Tudo que Poderia ter Acontecido

7 A garota interrompida


Notas iniciais
Olá meus queridos, mais um capítulo da fic com o desejo sincero de que hajam comentários e recomendações-favoritações realmente me deixariam muito feliz. Se querem fazer uma autora feliz, por favor façam. Esse é o penúltimo capítulo desse arco, então a aventura se desenvolve no próximo - tenham paciência comigo - estou aceitando sugestões para o nome dos planetas e das criaturas. Sim, essa sou eu tentando fazer vocês participarem. Enfim, Beijos e vou postar o próximo mais rápido dessa vez.

Rose caminhou para TARDIS compreendendo perfeitamente o significado daquela carta enviada através do tempo. Eles já haviam conversado antes sobre o que flores brancas significavam em Gallifrey e infelizmente elas significam morte. A garota não sabia se era certo o fato que a cada novo dia com aquele velho Senhor do Tempo ela também caminhava exatamente para um final trágico, ou seja, uma morte precoce e dolorosa. Foi então que uma estranha certeza se apossou dela: a certeza de ficar com ele, com o Doctor, até o último momento, até o momento final. Ela morreria um dia em algum futuro talvez não tão distante e agora enquanto encarava suas mãos que não eram mais de uma adolescente de dezenove anos se perguntava se todos aqueles anos ao lado do Doctor, a separação cruel no juízo final e o retorno para ele no fim do universo seria o bastante.

–Rose ficará comigo até o fim da vida dela ao menos nessa realidade, não é mesmo? – O Doctor invisível se viu questionando para a garota Bad Wolf.

–Ela vai envelhecer e morrer ao seu lado – Garantiu a Bad Wolf.

–Você me mostrou que aos trinta e seis anos a canção dela já estará próxima do fim – Disse o Doctor seguindo Rose Tyler ao lado da garota Bad Wolf – Como pode ser justo uma vida tão curta?

–Você melhor do que ninguém sabe que os anos vividos não importam tanto – A garota Bad Wolf deu um pequeno sorriso – Por isso essa carta foi importante, você no futuro dessa realidade avisou a ela que a morte chegaria e que você sentiria falta dela.

–O que eu pretendia com o aviso? – O Doctor já sabia a resposta.

–Apenas dizer que sente falta dela – Garantiu o Lobo Mau tranquilamente.

Rose Tyler adentrou a TARDIS agora com suas roupas pretas, ela tentava segurar uma expressão tranquila, mas era evidente que a consciência acerca do futuro não havia feito muito bem para ela. Rose sabia que o tempo iria passar, ela envelheceria e eventualmente morreria, mas sendo tão jovem como era agora nunca havia parado para pensar nas consequências dos anos, sobre o fim dos dias e claro sobre a morte. Temeu não todas as coisas que seriam perdidas e sim temeu principalmente todas as coisas que seriam tiradas do Doctor no dia que partisse. Eles estavam juntos agora, juntos de um modo silencioso e leal. Eles eram fiéis um ao outro e não podia ser diferente agora que dividiam a mesma cama e ao encara-lo fitando o painel da TARDIS de óculos com o Capitão Jack ao lado dele conjecturando desejou que tudo aquilo não tivesse fim. Mas ela era humana e um Senhor do Tempo é eterno, nada poderia mudar isso. Não há para sempre, nada dura para sempre. A morte é definitiva e o tempo chega para todos.

–Rose! – Disse o Doctor empolgado ainda olhando para o painel e então ergueu os olhos e ao perceber a expressão da garota apenas estreitou os olhos preocupado e voltou a encarar o painel para finalmente completar – Junte-se a nós.

Rose se aproximou finalmente começando a sorrir ao ver todos eles ali, juntos, como deveria ser. Parecia uma enorme sorte ter tantas pessoas, ter uma família tão grande ao lado dela. Era algo pelo qual se valia a pena morrer desde que ela tivesse o Doctor todos os dias até seu último suspiro e todos aqueles amigos brilhantes, isso daria certo. Donna e Martha conversavam enquanto Mickey ria juntamente com Sara Jane Smith já o Doctor permanecia encarando o painel e conspirando com Jack.

–O que descobriram? – Perguntou Rose agora se colocando a esquerda do Doctor e também olhando os números incompreensíveis do painel.

–Essas criaturas foram trazidas de seu planeta natal por acidente – Garantiu o Doctor finalmente se erguendo e sentando em uma das cadeiras do painel – A capsula desses seres deve ter sido trazida acidentalmente nas proximidades da orbita da terra por alguma nave transportadora e ao encontrar uma atmosfera estável acabou caindo na Terra.

–Capsula? – Questionou Donna agora se colocando do lado – Explique homem do espaço.

–Essas criaturas vivem em naves em seu planeta natal – Garantiu o Doctor tirando os óculos – Milhões de criaturas numa capsula que as atrai e as mantém sempre juntas, contudo ao serem atraídas para terra provavelmente a capsula quebrou as libertando.

–Elas são tão poderosas ao ponto de trocar as consciências? – Martha também havia se voltado para o diálogo.

–Todas as criaturas cientes são formadas por ideias, elas não mudam as consciências e sim são capazes de transferir ideias, contudo são ideias que formam a personalidade logo temos a impressão de que toda a consciência foi transferida – Explicou o Doctor – Por exemplo os segredos mais sombrios, as informações mais escondidas e sórdidas são profundas demais para serem transferidas, contudo as ideias constantes, os gestos, o modo de falar, toda a personalidade que expomos é de nível superficial, logo elas tem acesso.

–Como podemos para-los? – Foi a vez de Rose perguntar.

–Simples, podemos ir até o planeta habitado por eles e pegar uma das capsulas – Explicou Jack – São criaturas inofensivas, ficam restritas ao seu planeta e as capsulas crescem em árvores havendo mais capsulas do que criaturas. Será fácil identificar uma que esteja vazia e então traze-la terra.

–Logo que a capsula estiver aqui atrairá todas as criaturas e o planeta estará a salvo – Riu Rose se aproximando empolgada de Jack.

–Temo que não será tão fácil – Começou o Doctor agora caminhando – O planeta é inofensivo, as criaturas também e o protetor também quando forasteiros não estão por perto.

–Protetor? – Questionou Mickey.

–Eu não mencionei a criatura invisível gigante que guarda o planeta dessas criaturas e se certifica de que ninguém as perturbará? – Questionou o Doctor com a língua entre os dentes.

–O que? – Todos na sala questionaram em uníssono enquanto o Doctor sorria.

–Ohh – Começou o Doctor agora com a língua entre os dentes – Devo mencionar também que a energia temporal que mantem todos nós protegidos das trocas de consciência não será útil no planeta natal das criaturas.

–O que? – Perguntou novamente todos em uníssono.

–Se não houver nenhuma criatura acidentalmente fora da capsula ficaremos a salvo – Respondeu o Doctor sorrindo — Uma aventura, mais uma aventura com toda a...equipe? – Doctor tinha dúvidas se deveria afirmar ou perguntar.

Todos simplesmente sorriram gostando da resposta oferecida, parecia sempre justo que fosse assim. Todos juntos em mais uma aventura, até o fim. O Doctor invisível percebeu que invejava essa outra realidade, percebeu que invejava o mundo no qual ele jamais teria deixado Rose Tyler no universo paralelo com sua cópia. O mundo com todos aqueles amigos, o mundo com Rose parecia mais justo e mais correto. A garota Bad Wof segurou a mão de seu companheiro invisível compreendendo o grande vazio que se instaurava dentro dele e então o Doutor notou quase mortificado que mesmo aquela realidade parecendo mais feliz, era também a realidade na qual um dia Rose Tyler seria interrompida, na qual ela morreria mais velha nos braços dele como todas as outras humanas. Ao segurar a mão da garota Bad Wolf notou que talvez aquilo que de fato ocorreu tenha sido o melhor do que uma humana desperdiçar toda a vida ao lado de alguém, como ele, alguém imortal, fadado miseravelmente a jamais ser interrompido.

Notas finais
O que acharam? Não esqueçam de sugerir nomes whovians para o planeta e as criaturas. Até logo.