Tudo Pode Acontecer em Ny
2 Capítulo II
Notas iniciais
Eu passei uma meia hora anotando todas as exigências de todos eles sobre tudo desde arrumação até comida. Sr Richards explicou tudo sobre os aparatos tecnológicos existentes na casa. Como não sou boba eu anotei tudo.
Depois dessa conversa eu fui em direção ao meu dormitório que era próximo ao dormitório das meninas. Eu fiz umas folhas sobre o que anotei para que elas pudessem ver e estar cientes. Fiz varias recomendações. Fui vestir meu uniforme, que por sinal não era muito feio, era azul do tom do uniforme do Quarteto Fantástico e possuía um logo do mesmo no lado esquerdo do peito.
Nós começamos pela cozinha enquanto elas viam o que tinha para fazer, era muita por sinal porque aquela pia estava monstruosa, eu lia a recomendação sobre os alimentos e checava a dispensa. Uma hora depois tínhamos acabado e fomos em direção a sala, muitos DVDs e CDs jogados sobre a mesa de centro, almofadas fora do lugar e a terrível e maligna poeira. Nos quartos dava para perceber exatamente a personalidade de cada um. No da Srta Storm era extremamente organizado, só havia poeira. No Sr Grimm tudo era bem grande, um pouco bagunçado como a cama, cômoda e escrivaninha tudo completamente normal. No do Sr Richards havia uma quantidade enorme de tecnologia e papeis que foram empilhados todos em tamanho e algumas roupas dobradas e colocadas sobre o cabide. O ultimo quarto em que tinha de trabalhar era o quarto do Sr Storm era terrivelmente bagunçado, sem falar que parecia o quarto de um adolescente, muitos pôsteres de carros e motos, meias e roupas de baixo para todos os lados e por incrível e nojento que pareça havia um pedaço de pizza que ao julgar pela coloração devia estar lá há algumas semanas. Já eram umas dez horas da noite quando acabamos o serviço, desde as instruções eu não tinha visto mais os patrões. Deviam estar ocupados em algo muito importante, tipo salvar a cidade.
Fui em direção ao meu dormitório e literalmente apaguei. Devo ter acordado lá paras três da manha, tirei o uniforme e tomei um banho e voltei a dormir. Se eu tivesse que trabalhar assim todos os dias esse dinheiro seria bem suado.
Algumas semanas depois eu já havia meu acostumado com a louca rotina do Quarteto, uma semana em casa, varias fora.
Eu confesso, julguei mal Johnny, Sr Storm quero dizer, ele não apareceu com nada dentro dessa residência, alguns comercias, produtos, mas a conduta dele estava sendo exemplar para ele. Acho que ele aprendeu o que é ser um Super-Herói, em parte porque as namoradas ainda continuam indo e vindo, quer saber ele não mudou nada, N-A-D-A, continua o mesmo eu tento olhar por outro lado, mas ele ta igualzinho. Bem o motivo de eu ter dito que ele mudou devesse ao fato de que...
#FLASHBACK-ON#
Todo o Quarteto tinha saído era sexta feira nós, as empregadas, tínhamos uma folga. Lucy e Suzannah tinham saído para explorar a cidade grande. Eu fiquei em casa. Eu estava no balcão da cozinha verificando a dispensa para poder ir ao mercado.
- É sexta feira e você esta trabalhando! – Ele entrou e exclamou a frase com um tanto de indignação. – Minha irmã achou a empregada que pedia a Deus. – Novamente Johnny falou brincalhão.
- Achei que tivesse se divertindo sexta feira é um dia bom. – Só para você queridinho. Refleti com sarcasmo minha própria frase.
- Acho que hoje quero ficar em casa e comer pizza, como eu fazia há alguns anos atrás. – Johnny estava pensativo em relação ao seu passado não tão distante.
- Que não seja por isso eu peço para o porteiro pegar a pizza e trazer. – Eu agi assim por impulso e por dever. Eu liguei para a portaria e pedi. Meia hora depois a pizza estava lá e Johnny estava a saboreando.
- Não quer um pedaço? – Ele me olhou muito estranho tão estranho que eu quebrei o contato visual. – Isso aqui esta muito bom. – Após essa declaração ele puxou a pizza esticando todo queijo da pizza.
Eu aceitei e nos ficamos conversando ate ser bem tarde e eu ir embora e alegar que precisava trabalhar no outro dia.
#FLASHHBACK-OFF#
Depois desse dia passei a notar olhares estranhos da parte de Johnny e o pior eu acho que estou gostando porque ate comecei o ver com outros olhos.
Eu sempre mantive uma postura única e exemplar sobre qualquer coisa que fosse fazer, menos trabalhar na lanchonete. É obvio que as pessoas notam. Elas decidem ignorar ou elogiar. No meu caso minha patroa resolveu elogiar. Seria bom se ela não tivesse feito isso na frente de Lucy e Suzannah. Claro que isso não passou despercebido por elas. Já era noite quando fui perceber isso.
- Ela não faz o trabalho sozinha, mas leva todo mérito. – Eu estava saindo do meu quarto para ir ao banheiro. Eu realmente não escuto conversa atrás da porta, são as conversas que se deixam ouvir. Elas acharam que eu estava dormindo e baixaram a guarda. Essa era voz de Lucy. Ela parecia um anjo, mas só tinha a cara pelo visto. Suzannah era mais ingênua.
Depois desse dia nada foi igual para nós três. Eu sentia certa falsidade por parte de Lucy e muita culpa por parte de Suzannah. E como boa atriz fingia que não estava percebendo. Quanto ao Johnny as coisas estavam começando a mudar de figura e opinião. Primeiramente ele havia começado a me notar, não que isso seja bom, segundo ele começava a me tratar melhor, antes era a governanta agora era a governanta Dorothy, terceira seu comportamento havia mudado drasticamente. Sobre seu comportamento eu tinha ate medo de saber por que ele tinha mudado tanto.
Todos do Quarteto estavam fora, acho que alguma reunião com estado, então era o momento propício para arrumar os quartos. Arrumamos todos só faltava o quarto do Johnny. Meia hora depois estávamos quase concluindo a arrumação.
- Lucy pode me passar à almofada? – eu estava abaixada arrumando a cama. Se a situação estava ruim entre nós antes disso, agora tinha ficado pior porque ela acabou de jogar uma das almofadas em mim e acabei de cair de testa no chão.
- Srta Perfeita não tem duas mãos e dois pés, pode vir aqui e pegar o resto. Ou é tão perfeita que só sabe usar a boca para falar? — depois que ela terminou de espalhar seu veneno Ela foi embora como se nada tivesse acontecido.
Realmente nada teria acontecido se no segundo em que eu levantei, eu estivesse com a testa sangrando e com uma Suzannah muitíssimo apavorada.
- Ai Meu Deus! – Suzannah repetiu essa frase umas três vezes. – O que a Lucy tem na cabeça? – Ela se perguntava enquanto eu punha gelo na cabeça.
- Eu sei que vocês estão estranhas há tempos eu percebi. – Soou mais como “Olha andei ouvindo sua conversa atrás da porta e fingi que não ouvi” –Isso não é por causa do elogia da Srta Storm, né? – Eu ouvi sua conversa lá lá lá.
- Eu estou confusa. – Ela começou a chorar. – Era para esse emprego ser uma ajuda aos meus pais. Há algumas semanas Lucy conheceu um cara se eu disser que ele é rico vai ser apelido. Ele ficou completamente encantado, eu achava que a Lucy era caipirona ela é esperta. — Eu não queria interromper ela, afinal era uma historia curiosa.
- Onde esta a Lucy agora? – Ela estaria bem encrencada.
- Eu vou chegar nessa parte. – Ela fez um sinal de espere com mão. – Ele a pediu em casamento apenas no segundo encontro. Ela topou provavelmente esta com ele agora. Ela queria receber essa nova atenção que você recebe de Johnny, e – e – eu percebi que ela tinha muita inveja de você. Ela é má, cuidado.
Mais a noite eu havia contado o ocorrido a minha patroa. Com esse meu bandaide na cabeça era impossível não perguntar o que aconteceu. Srta Storm havia comentado que ela já havia pedido demissão, mas disse que ia contar pessoalmente a nós. Que cretina armou tudo isso de caso pensado.
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