Tudo que Poderia ter Acontecido

25 A garota na constelação de Kasterborous


Notas iniciais
Olá meus queridos. Aqui vai o primeiro capítulo do grande arco referente a Gallifrey. Confesso que estou super frustrada porque não consegui postar a capa do capítulo aqui no Nyah. Alguém sabe me dizer como faz isso? Caso eu receba uma luz todos os capítulos do arco terão capas já que dividi tudo em Episódios. Por favor comentem, recomendem, favoritem. Tudo isso é extremamente importante e realmente motiva a continuar. Por favor leitores fantasmas se manifestem e aqueles que não são fantasmas - por favor continuem a comentar. Enfim, sábado é o meu aniversário e façam uma autora feliz haha. Beijos e boa leitura.

Rose Tyler suspirou profundamente. Pete Tyler parecia imparável nas advertências para a filha grávida e suas palavras já não diziam muita coisa, a garota assentia com algum receio temendo profundamente magoar o pai, mas já sabia tudo que precisava saber. A garota Bad Wolf e o Doctor invisível olhavam a cena com certa preocupação afinal na grande sala de estar da nova casa dos Tyler estava Rose grávida de seis meses, Amy Pond e Rory Willians sentados na poltrona dando atenção absoluta a Melody Pond e a TARDIS, ali em meio a sala de estar, já anunciava que o casal, agora de amigos, conhecia a verdade sobre viagens no tempo e no espaço.

Rose estava grávida de seu segundo filho, o primeiro havia nascido um ano e dois meses antes e foi chamado de John, agora esperando seu segundo filho Rose tinha dúvidas se havia tomado a decisão certa. Ainda assim a garota concordou com as explicações do pai e caminhou até o quarto de bebê que havia na casa de seus pais, ela já estava no corredor e podia ouvir a voz do Doctor com o filho. Ela parou por um instante porque não queria de modo algum interromper absolutamente nada entre os dois.

O Doctor segurava a criança no quarto iluminado o fazendo se silenciar, era como se desde o princípio ele já soubesse como um bebê deveria ser criado. Após o parto de Rose a garota teve dificuldades para se readaptar, mas ele simplesmente soube como segurar a mão dela nessa nova jornada. John havia sido algo bom entre eles e o reinado de terror do Doctor terminou no momento em que ele segurou aquela criança nos braços pela primeira vez, qualquer um podia notar como ele amava imensamente o filho. Agora o Doctor contava histórias para ele dormir, na maior parte do tempo era isso que ele mais gostava de fazer junto ao filho: contar sobre as coisas do universo.

—Gallifrey era um planeta fantástico – Dizia o Doctor agora sentado ao lado do berço do filho, ele já estava muito mais calmo e olhava para o pai com paciência – Haviam duas luas e dois sóis, um sistema binário...

—Casa – Disse John erguendo a mão para o Doctor segurar.

—Sim, Gallifrey é um dos nossos lares – Respondeu o Doctor encantado com um sorriso.

—Mais – Pediu o garoto para o pai.

—A grama era vermelha, os campos se enchiam de neve e o horizonte era sempre laranja – O Doctor agora fechava os olhos com a mão na cabeça do filho como se tentasse buscar a imagem a ser descrita – As flores podiam ser douradas ou prateadas, mas florestas as eram sempre de cor prata e refletiam a luz do sol ao amanhecer.

O Doctor finalmente abriu os olhos e percebeu que o filho dormia profundamente, ele sorriu levemente e beijou com cuidado a cabeça do garoto. Apenas nesse momento Rose Tyler adentrou o cômodo também se inclinando com dificuldades para beijar o filho e percebendo que o Doctor já colocava o braço ao redor de sua grande cintura de grávida.

—Espero que ele aprecie mais minhas histórias quando crescer – Comentou o Doctor devido ao sono profundo que atingira o filho.

—Ele irá – Garantiu Rose agora fazendo o marido sair do quarto.

Assim que a porta do quarto de John se fechou o Doctor segurou o rosto de Rose com cuidado e a beijou levemente. O corredor estava deserto e o Senhor do Tempo sabia o quanto a gravidez continuava sendo difícil, principalmente agora, que o tempo não parava de passar. Rose segurou a própria barriga preocupada, o temor de perder o segundo filho ainda existia dentro dela e o peso era cada vez maior; o Doctor tocou a barriga da esposa assentindo também preocupado.

—Viajar com os Pond será bom – Garantiu o Doctor com a voz amena – Melody ficará bem aqui com os seus pais e será algo breve. Vamos jantar e você tentará parar de pensar nesse parto.

—Eu deveria estar no hospital Doctor – Rose tinha a voz apreensiva, não queria se separar de John a não ser que fosse para o nascimento de seu segundo filho – Eu...eu nunca me afastei de John.

—Eu sei – Garantiu o Doctor suspirando – Mas precisa se adaptar ao fato de que ele não estará no hospital quando nosso outro filho nascer...precisa começar a aceitar o fato de que terá alguns dias sem ele.

—Mas... John é... – Rose amava o filho em uma dependência cega, o coração dela era preenchido por aquela criança – Você está certo.

—Ainda temos de esperar um mês para que essa criança possa nascer no melhor hospital do universo e precisa... – Começou o Doctor ainda com paciência.

—Precisamos de um tempo juntos – Completou Rose – É bom viajar com os Pond.

—Sim é – Afirmou o Doctor.

No começo da primeira gravidez de Rose eles haviam viajado várias vezes com os Pond, contudo quando a barriga de Rose pesou muito e John nasceu a amizade entre os dois casais se tornou muito mais humana e envolta nas crianças que tinham. Fazia muito tempo que não viajavam juntos e o Doctor ofereceu algo tranquilo como um jantar em um ano comum de algum bom século, talvez na Terra ou talvez em outro planeta. A única ideia de fato era fazer Rose se tranquilizar quanto ao segundo filho e conseguir ter algum bom tempo mesmo na ausência de John.

—Todos para TARDIS – Anunciou o Doctor adentrando a sala de estar e segurando a mão de Pete Tyler em despedida – Estaremos de volta mais rápido...

—Vamos vamos antes que eu desista – Disse Amy quase empurrando o Doctor para a TARDIS.

Rose e Rory adentraram conversando e então a nave desmaterializou. O Doctor lidava com os controles enquanto que todos os outros, até mesmo Rose, continuavam fascinados com a nova aparência da TARDIS. Foi então que algo mudou. Um terrível movimento e um grande barulho atingiram a máquina do tempo que totalmente desgovernada parecia seguir algo distante, em uma atração improvável e indesejada.

—Não! Não!! – O Doctor praticamente gritava.

—O que está acontecendo? – Rory foi o primeiro a perguntar exasperado.

—A TARDIS está seguindo um sinal – Explicou Rose também segurando no painel de controle, mas olhando uma das telas – Ela está seguindo esse sinal, mas não devia.

—Sim! Estive ignorando esse sinal há semanas e agora a TARDIS está nos levando para um lugar desconhecido, eu não reconheço essas coordenadas e... – Começou o Doctor ainda tentando mexer nos controles na tentativa vã de deter os impulsos da máquina do tempo.

Houve mais um grande estrondo e todos se desiquilibraram caindo no chão. Rose assentiu para o Doctor garantindo que estava bem e então Amélia, Rory e o Doctor se colocaram de pé preparados para ajudar Rose a se levantar, mas algo os deteve. A garota ainda no chão fitou perplexa os três companheiros que não se dirigiram a ela para ajudarem.

—Uma mulher grávida não merece ser ajudada? – Questionou Rose finalmente se colocando de pé. – Eu sinceramente...

Rose assim que voltou seus olhos para onde todos os outros olhavam compreendeu a absoluta perplexidade. Haviam dois homens que possessos encaravam a cena, um deles a garota já conhecia como sendo a décima primeira regeneração do Doctor já o segundo era muito mais velho, sobrancelhas imponentes e olhos azuis. A decima primeira regeneração do Doctor tinha uma garota ao seu lado e imediatamente Rose a associou a Clara Oswin Oswald que havia sido citada como impossível em sua rápida convivência com o décimo primeiro tempos antes. Rose também parecia se lembrar de Clara por alguma outra razão, como em uma lembrança esquecida, contudo simplesmente escolheu ignorar esse fato.

—Três de nós – Disse o homem mais velho – Olá Doutores.

—O que? – O décimo Doctor parecia perplexo – Vocês são...

—Essa é a minha próxima regeneração? – O décimo primeiro parecia indignado e se aproximou do décimo segundo.

—Quantos anos você tem, nove? – Questionou o decimo segundo incomodado com a juventude de seu antigo eu.

—Onde estamos? – A voz de Rose ecoou mais forte fazendo todos os olhares se direcionarem para ela.

—Você é...Rose Tyler – Clara tinha alguma cautela na voz mas os olhos dela estavam diretamente focados na grande barriga da garota. – Aquela Rose Tyler.

—A única – Terminou o décimo segundo e os olhares se voltaram para ele – Vamos descobrir onde estamos.

Todos saíram quase em fila da TARDIS, mas os Doutores pararam perplexos ao verem a paisagem. Ali lado a lado o décimo, o décimo primeiro e o décimo segundo se questionavam sobre a própria sanidade e a cada segundo de silêncio comprovavam que a paisagem mais a frente não era, de modo algum, uma farsa. Eles apenas podiam ver o que estava no horizonte, eles não podiam correr, eles não podiam acreditar.

—Onde estamos? – Questionou Amélia Pond.

—Constelação de Kasterborous. – Começou o decimo Doutor.

—No planeta brilhante dos sete sistemas – Continuou o décimo primeiro pausadamente.

—Ou mais precisamente...– Terminou o decimo segundo Doctor – Em Gallifrey.

Rose Tyler lado a lado com Rory Willians, Amélia Pond e Clara Oswald não podia acreditar. Todos seguraram a respiração porque sabiam que o planeta destruído e depois perdido daquele velho senhor do tempo representava tudo que jamais deveria ser encontrado, que jamais deveria ser salvo e que o universo respirava mais tranquilo sem aquela velha raça de uma constelação há tanto tempo perdida. Gallifrey resiste juntamente todos os perversos Time Lords. A verdadeira guerra finalmente iria começar.

Notas finais
Além disso gostaria de agradecer a Lady Luna Riddle pela recomendação lindíssima e quero também dedicar esse capítulo, que acabaram de ler, a ela, só posso dizer muito obrigada por acreditar tanto nessa história. Estão gostando? O que esperam desse arco? A fic está boa? Falem comigo por favor. Beijos queridos.