Tudo que Poderia ter Acontecido

41 A garota em um sonho, a caixa de pássaros e escute!


Notas iniciais
FIM DO NONO ARCO Olá meus queridos, estou postando esse capítulo tão rapidamente e em pleno feriado na esperança de que possam comentar, recomendar e favoritar. Todas essas coisas ajudam muito então quem está gostando por favor favorite e quem está gostando ainda mais não deixa de recomendar. Com a fic chegando ao final é realmente importante que vocês me ajudem a saber quem fez parte de tudo isso. Então se manifestem de todas as formas possíveis por favor. Esse final de arco acaba com o prenúncio da Segunda Temporada da fic, não irei explicar perfeitamente bem essa segunda parte por enquanto. Sobre o final desse capítulo: grande revelação talvez muito confusa. Mas não se preocupem, logo será tudo esclarecido. Espero que gostem, por favor comentem, recomendem e favoritem. Boa leitura queridos.

Eu te conheço, eu andei com você uma vez em um sonho
Eu te conheço, o brilho nos seus olhos é um brilho tão familiar
Ainda sim eu sei que é verdade que visões raramente são o que parecem
Mas se eu te conheço, sei o que você vai fazer
Você me amará de uma vez, do jeito que fez uma vez num sonho

Mas se eu te conheço, sei o que você vai fazer
Você me amará de uma vez
Do jeito que fez uma vez num sonho

(Tradução Livre da música Once Upon a Dream )

Clara Oswald correu em disparada segurando a chave firmemente em suas mãos enquanto era perseguida por uma terrível criatura que havia destruído metade de uma civilização através de um vulcão. A garota preferia não pensar na proximidade da lava na grande montanha na qual estava, logo a frente estava o Doctor e ela deveria entregar para a chave para o Senhor do Tempo para que ele fosse perseguido até a sala onde aprisionariam a criatura. Clara alcançou as mãos do Doctor, repassou a chave e ele saiu em disparada correndo e deixando a Garota Impossível descansar os pés. Desse modo, o Doctor avançou correndo e alcançou a prisão que tinha a porta aberta segurada por Susan. A criatura de dois metros encarou o Doctor e isso foi o bastante para que Susan usasse toda sua força para empurra-la dentro da prisão enquanto o Senhor do Tempo se abaixava escapando do mesmo destino.

Selaram a prisão. Susan sorriu tranquila correndo e abraçando o próprio pai que recebeu o abraço com o seu habitual constrangimento. Clara foi na direção de ambos e abraçou Susan.

—Espero que não façam nada além de abraçar diante de mim — Comentou o Doctor caminhando até a Tardis e deixando as duas mulheres para trás.

—Não seja ciumento, a Clara sempre será sua garota impossível — Garantiu Susan com um sorriso segurando na mão de Clara enquanto ambas adentravam a TARDIS.

O Doctor olhou com certa tranquilidade, certa felicidade pelas duas mulheres. Algo dentro dele estava em paz, afinal tudo acabou com um final feliz, ao menos para Susan. A alavanca da TARDIS foi puxada e a máquina do tempo se desmaterializou.

—É Natal, sabe o que isso significa não é mesmo? — Questionou Susan com um sorriso se colocando ao lado do pai.

—Não tenho certeza, significa algo como uma invasão extraterrestre na Terra não é mesmo? — Questionou ele verdadeiramente preocupado.

—Significa Natal com os seus filhos, com os seus netos, com as esposas de seus filhos e os maridos e … — A voz de Susan era cheia de divertimento — Eu tenho a obrigação de leva-lo até eles, eles estão contando com isso.

—Tenho quatro ou cinco netos agora? — Questionou ele subindo as escadas e caminhando pelo segundo andar da máquina do tempo.

—São quatro — Assegurou Clara olhando de modo julgador para o Senhor do Tempo.

—Em breve serão cinco — Murmurou o Doctor com alguma tranquilidade.

—Sabe que não deveria espiar o futuro de seus filhos! — Censurou Susan.

A máquina do tempo finalmente retornou para o apartamento de Clara Oswald. Fazia agora três anos que as mulheres viviam juntas e as coisas haviam avançado para ambas. Haviam se tornado cada dia melhores uma para a outra. Ambas tinham os presentes ade Natal a postos e sabiam que deveriam se reunir com todo o resto da família ao menos naquela data. O Doctor se mantinha muito tempo próximo e então muito tempo distante, era sempre muito difícil escolher qual das opções era melhor.

Clara colocou os saltos altos, olhou no espelho e encarou o relógio. Haviam sido abordadas pelo Doctor quarenta minutos antes — estavam prontas para a festa de Natal quando deixaram tudo para trás e ficaram dois dias salvando um planeta vulcânico — contudo graças a TARDIS pouco tempo se passou, elas já estavam prontas para festa de Natal e não perderiam a data comemorativa. Ambas usavam vestidos e haviam deixado apenas o salto para trás. Susan soltou os longos cabelos e limpou os grande óculos encarando o próprio pai que espiava os presentes na sala.

—Quando a família ficou tão grande? — Questionou ele colocando o casaco que antes estava em suas mãos.

—Ao menos nunca esqueceu o nome de ninguém — Assinalou Clara Oswald. — Eu dirijo.

—Pretendo sobreviver a esse Natal — Assinalou o Doctor sendo mais rápido e pegando a chave na mesa de centro da sala de estar.

—Eu dirijo bem, a única que iria nos matar é Susan — Clara assegurou cruzando os braços.

—Clara! — Exclamou Susan pegando as caixas de presente.

—Sua mãe costumava me dizer que eu era um péssimo motorista, que mataria todas as crianças. — Começou o Doctor estático olhando para Susan — Nunca me deixava dirigir.

Susan assentiu e sorriu por um momento, a mãe que ela nunca conhecera. A garota engoliu em seco, segurou todos os outros presentes e caminhou para o elevador gritando “Não me deixem esperando lá embaixo, venham logo”. Clara Oswald ficou sozinha ao lado do Doctor que caminhava para a janela da sala de estar.

—Como Susan está indo? — Questionou ele enquanto Clara se colocava ao seu lado e pousava a cabeça em seu ombro.

—Ela está bem — Assegurou Clara com um sorriso — Estamos felizes, somos felizes.
—Foi uma longa jornada para que Nêmesis se transformasse em Susan — Explicou o Doctor recebendo um olhar cheio de compreensão de Clara. — Como você está indo?

—Todos os dias é como se eu me lembrasse de alguém que eu já fui um dia — Garantiu Clara ainda com um sorriso — Tantas vidas, tantas mortes, tantas vezes esperando por você. Caminhando rumo a sua existência.

—Conhece todos os meus rostos, todas as minhas versões, conhece o melhor e o pior de mim Clara Oswald — O Doctor ainda se mantinha serio.

—É como se eu te conhecesse de um sonho, de todos os meus sonhos — A voz de Clara era cheia de uma paz que não deveria condizer com o tormento que as lembranças representam.

—Era uma vez o tempo, o tempo no qual Nêmesis não seria mais Nêmesis… — Começou o Doctor como se recitasse algo antigo — O dia em que seu nome nada mais significasse seria o dia em que o tempo cumpriria seu destino.

—O que está falando? — Questionou Clara Oswald agora encarando o Doctor.

O Doctor preferiu ficar em silêncio, observou que a filha já havia alcançado o andar de baixo e colocava os presentes no porta malas do carro. O silêncio era absoluto no apartamento, a TARDIS pousada no mesmo lugar de sempre e o vento soprava como se nada mais fosse importante. Como se houvesse liberdade, como se nenhuma caixa de pássaros tivesse existido e a esperança fosse a única verdade possível.

Essa paz foi tudo por um momento. Por um momento antes do momento final.
Algo bateu na porta da TARDIS, algo do lado de dentro da TARDIS.

—O que foi isso? — Clara Oswald voltou os olhos para a porta da TARDIS.

—Tem algo do lado de dentro — Explicou o Doctor em um sussurro. — Algo dentro da TARDIS que deseja sair.

—O que poderia estar lá dentro? Deixou algum monstro a solta na TARDIS? — Censurou Clara realmente perplexa.

—Escute! — Pediu o Senhor do Tempo perante a segunda batida.

O Doctor se aproximou da máquina do tempo enquanto Clara permanecia estática encarando o mesmo local com o olhar cheio de preocupação e perplexidade como se não quisesse saber o que viria a seguir. O Doctor se aproximou e tocou na porta da TARDIS recebendo uma batida mais violenta que rachou o que parecia ser a madeira da porta. Clara Oswald abriu os lábios muito assustada, suas mãos tremiam com a força do que estavam presenciando.

Foi então que as portas da TARDIS se abriram, uma forte luz adentrou o local e toda aquela energia parecia capaz de suga-los. Ambos se seguraram tentando impedir a força impossível do que estava em curso. No momento seguinte, em meio ao vento e a luz alguém surgiu diante da porta da máquina do tempo.

Uma figura que ele não via há muito tempo. A mesma garota, a mesma energia, a mesma luz e o terrível lobo. Sempre um terrível lobo mal.

—É tempo Doctor — Explicou a Garota Lobo Mal — É o tempo de seu julgamento. Venha comigo.

O Doctor a encarou cheio de dor, cheio de rancor, cheio de vergonha. Cheio das coisas que não deveriam se tornar verdade e encarou a mão que ela oferecia, como se o convidasse a algo que seria seu fim. Para algo que seria sua perdição. O Senhor do Tempo ouvia os gritos de Clara Oswald, os gritos de uma Garota Impossível dizendo “Não!Não!”, mas ignorou isso. Não podia mais fugir do que era inevitável. Ele segurou a mão da Garota Lobo Mal e a porta da TARDIS se fechou e a máquina do tempo desapareceu diante de Clara Oswald que permaneceu caída no chão entre lágrimas. Encarando o sonho, mais uma vez o sonho, de algo que ela não pôde ter até o fim.

O Doctor invisível encarou aquela cena engolindo em seco e pela primeira vez compreendendo.

—Sabe o que isso significa não é mesmo? — Questionou a Garota Lobo Mal.

—Você brincou com minhas memórias, você me deu uma falsa realidade! — O Doctor Invisível gritava agora com a parceira de sua aventura, com a parceira de seu julgamento. Gritava porque agora se lembrava de como havia chegado até o julgamento.

—Eu te dei uma verdade melhor para que pudesse ver a verdade de longe — Explicou o Lobo como se isso fosse tudo.

O Doctor Invisível finalmente compreendia e a compreensão o matou porque a realidade que ele de fato havia tido era fantástica, linda, terrível, assustadora e cheia de coisas que agora voltavam para ele. Escolheria mil vezes o que aconteceu de fato, o que ele havia presenciado, do que aquilo que poderia ter acontecido.

Notas finais
O que acharam? Alguma teoria sobre tudo isso? Ansiosos para o próximo arco? Prontos para voltarem para as consequências da morte de Rose? Por favor não deixem de falar comigo e favoritem, comentem e recomendem a fic. Beijos queridos.