Tudo que Poderia ter Acontecido

6 A garota feita de tinta


Notas iniciais
Olá meus leitores queridos, espero que gostem de mais um capítulo. Continuem opinando e todos esses elogios estão realmente me deixando super empolgada a escrever. Por favor aqueles que ainda não se manifestaram por comentem já que nunca é cedo ou tarde demais para favoritar, recomendar e comentar. Beijos, espero que gostem.

Todos permaneceram sentados em seus respectivos lugares mas sorriam para o Doctor e Rose como pessoas que precisam de um único olhar para dizer todas as coisas importantes. Normalmente eles se levantariam e abraçariam uns aos outros, como eram nos natais, contudo dessa vez cada um segurava firmemente um envelope cor de rosa como se a vida deles dependesse exclusivamente disso.

–Todos reunidos – O Doctor começou animado sorrindo e se aproximando e então notou a imobilidade de todos, felizes e estagnados. – O que está havendo?

–Esses envelopes chegaram a nossa casa há cinco dias. – Garantiu Donna com a voz suficientemente calma para preocupar Rose e o Doctor. – Temos certeza que enviou para todos nós.

Rose pegou o envelope de Donna e então Jackie entregou um escrito Rose atrás, aparentemente ela também havia recebido apenas não teve tempo de pega-lo. Todos pareciam exatamente iguais apenas o nome escrito na parte de trás se diferenciava. O Doctor pegou o envelope escrito Donna e o abriu lendo o conteúdo rapidamente.

–Essa não é a letra do Doctor – Rose estava bem certa quanto a isso. – Semelhante, mas não a mesma.

–Creio que seja minha letra Rose – Rebateu o Doctor entregando a carta para Rose – A caligrafia está diferente muito provavelmente porque nesse futuro eu já me regenerei.

–Mandou a carta de um futuro distante? – Os olhos de Martha estavam preocupados e ela olhou para todas as direções como temesse que alguém surgisse.

–Preciso me lembrar de enviar essa carta no momento certo, creio que saberei o momento. – Pensou o Doctor em voz alta retirando os óculos.

–Por que o envelope rosa? – Rose olhava apenas para o Doctor se esquecendo todos ao seu redor – Significa que estou com você ainda? É um recado?

–Pode significar que ainda está ao meu lado e estou dizendo a mim mesmo ou pode significar que te perdi e sinto sua falta – O Doctor respondeu em voz baixa, mas todos na sala ouviram e Jackie Tyler engoliu em seco. – Provavelmente é apenas coincidência.

Rose sabia perfeitamente que não se tratava de uma coincidência, nada nunca acontecia por acaso quando se tratava do Doctor. Ainda assim se focou no conteúdo da carta, depois de ler estreitou os olhos surpreendida e então compreendeu porque absolutamente todos vestiam roupas pretas, a carta apesar de curta era bem esclarecedora e a ameaça daquelas criaturas era evidente.

–O mundo todo está em grande colapso, pessoas acordam nos corpos de outras pessoas. A troca de consciência está causando efeitos terríveis, ninguém se reconhece mais e os cargos públicos não podem ser devidamente exercidos tampouco todas as outras tarefas e funções estão em declínio. Ninguém sabe o que fazer – Garantiu Donna com a voz desolada.

–Ao menos não perdeu esse colapso Donna – Garantiu o Doctor sorrindo e se sentando com o olhar tempestuoso como quem traça um plano.

–É a décima vez apenas nesse mês que algo terrível ocorre com o planeta terra, mas é curioso quando todos percebem – Assinalou Rose agora segurando seu próprio envelope, ainda não aberto e sorrindo levemente.

–A UNIT não pode fazer absolutamente nada, seria impossível diante das trocas de consciência. – Assegurou Martha de mãos dadas com Mickey.

–Pessoas simplesmente acordam ocupando os corpos de outras? – Questionou Rose ainda incapaz de acreditar plenamente nesse enredo.

–Elas não precisam acordar, acontece a todos os momentos e continua mudando – Explicou Jack finalmente se colocando de pé – Simplesmente há uma constante mudança de consciências, não há distinção de gênero ou algum tipo de coerência geográfica. O mundo parece perdido.

–Começamos a rastrear o sinal, mas não temos tecnologia para isso – Completou Mickey.

–A TARDIS terá todas as respostas. – Garantiu o Doctor também saltando.

–Deveríamos colocar as roupas pretas? – Rose muito dificilmente se vestia de preto.

–Sim Rose – Garantiu o Doctor caminhando para o quarto dela acompanhado por todos os outros.

O conteúdo da carta era explicito: deveriam todos esperar na casa de Pete e Jackie Tyler naquele dia a partir da 1:00 da madrugada e que diante do grande colapso que ocorreria as mudanças de consciência não seriam causadas em nenhum deles porque havia um restante de energia temporal em todos que viajaram no tempo, logo estariam protegidos. Ainda assim recomendou que todos os amigos usassem roupas completamente negras porque seria uma maneira de se camuflarem, já que poderiam haver graves danos caso as criaturas que geram a mudança de consciência percebessem indivíduos que não sofrem os efeitos das alterações.

Rose soltou novamente os cabelos se sentiu levemente preocupada na sala de estar agora vazia e abriu a carta destinada a ela. Era exatamente igual a todas as outras a não ser por uma pequena rosa branca dentro do envelope. Rose sorriu e então percebeu o pequeno papel preso ao caule onde se lia: “Rose, sinto sua falta”. A garota sorriu cheirando a rosa enquanto uma lágrima caia de seus olhos compreendendo que a vida teria seu curso, as coisas aconteceriam e um dia não haveria mais Doctor e Rose na TARDIS.

A garota Bad Wolf e o Doctor invisíveis estavam ao lado de Rose vendo o gesto sincero e triste da garota, daquela jovem mulher humana que um dia viraria uma memória antiga feita de tinta mandada através do tempo por uma rosa.

Notas finais
O que acharam? Os capítulos agora estão muito maiores então voltarei a postar na quinta-feira para trazer algo bem lindo para vocês. Não me matem por isso e não deixem de opinar também, quem sabe eu adiante essa postagem. Até logo.