Tudo Por Você
20 Intimidade
Notas iniciais
Capítulo 20
Edward
Gloria depositava em meu prato o que havia pedido, Isabella e eu nos encarávamos. Seu olhar me dizia que ela esperava uma resposta à sua pergunta.
— Pode ir, não precisarei de mais nada – disse a Gloria. A forma como essa pequena Diaba olhava me perturbava.
— Estou esperando uma resposta sua – sua voz demostrava irritação.
— Deixei-me terminar de falar, essa sua mania de explodir antes de eu concluir minha fala é irritante — Isabella iria comentar, porém levei meu dedo a sua boca a calando – Por mais que as amigas de Alice tivessem se mostrando interessadas eu nunca nem liguei para elas... Eram apenas meninas para mim...
— Amigas? Teve outras além de mim? Quem são? Eu conheço elas? Estudam conosco? Você teve algo com alguma? Ela tem a minha idade ou da Alice? – eu sabia que estávamos pisando em um terreno perigoso. Era nesse momento em que deveria ir embora.... Isabella queria que me explicasse para ela....
— Não. Você não ouviu nada do que eu disse? – Ela desviou o rosto porém segurei seu queixo a forçando me olhar.
— Sim, mas... – não deixei-a terminar de falar.
— Mas nada, Isabella – Eu não queria ficar me explicando. Eu não iria fazer isso.
— Como assim “mas nada”? Você me diz uma coisa dessa e espera que fique tranquila em relação a isso? E se não sou a primeira amiga de Alice a passar pela sua cama? E se teve várias antes de mim? Eu realmente preciso saber disso.
— Eu não acredito que estou fazendo isso – Murmurei baixinho. Eu estava pensando em formas de me explicar para ela....
— O que? – disse com raiva.
— Não Isabella, nunca tive nada com as demais amigas da minha filha, elas nunca despertaram meu interesse, se é o que deseja saber– balançava a cabeça, desacreditado de minha própria atitude – Sem contar que você foi a primeira a passar por aquela cama... – mais onde diabos estava com a cabeça para falar aquilo?
— Como é que é? – Isabella riu. – Não precisa mentir.
— Não estou mentindo – Odiava quando alguém alegava que estava mentindo. Encarei-a sério – Eu nunca trouxe nenhuma mulher para esta casa. Eu respeito minha filha e minha ex mulher... Ou respeitava... – Nunca havia trazido uma única mulher para dentro de minha casa.
— Humrum, sei e Alice foi feita onde? – dizia ironicamente. Eu realmente não suportava quando ela agia dessa forma.
— Eu mudei de quarto quando nos separamos – disse firme. Mas que merda eu estava fazendo!? Porque estava agindo desse jeito? Isabella nada tinha a ver com minha vida pessoal. Não precisa dizer a ela que com o fim do meu casamento havia mudado de quarto.... Eu não devia dizer absolutamente nada — Satisfeita? – perguntei com raiva
— Desculpe, mas acho plausível minha pergunta... Vai que me deparo com um de seus casos no colégio... Seria constrangedor – bati com os punhos na mesa.
— Eu nunca tive NADA com nenhuma amiga de Alice, NADA. Eu nunca troquei mais do que meias palavras com elas.... Inferno Isabella... — porque ela estava insistindo naquilo?
— E eu sou o que Edward? — Perguntou erguendo a sobrancelha.
Como poderia faze-la entender que ela era mais!? ... Que não a enxergava como a amiga da minha filha, ou como uma menina.... Isabella era diferente para mim. Quando eu a olho só consigo pensar em como ela fica linda quando cora, ou como seus cabelos molhados e deixam bonita, ou como seus gemidos são alucinantes....
— Eu não a vejo como amiga de Alice – foi só o que disse – Eu não a conheci desse jeito.
— Mas eu sou amiga dela – insisti.
— Eu sei muito bem disso – onde ela queria chegar com essa insistência?
— Não faz sentido o que você diz – sorri fraco com o que me respondeu
— O que você quer que eu diga Isabella? – segurei sua mão e a beijei. – O que quer que eu te diga para pararmos com esse assunto!?
— Quero que me diga a verdade, só isso — Acariciei seu rosto de leve.
— Você é a única Isabella – depois que as palavras deixaram minha boca, percebi a veracidade delas. Ficamos alguns segundos nos encarando – Eu nunca tive nada com nenhuma outra amiga de Alice. Eu juro – Os olhos de Bella continham um brilho diferente, e isso a deixava mais encantadora.
— Diga-me no que trabalha – ela tinha um sorriso gigantesco em seu rosto. Pisquei atônito. De onde havia surgido essa mudança de humor?
— Eu? – perguntei desacreditado com todo seu comportamento.
— Sim, Edward, você – ela voltou a comer pão em seu prato.
— Alice nunca disse à você com o que trabalho? – perguntei.
— Bom, disse que era algo importante e de segurança. Nada muito especifico – Bella tomava seu café da manhã.
— Basicamente isso – Isabella não tirava os olhos de mim – Eu trabalho com segurança – disse.
— Francamente Edward se fosse só isso você não seria milionário – minha Diaba levou um morango a boca e o mordeu bem lentamente fazendo meu corpo dar sinais de desejo.
— Quando se é bom no que se faz Dona Isabella... – ela ria. Peguei outro morango e levei até sua boca – Todos querem seus serviços – ela mordeu o morango em minha mão de um jeito erótico que me deixou louco.
— Segurança? – questionou – Segurança de pessoas muito importantes. Aposto – ela sorria como uma menina travessa e não resisti e retribui o sorriso.
— Isso também, mas trabalho diversas coisas como empresas, bancos, segurança pessoal mais principalmente ramo de hotéis... – dei minha desculpa habitual para quando alguém me perguntava sobre meu trabalho.
— Então é por isso que você viaja tanto, por causa do trabalho com hotéis? – sua pergunta me causou uma inquietação
— Sim – foi tudo que disse.
— Alice realmente comentou que você vive em hotéis pelo mundo – eu a olhava atentamente
— É sim, tenho que fazer toda a segurança e preciso estar presente nos lugares, isso me toma tempo – estava desconfortável
— Eu sei, faz quase 4 anos que eu e Ali somos amigas e nunca o tinha te visto antes — eu não gostava do rumo daquela conversa.
— Sou um homem ocupado — respondi.
— Posso imaginar isso – ela sorriu
— Não sente falta de casa? – perguntou
— Sim, sempre, mas amo o que faço. Vivi a maior parte da minha vida em função de outras pessoas... É bom poder fazer algo que gosto, algo que sou bom. – essa não era toda a verdade... Nos últimos seis anos eu evitei Londres o máximo que pude pois ela me trazia lembranças que causavam dor.
— Quis dizer que se arrepende de Alice? – perguntou com voz quase sumindo.
— NÃO, MEU DEUS ISABELLA, NÃO – disse rapidamente – Eu amo minha filha, ela é minha vida, eu amo minha princesinha mais que tudo nesse mundo. Ela foi um presente que a vida me concebeu, eu nunca nem por um segundo pensaria algo assim.
— Então o que quis dizer com “Vivi a maior parte da minha vida em função de outras pessoas” – olhava-me atentamente.
— É complicado – cocei a cabeça
— Tenho todo tempo do mundo – Bella mordia mais um morango. Sorri, seu rosto estava calmo e sereno, transmitia uma paz que eu tanto almejava...
— O que você sabe sobre mim? – perguntei me ajeitando na cadeira
— Hum – ela parecia analisar algo – Sinceramente? – perguntou.
— Sim, sem mentiras – encorajei.
— Ok, bom, você é o pai da minha melhor amiga – um risinho me escapou — É um pai ausente, é sempre muito ocupado – um nó se formava em minha garganta – É ex-marido da tia Esme, mulher pela qual tio Carlisle é apaixonado desde sempre. Ah, sei também que a você casou obrigado com tia Esme por causa da suas famílias – Eu estava desacreditado.... Era isso que ela sabia sobre mim? Era isso que ela pensava de mim? Eu não sabia o que tinha me dado. Mas de repente eu queria explicar tudo pra ela. A forma como ela falou... O jeito que suas palavras me atingiram. Não foi dessa forma. Ela estava enganada e eu a fria entender isso.
— Você está enganada – afirmei.
— Sério? Em relação a que? – seus olhos transbordavam de curiosidade.
— Eu não casei obrigado – estava irritado por um motivo que nem mesmo sabia.
— Não? Mas Alice disse que sim – Alice... claro, Alice nunca soube disso.
— Realmente quando minha família descobriu que Esme estava grávida eles impuseram isso a mim. No entanto, eu nunca me casaria por obrigação. Jamais faria algo assim, eu não amava Esme, não do jeito que ela merecia e queria, eu não queria casar e ninguém me obrigaria a isso... Mas então eu fui com Esme em uma das consultas e ouvi... Eu ouvi o coraçãozinho do nosso bebê batendo. Era tão forte e ao mesmo tempo delicado, tão precioso... Aquele som mudou algo em mim. Escuta-lo me fez perceber que eu tinha um ser que dependeria de mim, um ser indefeso e frágil que precisaria de mim e de Esme. Foi ao escutar as batidas do coração que estava dentro de Esme que eu decidi me casar com ela. Eu percebi naquele momento que não importava se não a amava, iria tentar, iria estar ao seu lado... Aquele bebê precisaria dos pais. De um pai e uma mãe, ambos. Eu não faria meu bebê viver apenas com um, como foi meu caso... Aquele som... Aquele som angelical que batia dentro de Esme foi o que me fez casar com ela. Não foi obrigação, casei por amor a minha filha. Para ela ter uma família completa.
— Edward... — Bella tinha os olhos marejados.
— Você está bem? — peguei sua mão
— Sim, estou, é só que.... Isso é lindo Edward. Alice nunca me disse isso
— Ela não sabe – respondi
— E porque não, Edward? – ela me olhava confusa
— Eu nunca disse isso a ninguém Isabella – disse e sua boca ficou aberta.
— Nunca? – seus olhos piscavam rapidamente.
— Nunca – confirmei
— E porquê? – Bella segura minhas mãos e as fazia carinho
— Eu não gosto de falar sobre essas coisas – Eu estava me sentindo acuado. Isabella mantinha seus olhos nos meus e havia algo neles... algo que dizia-me que ela estava ultrapassando todos os limites, quebrando todas as barreiras impostas por mim...
— Alice seria a filha mais feliz do mundo se escutasse suas palavras – Bella ficou em pé e segurou meu rosto com as mãos – Você precisa dizer isso a ela. Ela sempre acha que não é importante para você, ou que tudo na sua vida vem antes dela. Você tem que dizer isso a ela. – tirei suas mãos do meu rosto e Isabella tornou a sentar na cadeira.
— Sou um péssimo pai, em? – ri sem humor
— Não acho isso Edward, nunca achei. Em todas as vezes que Ali falou de você eu sempre disse a ela que você a amava independente da sua ausência. Eu não moro com meu pai irá fazer uns 8 anos, nos vemos pouco, mas isso não quer dizer que ele não me ame. Eu sei disso, eu sinto. Alice só precisa ter essa certeza. – eu encarava Isabella, era única coisa que que conseguia fazer – São coisas como essa que acabou de me dizer que a fará ter certeza que você a ama mais que tudo nesse mundo.
— Alice e eu ultimamente só brigamos em vez de conversar – Bella sorriu.
— Sim eu sei. Ela apenas sente sua falta Edward e o quer por perto. A única forma que ela arranja de chamar sua atenção é essa ou gastando horrores. Alice pode ter crescido Edward mas você sempre será o herói da vida dela, e por mais que ela negue a única coisa que ela quer é ser sua menininha como era a anos atrás que corria para seus braços quando chegava do trabalho em casa – eu estava assustado com suas palavras.
— Como sabe disso Isabella?– seus lábios sorriam mais seus olhos continha um toque de tristeza.
— Porque é exatamente assim que me sinto em relação ao meu pai, ele sempre será meu herói. O que mais sinto falta na minha vida é de abraça-lo quando ele chegava do serviço e escutar suas histórias antes de dormir – uma lágrima escapava do olho de Isabella, solitária carregada de saudade
— Eu não quero vê-la chorar Isabella – limpei sua lágrima – Vamos mudar de assunto
— Não Edward, eu quero saber mais sobre você – disse fechando os olhos e aproveitando meu carinho em sua face.
— Faremos um trato então, um jogo de perguntas e respostas pode ser? – seu rosto se iluminou novamente – Você não é a única pessoa curiosa.
— Certo – isso, era assim que eu a queria com essa luz que transbordava dela quando estava feliz – Eu começo – Isabella parecia apreensiva.
— O que foi pequena – ele mordeu o lábio
— Edward posso perguntar qualquer coisa mesmo? – por um momento pensei em responder não, mas acabei mudando de opinião.
— Sim, pode perguntar qualquer coisa – eu deveria me preparar para o que vinha.
— Porque você dormiu com Esme Edward, sabendo que Carlisle a amava? – ela havia começado com uma difícil.
—Bom – respirei fundo – Eu estava bêbado e ela também, eu nem me lembro daquela noite Bella. Era aniversário de 16 anos de Esme, bebemos tanto, eu tenho pequenos lapsos do que aconteceu, quando acordamos nos demos conta do que fizemos e eu percebi o quanto isso machucaria Carlisle. Me senti um lixo, Esme jurou que aquela noite nunca seria mencionada. Então prometemos que fingiríamos que nada aconteceu, e permanecemos assim até ela descobrir que estava grávida. Então além de trair meu irmão eu o faria ter um sobrinho ou sobrinha da mulher de sua vida. Não há palavras que possa dizer o quanto me senti péssimo por aquela noite. Nunca quis isso Isabella, nunca quis ferir meu irmão, lamento até hoje o seu sofrimento porém não me arrependo, pois foi devido a ela que Esme me deu Alice – Bella pôs-se de pé.
— Vamos conversar na sala— estendeu a mão para mim. Eu a encarei por alguns segundos – Vamos Edward lá você me faz sua pergunta – ela continuava com a mão estendida para mim. Eu realmente não estava acreditando que iria fazer aquilo.
— Ok, Diaba – disse segurando em sua mão e escutei sua risada. Isabella nos conduziu até a sala. Nesse percurso percebi o quão confortável eu me sentia ao segurar sua mão.
— E então sua vez – disse sentando-se no sofá e me levando junto.
— Certo – estávamos um de frente para o outro – Porque você não ficou com seu pai quando sua mãe veio para Londres? Você deixou claro o quanto adorava a companhia dele.
— Eu não quis deixar meu pai. Apesar dos meus pais serem divorciados nossa família convivia bem. Porém, minha mãe recebeu uma oferta de emprego melhor e decidiu mudar. Eu era uma criança na época e como o trabalho do papai ocupava muito seu tempo os dois decidiram que seria melhor se eu viesse com ela e foi isso. – Isabella estava com os olhos longe como se voltasse aquela época.
— Porque eles se separaram? – perguntei
— Agora é minha vez – ela sorria travessa – Já que tocou no assunto– Bella mordeu os lábios — Porque você e tia Esme se divorciaram? – Bella baixou o rosto ao fazer a pergunta. Sempre perguntas complicadas de responder.
— Eu disse que não casei obrigado, porém eu não casei por amor e isso foi o fator decisivo. Eu amava Esme mas não da forma que ela desejava e merecia ser. Tentei por um tempo ser o que ela precisava mas não fui suficiente, assim como ela também não foi para mim. Em algum momento nos tornamos como cães e gatos, mentiras, traições e mil problemas. Aquilo estava nos destruindo, destruindo nossa amizade de anos e nossa família também, então decidimos parar antes de não restar mais nada. Acho que foi a decisão mais inteligente que tomei. Hoje eu e Esme funcionamos perfeitamente bem – Sim, Esme era uma mulher maravilhosa eu reconhecia isso, só lamentava nunca ter a amado como a mesma me amou.
— Entendo – havia algo na voz de Isabella que não conseguia identificar.
— Alice nunca disse essas coisas para você? – achava estranho minha filha não ter comentado nada.
— Claro que disse. Do ponto de vista dela, onde você é o canalha da história – sorri com isso. Claro que Alice falaria mal de mim – Alice fala muito de você quando é para reclamar. Sei todo sobre as brigas de vocês.
— Ah eu aposto que sim, é bem o jeito dela – Bella ajeitou-se no sofá, sentando com as pernas em forma de borboleta. — E os seus pais? Porque se separaram? – quando li sobre o dossiê de Bella não havia nada que justificasse o fim do casamento. Nenhuma traição... por nenhum deles.
— Bom, meus pais deixaram de se amar – ela deu de ombros – Em algum momento da vida deles o amor existia mais então acabou ou se transformou só em amizade. Eu não sei direito, eles não tinham muito problemas, eles nunca brigavam entre si, era um casamento muito tranquilo – Bella sorriu como se lembrasse de algo – Mamãe diz que esse era o problema, as brigas alimentam a paixão – disse risonha.
— Então seus pais nunca se amaram – deixei escapar. Ela me olhou por alguns instantes.
— Bom eu não sei, mas todos me dizem que eles apaixonados um pelo outro no início, que o amor era lindo e que eu era a prova desse amor. Eu realmente não sei direito sobre isso. Eu nunca amei ninguém, nem me apaixonei não sei como essas coisas funcionam – eu fitei seus olhos. Ela nunca tinha se apaixonado? Eu podia acreditar naquilo? Na idade dela meninas vivem cheia de paixões... – Você já amou alguém Edward? Por isso disse aquilo? – a voz de Isabella tirou-me dos meus pensamentos.
— Eu? – suspirei – Não, eu acho que nunca amei nenhuma mulher. Apaixonado? Acho que sim, talvez, não sei dizer se foi realmente paixão – lembrei de Tânia, lembrei dos nossos momentos... Havíamos sido felizes até aquela tragédia. Quem sabe o que aconteceria se aquela tragédia não caísse sobre nós? Eu poderia ter me apaixonado por ela? Provavelmente sim. Ela era uma mulher apaixonante. Mas ama-la? Eu já não sabia dizer.
— Edward? – Bella cutucou-me.
— OI? – a encarei
— Estava perdido em pensamentos? – sorri para ela
— Você está me fazendo reviver lembranças que a muito tempo não passavam pela minha mente.
— Isso é algo ruim? – parecia preocupada. Notei que quando preocupada Isabella franzia as sobrancelhas. Toquei-as no meio para desfazer seu semblante preocupado.
— Não sei dizer ao certo – fui sincero – Está sendo mais fácil de lidar do que imaginava, não se preocupe – inclinei-me para frente e depositei um beijo em seus lábios. Isabella corou no mesmo instante.
— Você não pode fazer isso – disse horrorizada
— E porque não? – Iriamos voltar à estaca zero de novo?
— Porque não estamos sozinhos Edward. E se alguém nos vê? Deus... não quero nem pensar nisso – Odiava o fato de ela ter razão.
— Então quer dizer que nunca se apaixonou? – voltei ao assunto. Aquela pequena confissão causou-me um “leve” agrado.
— Não – desviou seus olhos dos meus – Eu nunca me senti atraída pelos rapazes da minha escola. Bom teve o James mais... Bom, mesmo assim – ela brincava com seu cabelo
— Talvez goste de homens mais velhos – pisquei para ela, seu sorriso iluminou meu dia. Era contagiante... terno, doce, suave e angelical.
— Talvez sim – Bella agora tinha um toque de malicia brincando por sua face.
— Por quanto tempo namorou esse menino mesmo? – a curiosidade era muita.
— Quase três anos sendo chifruda – não consegui conter o riso e uma Isabella raivosa jogou-me uma almofada na cara – Não é legal rir desengraça alheia – fiz sinal de rendição com as mãos.
— Desculpe, não quis magoa-la – continuava a sorrir – Como conseguiu ficar virgem namorando tanto tempo? – os meninos dessa época eram lentos. Se fosse eu na idade dele....
— Hunrf – Isabella grunhiu de raiva – Pelo visto eu não o excitava, por isso ele nunca insistiu em ter nada comigo, não era gostosa o suficiente para ele.
— Doce Isabella, não souberam aproveitar tua formosura direito – beijei sua mão – Só um tolo não sucumbiria a ti – Bella soltou um risinho e me mostrou sua língua – Menina travessa – minhas mãos foram parar em suas coxas – Eu bem sei o que essa língua tem capacidade em fazer... e só de lembrar meu pau lateja por ti – Bella soltou um pequeno gemido – Isso que dá deixar algo tão gracioso em mãos despreparadas – inclinei-me para ela, chagando ao seu ouvido – Não ouve um dia desde que nos conhecemos que minha excitação não clamou por sua bocetinha apertada – mordi seu lóbulo e senti sua respiração perder o compasse
— Edward – ela deixou seu gemido baixinho, enlouquecendo-me.
— Está molhadinha para mim, Marie – minhas mãos agora estavam beirando sua intimidade por debaixo do seu short – Responda-me
— Si... Sim – eu adorava vê-la assim, entregue, rendida aos meus toques. Eu venerava sua forma de responder aos meus toques. Eram únicos, nenhuma outra mulher era como Isabella.
— Diga-me Marie – Bella apertou meu braço quando a chamei-a de Marie – Gosta disso? Quando te chamo de Marie – sussurrei em seu ouvido. Isabella apenas concordou com a cabeça. – Minha pequena Marie, não faz ideia das coisas que quero fazer com você – ao dizer isso toquei a lateral de sua intimidade e pude sentir sua excitação. Puxei-a para mim, para facilitar minhas caricias em sua intimidade. Com o polegar massageei seus lábios vaginas – Sente o que estou fazendo agora? – Bella estava com a cabeça encostada em mim – Queria poder fazê-lo com minha boca. Morder e lamber sua doce buceta, sugar-te todinha até não restar nada – os olhos de minha pequena estavam fechados e seus lábios estavam sendo mordido. Retirei minha mão de sua intimidade. Bella me olhava ofegante e com face em misto de confusão e irritação. Gargalhei.
— Qual a graça? – cruzou os braços.
— Você – beijei seu rosto e a abracei, permanecemos um tempo desta forma até ela se afastar.
— Isso é injusto Edward – fazia biquinho
— O que? – fiz-me de inocente
— Não se faça de bobo – ela revirou os olhos
— Acha injusto o que? Eu dizer a você coisas pervertidas que sei que gosta ou tocar-te com maestria? – Isabella bufou.
— Desconcentrar-me, me tirar de meu estado normal – alegou
— Seu estado normal é debaixo de mim com meu pau fodendo-a e te fazendo gozar – ela soltou o ar pesadamente.
— Porque faz essas coisas? — perguntou corada
— São tantos os motivos, mas o principal – sorri – gosto da forma como reage a mim, gosto de vê-la lutar contra si mesma porém não conseguir resistir a mim – comecei a acariciar seu braço
— Você é um convencido – disse com os olhos fechados.
— Será que consigo faze-la gozar sem nem ao menos te tocar? – perguntei e Bella olhava-me muda – Acho que talvez consiga, acho que posso faze-la gozar apenas sussurrando em seu ouvido, dizendo coisas as quais nunca imaginou ouvir – era visível o quão afetada ela estava com minhas palavras – Diga-me pequena, consigo fazê-lo?
— Eu... E... Eu não... Eu não sei – disse com dificuldade
— Que tal tentarmos? – a ideia parecia-me extremamente excitante. Estava latejando, rijo com aquele conheci incomodo que faziam meu pênis doer pedindo por ela...
— Edward, nós... – ela não terminara. Ajeitei-nos. Encostei-me no sofá encaixando Bella no meio de minhas pernas. Seu ouvido estava posicionado bem a meu alcance.
— Imagine Marie, imagine eu masturbando-a com minha língua, introduzindo-a fundo em sua delicada e doce boceta. Estocando-a com velocidade enquanto meu polegar brinca com seu clitóris, fazendo pressão e girando-o com precisão. Imagine eu mordendo sua boceta todinha, chupando-a com volúpia, sugando cada gota de excitação que escorre de sua fenda... Imagine eu a penetrando com dois dedos... consegue imaginar o quão apertado seria me movimentar? Aposto que as paredes de sua vagina esmagariam meus dedos.... – Bella começava a murmurar coisas baixinhas — Eu consigo imaginar perfeitamente sua doce boceta apertando-se ao redor de meus dedos.... E só de imaginar isso, penso como seria colocar meu pau dentro de sua delicada bocetinha– Bella cravou as unhas em minha perna – Imagine só Isabella – sussurrei quase inaudível – Meu pau arrombando sua gloriosa fenda, entrando com dificuldade em sua abertura, movimentando-se para dentro e para fora com força, violando sua intimidade... Imagine meu pau estocando dentro de ti, investindo com desenvoltura, dilacerando suas paredes internas, sendo comprimido e envolto por sua carne quente e suave.... Consegue me imaginar, Bella? Comendo sua boceta melada, possuindo seu corpo e fodendo-te ferozmente até faze-la gozar – nesse momento senti Isabella cravar as unhas em minha perna e senti seu corpo arrepiado, sofrendo leves espasmos – puxei seu rosto para que pudesse olha-lo e o que vi foi o semblante de uma mulher que acabara de atingir o ápice. Era formidável olhada dessa forma, podia passar o dia admirando-a como fazia agora. Puxei seu corpo de encontro ao meu e juntei nossos lábios, beijando-a. Deitei no sofá com Isabella em cima de mim. Minhas mãos foram direto a seu bumbum macio, agarrando-os com fervor enquanto nossas bocas duelavam em um beijo faminto e feroz.
— MINHA NOSSA – um barulho ecoou por toda a sala. Bella se separou de mim rapidamente. Olhei em direção ao barulho e vi Gloria parada com a boca escancara nos encarando.
— AI MEU DEUS – Isabella levou as mãos a boca me olhou com pânico em seus olhos e saiu correndo em direção a seu quarto
O inferno, ultimamente eu estava com dom para me jogar problemas.
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