Tudo Pode Acontecer
3 O quarto novo
Notas iniciais
–Ah...alô Andy? Aqui é a Mega! Você tem um minuto? –ela disse mordendo o lábio inferior.
–Pergunta pra ela se pode fazer um favor! Anda Mega, já são 17 horas, o papai vai chegar à qualquer momento! –eu disse tentando sem sucesso de ouvir a conversa.
–Calma Drew... não é com você querida, é com o meu irmão. Bom Andy, eu preciso que você me faça um favor pode ser? –um minuto de silêncio foi feito, e a Mega respondeu: -Ok, preciso de um pintor, e urgente, tem que ser hoje mesmo! –mais um minuto. –Obrigada vou esperar.
E ela desligou, Mega jogou o aparelho em cima da minha cama, e se virou com um sorriso tímido nos lábios, e se levantou da minha cama e puxou uma cadeira e se sentou.
–Você deveria tomar banho Drew, você não sente frio, não?! –ela me olhou com desaprovação.
–Tá quente né Mega? Mas e a Andy? Vem aqui? –disse para ela enquanto ajeitava na cabeceira da cama minha camisa branca que compunha o uniforme deixando meus músculos à mostra.
–Não, não tá! –ela disse sorrindo e continuou: -Ela vem, e vai trazer o pintor vai chegar dentro de meia hora, eu quero tomar banho!
–Toma, eu vou ver se como algo, suas malas estão aqui, vou te deixar a vontade! –disse saindo do quarto, mas antes pude a ouvir dizer.
–Obrigada Golias. –era esse o apelido que ela adorava me chamar. E desci.
POV MEGA
–Eu não acredito que aquela vadca fez isso! –era a única coisa que podia dizer, estava no quarto do Drew, exatamente no quarto dele, não era o meu, pois o meu tinha sido destruído pela Susan, sei que não posso dizer que foi ela, mas sinto que foi, porque ela me detesta tanto? Nunca entendi direito isso, mas não vou ficar pensando nisso.
Entrei no banheiro dele, era espaçoso, o chão brilhando com as lajotas brancas com pequenos detalhes em azul, fora os ladrilhos que revestiam toda a parede que eram azuis-esverdeado, assim como os olhos dele. Fui para o espelho que prendia na parede e fiquei me analisando, como podia ser tão parecida com eles? Mas uma vez me perguntava isso, todos que não sabiam diziam que tirando os olhos que era parecidos com o do meu pai, eu era idêntica a mulher que tive o prazer de chamar de mãe durante poucos 5 anos. Esse tempo que para mim, foi perfeito, tinha um lar. Embora eu tivesse hoje, mas já não era a mesma coisa. Porém para todos os efeitos eu era a Meredith Gabrielle Alvares Parke, a filha do empresário Otávio Parke e da melhor dançarina que o mundo já pode ver, e que hoje fazia muita falta, principalmente a mim e ao meu irmão, Julieta Alvares, ou também conhecida como à senhora Parke. Poucos sabiam que fui adotada, somente algumas pessoas, mas para mídia, eu era a filha legitima deles.
Continuei me analisando até que despertei dos meus devaneios, e comecei a me despir. E tomei um longo banho na água quentinha, deixando-a levar todas minhas tristezas para bem longe, abri o box do chuveiro, e pequei um dos roupões que estavam na prateleira perto dele, era branquinho, e bem felpudo, delicioso. Depois mandaria lavar, ou eu mesma lavaria e colocaria no lugar. E sair do banheiro, usando uma toalha para secar meus cabelos, que batiam na metade das minhas costas, e pequei minha mala, saquei de lá uma bermuda jeans que batia até a metade das minhas coxas, uma blusa de lã vermelha, e uma meia-calça preta, Londres sempre é fria. Porém essa época do ano é a pior. E vestir tudo e na outra mala, peguei uma sapatilha preta, estava até bonita, quando ouço a porta bater, e escuto a voz de Drew.
–Ou princesa já acabou? A Andy já chegou! –disse ele, meu Deus agora lembrei o que tou fazendo aqui, meu quarto havia sido destruído. –Eu posso entrar?
Na verdade já estava entrando, e disse jogando a toalha nele:
–Ei, ainda não tou pronta!
–Você está linda como sempre! Vamos!
–Naninha não, coloca uma camisa Drew!
–Porque não quero ninguém morrendo por sua causa, e está frio pra caramba!
Ele colocou uma camisa, ele ainda continuava com o uniforme, e descemos.
–Oiiiii!!!- Andy disse animada como sempre, ela era uma garota de talvez 20 anos, ela era até bonitinha, se não tivesse sempre vestida de forma tão formal, ela era a acessora do meu pai, porém sempre dava um jeito de me ajudar, eramos amigas, ela foi uma das alunas da minha mãe, seus cabelos beirando ao louro, estava preso em um coque bem feito, e seus grandes olhos negros estavam atrás de óculos, ela tinha características bem típica dos britânicos a pele tão pálida por falta de sol.
–Oi! –respondemos juntos
–Bom eu vou tomar um banho! Deixo vocês duas ai! –meu irmão subiu novamente a escada, nós deixando a sois!
–O que foi que aconteceu Mega? Você parecia tão triste ao telefone! –disse Andy.
–Vem comigo! –subimos, fomos até o meu quarto, e abri a porta.
–Não entra aqui! –Andy me disse. –Tá horrível, quem fez isso?
–Não sei, mas quero como era antes! Dá pra fazer isso antes que eles cheguem?
–Bom... sim, mas vai levar cerca de duas horas? Tudo bem? –disse Andy fechando a porta por causa do forte cheiro!
–Tá perfeito! E trouxe os pintores?
–Trouxe, porém não vai ficar como antes?
–Por quê? –disse com tom triste.
–Porque eu lembro que você tinha bonecas aqui, não? Que sua mãe havia te dado, eu não vou poder colocar elas no lugar porque não faço a minha ideia de onde estejam! –disse Andy gentil como sempre.
–Ok...faça o que tiver que seja feito para resolver essa confusão por favor Andy.
–Tudo bem! Rapazes, quero esse quarto pronto em duas horas. Entendido? –não conseguia entender como ela tinha tanta autoconfiança, na verdade, todos ao redor do meu pai tinha que ter essa confiança. Descemos e fomos para a sala, ele estava lá, Petter.
–O que foi nunca viu? –disse olhando pra mim, mas quando viu a Andy, –Oi princesa!
–Andy esse cara não vale nada! Vem a gente conversa lá fora! –e saímos de perto dele, e fomos para a estufa.
–Eu não acredito que vocês ainda tem esse orquidário! –ficou admirada, realmente era lindo, tinha flores de todas as espécies, era o cantinho meu e da minha mãe.
–Pelo menos a Susan não fez o favor de tirar isso daqui!
–Porque vocês voltaram? –disse Andy direta. –Pensei que não os veria mais aqui! –disse o fim com tristeza.
–Andy meu pai nós obrigou praticamente, como não viemos para a droga do casamento, ele disse que tínhamos duas opções: a primeira seria vim, por livre e espontânea vontade ou a segunda seria que ele tomaria toda nossa herança!
–Mas ele pode fazer isso? Foi a herança da sua mãe! –disse Andy nervosa.
–Você sabe que ele pode, você trabalha para ele! E sabe que ele pode tudo! Mas deixa ele pra lá. –parei de falar por um momento e me sentei em uma cadeira de aparência antiga branca que deixava tudo tão sutil mais elegante. –Você sabe do Jake?
–Jake Blake? –ela me olhou de modo engraçado!
–Sim, o meu primo! Você sabe dele? –disse ficando um tanto corada.
–Ele tá voltando! Ele vem para a festa! –disse Andy sem emoção.
–Mas que festa? –disse curiosa.
–A festa que seu pai pretende da amanhã! –disse de forma como segura que eu sabia. –Não foi por isso que vocês vieram?
–Sim, mas é depois de amanhã! Só temos que ir para fazer a família feliz da capa dos jornais! Não é isso? –disse de forma que não sabia que eu estava falando!
–Não, a festa que tou falando é amanhã... À noite, que virar toda a sociedade britânica e mais um pouco!
–Por quê?
–Aniversário de Susan! –Andy me disse dando de ombros.
–Merda! –disse simplesmente. –Como assim?
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