Tudo Pode Acontecer em Ny
1 Capítulo I
Notas iniciais
Nova Iorque, cidade linda e agitada. Com ruas convidativas e perigosas. Pessoas magníficas e frias. Empregos excelentes e poucos. Bem e quanto a mim eu posso dizer que não sou como Nova Iorque.Que falta de educação a minha, meu nome é Dorothy Warms sou cantora, bem era cantora até chegar aqui e me deparar com a falência da gravadora que me contratou.Para minha grande sorte eu ainda tenho que arrumar um emprego para poder sobreviver aqui e para poder voltar para minha terra natal que por sinal é bem longe de NY. A grande questão do atual momento é: Será que eu vou sobreviver para voltar para casa?
Andando pelas ruas, eu desatenta como sempre, não percebi a grande quantidade de carros de noticia perto da lanchonete onde arrumei um emprego, que mal me sustenta. Em vez de eu ficar alerta, continuo caminhando.
- Oi gatinha. – Se ate este presente momento eu não estava nem aí. Depois que um homem meio humano meio peixe me prendeu numa bolha d’água parei para prestar atenção em toda situação. Se eu gritasse todo meu ar ia por água abaixo literalmente.
- Cara de peixe, deixa já a moça. – Bom eu já mencionei que eu estou na cidade que é a sede do Quarteto Fantástico? Bom esse aí que disse esse apelido ridículo é o Tocha Humano, mais conhecido como exibicionista. Minhas chances de sair viva estavam reduzidas a vento.
Nos minutos que se passaram eu não faço a mínima idéia do que ocorreu porque eu perdi o ar. Acordei ensopada e sendo atendida por paramédicos. Eles disseram que depois que eu perdi a consciência Sr Tocha Humana trabalhou mais rápido. Por que será que ele esperou eu ficar desarcordada. Não pude nem agradece-lo. Com certeza ele deve ter ido se exibir. Antes que vocês digam ela é contra o Johnny Storm, simplesmente eu só acho que o ego dele tem personalidade própria.
Bom eu perdi um dia de trabalho que provavelmente será descontado de meu salário. Mas a graças a um bom Deus, eu tenho fé de que conseguirei um emprego descente que há muito tempo venho procurado. Bom eu fiz uma entrevista de emprego há umas semanas atrás, a entrevista foi um tanto peculiar e estranha, mas o salário não tem nada de estranho. O emprego é o seguinte ser governanta de uma casa. As pessoas que vivem lá quase não passam muito tempo em casa. Praticamente é encher a despensa, gerenciar as empregadas, deixar a casa em ordem e fazer o jantar às vezes. Eu acho que sou totalmente capaz de exercer essa profissão. Eu sei que já faz uns dias que fiz a entrevista, mas a esperança é a ultima que morre. Alem do mais o emprego será de apenas alguns meses para mim porque assim que tiver a quantia suficiente eu vou embora para minha terra.
Já eram umas onze horas da noite quando minha amiga Gim me ligou para falar que eu apareci na televisão.
“ — O ângulo em te pegaram andando distraidamente não ficou muito bom. – Ela estava analisando cada passo. – Só o final ficou bom, com você desmaiada nos braços do Johnny, alias ele melhorou muito a sua aparência. – Ela ficou falando mais uns vinte minutos sobre como o ângulo da câmera enalteceu a bela aparência do Tocha Humana.”
Depois de toda essa babação de ovo ao John Storm por parte de Gim que eu tinha escutado meus sonhos, ou melhor pesadelos, tinham sido o meu resgate que claro tudo invenção da minha cabeça, pois eu não tinha assistido o jornal. Eu simplesmente era a moça desconhecida que foi capturada por Namar, uns dos inimigos do Quarteto Fantástico.
Era oficial eu tinha perdido o horário, mais um desconto no meu micro salário que paga minha micro vida, só acordei porque meu celular, bisavô da tecnologia existente hoje, tocou.
“ — Alô, falo com Dorothy Warms? – Essa voz era da, espera aí que eu vou me lembrar, ah sim! Da moça que me entrevistou.
Pigarreei primeiro – Sim. – E depois respondi com meu melhor tom acabei de acordar, mas não ligue.
- Liguei para dizer que conseguiu o emprego. – Nesse momento eu acho que acabei de tropeçar no meu lençol e cair da cama.
- Esta tudo bem aí? – Até ela ouvi o estrondo do meu tombo.
- Sim. Quando começo? – Eu estava doida para dar um grande pé na bunda da lanchonete.
- Apresente hoje no Edifício Baxter, no saguão. – A moça da entrevista disse rapidamente. E esse edifício me era muitíssimo familiar, mas por causa do sono não me lembra o porquê.
- A que horas, por favor? – Que não seja nesse exato minuto, por favor.
- Ao meio dia. Boa manha até mais tarde. – Não deu nem tempo de responder alguma coisa ela desligou o telefone.”
Como nas especificações tinha dito que teríamos moradia eu comecei a arrumar minha mala. Tinha tão pouca coisa que todas elas couberam numa única mala.
Eu já disse que pegar um taxi em Nova Iorque é um inferno? Não? Pois é um inferno. Após uns quatro ou seis taxis passarem direto por mim, uma boa alma resolveu parar.
- Para onde, senhorita? – Era um senhor velho e careca.
- Edifício Baxter. – Ele me olhou com uma cara um tanto cômica e resmungou algo que não ouvi.
Até chegar ao Edifício não tinha me tocado porque conhecia aquele local, mas a grande quantidade de reportes em volta me deu uma idéia.
Depois de dizer meu nome o porteiro muito gentil me guiou até saguão. Lá estavam mais duas moças. No meu estilo: uma mala, roupa simples e olhar perdido. A que estava com lenço na cabeça se apresentou como Lucy e a outra como Suzannah. Com certeza nós três daríamos um trio country. Na minha mente seriam As caipiras, será que alguma gravadora nos contrataria? Não era uma má idéia. Não, não. Minha é meta é voltar para casa e não quase passar fome aqui de novo.
Eu acho que eu ainda não disse, mas a moça que me entrevistou é cega. Ela se chama Alicia Masters.
- Lucy e Suzannah vocês podem ir ao ultimo andar, virem à esquerda seus dormitórios são ali. Dorothy venha comigo seus novos patrões vão lhe dar algumas recomendações. – Depois que ela terminou de falar fui com ela até o andar. Ponto para quem adivinhou que meus novos patrões são o Quarteto Fantástico, mais exatamente Susan Storm, Reed Richards, Ben Grimm e sim Johnny Storm. Voltar para lanchonete não me parece tão mal agora. Eu não tenho nada contra ele serio. Essa coisa que tenho é meio que inconsciente. Nem eu estou sabendo o que é.
Fale com o autor