Notas iniciais
Realmente não sei o porque de escrever isso. Sei lá saiu de modo tão espontâneo que nem eu sei porque escrevi e muito menos o porque que estou postando.
Enfim, boa leitura.

Era outono, mas mesmo assim estava frio na casa da tia Anna e o pior só veio quando abri meus olhos descobri que tinha esquecido de fechar a janela e por meio dela era que estava entrando o corrente de ar frio que estava me fazendo me sentir no ártico. Sério, estava tão frio que nem o meu pijama e o meu edredom estavam dando conta do recado de me manter aquecida. Em outras circunstâncias eu até teria ficado feliz porque este é o único momento do dia ( ou da noite, sei lá ) em que eu posso realmente escutar meus próprios pensamentos. E é por isso que parentes me deixam com dor de cabeça.

Com uma preguiça sobrenatural me levantei da cama enfrentando o terrível e cruel frio do mal que agora lançava suas forças contra mim, uma pobre e indefesa garota da cidade. Reunindo uma força que eu nem sabia que tinha consegui fechar a janela que estava um pouco emperrada, mas antes dei uma rápida olhada para os campos de trigo e outras plantações que estavam ao pé do pequeno monte que se erguia ao horizonte onde os primeiros brilhos ao dia que começava a surgir. Eu teria voltado para cama se meu olhar não tivesse batido diretamente em uma figura de pêlo alaranjado que saía sorrateiramente pela porta bem abaixo da minha janela.

- Luigi — sussurrei batendo levemente minha testa no vidro da janela. Luigi era um gato malhado ( que não faz academia. Ok, parei com as piadinhas ) que eu recebi de presente da minha melhor amiga que desde que eu o ganhei só venho tendo tendo dor de cabeças, mas como eu disse na época que era o melhor presente que eu já tinha ganhado sobrou para mim arcar com as consequências.

Peguei uma jaqueta de couro do meu irmão mais velho que estava jogada pelo canto do quarto, vesti e saí do quarto. Antes de eu começar minha busca pelo meu querido bichano do mal passei pela espécie de oficina do tio John, claro que de fininho, quase como uma agente do FBI. Derrubei algumas ferramentas na tentativa de achar uma lanterna, mas isso foi um mero detalhe em meio a minha preocupação maior, que Luigi se perdesse na fazenda.

Após pegar a lanterna, saí em direção ás plantações e só tenho uma coisa a dizer: eu andei. Andei bastante por todos os lugares que eu achava que Luigi estaria e nada daquele gato. Eu já estava cansada quando me sentei em uma pedra relativamente grande recuperando o fôlego quando vi um vulto alaranjado passar por mim. Sem pensar duas vezes corri atrás de Luigi que corria atrás de uma ratazana. Seguimos por todos os cantos da fazenda até que a ratazana fugiu por um espaço na cerca e Luigi a seguiu quando reparei melhor vi que era cerca do vizinho. Agora era um dilema entre deixar meu gato no território do vizinho ou voltar para a casa da minha tia e Luigi que se virasse sozinho, depois de três segundos de pura reflexão e debates internos, eu cheguei a uma conclusão. E naquele dia eu cometi o meu primeiro crime: eu invadi uma propriedade privada.

Notas finais
O que acharam? Gostaram? Ficou confuso? A escrita é ruim?
E o que acontecerá com a dona e o gatinho Luigi? O que eles encontrarão na fazenda do vizinho? Vejam nos próximos de " Tudo por causa do Luigi "