Tudo o que se quer

2 Capítulo 2 - A chegada de um estranho


Notas iniciais
Olá queridos leitores! Aqui está mais um capítulo, espero que realmente gostem.

– Swan. — forcei um sorriso quando a vi parada em minha porta. — Acho que veio mais cedo do que o combinado. — disse firme.

Henry passou correndo por mim e a abraçou, fechei as mãos em punho sentindo algo dentro de mim se apertar ao ver aquela cena.

– Mãe! Para onde iremos hoje? — meu filho perguntou, animado.

– É surpresa garoto, mas envolve milk shake.

Assim os dois saíram de mãos dadas e já inciando uma conversa. Ergui a mão para que Henry viesse se despedir de mim, mas desisti.

Ela não vai tirá-lo de mim, nem que para isso eu precise chegar às últimas consequências! Já faz dez anos que tenho meu querido filho. Ainda me lembro de tê-lo carregado em meus braços, de tê-lo visto dar os primeiros passos. De ouvir mamãe... No entanto essa mulher chega e o menino fica todo contente. Onde foi que eu errei?

Suspiro pesado e vou até meu escritório cuidar de papéis e mais papéis sobre verbas, obras e tudo o que há de mais entediante. Porque eu escolhi essa profissão mesmo? Não consigo me lembrar quando foi que isso aconteceu.

Não sei exatamente quanto tempo se passou, talvez uma hora ou duas quando a campainha toca.

– Olá. — digo ao atender o estranho de cabelo castanho escuro e olhos azuis parado à minha frente.

– Então você é Regina? A famosa prefeita de Storybrooke. — ele diz e me lança um sorriso torto.

– Estamos em desvantagem. Não sei quem é o senhor. — ergo a sobrancelha.

– Robin. Meu nome é Robin Hood.

– O que deseja, Senhor Hood? — estou começando a ficar irritada com o olhar penetrante que esse homem me lança.

– Já me disseram que se tratava de uma mulher bastante objetiva. Vejo que é verdade. — ele se escorou no batente da porta, claramente invadindo meu espaço pessoal. — Estou aqui para lembrá-la de quem realmente é.

– Não estou entendo. Nunca o vi nesta cidade, o que de fato quer aqui? Se está tentando...

– Tenha calma. — ele me cortou. — Meu objetivo é ajudá-la, Regina.

– Porque age como se já me conhecesse? — tombo a cabeça de lado examinando seu rosto. Seus traços são um tanto brutos, mas muito definidos. Preciso admitir que se trata de um homem atraente. Contudo, não apenas isso, há algo mais. — Acho que sei quem eu sou. — soo óbvia.

– As palavras reino encantado e recomeço não soam familiares? — seu rosto assumiu um tom sério.

– O que? Você está bêbado? — ou ele estava fazendo-me de idiota. — Acho melhor ir embora, Robin Hood.

Dei dois passos para trás e fiz menção de fechar a porta. Foi quando ele tocou minha mão. Um arrepio desconhecido percorreu meu corpo. Puxei minha mão para perto de mim.

– Vá embora! — minha voz subiu algumas oitavas.

– Você precisa me ouvir. Por favor, Regina! Não temos muito tempo. Está chegando a hora de todos despertarem para a verdade, mas tudo o que se lembrarem pode não ser o que aconteceu e então você correrá perigo! — Robin soava desesperado agora.

– Você não diz uma só frase coerente! Como quer que eu acredite? Deixe-me em paz ou irei chamar o xerife!

– Está confiando nas pessoas erradas. — ele disse entredentes.

– E o que seria mais razoável? Eu acreditar em um estranho? — apontei o dedo para ele.

Robin agarrou meu pulso e aproximou minha mão de seu peito. Pude sentir um coração bater rápido.

– Eu realmente sou um entranho? Olhe para mim, Regina. — o homem tocou meu queixo, erguendo meu rosto para ele.

Aqueles olhos possuíam um brilho que só agora pude notar. Senti um palpitar em meu próprio coração. Não, não era real. Talvez eu estivesse apenas me apegando a algo que eu sempre quis, minha felicidade. Mas não era ele. Não um estranho e que parecia estar perturbado.

– Eu sei sobre os sonhos. Branca de neve. — ele sussurrou.

– O que? Que sonhos? — o empurrei para longe. — Você não sabe absolutamente nada! Você nem ao menos me conhece! — impossível ele saber qualquer coisa sobre o sonho, sobre a adaga, sobre o sangue. Aquilo estava indo longe demais.

– Só me ouça. Não são reais. Não são! — ele inclinou as duas mãos para frente, como quem quisesse acalmar uma fera.

– Porque eu sinto que são? — deixei escapar minha própria agonia em forma de pergunta.

– Porque é no que querem que acredite!

– Eles quem? — perguntei aflita.

– Seria muito perigoso dizer qualquer coisa agora. Apenas preciso que creia em mim. — ele se aproximou novamente.

– Porque eu faria isso? — respirei fundo.

– Porque me importo mais com você do que comigo mesmo. — sua palavras saíram em tom baixo, mas foi o suficiente para que eu ouvisse.

Nos olhamos por um tempo que pareceu uma eternidade, quem é você Robin Hood? Um estranho que aparece em minha porta e quer que eu acredite que se importa realmente comigo?

– Não... Isso é loucura. Vá embora. — digo e fecho a porta me encostando nela logo em seguida ao sentir outra palpitada em meu coração.

O que está havendo comigo? Quem é ele?

Há um grande vazio dentro de mim que me impossibilita acreditar que alguém ainda pode se importar, uma voz que sussurra em minha cabeça: Você nunca será amada. Você nunca será feliz.

A única coisa que sinto tomar conta de mim é a amargura, a dor e o sofrimento. Não sei ao certo o motivo, mas meus pesadelos me levam a crer que há mais. Há ódio.

Meu filho é o único que ainda me faz sentir viva e no entanto, temo perdê-lo e isso só aumenta minha raiva, principalmente por Swan.

Preciso ser forte. Lembrar a qualquer um dessa cidade quem é Regina Mills. Não é qualquer estranho que me fará perder o meu domínio e as barreiras que construí ao meu redor.

Seja lá quem for você Robin Hood, eu não me importo.

Notas finais
E então? Gostaram? Quais são suas teorias sobre o que está havendo com Regina e sobre o passado dela? Comentem :* Mwah