Notas iniciais
Olá meus queridos. Gostaria de agradecer todos aqueles que estão comentando e participando e pedir para que continuem por favor - cada palavra está me mantendo escrevendo e postando então não me abandonem por favor. Quanto a esse capítulo em si: é o último capítulo propaganda de "O céu acima de nós" já que agora poderão não apenas ver como essa outra fic funcionará como também podem ter um outro capítulo tranquilo. Me digam se gostaram, se conseguiu ser divertido e se ficaram com vontade de mais alguma coisa desse tipo. Comentem, favoritem e por favor recomendem. Por favor participem. Boa leitura queridos.

Rose Tyler estava escondida no closet escuro, da casa de sua mãe, ao lado do Doctor. O espaço era grande o bastante para que respirassem, contudo pequeno demais para que seus corpos não se tocassem. Os dois estavam fugindo de toda a gritaria, caos e histeria do lado de fora, afinal toda a família estava reunida: Jackie Tyler, Pete, Tony, Evey e John. E quando todos se unem para uma viagem de carro quase sempre a consequência é o caos.
—Eles nunca vão parar de gritar? — Sussurrou Rose — Nunca?
—Sua mãe não tem essa habilidade — Disse o Doctor com um suspiro tocando na grande barriga de Rose, agora gravida pela terceira vez — Tem certeza que se sente bem para essa viagem?
—Quer que eu te deixe ir, sozinho, com a Jackie e as crianças? Vocês dois irão se matar!- Rose o encarava desafiadora. — E o retiro não pode acontecer sem mim, eu sou o propósito de entrarmos em um carro e viajarmos por quase dois dias para um local que nunca somos capazes de lembrar o nome.
—Sua falta de fé em mim é realmente muito…muito…injusta Rose! Eu me lembro do nome!- O Doctor suspirou. — É…Cana..Nutha..Ok! Eu não me lembro realmente do nome.
Rose começou a rir compulsivamente e o Doctor a acompanhou. Eles eram felizes e eram ainda mais felizes quando simplesmente se escondiam em closets, fugiam da própria família, dormiam ao lado das crianças e seguravam a mão um do outro. Mais uma vez Rose estava grávida, agora com sete meses, e ela sabia que uma gravidez era sempre um desafio, contudo se sentia feliz. Se sentia feliz por aumentar a família em mais um membro. John tem quase onze anos agora e Evey quase dez.
—Você nunca compreendeu a tradição do “retiro”, tem certeza que deseja ir pela terceira vez? — Rose disse tocando a própria barriga.
—Eu estive no retiro nas últimas duas vezes — O Doctor arqueou as sobrancelhas — Estarei novamente mesmo que agora isso inclua mais uma criança e Jack Harkness no carro.
—Jack Harkness? Chamou o Jack para o retiro familiar? — Rose abriu a boca perplexa e zangada — Jack foi imediatamente anexado assim que teve um encontro com o Tony? Eles não tem nada realmente sério!
O retiro havia sido uma das brilhantes ideias de Jackie Tyler quando estava grávida de Rose e depois de Tony. A tradição consistia em uma viagem de carro de um dia e meio rumo a uma cidade pacífica nas imediações de Londres, segundo uma superstição maluca de Jackie isso ajudaria a criança a nascer saudável e ser feliz por todos os anos que virão. Claro que o lugar tinha sua beleza, contudo Jackie não precisava realmente obrigar Rose a continuar a tradição e ainda assim o fez. Desse modo, mediante a obrigação inevitável, todas as vezes que Rose ficou grávida e completava sete meses precisava realizar o retiro junto aos familiares próximos a fim de prover condições quase místicas para que a crianças seja feliz. O retiro era divertido eventualmente, mas quase sempre terrivelmente barulhento.
Felizmente o retiro jamais havia sido entediante apenas para o Doctor. Todos os outros membros da família, com excessão de Jackie, concordavam quanto a monotonia mortal.
—Temos que sair daqui e aceitar a viagem — Garantiu o Doctor tocando na maçaneta do closet — Não vamos convencer a Jackie a usar a TARDIS não é mesmo?
—O um dia e meio de carro com a família conta como parte do “retiro”, ou eu deveria chamar isso de “tortura”? — Respondeu Rose ironicamente rindo levemente.
Ambos deixaram o closet derrotados pelos gritos de Jackie, desceram as escadas e encontraram todo o caos habitual de quando tantas pessoas se reuniam. Rose caminhou até o grande carro que abrigaria a família, se sentou no lugar do motorista e aguardou a família, afinal ela já havia desistido da batalha de trazer todos para o carro. Em algum momento, após longos minutos todos estavam dentro do grande carro azul.
O Doctor se sentou ao lado de Rose; Pete e Jackie logo atrás e nos últimos três outros lugares estavam Evey, Tony e John. Rose suspirou profundamente, perguntou se todos estavam prontos, ligou o carro e então notou que o Capitão Jack ainda não havia chegado e ele deveria ocupar o lugar ao lado de Pete e Jackie.
—Por que você nunca me deixa dirigir Rose? — Questionou o Doctor assim que a garota desligou o carro.
—Já viu como pilota a TARDIS? Eu não quero matar todos nós em um maldito acidente de transito — Respondeu Rose entre dentes com um leve sorriso. — Aqui na Terra deixamos mulheres dirigir.
—Posso dirigir caso não se sinta bem querida — Garantiu Pete.
—Eu ainda me lembro de como se dirige — Rose se virou na direção do próprio pai — Jack Harkness foi convidado para ir conosco.
—Convidaram mesmo o Jack? — Havia uma excessiva alegria na voz de Tony.
Rose arqueou a sobrancelha, abriu a garagem e retirou o carro. Assim que alcançaram a rua, logo em frente a casa, a garota se preparava para aguardar o Capitão Jack. Foi quando o líder da Torchwood se materializou. Rose suspirou aliviada, deixou o carro ligado, retirou o cinto de segurança, saiu do banco de motorista e caminhou rumo ao Capitão Jack Harkness.
—Rose! — Disse o capitão com alguma satisfação — Vejo que em breve teremos mais um Tyler.
—Se eles não me matarem nessa viagem antes — Disse Rose sorrindo — Vim até aqui te oferecer algumas instruções básicas de sobrevivência já que estaremos na presença de Jackie e do Doctor juntos e ao mesmo tempo.
—Tem certeza que eles deveriam dividir um carro por um dia e meio? — Questionou Jack encarando o carro e notando que Jackie e Doctor pareciam estar eufóricos por uma discussão.
—Não converse, não se intrometa nas discussões, não tome partido e diga “por favor fiquem calmos” a maior parte do tempo possível. Nunca diga nada no singular porque eles vão realmente acreditar que você tomou partido na discussão e bem…tente dormir ou usar fones de ouvido ou ignorar completamente…é o que as crianças fazem — Instruiu Rose finalmente caminhando, junto com o Jack, de volta para o carro e assim que abriu a porta acrescentou para o Capitão — E não se esqueça que precisará de remédios para dor de cabeça. Eu posso te dar algumas aspirinas se quiser.
O Doctor invisível e a garota Bad Wolf viram o carro partir. E o Doctor soube que aquilo era injusto porque era feliz, era cruel porque era melhor e era afinal uma punição terrivelmente exemplar. Uma punição exemplar para um homem que nunca foi bom. O Doctor invisível sentiu o peso da punição, o peso daquela dor exemplar que se apossou dentro dele por nunca poder ter toda aquela felicidade, toda aquela banalidade e toda aquela segurança gerada por uma família feliz. Em outra realidade ele teria embarcado em um mundo marcado por uma aventura que ele nunca pôde ter e agora ele sabe como teria sido. Haveria uma outra garota, que não a lobo mau, capaz de ser tão exemplar em mostrar as desgraças de sua existência como Senhor do Tempo? Haveria outra garota, exemplar o bastante, para puni-lo com o peso de dois corações? Ele, o Doctor que agora era julgado, queria honestamente que sua realidade não fosse verdadeira e sim que as imagens mostradas para ele como num filme fossem a única verdade possível. Porque isso bastaria. Isso seria exemplar.

Notas finais
O que acharam? Comentários? Recomendações? Favoritações? Gostaram desse capítulo? Estão ansiosos pela saga? Falem comigo por favor. Além disso estou pensando que seria interessante um spin off que diga respeito ao Twelve e a Clara. O que acham? Boa ideia para um último spin-off? Beijos queridos e opinem. P.S. Eu não faço as capas e sim uma de minhas amigas que lê a história antes e separadamente, de modo que nunca comentou aqui. Ela faz as capas quando acha que é conveniente e eu sempre posto.