Turnaround In Love
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Capítulo 14 de TIL 💑
– Caramba, Davi! Você apaixonado pela Megan...? — Ernesto questionou o amigo, que sorriu fraco. — Que reviravolta, heim?!
– Pois é, cara. E o pior é que agora eu já nem tenho tanta certeza se ela continua apaixonada por mim. — Respondeu Davi, desconsolado.
Ernesto ficou pensativo, mas em seu jeito animado de ser, se levantou.
– Caraca, moleque! Isso dava uma saga e tanto!
Davi franziu a testa.
– Ih, meu Deus, lá vem ele.
– Eu falo sério, Davi. Tua história com a Megan é um desses romances que pega, sabia?! — Davi revirou os olhos — E eu já tô até pensando em um nome. Escuta aí e vê se você gosta. — Fez um suspense antes de dizer o nome de forma devagar — "Turnaround in love". E aí, o que você acha?
Davi soltou um riso e levantou. Depois segurou o ombro do amigo.
– Sinceramente?! Eu acho que você endoidou de vez.
– É. Vai zoando. Mas quando eu começar a escrever o roteiro e o negócio bombar, nem vem pedir os direitos autorais, tá certo?!
Davi levantou as mãos, rendido.
– Tá certo. Pode deixar. Prometo que não vou pedir. — Respondeu Davi com um tom de deboche — Agora, vem cá, a Megan num vai mais sair daquele quarto não?
Ernesto sorriu com malícia.
– Huuum, já tá com saudades, é?
Davi fez uma careta sem graça.
– Tá me achando ridículo, né?!
– Só um pouquinho. — Respondeu e riu em seguida. — Mas... Acho que agora é a sua vez de correr atrás. Afinal, a garota estava totalmente na tua, você que não soube valorizar.
– Pois é. Se arrependimento matasse... — Deu um suspiro triste.
Ernesto ia dizer mais alguma coisa, mas desistiu quando ambos ouviram o som de passos vindo em direção à sala.
Imediatamente, os dois se viraram para ver de quem se tratava.
Era Megan, que estava deslumbrante, vestida em um vestido preto que destacava e delineava suas curvas. Bijuterias de todos os tipos e tamanhos adornavam seus pulsos, orelhas e pescoço. E o toque final se deu com as sandálias de salto fino que possuíam tiras que se enrolavam em suas pernas até a altura da panturrilha. Além da make "a lá" Megan Lily Parker-Marra.
Os dois garotos arregalaram os olhos e ficaram boquiabertos, diante da visão.
– Que tal estou?! Gostaram do meu look? — Perguntou Megan, que deu uma voltinha para se mostrar completamente. E eles notaram ainda, que para desespero de Davi, as costas do vestido era nua.
Davi ficou estático, encantado com a beleza sublime de Megan.
– Caraca, moleque! — Exclamou Ernesto, que caminhou até Megan e segurou suas mãos. — Que a princesa Shelda me perdoe, mas você, Megan, hoje se superou. Tá uma gata! Você num acha, Davi?! Fala aí!
O garoto teve de piscar várias vezes para sair do transe em que se encontrava e escutar o que Ernesto acabara de dizer.
Mas antes de responder, limpou a garganta que estava seca.
– Tá. Tá sim. — Engoliu a seco — Tá muito linda. — A sinceridade dessas palavras estava em seus olhos. Megan percebeu e sorriu graciosamente, só pra ele, agradecida.
– Mas, vem cá, Megan... — Ernesto chamou a atenção dos dois, quebrando o clima. — Você vai sair pra onde, toda produzida assim?
E só foi depois dessa pergunta que Davi se deu conta da realidade. Megan iria sair. Mas pra onde? Com quem? Por quê? — Davi se perguntou, já batendo o desespero.
– Cê vai sair, Megan? — Davi questionou antes que pudesse aprisionar as palavras na boca.
– Yeah. Vou. Nosso primo Danildo me ligou e me chamou para ir a uma balada com ele e os amigos.
Davi cruzou os braços e fuzilou-a com o olhar. O que deixou claramente em evidência o ciúme que tinha dela.
– E você vai? Vai sair com o Danilo e os amiguinhos dele?
– Of course. — Respondeu naturalmente — Já estou cansada de ficar hibernando em casa, like, a monja.
– E você vai ter coragem de deixar o Júnior sozinho?! — Queria arrumar qualquer pretexto para fazê-la desistira daquela idéia. Em vão. Megan não parecia disposta a ceder.
– Easy boy! Eu sou mom em tempo integral. Estou really precisando me divertir um pouco. Além disso, minha mom vai ficar com ele. Nada vai acontecer enquanto eu estiver fora, okay?!
– Tá. Faz o que você quiser! — Davi soltou essa frase, vencido.
Megan disfarçou um sorrisinho de triunfo. Depois ajeitou a alça da bolsa no ombro.
– Sendo assim, eu já vou. O primo Danildo já deve estar me esperando. Bye guys. — Acenou e foi embora rebolando, deixando Davi a ver navios.
– Droga! — Esbravejou Davi, quanto a porta se fechou. — Esse babaca tinha que aparecer logo agora!
– Calma, Davi! O garoto é primo dela.
– Primo?! Primo esse que arrasta um caminhão por ela. Primo?! Até parece. E como se num bastasse ainda inventou de levar os amiguinhos.
– Caraca, Davi! Relaxa. A Megan tá mudada. Ela num vai fazer nenhuma besteira com esses caras. Posso te garantir isso!
– Cê acha mesmo?! Porque a vontade que eu tô aqui é de ir atrás dela pra acabar com a festinha desses babacas.
– Mas você num vai, né?! A Megan não ia gostar nenhum pouco dessa sua atitude. Lembre-se que ela se apaixonou pelo bom garoto e não pelo bad boy.
– É. Você tem razão. Acho melhor é eu ir embora pra tentar esfriar a cabeça antes que eu cometa uma besteira.
Ernesto passou o braço em volto a dos ombros de Davi e deu um leve tapa em seu peito.
– Também acho, cara. Vai pra casa. Toma um banho. Relaxa. E tenta não pensar nisso. Quem sabe a sorte não vira a teu favor, hum?!
– Sorte?! Acho que eu preciso é de um milagre. Mas... Deixa isso pra lá! Valeu aí pela força. Eu vou indo. Tchau! — Abraçou o amigo com duas tapinhas nas costas.
– Té mais, cara! — Ernesto respondeu acenando e fechando a porta.
Algumas horas depois, Davi estava jogado em seu sofá, que ficava em seu quarto-garagem. E sua expressão indicava claramente que estava aborrecido.
– Davi, meu filho, quer comer alguma coisa? — Rita perguntou quando abriu a porta e avistou o sobrinho perdido em pensamentos.
Davi virou o rosto em direção a ela. Mas não mudou sua feição.
– Não, tia. Brigado. Tô sem fome.
Preocupada, Rita, entrou e se aproximou do garoto, sentando-se ao seu lado.
– Que foi, Davi?! Tá assim porque a Manu foi embora?!
– Não, tia. A Manu é página virada na minha vida. A gente deu um tempo.
Rita levantou as sobrancelhas, espantada.
– Sério?! Que chato... Quer falar sobre isso?!
Davi balançou a cabeça em negativa e fez um careta.
– Não. Eu só quero ficar sozinho. Desculpa, tia, mas eu tô realmente precisando. E a Manu não tem nada a ver com isso. Posso garantir que não é ela que tá ocupando meus pensamentos agora.
Rita passou a mão nos cabelos dele, fazendo um carinho de mãe. Ele retribuiu forçando um sorriso.
– Entendi. Então eu vou guardar uma comidinha dentro do forno para o caso de você sentir fome mais tarde. — Rita disse já se levantando para ir embora — Mas... Quer um conselho de mãe adotiva?! Fica parado aí não. Vai em busca do que você quer. Ela já foi amarradona em você. E aposto que ainda é. — Piscou o olho e sorriu, indicando que entendera claramente de quem ele estava falando. — Além disso, ela tem um filho lindo que eu ia adorar mimar. — Soltou um beijo pra ele. Depois abriu e fechou a porta atrás de si.
Sozinho, Davi soltou uma risada pelo nariz. Sua tia era mais perspicaz do que imaginava. Suspirou profundamente, digerindo cada palavra do que ela disse. Contudo, seus pensamentos foram interrompidos por um barulho estranho vindo do lado de fora da garagem. Franziu a testa, estranhando principalmente porque ouviu o latido ensurdecedor de seu cão. Imediatamente levantou. E vestindo a camisa desingonçadamente, correu em direção ao portão de casa. Então mal pôde acreditar no que viu.
– Megan?!
E era ela mesma, parada na calçada de sua casa, mais linda do que nunca, iluminada apenas pela luz da lua.
Ela sorriu, os olhos amendoados e brilhantes que ele tanto amava.
– Hi, Davi.
– O que cê tá fazendo aqui?! — Não que ele não quisesse que ela estivesse ali. Mas estava curioso. O que teria acontecido para ela ter ido até ali? Será que seu desejo teria sido atendido e ela estava ali para dizer que nunca deixou de amá-lo.
– I don't know. Os amigos do primo Danildo quiseram, como vocês dizem aqui in Brazil, estender a noite. E vieram aqui pra casa da nossa grandma para terminar de beber e se divertir. Um deles derramou seu drink em minha roupa. Fiquei com tanta raiva que saí e vi que a luz da sua garagem estava acesa. Fiquei curiosa e não sei bem como aconteceu, mas... acabei vindo parar... Aqui. — Davi deu um sorriso radiante, que morreu assim que ela continuou a falar. — Mas não se preocupe que vou ligar agora mesmo para o Edmilson vir me buscar.
– Megan, não precisa! Você pode... — Mas antes que Davi pudesse terminar a frase, Megan pegou o celular e discou um número.
– Alô! Edmilson?! It's me. Já terminei aqui. Você já pode vir me pegar. Eu estou na casa do Davi e... Edmilson?! Hellow! Edmilson?! — Franziu a testa e se voltou para Davi que a observava, curioso. — Oh, Davi, a ligação caiu. E agora só dá na caixa postal.
– Calma aí, Megan! Ele deve estar atravessando algum lugar sem sinal. Relaxa que daqui a pouco ele liga. — Davi disse a fim de consolá-la.
E foi exatamente isso que aconteceu. Depois de alguns segundos o celular de Megan tocou e ela atendeu quase que de imediato.
– Oh, hi, Edmilson! O que houve? What?! Engave...what?! Eu não estou entendendo. Dá pra explicar melhor?!
– Calma aí, Megan! Dá aqui o celular! — Ele pediu e ela entregou, obediente. — Fala Edmilson! É o Davi. Sim. Engavetamento...? Seis carros?! Caramba! Eu imagino o engarrafamento. Mas quanto tempo você acha que vai demorar aí?! Ah, a previsão é de quatro horas, no mínimo. — Megan arregalou os olhos — Entendi. Não. Fica tranquilo que a Megan tá comigo. Eu vou cuidar dela. Pode dizer pra Pâmela. Tá certo. Tchau. Abraço. Sucesso. — Ele desligou e Megan ficou esperando uma explicação. — É, Megan, parece que aconteceu um engavetamento de carros e...
– What is this?
– É quando vários carros, nesse caso seis, batem um na traseira do outro. É um problema e dá o maior engarrafamento. O Edmilson falou que vai demorar umas quatro horas, mais ou menos, para o trânsito ser liberado.
Megan franziu a testa, indignada.
– Oh, really?! E agora, Davi?! Como eu faço pra voltar pra casa?
– Nesse caso, você vai ter que esperar porque nem o meu carro, nem táxi vai conseguir passar nesse engarrafamento.
– Oh, shit! — Esbravejou Megan- I don't believe que eu vou ou ter que voltar pra casa do Danildo e aguentar aqueles amigos dele que são, like, insuportáveis.
– Não, Megan, por favor! Você não precisa disso. Se quiser, você pode ficar aqui na casa da tia Rita... — Pausou. Depois continuou — ...Comigo.
Megan arregalou os olhos, e seu coração disparou. O simples fato de ficar sozinha com Davi a aterrorizava ao mesmo tempo em que a excitava.
– No, Davi. Não precisa, okay?! Eu vou...
– Vai o quê?! Fretar um jatinho? Ou será que você vai voltar pra casa do Danilo só porque tá com medo de ficar sozinha comigo?
Megan franziu a testa. E se fez de rogada.
– Are you crazy?! Eu não estou com medo de ficar sozinha com você.
Davi sorriu de lado, maliciosamente. Então deu dois passos em direção a ela e enfiou as mãos nos bolsos, seus corpos a milímetros de distância. Megan conseguia sentir a respiração de Davi em seu rosto.
– Não? Tem certeza disso? — Davi provocou.
– Yeah. Sure. Tenho certeza, Davi. — Megan respondeu, nervosa. Mas com o queixo empinado, indicando uma calma que estava longe de acontecer.
Davi abriu mais o sorriso.
– Tá certo. Acredito em você. Então... As damas primeiro. — Brincou. E saindo da frente dela, apontou o caminho em direção a sua garagem.
Megan ficou séria e ajeitando a bolsa no ombro, pisou o chão com seus saltos, indo para o lugar que ele apontava.
Ele riu. Adorava o jeito marrento que algumas vezes ela demonstrava. Depois ele mesmo saiu em seu encalço. Feliz como uma criança.
Enquanto isso, na casa de Pâmela, Ernesto falava em segredo com Edmilson. Eles estavam em um canto da sala.
– Então você tem mesmo certeza que ela estava na casa do Davi? — Perguntou Ernesto pela terceira vez.
– Sim senhor. Foi isso que ela me disse antes que o senhor me tirasse o celular da mão e desligasse.
Ernesto sorriu com triunfo.
– Certo. Então o destino resolveu jogar a favor dos dois. E... Um pequeno empurrãozinho de um amigo nunca é demais, né?! Mas... E eles acreditaram na história absurda do engavetamento?
– Sim. Certamente. Eu cheguei até a falar com o senhor Davi e deu pra perceber por sua voz que ele acreditou em cada palavra que eu disse.
Ernesto abriu um sorriso maior ainda.
– Gênio! Eu sou um gênio! Agora... É com ele. Espero que ele saiba aproveitar a oportunidade. E você, Edmilson... — Deu um tapinha amigável no peito do motorista. — ...será muito bem recompensado pelo favor que me fez.
– Obrigado senhor. Posso me retirar?
– Pode sim. — Ele respondeu e depois de menear a cabeça, o motorista saiu, satisfeito pela grana que ia receber a mais. E Ernesto voltou para o quarto de Pâmela que aguardava notícias da filha.
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