hegou dezembro, chegou o Natal, todos se preparavam para a grande festa na rua do bairro carente, a animação era grande, milhares de donas de casa deixaram suas casas de lado para dedicarem ao dia de natal, a o nascimento de Jesus, todo o cenário já estava montado, a casa de Gato era os bastidores para a troca de roupas do teatro, apresentações etc.

Tomás: Essa será uma grande festa.

Esperanza: Essas era a nossa festa.

Padre Gustavo: Um Natal Para Todos !

Tomanza: Um Natal Para Todos !

A organização continuou, a menina já não conseguia ficar muito tempo em uma posição só, a barriga já estava quase por estourar, afinal são 5 meses e o bebê nasce dentro de um ou dois meses, a barriga estava linda e ela também, não havia diferenciado muito a aparência, Tomás cada dia mais encantando pela mulher que Deus lhe deu, valeu a pena desistir da loucura de uma promessa pela loucura de um amor que cresceu a cada dia. Por mais que esteja cansada Esperanza não parava, em uma dessas quase foi atingida por um carro em alta velocidade, se não fosse por Oschi e Pedro que a tiraram daquela parte da calçada.

Oschi: Espe, está tudo bem ?

Esperanza: Sim, sim.

Os dois a ajudam a levantar, porém a mesma não consegue ficar em pé, havia torcido o pé com a queda, a mesma não se conteve e deu um grito de dor, onde Tomás que estava não muito longe, ouviu e saiu correndo.

Tomás: O que aconteceu ?

Pedro: Quase atropelaram ela.

Tomás: Meu Deus, está tudo bem ? Se machucou ? Vem cá.

Ele a ajudou a levantar, porém a mesma não tinha forças por causa da dor de ter torcido o pé.

Tomás: Oh meu Deus. É incrível como essas coisas sempre acontecem com você, dona Esperanza. A senhorita deveria tomar mais cuidado, prestar mais atenção.

Esperanza: Ai eu sei, mais dessa vez não tive culpa. O cara tava bêbado, poxa.

Ele a abraçou e continou levando-a para a cadeira, onde colocou um pouco de gelo em seu pé e já a mandou ficar ali quieta, o que era impossível, porém ela prometeu tentar, Tomás resolveu levar Esperanza pra casa, já que ela não estava mais habilitada a ajudar, ela reclamou um pouco, mais acabou aceitando. A tarde se foi de vez e Tomás então foi pra casa e entrou sem fazer barulho, a menina estava comento algo, sentada na cadeira junto a mesa e de costas para a porta, por isso nem reparou sua chegada.

Tomás: Melhorou ?

Esperanza: Sim, um pouco.

Lola e Oschi chegaram e tiraram uma foto do casal se beijando, logo saíram escondido, indo até um lugar onde revelam fotos digitalizadas, esse era o presente deles de natal, algo tão bonito e tão simples. Minutos depois voltaram como se nada tivesse acontecido, Tomanza já preparava a roupa de natal, horas depois tudo pronto e ambos seguiram para a festa, a imprensa estava em peso para isso, pois não estavam só pessoas do bairro, ali tinha também donos de empresas que ajudam assim como Tomás, assim que chegaram já gritaram "A Voz do Coral" chegou, a menina então se rendeu a uma foto. Logo os ônibus dos dois orfanatos que têm parceria com o Convento Santa Rosa chegaram, Catarina foi a primeira a descer do veículo e ir correndo até Tomanza.

Catarina: Tiaaaa... Quanto tempo, eu nunca esqueci sua surpresa no meu aniversário.

Tomanza: Nós também não.

As outras cumprimentaram o casal, logo convocaram a menina para cantar, Esperanza subiu em cima do palco e já soltou a linda e romantica Necesito, emocionando a todos.

Tomás: Que talento.

Ambos se olhavam a metros de distância e sorriam, o mundo girava e parecia que nada muda ali naquele pequeno instante. O pequeno teatro foi a sensação da noite, todos assistiram atentamente ao "Nascimento de Jesus", ao fim da festa todos seguiram para suas casas. Os dias passaram, o ano novo foi divino cheio de energias boas, tudo estava indo bem até que no dia onze de janeiro, Esperanza começa a sentir dores e com cinco meses apenas nasce o pequeno Juan Guilhermo. Tomás aguardava ansioso por notícias, quando chega Jorge, Clara e a Madre Superiora, ambos se abraçam e logo a enfermeira chega, pedindo a Tomás que a acompanhasse até o quarto de Esperanza, onde estava sonolenta, porém consciente e perguntava pelo homem.

Tomás: Ei, cheguei.

Esperanza: Tomás ?

Tomás: Sou eu, calma, shiii...

Ele colocou a mão em cima da dela e ela lhe agarrou a mesma, adormeceu assim, sem que a deixasse soltar. Os outros entraram de mansinho no quarto e se emocionaram com a cena.

Madre: O que é esse curativo ?

Tomás: Ela estava em pé quando sentiu a dor mais forte, que foi a do rompimento da bolsa, então acabou caindo e batendo a testa.

Clara: Menos mal.

Os outros saíram para ver o bebê, Tomás sentou-se ao lado da namorada e ficou ali velando seu sono, até que meia hora depois ela acordou e já estava bem melhor. A enfermeira a ajudou a levantar e ela foi até o berçário onde o bebê estava, iria amamentá-lo. O papai babão estava com a câmera nas mãos registrando tudo, os dias passaram e a cada dia um registro diferente, até que deu exatamente três semanas do nascimento e ele pode ir pra casa, havia se desenvolvido muito bem, Tomás então tirou uma foto de Esperanza com ele no colo e mandou para Clara "Indo pra casa". Assim que recebeu a foto, cheia de emoção a irmã lhes mostrou a todas com toda a felicidade do mundo, até o Padre Gustavo quis ver a foto, sim a paixão foi geral e a primeira vista.

Esperanza: Vamos passar primeiro no convento.

Tomás: Tem certeza ?

Esperanza: Por favor, quero que a Clara o veja hoje.

O homem então fez a vontade da menina e seguiram para o convento, chegaram no lugar e parecia tudo vazio, em um momento de distração Esperanza conseguiu bater uma foto de Tomás com o bebê, tocaram a campainha para poderem entrar pelos fundos, então o Padre Gustavo recebeu-os.

Padre Gustavo: Nosso pequeno guerreiro chegou, vamos entrando.

Esperanza: Passamos pelo colégio e está tudo apagado, o que aconteceu ?

Padre Gustavo: Elas limparam tudo ontem, então hoje não precisou fazer nada, semana que vem começa as reformas em alguns pontos. Vamos entrando.

Ambos seguiram o padre, assim que entraram no convento foram recebidos por todos que estava escondidos na sala de aula, foi uma festa imensa, o pequeno Juan nem se importou com o barulho, o soninho no colo do papai que havia entrado a dois minutos atrás estava bem melhor. Todas os abraçaram e deram a benção pela chegada do bebê.