Megan se eriçaram, e ela fechou os olhos, absorvendo aquelas palavras.

Antes de voltar a encará-la, Davi roçou, sem querer, o nariz na linha do pescoço de Megan. E acabou sentindo seu cheiro adocicado de flor de laranjeira. Ficou inebriado e teve de se segurar firme para não levá-la naquele mesmo instante para um lugar mais íntimo. Esperaria para mais tarde. Mas hoje, prometeu a si mesmo, Megan não escaparia.

– So... — Megan começou a falar, arrancando-o de seus devaneios. — Acho melhor a gente ir. Meu Daddy não costuma ser muito paciente com atrasos, right?!

– É. Vamos sim. — Abriu a porta da sala de reuniões e como um perfeito cavalheiro, deu passagem para que ela pudesse entrar primeiro.

Ela sorriu agradecida e entrou, sendo seguida de perto por ele.

A sala de reuniões era imensa e continha uma mesa redonda em seu centro aonde se encontravam sentados em torno de dez sócios. Megan e Davi se entreolharam, assustados. E procuraram por Jonas que, para sua imensa surpresa, não estava ali.

Ótimo! Teriam de começar sem ele. Tudo bem. Estavam preparados. Tinham lido e relido umas dez vezes cada relatório que Jonas mandara durante a semana. E apesar de Megan não compreender quase nada do que tinha escrito, ela estava confiante que, conhecendo Davi como conhecia, talvez nem precisasse chegar a abrir a boca.

Ledo engano. Quase na metade da reunião, uma confusão se sucedeu entre os sócios que concordaram com as idéias de Davi, e os que se posicionaram contra. E foi Megan que interviu e acalmou os ânimos. De forma brilhante. Com exatidão de palavras. Fazendo com que um certo nerd se derretesse por inteiro.

Ao fim da reunião, Murphy foi até a sala para comunicar a eles que Jonas os aguardava em seu escritório. Então depois de despedir-se de todos, Megan e Davi se dirigiram para lá.

Quando entraram, perceberam que Jonas tinha dado um jeito de estar na reunião, sem estar na verdade. Pois o mesmo estava assistindo a reunião através de uma imagem projetada na parede.

– Meus filhos! — Exclamou ele com entusiasmo. E abrindo os braços, abraçou um de cada vez. — Vocês não fazem idéia do quanto estou orgulhoso de vocês! Souberam conduzir a reunião com maestria. Parabéns aos dois!

– Valeu, Jonas! Mas acho que hoje quem realmente brilhou foi a Megan. — Um sorriso se formou no rosto da garota. E seus olhos brilharam. Davi, finalmente, estava dando a ela o seu devido valor. — Você viu o jeito como ela conseguiu persuadir aquele sócio marrento?

– Vi, sim. — Respondeu para Davi. Depois se dirigiu à Megan. — Peanuts, você foi maravilhosa. E muito esperta. Harold nunca se sentiu tão perdido com aquele seu discurso. Aquele velho prepotente teve o que mereceu!

Megan abriu ainda mais o sorriso.

– Aprendi com o melhor, right?! — Megan disse se referindo ao pai, que ficou encantado com a declaração.

Jonas sorriu e se virou para o capacho, que segurava seu marra book debaixo do braço, presenciando toda a cena.

– Murphy, o champagne. — Jonas pediu e o capacho teve de sair do transe para entender o que ele disse.

– Sim, boss. Agora mesmo. — Respondeu e se dirigiu até um frigobar que ficava no canto da sala. Abriu-o e pegou a garrafa. Depois,as taças, que estavam em cima do frigobar. Serviu três taças e levou para seus patrões. — Aqui, boss. — Entregou a primeira taça para Jonas. Depois, para seus filhos — E aqui está o de vocês dois, Marra filha e Marra filho.

– Pronto! Murphy finalmente encontrou um apelido para os dois! — Comentou Jonas para os filhos, que riram. Virou para o capacho. — Agora já pode se retirar, Murphy! — O indiano pareceu não ter ouvido, pois continuou no mesmo lugar com cara de paisagem. — Murphy, você entendeu ou quer que eu digitalize? Fora!

Murphy acordou e fazendo um reverência, saiu porta afora rapidamente.

– Agora... Um brinde a vocês, meus filhos! — Levantou a taça — E ao futuro da Marra Brasil!

Davi e megan também levantaram suas taças e brindaram com seu pai e entre si, repetindo a frase: "Ao futuro da Marra Brasil". Em seguida todos deram um gole na Champagne, que borbulhava.

– Ah, quase ia me esquecendo. — Jonas começou a falar atraindo a atenção dos dois. — Tenho uma surpresinha para vocês dois. Me acompanhem! — Jonas pediu depois de depositar sua taça em cima da mesa e se dirigir até a porta.

Megan e Davi se encararam com a testa franzida, mas mesmo sem compreender, deixaram suas taças no mesmo lugar em que Jonas havia deixado a sua. E passaram pela porta, seguindo pelo corredor, logo atrás de Jonas.

– Bom, espero que gostem! — Jonas falou, abrindo uma porta que dava para um escritório novo. — Essa aqui é a sua nova sala, Davi. Tentei deixá-la confortável e prática como eu sei que você gosta.

Davi e Megan arregalaram os olhos diante da beleza discreta e moderna da sala. Davi nunca tinha pensado por esse lado. Mas seu pai parecia conhecê-lo muito mais do que ele imaginava. Disfarçou um sorriso.

– Oh, Daddy, é perfeita! — Megan elogiou no lugar de Davi.

– É mesmo? Então espere para ver a sua? — Ele foi até outra porta que ficava na parede lateral da sala de Davi, ou seja, as duas salas eram separadas apenas por uma porta. Abriu-a e deu passagem para que a filha pudesse entrar.

A outra sala também era de tirar o fôlego. A diferença é que possuía um leve toque feminino. Megan ficou extasiada.

– Oh, Daddy, estou sem palavras. Você pensou em tudo! A minha sala é like... Tudo!

Jonas sorriu. Sabia que os agradaria, mas nem imaginava o quanto. Ele chegou perto da mesa que ficava no centro e tirou de lá um porta-retrato, depois levou-o para Megan, que ao olhar para fotografia, se emocionou. Era júnior dando um de seus melhores sorrisos.

Megan colocou a mão na boca, sufocando um pouco as lágrimas que estavam prestes a escorrer em seu rosto. Levantou os braços e enlaçou o pescoço do pai, em um abraço apertado.

– Thanks, Daddy! I love you!

– Também te amo, peanuts! — Respondeu Jonas com um tom de voz baixo.

Davi assistia toda a cena em silêncio. Ficou admirado com a atitude do pai. Será que já era hora de baixar as armas para ele? Questionou a si mesmo em pensamento.

– Bom, agora vou deixar vocês dois sozinhos para que possam curtir suas salas! — Jonas avisou, batendo uma palma na outra. Deu um sorriso para os dois e saiu, fechando a porta atrás de si.

Megan suspirou e encarou Davi, que agora se encontrava com as mãos enfiadas nos bolsos.

– Meu daddy, I mean, nosso Daddy não é o máximo?!

Davi deu um sorriso de lado e se aproximou dela.

– É. Pode ser. Ele tá se esforçando. Mas sabe o que eu mais gostei nisso tudo?

– No. O quê? — Perguntou sussurrando.

Antes de responder, ele enlaçou sua cintura e puxou-a para si. Megan sorriu com charme, segurou seus ombros, e seus olhares se encontraram.

– Que você vai trabalhar bem pertinho de mim. Então eu posso, de vez em quando, sabe... — fingiu uma cara de desinteressado, arrancando um sorrisinho de Megan. — Quando eu estiver estressado, vir aqui e te dá uns... beijos. — Essa última palavra foi dita em meio aos beijos que começou a depositar no pescoço de Megan.

A garota de uma risada, em uma mistura de cócegas e felicidade.

– Really?! Só quando estiver estressado?

Davi levantou o rosto e encarou-a com desejo.

– Não. Também quando eu não estiver.

Ela sorriu e segurou sua nuca, acariciando-a. Então fechou os olhos esperando que os lábios dele viessem aos seus. E foi exatamente isso que aconteceu segundos depois.

Davi se apossou de sua boca, devorando-a, a língua pedindo passagem com ânsia. Megan recebeu-a de bom grado. E os dois colaram seus corpos.

Em meio a isso, Davi foi empurrando Megan, esbarrando na cadeira e em alguns objetos da sala até chegar a mesa, onde içou Megan pela cintura para que ela sentasse em cima dela.

A garota, em êxtase, afastou as pernas para que ele se encaixasse entre elas e foi deitando devagar, com ele acompanhando o movimento em cima dela, e sem parar o beijo. Megan parou se apoiando nos cotovelos quando ele começou a descer os beijos pelo pescoço e colo, ao mesmo tempo em que acariciava suas coxas.

Ela inclinou o pescoço, sorrindo de prazer e olhou de lado. Então seu corpo esfriou ao se deparar com o objeto — antes não visto — em cima da mesa. Era um buquê de tulipas amarelas.

Davi franziu a testa e parou de beijá-la. Depois encarou-a, preocupado.

– Que foi, Megan? Parece até que viu um fantasma.

Megan o empurrou educadamente e se dirigiu até as flores.

– Davi, foi você? — Davi franziu o cenho com uma expressão de interrogação. Megan então perguntou, impaciente. — As flores, Davi! Foi você?

– Não. Deve ter sido o Jonas. — Davi falou naturalmente.

Megan ficou nervosa.

– No. O Daddy não sabe da minha preferência por tulipas amarelas.

– É. — Coçou a cabeça, confuso — E pra te dizer a verdade, nem eu.

– Oh, God! O único que sabe disso é... — Antes de revelar o nome, quis ter certeza. Então pegou o cartão que estava no meio delas. Aonde estava escrito...

" Boa sorte em seu primeiro dia de trabalho, pirralha. Com amor..."

– Tuca. — Leu o nome em voz alta para que Davi pudesse escutar.

Megan levantou o olhar para Davi, que agora estava de braços cruzados e mordendo a ponta do lábio, claramente irritado.

– Eu num tô acreditando que foi esse cara que te mandou essas flores!

– Yeah. Foi ele, but... Eu não entendo como ele soube que hoje seria o meu primeiro dia aqui na Marra. Eu não me lembro de ter dito isso em nenhum de nossos telefonemas.

Davi bufou de raiva.

– Telefonemas, Megan?! Achei que depois do que tinha acontecido com a gente naquela noite você e ele... — Balançou a cabeça de uma lado para o outro, decepcionado. — Mas já vi que tava enganado.

Megan arregalou os olhos e tentando contornar a situação, se aproximou dele, segurando sua camisa, obrigando-o a encará-la.

– No, Davi. Você não está entendendo. Eu converso com o Tuca sim, but é só pra falar do Júnior. I swear!

Davi mirou-a, triste, e retirou as mãos dela de sua camisa, com educação.

– Ah, claro, o Júnior...? O filho de vocês. Agora eu entendi tudo. Alguém está sobrando nessa estória. — Pausou para enxugar uma lágrima que sorrateiramente desceu por seu rosto — E esse alguém sou eu. — Concluiu e sem dizer mais nada, deu meia volta, e saiu em direção ao seu escritório.

– No, Davi, wait! Você não entendeu... I just... — Tentou seguí-lo, mas deu de cara com uma porta fechada. — Davi, please! Vamos conversar, eu posso explicar... Davi! — Implorou Megan quando ouviu o barulho de Davi trancando a porta com chave. — Oh, Shit! — Bateu na porta com força — Davi, open the door! Please! Eu não vou pedir duas vezes. Não vou correr atrás! No more!

Davi, do outro lado da porta, ouviu tudo, mas seu orgulho não permitiu que ele abrisse apesar de seu coração está exigindo o contrário.

Então ele chorou de raiva de si mesmo, dela, do Artur...Mas não do Júnior. Ele não tinha culpa de nada, e Davi não conseguia ter raiva dele. Por quê? Se perguntou. Não era ele o único empecilho entre Megan e ele? Era para ele odiá-lo. Então por que ele não odiava? E, pelo contrário, havia algo naquele menino que lhe despertava uma ternura sem tamanho. Por quê? Essa pergunta martelou seu cérebro durante um bom tempo naquele dia. Sem respostas. Sem uma mísera resposta.