Notas iniciais
E aí girls, desculpa a demora, mas é que os afazeres do dia dia estão ficando pesados. Só que primeto não abandonar mesmo que demore a postar. Pois ainda quero desenvolver muita coisa nessa estória so cute. Espero que curtam! E por favor deixem reviews! É sério, fico triste quando vejo o número de comentários. Cada vez menos. Tenho pra mim que não estão gostando... 😔

Capítulo 13 de TIL 💑

Parado em frente à porta do quarto que dividia com Manuela, Davi tentava reunir coragem para entrar. Sabia que aquela conversa não seria fácil, mas teria de acontecer mais cedo ou mais tarde já que seu coração não mais pertencia a ela.

Ficou pensativo e se lembrou do momento em que Megan perguntara pra ele se Manu e ele não desejavam ter filhos. Acabou inventando uma desculpa qualquer, como sempre fazia. Mas só ele sabia da quantidade de vezes em que se estressou tentando convencer Manuela de que já estava na hora de aumentar a família.

Sempre obtendo como resposta: Um belo "não", completamente enfeitado com desculpas esfarrapadas da nordestina.

E agora relembrando, Davi concluiu que aquele fora o principal motivo para o desgaste da relação. O outro, fora o fato de que Manuela vivia às voltas com os problemas da família. Chegando ao cúmulo de inúmeras vezes, Davi ter de dormir sozinho porque sua namorada precisara sair para resolver uma confusão em que seu irmão desmiolado se metera. E se fosse só o irmão... Entretanto, Davi descobrira tarde demais que a família pequena que Manu tantas vezes fizera questão de frisar não era tão pequena assim. Pois os amigos "malucos" que ela tinha em Recife, e que considerava como uma segunda família, cumpria o papel muito bem.

Tanto que, logo que chegara e fora apresentado a eles, Davi soubera no mesmo instante... Aqueles, definitivamente, nunca chamaria de amigos. Seus trejeitos, suas opiniões, suas ações, e principalmente seus gostos por coisas consideradas ilegais em nada agradara Davi.

Por causa deles, brigas e desentendimentos tornaram-se frequentes na vida do casal.

E foi nesse contexto que, alguns meses antes de receber o convite de seu pai para voltar ao Rio, Davi se vira inúmeras vezes nas madrugadas navegando na internet a procura de notícias de uma certa americana.

Nada.

Megan parecia ter evaporado no ar. Até mesmo os sites de fofoca que tanto perseguiram-na — no tempo de sua rebeldia — pareciam ter se esquecido ou mesmo se desinteressado da famosa marra-girl.

Por essa razão, sem ter como suprir sua saudade, o único remédio era se prender às lembranças doces de um momento lindo e feliz que nunca soubera valorizar.

E esperar...

Esperar pelo dia em que teria a chance de reencontrá-la... Para nunca mais se desencontrar.

Sorriu ao constatar que essa chance finalmente havia chegado. E não iria desperdiçá-la.

Por isso, sem mais pestanejar, ele segurou a maçaneta com firmeza e abriu a porta.

Encontrou Manuela colocando suas roupas dentro de uma mochila, que estava em cima da cama. E ao que parecia, a mala dela já estava arrumada e muito bem fechada.

– Manu, será que a gente pode levar um papo? — perguntou Davi, com as mãos enfiadas nos bolsos.

Manuela se virou para Davi, mas sem deixar de fazer o que estava fazendo.

– Vix, tem que ser agora, Davi? É que eu tô terminando de arrumar nossas coisas... Ah, você sabe onde é que tá aquele seu moletom azul que você adora? É que eu procurei no guarda-roupa inteiro e não encontrei. Tem também aquele seu short que...

– Manu, antes que você continue com isso, me escuta! — A nordestina parou de falar e Davi lançou a bomba — Eu não vou mais viajar.

Manuela arregalou os olhos e depois de se levantar, colocou as mãos na cintura.

– Como assim você não vai mais viajar? Tá doido, Davi?!

– Não. Eu num tô doido não. O Jonas me pediu pra ficar e ajudar ele a reerguer a Marra Brasil. E eu aceitei.

Manuela ficou indignada.

– Você aceitou ajudar Jonas a reerguer a Marra Brasil?! Você só pode tá de brincadeira comigo, né?!

– Nunca falei tão sério. — falou seco.

– Davi, e os nossos projetos, a nossa família, os nossos amigos...? Será que você num pensou nisso?

– Não, Manuela, calma aí! Eles são os "seus" amigos, a "sua" família e os "seus" projetos. A "minha" família, os "meus" amigos e projetos estão aqui no Rio. Aliás, de onde eu nunca deveria ter saído.

Manuela apertou os olhos.

– Esqueceu de mencionar a patricinha de Beverly Hills... Ou você acha que eu tô acreditando nessa sua pose de bom moço que quer ficar só pra ajudar o papaizinho?

Cada vez mais, Davi se convencia de que trocar Manuela por Megan seria a melhor coisa a fazer. Não suportava mais nem mesmo sua voz e muito menos suas ironias.

– Olha só, Manu, eu odeio quando você vem com essas suas ironias! — pausou para olhar no fundo nos olhos dela, fuzilando-a — E o nome dela é Megan.

Diante disso, Manuela começou a bater palmas.

– Caramba! Eu vou ter de dar os parabéns pra Marra esponja. Parece que ela fez o dever de casa dela direitinho. Lançou um joguinho e você, Davi Reis, tá caindo que nem um patinho.

– Não, Manuela Yanes, a Megan num tá fazendo joguinho nenhum. E, na boa... Tá se mostrando bem mais madura do que uma certa pessoa, ultimamente.

– Hum... É mesmo? — indagou com mais ironia ainda.

– É sim. — respondeu e Manuela revirou os olhos — Ah, e quer saber?! Chega! Tô ficando cansado disso tudo. A gente tá brigando demais, se desentendendo com tudo... Tá insuportável! — Pausou para dar um suspiro longo — Manuela, eu acho que a gente devia...

– Dar um tempo. — Respondeu antes que ele terminasse. Foi esperta. — É. Eu também acho. Vamos fazer assim... Eu vou pra Recife pra resolver umas coisas e vê como Igor tá, aí quando eu chegar a gente conversa melhor...

Davi franziu o nariz. Não era bem isso que ele estava pensando em fazer.

– Manu, eu num acho que a gente devia tapar o sol com a peneira. Tá muito claro o que tá acontecendo aqui... Não tá mais dando certo.

Manuela se aproximou dele e alisou seu tórax sob a camisa.

– Ai, Davi, você poderia ter pelo menos um pouco de consideração comigo. Tô enfrentando um bando de problema com meu pai que tá preso e Igor dando tiuti o tempo todo. — Davi revirou os olhos. Já não suportava mais ouví-la choramingar sobre isso.- E como se já não fosse suficiente, Jana me ligou hoje dizendo que vai se separar de Igor e vai tirar a guarda do filho, se ele continuar desse jeito.

Touchet! Manuela tinha atingido seu objetivo com essa última frase.

Davi se entristeceu. Ainda mais porque o filho de Jana e de Igor era seu afilhado com Manuela.

– Caramba! Sério? A Jana não pode proibir o seu irmão de ver o Miguelzinho. Nenhum pai merece ficar longe de seu filho.

– Eu concordo com você. Nenhuma mãe tem o direito de negar que um pai tenha contato com o filho. É muito egoísmo. Muita maldade... — Manuela já não falava de Miguelzinho, pois começava a destilar o seu veneno em relação ao Júnior.

– É. Também acho. — concordou ele, com uma expressão triste.

– Viu?! Por isso eu vou viajar pra ver se resolvo esse perrengue.

– Tá certo. Faz como você quiser. Mas eu num vou ficar esperando aqui no apartamento, não. Eu vou voltar pro meu quarto-garagem. Já até falei com a tia Rita.

Manuela sorriu, disfarçando a raiva.

– Tá. Você quem sabe.

Davi forçou um sorriso. Depois terminou de colocar suas roupas dentro da mochila.

– Então... Eu já tô indo. — colocou a mochila nas costas e acenou pra ela. — Tchau, Manu!

– Tchau, Davi! — Aproximou-se dele e tascou um beijo em seu rosto, que foi recebido por ele com indiferença — Se cuida!

– Tá. Você também. — Respondeu e abrindo a porta, foi embora.

Sozinha no quarto, Manuela pôde enfim desabafar. Ela deu um grito furioso, pegou o abajur e lançou contra a parede, quebrando-o em mil pedacinhos. Depois pegou o celular e discou um número bastante conhecido.

No quinto toque, a pessoa do outro lado atendeu.

– Alô! Artur, você tem que antecipar sua vinda ao Brasil. Davi não está brincando em serviço. Ele e Megan estão mais unidos do que nunca. Agora a pouco, ele veio com uma conversinha de terminar... Eu consegui ganhar tempo. Mas eu não sei até quando isso vai durar. Então acho melhor você entrar em ação antes que seja tarde demais e...

Manuela continuou falando até que Artur se convencesse de que precisava agir o quanto antes. Quando isso aconteceu, ela desligou o celular e naquela mesma noite pegou o primeiro vôo para Recife.

Duas semanas se passaram desde que Davi resolvera se mudar para casa da tia. Nesse entremeio, não vira Megan nenhum dia, até porque, para sua decepção, a reunião com os acionistas tinha sido adiada em três semanas. E como ela nunca atendia seu celular...

A garota também tentou manter contato com ele. Em vão. Seu celular só dava na caixa postal. O jeito era se conformar e tentar viver a sua vida como se ele não existisse.

Até que em uma certa tarde...

Megan estava brincando com seu filho na sala, quando escutou a campainha de sua casa tocar.

Franziu a testa. Quem seria aquela hora? Não estava esperando ninguém. Olhou para o filho e percebendo o quanto ele estava entretido com um brinquedo, levantou e correu para abrir a porta.

– Davi?! — Espantou-se a garota, com os olhos brilhando e um sorriso se formando nos lábios.

– E aí, Megan, tudo bem? — Davi cumprimentou-a com um meio sorriso, as mãos enfiadas nos bolsos.

– Yeah. Great. — Ela respondeu, espontânea.

Foi aí que um silêncio constrangedor ganhou o espaço, pois nenhum dos dois sabia o que fazer ou como se portar. Ambos se perguntando se deveriam se abraçar, dar um beijo no rosto, ou simplesmente não fazer nada.

– What are you doing here? — Megan perguntou, quebrando o silêncio.

– Eu vim... — buscou na mente alguma desculpa — ...falar com o Ernesto. Ele tá por aí?!

– No. — ela respondeu um tanto decepcionada. — Ele saiu com a minha mom. Mas não deve demorar. Se quiser ficar e esperar...

Isso era tudo que ele queria ouvir. Sorriu internamente.

– Posso? — Perguntou, apenas para ser educado.

– Yeah. Sure. — Respondeu. E dando espaço, fez um gesto para que ele entrasse. Depois fechou a porta e seguiu-o até a sala de estar.

– E o Júnior? — Davi puxou assunto.

Megan apontou com o dedo para um canto da sala.

– There. Brincando com o novos brinquedos que daddy deu pra ele.

Davi sorriu ao vê-lo concentrado em suas brincadeiras. Mas não resistiu em ir até lá para cumprimentá-lo.

– Hey, garotão!

O garotinho, que estava de costas, virou a cabecinha em direção à voz. Sorriu de canto a canto da orelha ao se dar conta de quem se tratava. Virou no mesmo segundo, engatinhou até ele e ofereceu os bracinhos pra que ele o pegasse nos braços. Em um gesto claro de quem estava com saudades.

Sem pestanejar, Davi se agachou e pegou-o. Deu um abraço apertado e um cheiro, depois levantou-o no ar, balançando e fazendo caras e bocas para o garotinho que ria muito, divertindo-se.

– Acho que ele really gosta de você. — Comentou Megan, sorrindo com ternura, ao presenciar a cena.

Davi se virou pra ela.

– Acho que é porque ele sabe que eu também gosto muito dele. — deu uma piscadinha, com charme. E Megan se derreteu.

– Sit down, Davi. — Megan disse para disfarçar e apontou para o sofá. — Fica à vontade.

– Valeu, Megan. — Davi agradeceu e sentou, soltando Júnior no chão, que engatinhou de volta para os seus brinquedos. Enquanto Megan fez questão de se sentar no outro sofá. Numa distância segura dele.

Ambos estavam observando o garotinho, quando de repente seus olhares se encontraram. Eles sorriram sem graça e se deram conta de que havia um clima diferente entre os dois. Estavam se portando como dois adolescentes em seu primeiro encontro.

– O Jonas teve aqui? — Davi perguntou.

– Yesterday. — respondeu de imediato — Veio para deixar uns relatórios para nossa reunião. Booooring! — Revirou os olhos, arrancando um risada gostosa de Davi.

– Ih, meu Deus, então acho melhor você ir se acostumando porque os relatórios de uma empresa como a Marra costumam ser bem "booooring". — imitou-a, com voz fina.

– Really?! Oh, God! Isso vai ser um desastre, Davi! Porque em se tratando de tecnologia, eu sou like um zero à esquerda. — angustiou-se.

– Eu também não sou bom com moda. — retrucou de forma natural — Sou like... — Imitou-a — ...um zero à esquerda.

Megan fez cara de interrogação.

– What?! Faz sentido, Davi. — pediu.

Antes de responder, Davi segurou a mão dela, que estava no joelho.

– O que eu quero dizer, Megan, é que a gente não tem que ser bom em tudo. Mas a gente pode aprender. E se você quiser, eu tô disposto a te ajudar.

Megan disfarçou um sorriso.

– Você vai ter que ter muita paciência, right?!

– Eu vou ter, Megan. — apertou a mão dela com carinho — Pode ter certeza. — mas ele já não se referia a ensiná-la e sim a reconquistá-la.

Megan compreendeu e corou. Então olhou para o lado e retirou a mão, abruptamente.
E se lembrando de algo, mudou de assunto.

– Davi, você pode me fazer um little bit favor?

– Claro, Megan. Pode falar.

– Cuida do Júnior enquanto eu tomo um banho. — pediu — É que a Nina ficou de fazer isso, but ela saiu e ainda não voltou. E eu estou me sentindo like imunda.

Davi riu, pois esperava tudo menos um pedido tão inocente como aquele.

– Tá, Megan. Pode deixar. Vai lá.

– Thanks, Davi. — Respondeu ela, entusiasmada.

E o entusiasmo foi tão grande que se levantou do sofá em um ímpeto, foi até ele e sem pensar nas consequências, tascou um beijo carinhoso em seus lábios.

Davi arregalou o olhar, pois não esperava aquele gesto. Tocou os lábios com os dedos.

E só aí Megan se deu conta do que tinha feito e também arregalou o olhar.

– Sorry. Eu não... — Megan tentou se explicar, mas as palavras morreram em sua garganta e ela quis fugir.

Mas Davi foi mais rápido e segurou o pulso dela, impedindo-a. Seus olhares se encontraram, com intensidade.

– Relaxa, Megan. — Davi disse, rouco. — Foi só um beijo.

– I know. Foi só um beijo. — disse, tentando encará-lo. Mas o desejo estampado no olhar de Davi desconcertou-a por inteiro. — Eu... Eu... Vou tomar banho. Cuida do Júnior, ok?! Eu volto logo! — tentou ir embora. Mas ele continuou segurando seu pulso.

– Megan, eu sinto sua falta. — desabafou, rouco.

Ela sorriu, os olhos brilhando.

– Me too. — Respondeu. Não podia mentir. Esses dias longe dele foram realmente insuportáveis.

Ele correspondeu ao sorriso e soltou-a. Então Megan saiu da sala quase que correndo.

Sozinho, Davi sentou no chão para brincar com Júnior, que adorou ter um companheiro. Juntos, eles brincaram muito. O nerd nunca pensou que pudesse se dar tão bem com o filho de Megan. Era como se eles tivessem uma ligação própria, invisível e muito, mas muito forte. — Pensou.

Mas foi interrompido por Júnior, que batia em seu braço para reivindicar algo.

– Dá, dá, dá... — apontou com o dedinho para um triangulozinho que estava longe do alcance dele.

Davi olhou para o local que Júnior apontava e avistou um pequeno triângulo. Única peça que faltava para completar um joguinho de encaixe.

– Ah, você quer o triângulo, é? Pera que o tio vai pegar pra você. Fica aí.

Davi levantou pra pegar. E quando voltou ficou surpreso com o que viu. Júnior tinha se apoiado no sofá e estava de pé. Ele sorriu ao vê-lo todo desengonçado tentando andar sem apoio. E ficou observando seu progresso, encantado. Até que, de repente, o pequeno arriscou e deu alguns passos, se equilibrando como se estivesse em uma corda bamba.

Quatro passos depois, o pequeno caiu. Davi tomou um susto e quase correu para levantá-lo. Mas não foi preciso, pois o garotinho logo se pôs de pé de novo e retomou sua caminhada. Então Davi, mesmo sem entender, se emocionou, os olhos brilhando de orgulho.

Foi quando o nerd se lembrou de algo extremamente importante. Megan. E saiu correndo até o quarto da garota.

Chegando lá, abriu a porta sem bater. Megan estava vestida apenas com um sutiã e um short-calcinha. E se virou, horrorizada com a invasão repentina.

– Are you crazy?! — esbravejou — I'm naked, Davi.

Sem dar a mínima para o que ela disse, Davi segurou seu pulso e puxou-a com violência em direção à porta.

– Esquece isso, Megan! Você precisa ver uma coisa. E tem que ser agora!

Então Megan saiu resmungando e quase que arrastada por Davi.

– Davi, eu espero que seja like muito importante o que você insiste que eu veja... — Megan reclamou quando os dois chegaram na sala — ...porque do contrário, eu... — parou de falar, quando viu Davi apontando para frente. — What?! — virou para olhar do que se tratava e ficou espantada com o que viu. Um sorriso se formou de canto a canto da orelha. E o coração quase saiu pela boca.

– Achei que não queria perder os primeiros passinhos de seu filho. — comentou Davi sorrindo.

Uma lágrima de felicidade e orgulho desceu no rosto da garota.

– Oh, Davi. So cute.

O nerd sorriu e aproximando-se, roçou o dedo na face da garota, enxugando sua lágrima.

– É mesmo, Megan.

Os dois se encararam, uma expressão apaixonada. E se abraçaram fortemente, os olhos fechados, sentindo o calor do corpo um do outro.

Mas parece que um certo garotinho querendo participar, caminhou até eles e agarrou uma perna de cada um. Sentindo isso, eles se soltaram rindo e Megan pegou o pequeno no colo.

– Mamãe tá tão orgulhosa de você meu lilttle prince. — e pressionou o rostinho dele com um beijo.

Davi ficou quietinho observando os dois. E sentiu uma vontade imensa de voltar no tempo e ter escolhido ficar com Megan. Assim Júnior seria seu filho com ela e eles formaria uma família linda e feliz. Sorriu como um bobo só de imaginar.

O momento família foi interrompido quando ambos escutaram um barulho vindo da porta. Era Pâmela e Ernesto que acabavam de retornar.

– Fala, Davi, meu amigão. — Ernesto cumprimentou o amigo com um abraço apertado. — Nem sabia que cê tinha chegado.

– Fala, Ernesto! Como é que cê tá, cara?!

Enquanto os dois se cumprimentavam, Megan foi até a mãe e chamou-a para ir até seu quarto ver seu pequeno andando. A avó coruja não pensou duas vezes, e seguiu Megan pelo corredor, logo depois de cumprimentar Davi.

Já Ernesto tratou de pegar umas cervejas na geladeira.

– Caramba, quanto tempo, heim?! — Disse Ernesto quando os dois se sentaram no sofá. Ele jogou uma latinha para Davi, que apanhou no ar. — Mas me conta... Como tá lá em Recife? E a Manu... Não veio com você?

Davi sorriu sem graça.

– Veio sim. Mas teve que ir embora.

– Sério, cara?! Que chato. Mas... Aconteceu alguma coisa?

Davi coçou a barba.

– Aconteceu. — Tomou um gole da cerveja — A gente deu um tempo.

– Cara, fala sério! E qual foi o motivo?

– Megan. — Respondeu de forma natural.

– De novo? Achei que ela tinha desencanado disso.

– Não. Tá bem pior. Até porque agora ela tem motivo.

Ernesto franziu a testa.

– Como assim ela tem motivo?

Davi respirou fundo antes de responder.

– Acho que pra você eu posso ser sincero. Eu quero a Megan de volta, cara. E dessa vez é pra valer. Eu descobri que tô... Completamente apaixonado por ela.

Ernesto arregalou o olhar, espantado. Jamais imaginaria escutar isso vindo da boca de Davi. E no fundo ficou feliz. Sempre achou que Davi e Megan foram feitos um para o outro. Iria ajudá-lo no que fosse necessário... Davi encontrou um grande aliado em sua luta.

Notas finais
E aí, curtiram?!?! Próx capítulo tem ceninha de ciúmes... Até lá! Beijokas!