Tudo Pode Acontecer em Ny
3 Capítulo III
Notas iniciais
Já se fazia uns seis bons meses que Lucy e eu, sem a cobra da Suzannah, estávamos trabalhando na casa. Tudo ia bem e estava terrivelmente tranqüilo até um escândalo envolvendo Sr Storm, Johnny devo dizer. Aconteceu o seguinte:
#Flashback On#
- Eu não acredito Johnny! – A Srta Storm estava gritando a plenos pulmões. – Você... – Ela estava tão nervosa que não conseguia formar uma frase coerente. Bom o que estava fazendo? Obvio que não era espiando. Quando eu ia sair do cômodo, a Srta Storm fez um sinal para que eu me sentasse. Como se eu tivesse algo haver com situação.
- Há alguns dias era suspeita... – Meu Deus do que ela esta falando! – Johnny é pai! – E aí amiga o que eu tenho com isso? – VAI SER UM ESCANDALO! Milhares de inimigos vão atrás da criança. Não é a pior parte... – E o KIKO tenho com isso? – A mãe acaba de abandonar a criança para um descerebrado e solteiro pai. – É oficial! Estou ficando com medo dessa conversa. – Johnny você vai se casar. – E – e – e – e – eu estou C – Cho – c – cada! – Não sei se vai aceitar Srta Warms, mas você é a minha mais nova candidata a noiva! – Se eu pudesse matar alguém nesse instante seria o loiro sentado ao meu lado com a cabeça deitada na bancada.
- P – preciso pensar Srta Storm. – Não sei desde quando adquiri essa mania bem chata de gaguejar.
- Pense com carinho. – Ela me deu um sorriso e nos deixou só.
- Eu venho para Nova Iorque pensando que vou gravar um CD, chego aqui quase morro de fome, arrumo um emprego com uns patrões bem fora dos padrões, arrumo uma colega de trabalho bem invejosa e agora tenho que pensar se vou aceitar um casamento arranjado. – Eu tapada ponto com achando que estava sozinha começo a resmungar.
- Você tem que topar. – Bom o Johnny ouviu minha ceninha. – Susan vai me casar com uma mocreia se você não aceitar e eu não estou em condições de optar muito. Ela anda ate pensando em me casar antes do casamento dela e do Richards. Você pelo menos é bonita, gentil, bonita, prestativa, bonita e pau mandado da Susan. – Uau ele disse bonita três vezes! Isso que é dom de persuasão.
- Preciso falar com meu pai. – Claro que a tapada tinha que dizer isso em voz alta e arrancar um grande sorriso do Johnny e um abraço de urso.
Não podia dar falsas esperanças a ele se meu pai não deixasse não me casava. Eu sei que parece um tanto ridículo uma moça de vinte dois anos pedir permissão, mas eu sou bem obediente.
Já era noite daquele dia. Meu pai tinha questionado varias coisas como: Você vai ser feliz? Você vai ficar com isso durante quanto tempo? E essa criança? Não se esqueça que estamos falando de Johnny Storm, o mulherengo mais perigoso NY. Eu apoio, saiba que sempre estarei com você. Qualquer coisa é só voltar para casa. Sinto saudades. Era praticamente tudo o que ele tinha dito.
Eu caminhava para o escritório do Sr Richards como se fosse os meus últimos passos. Dei umas leves batidinhas na porta.
- Srta Storm eu... – Fui interrompida.
- Pode me chamar de Susan. – Acho que ela já tinha consciência da minha resposta.
- Eu pensei bem e acho... – Fiz uma cara de coitada para dar um clima de suspense — ...que posso fazer isso.
- Sabia que não ia me decepcionar. – Ela estava toda eufórica e batia palminhas e dava pulinhos e Sr Richards apenas me olhava agradecido como se eu tivesse livrado ele de um grande problema.
Eu tinha voltado para o quarto e já era bem tarde Lucy havia-me questionado varias coisas para cada pergunta dela eu respondia não sei.
- Não sei se fico triste por perder uma companheira de trabalho ou fico alegre por você ser minha nova patroa. – Ela estava tão animada com casamento mesmo sabendo das circunstancias que o cercavam.
Não dormi a noite inteira pensando o que eu tinha na cabeça, ou melhor, pensando o que eu tinha no coração.
Seis semanas depois...
- Temos mesmo que fazer isso? – Era a quarta vez que eu perguntava a mesma coisa para o Johnny. Eu já devia ter testado toda sua paciência na ultima meia hora que tínhamos voltado do hospital. Tínhamos ido ver o bebe que era um adorável menino que eu ia exercer o papel de mãedrasta.
- É só andar ao meu lado parecer feliz, passar a mão no cabelo e exibir seu mais novo anelzinho. O resto eu faço. – Nisso ele me puxou para fora do carro e fomos caminhando para uma exposição de arte cheia de paparazzi’ s e gente famosa.
Aonde eu fui amarrar meu burrinho! Nunca tinha visto tanto brilho em tanta roupa na minha vida eu era mesmo uma caipirona. Me sentia deslocada e um tanto triste. Já o Johnny era de se esperar que estivesse se sentido em casa. Ele não estava nem um pouco abalado com o bando de paparazzi’s que tentaram entrar no hospital para tirara foto do bebê. Não estava nem ligando para o fato de que ia se casar em duas semanas, isso mesmo D-U-A-S semanas, e isso seria outro escândalo.
Eu estava caminhando para o meu funeral da privacidade, a única coisa que conseguir pensar quando pisei fora do carro era: “Agora tenho certeza de que vou conseguir meu contrato musical.” Foi o único pensamento que conseguiu me guiar. Como se já não bastasse o numero altíssimo de flashes o Johnny envolveu os braços sobre minha cintura. Uma gritaria enorme começou, mas só piorou a situação quando eu passei a mão no cabelo com o anel. Tudo claro propositalmente.
Dentro da galeria era outra coisa, nada de flashes, na verdade as pessoas nem ligavam para nós. Eu só me dei conta que a exposição de arte era sobre musica quando eu vi os instrumentos. Estava fascinada, era magnífico.
- Que bom que gostou. – Nesse momento todos os cabelos do meu corpo se eriçaram. Porque ele tinha falar no meu ouvido desse jeito.
- É magnífico! – Eu parecia uma criança numa loja de brinquedos.
Era totalmente inconsciente a forma como Johnny agia sobre mim. Eu era frágil, manipulável e ingênua. Quando eu olhava em seus olhos eu só tinha uma certeza na minha vida ele era meu Sol e eu adoraria ser a sua Terra.
- Esse é modo de agradecer você. Esta me ajudando a ajeitar minha vida. – Ele sorriu. Nos ficamos bem amigos depois da idéia maluca da Susan. Tudo precisava ser bem convincente. Pelo menos a amizade era verdadeira.
- Não há de que. – Era incrível como ele conseguia arrancar sorrisos de mim.
- Eu adoro quando você sorri desse jeito. – Ele se aproximou. Eu sentia sua respiração na minha. O celular dele tocou. – Preciso atender.
- Tudo bem. – Ele foi andando para longe e eu fiquei admirando a galeria.
“O que será que teria acontecido se o telefone não tocasse?” Me pus a pensar essa bobagem. Provavelmente o que tudo mundo sabe. N – A – D – A.
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