Tudo Por Você
4 Acaso
Notas iniciais
Capítulo 4
Bella
Quando entrei no Pub imaginei que a pior parte tinha passado. Ledo e doce engano. Agora que estava dentro percebia o quanto estava sendo idiota... Como eu faria isso? Iria chegar em algum cara e falar "Olha, você pode me beijar pra ver se consigo te deixar de pau duro e sinto tesão!?" OMG, eu estava entrando em pânico. Respira, Bella, só respira.... Ok.... Beleza, por onde eu começo!?... Vi uma menina me olhando de um jeito estranho só depois percebi que ainda estava usando o sobretudo. Ótima forma de entrar em um Pub, Isabella! Parabéns, você se superou. Retirei o sobretudo e levei até o guarda volumes. No caminho para ir até o bar eu vi vários caras me olhando como se quisesse me comer e isso me fez bem. Sorri para mim mesma. Então lembrei do que James disse "Você é linda, inteligente e tudo mais que queremos encontrar em uma pessoa, mas você é fria" uma dor tomou meu coração. Senti o nó se formando em minha garganta. Sim, eu sabia que era bonita o problema em questão não era esse. Eu precisava beber alguma coisa para colocar o plano maluco de Jasper em prática.... Mas como ia conseguir bebida sem minha identidade falsa?! Estava perdida essa noite tinha tudo para terminar pior do que já estava.
— Posso te pagar uma bebida?– um cara loiro com os olhos azuis perguntou assim que sentei no bar. Ótimo, Isabella é sua chance de beber pensei comigo mesma.
— Sim – foi só o que disse. Eu queria me matar. Que coisa mais idiota de se dizer....Eu estava altamente nervosa.
— O que você bebe? – perguntou o homem bonito de olho azul.
— Hoje eu bebo o mesmo que você – QUE RAIOS DE RESPOSTA FOI ESSA? Pensava que o cara ia rir de mim, porém seu sorriso foi deslumbrante.
— Duas doses do seu melhor Whisky – disse ao barmen.
Estava fundida. Nunca havia bebido Whisky. Quando mais os segundos passavam mais achava que Jasper tinha razão. Não era uma boa ideia eu fazer isso. Dois copos foram colocados em nossa frente com a bebida e gelo. Ele levantou o copo para mim brindamos e ele virou tudo de uma vez e me olhou. Ok, era agora ou nunca. Repeti o que ele fez com uma única diferença quase coloco tudo para fora. Aquela coisa desceu queimando em minha garganta como se tivesse tacado fosforo aceso nela. Fiz careta quando terminei e ele disse.
— Realmente esse é forte – ele tocou minha mão e fiquei alarmada com medo.
Pare com isso Bella se você quer beijar esta noite caras terão que te tocar.
— Com toda certeza é – respondi sorrindo e colocando minha outra mão sobre a sua.
— Poderei saber o nome dessa linda morena que está ao meu lado – ele pegou minha mão e a beijou. Não iria dar meu nome verdadeiro e disse o primeiro que veio a minha cabeça.
— Me chamo Renée — disse. Agora o cara ia ficar me chamando pelo nome da minha mãe. Ótimo.
— Nome muito antiquado para uma mulher tão bela como você – eu ri
— Foi em homenagem a minha mãe – continuei rindo da minha piada interna.
— Ahhh entendo. Me chamo Nick – ele sorriu de um jeito sexy – Que tal irmos dançar – sugeriu.
— Eu adoraria – disse segurando sua mão.
A música tocava alta estávamos dançando já bem grudados depois de algumas músicas. Talvez fosse um pouco do efeito do álcool em meu corpo que me deixou tão desinibida. Nick beijava meu pescoço e mordia minha orelha e eu gostava, mais não era aquilo que esperava sentir. Aquilo estava me preocupando colei mais nossos corpos e senti sua ereção. Sorri com isso. Eu podia sim deixar um cara excitado. Um enorme alivio me atingiu. Aquele James filho de uma puta, ele iria me pagar por hoje. Nick se esfregou mais em mim e logo em seguida me beijou.
Ele beijava bem, muito bem por sinal, bem melhor que James. Era gostoso, eu estava gostando de ser beijada por ele. Não queria que ele parasse... Senti as mãos de Nick avançando em meu corpo e eu não queria aquilo. Afastei-me dele
— Vou no banheiro retocar e já volto. Não saia daqui – sorriu para mim lindamente. Ele era lindo e beijava bem. Mas eu não voltaria. Realmente fui em direção ao banheiro quando um cara puxou meu braço e cheirou meu pescoço.
— Ei calma aí – eu o empurrei.
— Você é uma gracinha sabia – disse olhando meu corpo inteiro.
— Obrigada por isso, mas você está bêbado e eu preciso ir – disse me afastando.
— Um beijo e deixo você ir princesa – tinha um ar brincalhão em seus olhos.
Ele era bonito, diferente do Nick. Esse tinha o cabelo negro a pele morena e os olhos verdes e seu porte físico era de tirar o folego. Isso me animou. Talvez um cara desse me deixe com tesão. Sem nem ao menos pensar eu ataquei sua boca. Esse cara tinha pegada... Pegou-me pela nuca enquanto me beijava e uma de suas mãos passeavam em minha cintura.
— Você está extremamente gostosa – falou em meu ouvido causando um arrepio. Isso era bom. Muito bom, ouvir ele falar no meu ouvido. Enquanto ele me beijava fiquei comparando o beijo de James com o beijo de Nick e o desse estranho. Eram beijos diferentes. Apesar desse cara ter mais pegada, Nick beijava de uma forma mais habilidosa. A língua desse cara entrava em mim de uma forma rude. Enquanto a de Nick era doce e ágil.... Inferno... Cá estou eu num beijo com um cara e pensando nessas merdas.... Qual era o meu problema? Porque só não entrava no clima e beijava?????
— Algum problema gatinha? – perguntou o homem – Você ficou parada – ele disse acariciando meu pescoço.
Sai de perto dele correndo e achei o banheiro. Definitivamente eu tinha problemas. ERA OFICAL. Isabella Swan não conseguia sentir porra nenhuma ao beijar um cara. Entrei na cabine do banheiro abaixei a tampa do vaso e sentei nele. O que será que causava isso? Será que eu era uma daquelas pessoas que não sentiam prazer? Um barulho estrondoso veio do lado de fora. Espiei pela fresta e duas garotas estavam se beijando. Uma de cabelo preto e outra de cabelo louro. A de cabelo loiro prensava a morena na parede num beijo de tirar o folego só de olhar. OMG. Sentei no vaso. Será que eu era lésbica?! Ai meu Deus e se fosse isso? E se eu gostasse de garotas?! Será que Alice me beijaria para testar?! OMG eu não acredito que eu cogitei a ideia de beijar minha melhor amiga. Um alivio começou a me bater talvez fosse isso. Talvez precisasse beijar uma garota... Abri a porta do banheiro com tudo e as duas meninas se assustaram. Nós ficamos nos encarando por segundos e eu pensava se propunha ou não para uma delas me darem um beijo.
— Bom – pigarrei e elas me olharam – Sem querer ofender vocês... Mais será que um das duas poderia me dá um beijo – As duas meninas me encaram como se fosse doida.
— Só preciso saber se sou lésbica ou não – a menina de cabelo louro sorriu.
— Eu me chamo Laila e você? – ela disse se aproximando.
— Alice – foi o primeiro nome que me veio na cabeça.
— Ótimo Alice, vamos descobrir então – e ela me puxou para um beijo.
Beijar uma mulher era diferente. Era suave e extremamente delicado. Não tinha aquela quantidade de potência sexual máscula se impondo. Sua boca tinha um gosto de cerveja e alguma outra droga.Laila carregou o beijo por mais alguns minutos e depois me deu selinhos.
— E então? – perguntou.
— Acho que sou assexuada – Laila e a morena sorriram.
— Você só precisa encontrar a pessoa certa – ela disse pegando a mão da morena – Foi bom beijar você – disse e voltou a beijar a morena resolvi sair e da privacidade.
Quando estava voltando para a pista de dança alguém me puxou.
— Bella você é doida? Como fica sem seu telefone estou a um tempo te procurando – Jasper estava bem atrás dela.
— A culpa é desse seu primo, aí – disse bufando.
— Vamos Bella admita que você se sentiu poderosa quando disse – não conseguir conter o sorriso.
— Jasper Cullen, você é um IDIOTA – disse lhe dando um soco
— Vou pegar bebida pra gente, fiquem aqui – Alice deu um beijo em Jasper e então se foi.
— O que foi isso? – estava rindo da cara dele.
— Eu não sei só desde que estamos aqui ela tem feito bastante isso. Não irei reclamar – disse com sorriso nos lábios. – E então como vai sua busca?
— Acho que sofro de algum problema, Jasper. – confessei – Beijei até uma menina e não senti nada – a boca de Jasper estava aberta.
— Você beijou uma garota? – perguntou incrédulo.
— Beijei, mais não senti nada – disse frustrada.
— Isabella o que você tanto quer sentir em um beijo? – quis saber.
— Ahhhh – pensei – Quero que minhas pernas fiquem bambas, meu coração acelere e que meu sangue ferva. Quero sentir aquela sensação incontrolável de tesão que todos comentam... Quero ficar excitada, Jasper, quero uma vez na vida sentir minha calcinha ficar molhada — só depois me toquei a merda que havia falado. Meu rosto esquentou e provavelmente eu estava disputando com um pimentão no quesito de quem estava mais vermelho. Jasper, riu de mim e afagou meus cabelos.
— Isabella, o que você quer é estar apaixonada ou então quer uma química sexual extremamente forte, daquelas que as pessoas não aguentam nem estar no mesmo cômodo sem se tocar – olhei pra ele e balancei a cabeça. Não era isso não – Bella, antes de Alice eu não sentia nada disso – sorri pra ele – Claro que beijava outras garotas e era gostoso. Muito gostoso, mas era só. Entende? Só com ela que senti essas coisas que você falou. Você não vai sentir essas coisas com todo cara que beijar. Se você der sorte acha tudo em uma única pessoa como eu – ele sorriu e beijou a boca de Alice.
— Achar o que? – perguntou Alice.
— Uma pessoa linda e gostosa como você – Jasper pegou a bebia de sua mão.
— Mas Bella já tem, ué – ela me estendeu a bebida – O James, por falar nele cadê ele? – Olhou em volta como se o procurasse e eu fiquei tensa e deixei o copo de bebida cair.
— Você ta bem bella? – Os olhos de Jasper demostravam preocupação.
— Estou só vou pegar outra bebida- disse.
— Vê se acha o James – gritou Alice. Como eu ia explicar isso para ela sem desabar. Estava usando toda minha força de vontade pra não me jogar no canto e chorar. Estava focando em procurar, mergulhada em uma busca idiota de beijos tão desesperadamente só para não pensar no que havia acontecido naquele hotel.
— Não olha por onde anda não? – uma moça ruiva extremamente bonita me empurrou.
— Ei desculpa eu não te vi – disse
— Eu percebi – sua voz demostrava irritação
— Já disse que sinto muito – falei
— Só cale a boca – ela olhava fixamente pro chão como se procurasse algo. Olhou e me fuzilou com seus olhos e continuou a busca.
Percebi que de nada adiantaria ajudar aquela moça irritada continuei minha caminhada ao bar. Me meti no meio de uma multidão e fui empurrada. Cai de bunda no chão. Droga hoje é meu dia de sorte. Quando estava pra levantar vi um cartão dourado do lado da minha mão. Peguei-o levantei e analisei. Não tinha nada escrito nele. Bem, será que era isso que a mulher procurava?? Havia um segurança lá perto caminhei em direção ele.
— Moço – disse e ele me olhou. Estendi o cartão pra ele.
— Graças a Deus... Você está atrasada ele já está bufando, quer que perca meu emprego é vadia? – disse me puxando com força e me levando em direção a uma sala.
— Ei, olhe lá como fala comigo. Eu apenas vim fazer um favor, ok? Esse cartão aqui – levantei e ele tomou da minha mão.
— Sim, eu sei o que significa essa merda só entre logo, aí – Ele abriu uma porta e me jogou la dento.
Quando entro na sala dou de cara com um homem. Um homem mais lindo que já vira na minha curta existência. O que mais me chamou atenção foi seu cabelo. Era o cara do cabelo cor de bronze, porém agora conseguia enxergar seu rosto. Seu rosto demostrava uma cara séria, suas feições eram firmes e bem masculinas. Seus olhos tinham um verde mais intenso que esmeraldas. Sua boca era extremamente vermelha e logo me vi imaginado como seria beijar esses lábios. Reparei que ele usava um terno elegante e uma camisa verde por dentro que realçava seus cabelos e seus olhos. Quando dei pode mim o homem caminhava em minha direção como um felino elegante, glorioso indo atrás de sua presa. Minha respiração estava acelerada. Estava difícil me concentrar em não olhar seu corpo mesmo que por cima de todo esse monte de roupa.
Seus olhos verdes estavam fixamente em mim. Podia ver aquela imensidão verde me analisando dos pés à cabeça e mesmo vestida me senti nua. Arfei procurando por ar e um sorriso que brotou de seus lábios fez meu coração palpitar. Aquele homem era lindo de mais sorrindo. O toque do seu dedo em minha pele fez meu corpo esquentar e uma corrente elétrica parecia percorrer meu corpo onde ele tocava. Suspirei e Fechei os olhos aproveitando o momento delicioso de sentir seu dedo em contato com meu rosto. Ele colou nossos corpos e senti sua grossa ereção em meu ventre. Imediatamente um calor foi subindo pelo meu corpo e tonando-se insuportável. Sentia minha intimidade pulsar loucamente e não sabia como aliviar a situação.
— Abra os olhos pequena – ele sussurrou em meu ouvido e sua voz causou uma pequena ebulição na minha intimidade. Sua voz era extremamente sexy e rouca. Queria que ele falasse mais.
— Eu.... Eu – tentava dizer algo mais não sairia nada coerente de minha boca.
— Você ... – ele incentivou.
— O gato comeu sua língua pequena? – imediatamente meu rosto esquentou. Escutei um riso baixo e logo em seguida o homem a minha frente beijou meu pescoço, meu colo, o canto de meus lábios. Enquanto suas mãos trabalhavam em minha cintura apertando-me e logo em seguida descendo até minha bunda. Ele parou as mãos nela e logo apertou-as com força.
— Não consigo me concentrar em algo coerente para dizer com você me tocando dessa forma – as palavras saíram como um jato. Se demorasse para falar era possível que minha voz falhasse.
— Então não fale... Só quero ouvir sair de sua boca os gemidos do prazer que eu vou lhe proporcionar por esta noite e você pedindo por mais entendeu? — meu coração estancou e voltou a bater loucamente logo em seguida. Ele colocou suas mãos no interior de minha coxa e subi até seu centro tocando por cima da minha calcinha.
Eu tinha que parar isso. Uma pequena parte do meu cérebro me avisa que eu estava passando dos limites e isso tinha que parar agora.
— Eu... espere... não.... isso.... isso.... isso é muito bom – disse. Não conseguiria pedir para ele parar depois de sentir suas mãos explorando minha intimidade. Dessa vez ele deu uma risada potente e pude jurar que era o som mais lindo que já tinha escutado.
— O que eu disse pequena... sobre falar? – olhou-me nos olhos – será punida por isso – Virou-me de costa pra ele e subi meu vestido o suficiente para deixar minha calcinha amostra. Imediatamente corei ao lembrar da calcinha que usava. Deus, queira que ele gostasse do que via. Por um tempo nada aconteceu e então ele deu-me um tapa na bunda e inconscientemente eu gemi. Senti meu vestido ser arrancado do corpo. Ele virou-me novamente e olhou minunciosamente meu corpo.
— Vire-se – mandou – vamos pequena, bem lentamente deixe-me ver seu corpo – disse impaciente. Por alguns segundos eu não soube o que fazer, logo em seguida lembrei que deveria dar uma voltinha para ele.
— Venha cá – estendeu a mão para mim – Por mais que a minha vontade seja te jogar nesse sofá e come-la de jeito – minha respiração falhou – preciso de uma cama, pois quero você de todas as formas hoje. Só Iremos parar quando você estiver desmaiada pequena e você precisara de uma cama.
Estava chocada com suas palavras, porém mais chocada ainda pois sentia minha intimidade extremante úmida. Ele tomou meu rosto em suas mãos e me beijou. E foi uma explosão. As células do meu corpo pareciam estar entrando em ebulição. Podia apostar que meu corpo deveria estar quente como se estivesse ardendo em febre. Queria mais daquilo. Mais de sua boca quente, mais de seu halito de menta e Whisky... Invadi sua boca com a minha língua, juntei nossos corpos o máximo que pude, quase nos fundindo e levei minhas mãos a seu cabelo. Eram macios e sedosos, me vi tentada e logo puxei seu cabelo levemente. A boca desse homem era espetacular, tudo era sobre domínio. Sua língua brigava coma minha por espaço querendo ganhar. Seus lábios eram deliciosos eu precisava prova-los. Mordisquei seu lábio e senti uma agitação em meu ventre onde sua ereção estava. Sem pudor nenhum comecei a rosar minha intimidade na sua. Ele pegou minhas pernas e as colocou em volta de suas costas carregando-me até uma parede e apoiando-me nela. Uma de suas mãos brincavam com minha coxa enquanto outra atacou meu seio. Eu nunca havia sido tocado daquela maneira antes. Aquele estranho estava me proporcionando o único momento de prazer que tinha tido em minha vida. Ele caminhou comigo até algum lugar e sentamos comigo em cima dele. Algo parecia ter acontecido, ele distribuía beijos em meu colo, pescoço, mordia meu lábio, beijava minha boca com intensidade latente e as vezes devagar explorando com sua língua cada cantinho que existia. Suas mãos livres passeavam pelo meu corpo livremente, alisando e apertando onde quisesse. Eu já não ligava mais para nada. Só não queria que ele parasse. Movimentei-me um pouco e ele afastou-se bruscamente me jogando no sofá e se levantando.
— Fiz algo errado –perguntei baixinho, com medo de ter estragado tudo. Mas vi um leve sorriso aparecendo.
— Claro que não – levou às mãos ao cabelo bagunçando-o – porém nenhum de nós quer fazer isso sem camisinha, correto? – disse de uma forma brincalhona. Eu não iria falar que estava tomando pílula a 1 mês meio. Soaria desesperada. Quando decidi que tria minha primeira vez com James fui ao ginecologista e ele me receitou um anticoncepcional. Fiz o teste por um mês, deu tudo certo e continuei usando para poder transarmos sem camisinha. Fiz uma careta ao lembrar disse e o vi caminhar em minha direção deixou pequenos beijos em meus lábios e me olhou.
— Vista seu vestido, vamos sair daqui – sua voz saio rouca e séria, o que me fez suspirar.
Meio hesitante eu andei pelo cômodo a procura do meu vestido. A iluminação era pouca o que dificultava eu o achar. Sabe Deus onde ele tinha parado. Meus olhos procuravam no cômodo e o encontrei, debaixo de uma cadeira. Abaixei-me para pegar o vestido e escutei um gemido alto atrás de mim. Sorri debilmente com isso. Ele estava gostando do que via.
— Com toda certeza irei comer você de quatro e sim você não vai tirar os saltos. Fica deliciosamente gostosa assim– sua voz saiu completamente rouca e eu sentei no chão chocada com suas palavras. Abismada com a forma que ele dizia uma coisa tão baixa podia soar tão fodidamente sexy — Vista-se logo – disse com seus braços na parede e com sorriso brincalhão.
— Ok – foi tudo o que consegui dizer depois daquilo, levantei-me e coloquei meu vestido com uma certa dificuldade mais em fim estava pronta. Eu precisava sair, precisava avisar Jasper e Alice que estava bem e indo embora. Havia sumido por quanto tempo? Nem sabia, não tinha relógio.
— Deixe-me só avisar... – fui dizendo e ele não me deixou terminar.
— Vamos logo, eles sabem que você passara a noite comigo, não precisa avisar – Estendeu a mão.
Como assim? Ele havia mandado avisar meus amigos? Como ele poderia saber quem era que iria avisar? Era impossível, então a quem ele se referia? Mordi os lábios e olhei para a porta, podia correr avisar Alice e voltar, ela pensaria que iria embora com James e não ficaria preocupada.
— Eu pegarei você, nem tente sair pela porta – disse firme cruzando os braços. Suspirei e dei de ombros. Algo naquele olhar me dizia que eu não conseguira sair se tentasse.
— Então vamos – sorri para ele aceitando a derrota.
— Por aqui – conduziu-me pela saída dos fundos onde meu carro já esperava por nós. Olhei que nem uma babaca seu . Era Um desses importados esportivos. Fiquei admirando o carro.
— Hum... é..... Moço – realmente não sabia como poderia chama-lo. Moço foi a forma menos pior que encontrei. O homem ao meu lado riu profundamente.
— Me chame de Anthony – disse — E o seu seria?
Eu não queria mentir para ele, mais também não queria dizer meu nome, estava num dilema...
— Ah... Me chamo Marie, Senhor Anthony. Para onde vamos? – Resolvi não mentir mais ocultar meu primeiro nome.
— Por favor não me chame de senhor, faz-me parecer velho – disse com uma carranca.
— Ok – tive que sorrir pois comparado a mim ele era, sim, muito mais velho – Anthony para onde vamos?
— Não se preocupe com isso será surpresa. Mas amanhã disponibilizarei um carro para deixa-la em sua casa. Vamos – Como assim? Um carro pra me deixar em minha casa? Que tipo de gente fazia isso. Ele abriu a porta para que eu entrasse, deu a volta no carro e entrou.
Fale com o autor