Tudo que Poderia ter Acontecido

15 A garota, o soldado e o homem maltrapilho


Notas iniciais
FIM DO SEGUNDO ARCO Olá meus queridos. Esse capitulo encerra esse arco referente ao Eleventh e deixa perguntas sobre se ele deve ou não retornar à fic. Outra questão: o quanto gostam de Amy Pond. Enfim espero que gostem do fim do arco, eu quis que esse final fosse feliz, triste e com aventura e tem algo hentai mas não excessivo. Me digam se gostaram desse modelo de capítulo e por favor comentem. São poucas pessoas comentando, isso dificulta muito o destino da fic. Beijos

Desistiria da eternidade para te tocar

Pois eu sei que você me sente de alguma maneira

Você é a mais próxima do paraíso que sempre estarei

E eu não quero ir para casa agora

E tudo que posso sentir é este momento

E tudo que posso respirar é a sua vida

E mais cedo ou mais tarde se acaba

Eu só não quero ficar sem você essa noite

E eu não quero que o mundo me veja

Porque eu não acho que eles entenderiam

Quando tudo é feito para ser quebrado

Eu só quero que você saiba quem sou eu”

(Tradução livre da música “Iris” – Goo goo dolls)

Rose Tyler correu pelo cômodo e pegou o apoio do abajur e bateu na cabeça do soldado vestido de negro e com o tapa olho do Silencio. Ele não pareceu se abalar profundamente, mas Rose o golpeou inúmeras outras vezez com força e ele cambaleou para próximo da janela, o modo que ele provavelmente usou para entrar no aposento. Rose foi até a porta para abri-la consciente de que gritar não bastaria, contudo, a porta estava trancada. Danny Pink a a segurou pelos ombros e a lançou novamente com força e a garota caiu na cama enquanto tentava fugir sentiu seu pé sendo puxado. Ele estava ali friamente em cima dela com uma faca no pescoço da garota.

–Vai me matar? – Rose tinha que ganhar tempo mas seus olhos se enchiam de lágrimas.

–Sim, é o meu dever – Respondeu Danny Pink hesitante com o rosto da jovem.

Rose o chutou com força o lançando para longe. Foi então que o Doctor abriu a porta depressa e puxou Danny Pink com ainda mais força, o afastando em absoluto de Rose e o colocando contra a parede fazendo a faca do homem cair. Vastra e Jane foram rapidamente até Rose que novamente tinha a cabeça sangrando graças ao espelho. O Doctor segurava Danny com força e fúria e foi então que o homem revidou o empurrando com ainda mais força e pegando uma faca pronto para se lançar, irracionalmente em direção a Rose. Dessa vez foi o Doctor que segurou os pulsos dele e segurou a faca de Danny.

A garota Bad Wolf e o Doctor invisíveis assistiram à cena perplexos ao verem o Doctor colocar Danny Pink contra a parede com raiva e aproximar a faca da barriga do homem.

–O homem que se recusa a usar uma arma será mesmo capaz de me matar? – Perguntou Danny sentindo a força dos braços do Doctor contra o pescoço dele.

–Esse homem não existe quando alguém se atreve a ferir as pessoas que amo – Rebateu o Doctor ainda o fitando com raiva.

–Doctor, está tudo bem. – Disse Rose com a voz calma e ao mesmo tempo cheia de medo, temor que ele fizesse algo impensado – Eu estou bem, vamos apenas prendê-lo.

–Sinto muito Rose – Rebateu o Doctor olhando profundamente nos olhos de Danny Pink e então cravando a faca na barriga do homem – Ele não será salvo essa noite.

–Veja quem é seu amado, Rose Tyler essa é a verdadeira natureza dele – Disse por último Danny Pink enquanto caia no chão ainda encostado na parede com a mão no ferimento fatal.

Rose se colocou de pé assustada ao ver Danny Pink cair no chão sangrando, o homem sorria sadicamente em uma vitória tão silenciosa quanto o próprio Silêncio. Vastra e Jane apenas olharam para o chão e deixaram o aposento compreendendo que deveriam deixar o Doctor sozinho nesse momento. Rose nunca o vira matar friamente e não parava de encarar o rosto agora desfalecido do homem que ele havia tirado a vida, o Doctor apenas se afastou e caminhou para janela olhando a paisagem da Londres vitoriana.

–Você não é isso, não é um homem que não dá uma chance – Disse Rose ainda estagnada no mesmo lugar enquanto lágrimas desesperadas saíam de seus olhos.

–Por que eu deveria me desculpar por ser o monstro que me tornei se ninguém nunca me pediu desculpas por ter me tornado algo assim? – Perguntou o Doctor finalmente se virando para o aposento.

Rose que ainda usava o anel caminhou até o Doctor segurou o rosto dele com mãos tremulas ao ver que ele tinha os olhos cheios de amargura, perca e dor. Havia tanta raiva dentro dele, tantas coisas perdidas que parecia difícil encara-lo. Foi então que Rose percebeu que construiu aquele monstro terrível, que ela era a responsável direta ou indiretamente por toda aquela dor impronunciável.

–Desculpe, eu sinto muito Doctor – Disse Rose o fitando – Sinto muito por ter te tornado um monstro, sinto muito não ter ficado para sempre.

Doctor abaixou os olhos e então sentiu Rose o abraçar com tamanha intensidade que por muito tempo foi difícil respirar. O Doctor invisível tinha lágrimas nos seus olhos, a intensidade daquela verdade gritada com tamanha intensidade o havia surpreendido, sua alma sombria revelada o havia surpreendido assim como a gratidão por não ter feito algo assim em sua realidade. Rose estava ali e o Doctor precisava disso, era típico dele precisar de Rose Tyler. Em algum momento em meio ao abraço a garota simplesmente o conduziu para fora do aposento com os olhares afirmativos de Vastra que diziam “Cuidaremos de tudo”, ela abraçou rapidamente as novas amigas que provavelmente nunca veria novamente e levou o Doctor de volta para a TARDIS.

Rose Tyler foi até o guarda roupa, vestiu novamente seu vestido de noiva e a capa vermelha em seguida encontrou o Doctor na sala de controles sentado estarrecido parecendo mais culpado ou triste do que nunca e então decidiu que deveria fazer a coisa certa, não foi difícil para Rose encontrar o quarto do Doctor, ainda era o mesmo a não ser pelo verde profundo das paredes, ela então o levou até a cama e o fez sentar. Em seguida se colocou do lado pousando a cabeça no ombro do Doctor que então a puxou para perto a abraçando. Ficaram assim por muito tempo, entre olhares e aquela proximidade. Rose sentiu o beijo delicado dele, quase hesitante como se temesse a rejeição, ele não sabia antes daquele momento que ela era capaz de amar todas as suas regenerações, afinal era sempre o mesmo homem. Quando o Doctpr a puxou para mais perto e a fez deitar na cama com um olhar intenso que praticamente pedia autorização a garota respondeu com um simples beijo. O homem que tirava sua roupa, que tocava seu corpo, que a beijava gentilmente não era seu Doctor e ao mesmo tempo era; agora em meio ao controle dele, a loucura dela e o fato de ele a possuir com tamanho conhecimento provava que de fato ainda era o Doctor. Era o mesmo homem e ainda assim não era, eram os dois corações acelerados ao segurar o braço de Rose para trás e era o mesmo beijo que a alucinava. Ao senti-lo dentro dela, somente ao sentir o delírio inevitável ao qual ele a conduzia com tamanha gentileza soube que ele ainda era o Doctor mesmo no dia em que não havia se comportado como um. O suspiro final de Rose quando alcançou o ápice parecia tão intenso quanto para o Doctor, contudo para ele aquilo parecia estranhamente celestial, ele deixava claro que nunca mais sentiria ou que talvez demoraria um longo tempo para sentir algo tão intenso. Rose notou em cada ato daquela noite o amor absoluto do homem que ela não sabia que a amava tanto e de alguma forma ele sentiu através da rendição absoluta da garota a mesma coisa.
Rose estava feliz em estar deitada ao lado daquele homem que tanto conhecia e tão pouco sabia, eles estavam ali deitados um na frente do outro se encarando há horas. Eles haviam se vestido, deitado na cama um de frente para o outro e se olhavam nos olhos esperando pelo fim, pela partida dela. Para o Doctor aquele era o adeus mais definitivo de sua vida, mas para Rose era apenas o começo de algo que seria grande. Algo que seria um pacto válido para o resto de sua vida.

–Eu nunca esquecerei de você, Rose Tyler – Garantiu o Doctor ainda com a mão no rosto de Rose, sentindo a lágrima no próprio rosto cair – Estará para sempre nos meus corações.

–Uma vida toda ao seu lado é a melhor coisa que eu poderia ter Doctor – Garantiu Rose com um sorriso triste – Obrigada por permitir.

Rose Tyler o viu sorrir com os olhos mais tranquilos, com uma esperança renovada e com uma perspectiva mais feliz. Ao sentir o impulso do teletrasporte a levando de volta para sua vida lamentou não ter tido mais tempo com o Doctor que ainda viria, simplesmente porque desejava salva-lo. Talvez, apenas talvez tudo aquilo que viveram tivesse sido o bastante para devolver esperança. Rose Tyler caiu novamente na sala de controle da TARDIS e viu diante dela o Doctor de terno sorrindo e a ajudando a levantar. Ele estava com Donna Noble que parecia exausta, pelo visto eles haviam corrido muito para tornar o retorno de Rose possível.

Rose sorriu para o Doutor, o homem que mais amou e amaria durante toda a vida e desejou profundamente ser capaz de afasta-lo e poupar todo o sofrimento, toda a transformação e coisas terríveis que ocorreriam no futuro. Ela desejou ser mais do que o grande e cruel Lobo Mau e salvar aquele homem, mas infelizmente ela não seria capaz de deixa-lo mesmo que as consequências por ela assistidas fossem terríveis. A garota Bad Wolf sorriu ao ver a felicidade do Doctor enquanto o Doctor invisível confirmava que talvez toda a dor futura não compensasse a dor que viria. Rose se viu duvidando sobre seu casamento, sobre a decisão terrível de condena-lo a um futuro sombrio porque ainda tinha aquelas palavras assustadoras assombrando todo o seu corpo e elas gritavam em uma voz desconhecida palavras honestamente terríveis: “Por que eu deveria me desculpar por ser o monstro que me tornei se ninguém nunca me pediu desculpas por ter me tornado algo assim? ”

Notas finais
O que me dizem: mereço comentários, favoritações ou recomendações? Beijos