Tomás acabou ficando um tempo no escritório resolvendo algumas coisas, esquecu até do horário, porém Esperanza ficou na sala vendo um filme, enquano o homem não saia dali. Já estava bem tarde quando ele terminou as coisas, ela já dormia no sofá.

Tomás: Esperanza... Acorda.

Ela abriu os olhos com dificuldade e ele se sentou ao seu lado, pegou-a no colo e levou para o quarto, logo saiu e foi comer algo, porque não havia jantado, em seguida voltou a deitar-se e dormiu como toda noite, abraçado com Esperanza. No meio da noite ela começou a se debater e xingar Genoveva, mandando a senhora soltar seu filho, pois ela não podia fazer com Esperanza o que fez com Clara, Tomás acordou a menina e ela o abraçou bem forte, falando que ninguém vai tirar o filho dela, ninguém tem o direito de fazer isso e que Genoveva era a pior avó que podia ter nesse mundo. Tomás então percebeu que ela queimava de febre, que ela delirava sem parar, com a ajuda de Lola, ele começou a colocar um pano molhado em sua testa, não demorou muito para acalmá-la, os dois deram as mãos e seguraram nas mão de Esperanza, cada um em uma e fizeram uma oração, ela voltou a dormir e tranquilizou "pai e filha".

Tomás: Como sabia que ela estava assim ?

Lola: Eu ouvi ela do meu quarto e vim correndo ajudar.

A menina saiu do quarto, enquanto Tomás velava o sono da namorada, deitou-se junto dela e acabou adormecendo, a noite tranqüila voltou a reinar na casa. O dia amanheceu e Juana viu que a noite foi difícil, Esperanza ainda dormia, Tomás não quis acordá-la, levou Lola e Oschi para o colégio e aproveitou para falar com Clara e com a Madre Superiora que estavam preocupadas por Esperanza. Por trás da porta estava Carmela ouvindo tudo, Tomás desconfiou e mandou as outras continuarem falando, ao abrir a porta pegou no flagra tudo aquilo.

Madre: Mais que absurdo, você assim ouvindo as coisas atrás da porra, isso é feio.

Tomás: Você falava tanto do jeito da Esperanza, que não percebe que as suas atitudes são piores, do que as dela, que por sinal sempre trouxeram coisas boas para o convento. E defendo mesmo, agora mais ainda que é a pessoa que escolhi amar e viver pelo resto da vida.

A noviça não tirava o olhar invejoso, deixando todos frustados, sempre viveu para falar de Esperanza por ai, como se a menina fosse uma coisa sem rumo.

Tomás: A Esperanza não era noviça de verdade, disso eu já sei, mais os modos são de uma pessoa que sempre viveu aqui, diferente da senhorita.

O Padre Gustavo chegou, já estava sabendo de tudo que aconteceu e se juntou a eles.

Padre Gustavo: Vejo que não aprendeu nada em senhorita Carmela, sempre ouvindo a conversa dos outros para sair por aí contando a metade do que ouve.

Maria: Coitadinha, vocês estão acabando com ela, olha já está até chorando.

A menina foi tirada dali e levada para o quarto, Tomás foi parabenizado por Padre Gustavo que diz fazer questão de batizar a criança que nascer, assim como os pais a o bebê também teria uma história naquela humilde igreja.

Tomás: Eu vou pra empresa, deixei Esperanza dormindo, ela acordou no meio da noite delirando e com a febre muito alta, ela chamava por Genoveva, dizia que a mulher era sua avó e que não deixaria fazer com seu filho o mesmo que fez com Clara, não entendi.

Ele saiu acompanhado por Padre Gustavo, quando estava por sair do convento chegaram o Bispo e o Arcebispo, para uma visita rotineira, comprimentaram-os, parabenizaram Tomás por seu nome sempre ser um dos primeiros nos fieis ajudantes da igreja, assim como o de Esperanza, também pela nova vida que está por vir.