Tudo Pode Acontecer

10 A princesa do Olimpo!


Notas iniciais
hiii...desculpa pela demora estava muito ocupada..espero que gostem..por favor participem!

–Você vai me dá uma passagem para o paraíso! Mas primeiro vou me divertir bastante com você, princesa do Olimpo! –e deu uma risada.

–Princesa da onde? Desculpe não entendi! –disse próxima a cortina.

–Do Olimpo! Ou você já esqueceu? Elena Alcântara! –disse o cara novamente, cada vez mais perto com a faca que impunha na minha direção, quando ele fez menção de me furar, coloquei a mão na frente para tentar evitar o ferimento maior, sinto o sangue escorrer pela minha mão branca, e vejo aquele homem se aproxima novamente, e dou um sorriso de canto e digo:

–Eu não sou apenas à princesa do Olimpo, sou a titã Pandora meu bem! –e manipulei o vento em torno de mim o fazendo parar na parede, e me joguei na cama, e continuei: -Então, como é o seu nome mesmo?

–Eu vou acabar com você do pior jeito! –ele falava com dificuldade, e eu peguei com telecinese a faca, a fazendo ficar localizada em um ponto qualquer do pescoço dele e repetir:

–Como é o seu nome? –falei com a voz aveludada.

–Eu me chamo Jimmy! Por favor não me mate! –ele disse de forma que tentava se soltar do campo.

–Engraçado... você disse que íamos nos divertir! Eu não tou vendo você se divertir Jimmy! –me levantei e andei em direção a ele. –Me diga, o que eles querem?

–Eu não sei! –ele disse novamente agora com lágrimas nos olhos.

–Por que sinto que você não tá dizendo a verdade? –e peguei a faca com minha mão boa, e comecei a traçar com a ponta da lamina pelo braço dele, deixando um rastro de sangue. –Vamos esquenta as coisas, certo?

–Olha Princesa do Olimpo, eu juro que não sei! –ele disse fazendo uma cara de dor.

–Eu já disse que me chamo Pandora, sou irmã de Zeus... conhece? –comecei a rodar pelo quarto. –Ele é o cara que comanda os olimpianos, ele é conhecido por sua ‘bondade’! –fiz aspas com os dedos, e encontrei o que tanto procurava. –E sabe... eu puxei um pouco disso pra ele. Que pena não?

E dei uma gargalhada gostosa que ecoou, pequei a garrafa que possuía um liquido transparente e abri sentindo o aroma, e dei uma golada, ele me olhou e falou:

–O que você vai fazer?

–Nada demais, o que será que acontece se jogar um pouco de tequila em cima do ferimento?

E joguei sem dor ou piedade sobre as feridas do cara que entrara ali só pra me fazer mal, ele como resposta gritou de dor, e eu me aproximei dele e falei em seu ouvido:

–Vamos tentar mais uma vez, ok? O que eles querem?

–A caixa... que você ganhou do seu irmão... por favor para tá doendo pra porra! –ele disse com a cara amargurada.

–E a criança, o que ele tem haver com isso?

–Eu já falei tudo!

–Não me convenceu! –e cravei a faca bem na perna dele e joguei mais um pouco de tequila em cima, e o encarei séria.

–Você precisa morrer primeiro... sem protetora ou... melhor guardiã o coração dele fica sem proteção! –e ele me olhou bem profundamente, -Eles vão atrás dele Pandora, e vão mata-lo bem lentamente como você!

–Me diga a última coisa!

–O que? –ele disse me encarando.

–Se o prédio pega fogo, os hospedes saberão o que tá acontecendo, certo? Logo ninguém se machuca né?

–Sim, porque?

–Descanse em paz! –e ele começou a pegar fogo a partir do coração, eu calcei os tênis e sai rebolando, e começou ao alvoroço dos hospedes, e fiquei olhando o fogo consumindo o lugar repugnante que eu havia saído.

POV JAKE

Peguei a estrada finalmente do hotel que tínhamos dado entrada, e pra minha surpresa tava pegando fogo, parei a moto e comecei a procura-la.

“Onde aquela maluca se meteu?”, pensava comigo mesmo, até que finalmente a encontrei, ela estava vestida com as roupas que eu tinha comprado pra ela, as calças jeans, com a camiseta de lã vermelha, e os tênis, e o casaco preto que caíram como uma luva nela.

–Mega! –ela olhou pra mim meia perdida.

–Hum... Jake, você tá bem? –ela disse sem emoção pra mim.

–Eu que te pergunto... tá bem? O que aconteceu? –eu disse a fitando.

–Não sei! Você demorou! E agora? –ela tava tentando não aparentar que estava confusa, mas parecia uma criança perdida.

–Vamos, vou te levar pra casa do meu amigo! –e segurei a mão dela.

–Não! –ela puxou pela mão e parou. –Ele vai querer me fazer mal, todos querem Jake, até você!

–Por favor confia em mim! Te prometo que enquanto eu viver, ninguém... escutou bem? Ninguém vai te fazer mal. Confia em mim! Por favor! –e segurei novamente sua mão, e dessa vez não tirou, seguiu comigo.

–É longe? –ela disse pegando o capacete.

–Bom, é um pouco afastado da cidade, você vai gostar de lá!

E seguimos, estávamos em uma estrada deserta sem qualquer sinal de carro, ou melhor, de vida. Quando surgi do nada um raio que acertou bem direto na gente, nos fazendo derrapar.

Consigo me levantar e ajudo a Mega, e a pergunto se tá tudo bem com ela, ela apenas assenti afirmativamente.

–Ótimo, arranharam minha moto! Deixa eu descobrir quem foi o desgraçado que fez isso! –a levantei vendo os estragos, Mega permanecia queta, quando sinto algo me empurrando, e escuto um grito.

–Jake!!!

Cai do outro lado, vendo que Mega está sentada na minha direção.

–Mega o que aconteceu?

–Eu não sei! Foi outro raio! –o som da voz dela estava abafado por consequência das pequenas explosões... pera... na minha moto! Alguém vai pagar caro por isso!

–Olha... olha como o mundo é pequeno! Te achamos princesa! –disse o cara que vinha do carro preto que estava cerca de cem metros de distância de nos.

–E você é? –me levantei sacando a arma.

–Isso não vai resolver moleque! –e ele deu uma risada sinistra. –Eu sou Nicholas... Nicholas Strake!

E acertou a minha arma, fazendo a esquenta de um jeito que não pude segurar, me fazendo larga-la.

–Jake... –era fraco mais conhecia aquela voz até no inferno, era Mega, virei para ela, ela estava rodeada de... gnomos.. eram seres pequeninhos, mas gosmentos e estavam rodando em torno dela.

–Saiam daqui, eu já cansei! –Mega disse muito atordoada.

–Mega faça o que você sabe fazer de melhor! Use sua magia Mega!

–Isso não é o bastante Jake! –o tal Nicholas disse por fim.

–Não, porque? O que você tá falando? –disse olhando pra ele.

–Acabem com ela! –ele disse por fim, quando um dos gnomos sacou uma espécie de arma e colocou na boca soprando alguns dados, fazendo Mega cair. –Sabia que ela tem problema de pressão!

–Como você sabe? –eu disse sem tirar os olhos de cima dela nem se quer um minuto.

–E uma grande dosagem de ervas certas ela pode morrer! Bom agora temos que ir! Pensei que você me daria mais trabalho, afinal você é Jake Blake, o caçador... mas não passa de um garotinho assustado que não sabe o que fazer! Tenha uma boa noite!

Eles estavam a levando sabe se lá pra onde, dessa vez eu não ia deixar ela ir! Não dessa vez!

–Sabe cara... eu só queria sair com uma garota legal, bonita, engraçada, inteligente, e tudo mais... e faze-la rir, e no fim ganhar um beijo dela! –sorrir com meu comentário, e ele girou me olhando, e continuei: -Porém, vocês apareceram. Como sempre aparecem!

–O que você tá fazendo! –o vento começou a ficar mais forte.

–E como sempre estragam tudo! Mas dessa vez eu não vou permitir que aconteça isso! Não dessa vez parceiro! Sabe porque? Porque fiz uma promessa a ela, e é uma promessa que irei cumprir até se for preciso com minha vida!

–O que você é Jake?

Dei uma risada gostosa, e olhei para ele, e disse:

–Jake... não amigão... Rafael!

–Não, ele morreu há anos, cerca de trezentos anos atrás!

–Sabe meu irmão, Lúcifer? –dei uma risada mais uma vez. –Ele foi expulso e preso por Miguel!

–O que você tá falando? –ele disse me fitando agora com intensidade.

–Eu não morri.. e pra constar sou pior que os dois juntos... eu sou o Arcanjo Rafael, o último Arcanjo! –eu peguei a arma fazendo uma virada com ela, a transformando em uma lança reluzente.

–A lança do destino... –ele me olhou fascinado. –Não importa, eu vou acabar com você.. mesmo você sendo arcanjo, anjo, ou até mesmo um demônio! –lançando um raio certeiro. –Como pensei, vamos!

–Você fala demais... e cuidado com o que você deseja! –dei um sorriso de canto.

–O que?

–Eu já disse você não vai conseguir... não assim tão fácil! Olha vamos fazer assim que tal um duelo, quem ganhar leva tudo... tudo mesmo!

–Você é louco! –ele deu um passo pra trás enquanto eu continuava andando em sua direção.

–Louco sim...burro não... o que foi tá com medo? –dei uma risada.

–Essa lança foi que matou Jesus Cristo não foi? Que a maluca da Ariadne jogou a maldição de quem perder vai morrer!

–Isso, porém o mais engraçado é que foi construída com fragmentos da minha lança.

–Olha cara, leva ela... mas vem outros atrás dela! –ele se afastou me dando passagem, e retransformei a lança em arma e o olhei antes.

–Quero as chaves, afinal você destruiu minha moto! –ele apenas me deu a chave e seus gnomos sumiram bem diante do meus olhos, a coloquei no carro que era uma caminhonete, e seguimos, ela estava suando frio, acelerei ao máximo até que consigo ver uma casa branca com luzes, bem bonita.

–Calma meu amor, já vamos chegar! –chutei a porta com a Mega nos meus braços. –Guilherme... Guilherme... onde você tá?

–Calma... Jake o que aconteceu? –o cara que estava no andar de cima me olhando, ele estava com calças jeans e camisa preta, tinha os cabelos cor de bronze que ainda molhados que estava secando com a toalha branca, os olhos castanhos me analisavam.

–Ela Guilherme! Precisa de ajuda! –eu falava já subindo as escadas.

–O que aconteceu com ela? –disse Guilherme abrindo a porta do quarto, que nem me dei ao trabalho de olhar, só estava preocupado em cuidar dela.

–Uma longa história... mas resumindo ela foi dopada com ervas.

–Que ervas?

–Não sei né? Se eu soubesse já havia dado um jeito! Não faz perguntas idiotas!

–Você não é mais anjo a muito tempo, o que vai fazer? –ela já estava em cima da cama. E a febre só fazia subir.

–Não mais somos alquimistas, certo? –dei um sorriso de canto. –Onde está o Fred?

–Com alguma garota por ai! Você conhece ele! Jake a mão dela tá sangrando.

–Liga pra ele, e diz pra vim imediatamente... preciso dele! –ele saiu do quarto me deixando sozinho com ela. E só agora me dei conta que a mão dela estava cortada, Guilherme não demorou muito e já estava com Fred, ele era alto, moreno e tinha os olhos azuis escuros, e era forte.

–Elena? –ele disse por fim.

–Não Mega! Eu preciso que veja que tipo de ervas foi jogado no organismo dela. –Eu falei segurando a mão dela.

–Jake.. ela é idêntica a ela! –ele disse se aproximando.

–Frederico não temos tempo... seja rápido por favor!

Ele se aproximou dela, e cheirou o corte e me olhou.

–Você sempre causando estragos né?! Ela tem cheiro de cidreira! Mas ela não toma chá! Ou toma agora? –ele me olhou confuso.

–Escuta quero vocês fazendo o antidoto é preciso um pouco de sangue do Fred, três gotas, e coloque água ardente e bata com o sangue.

–Mas isso não é antidoto! –Fred disse já perto da porta.

–Faz o que tou mandando! –e saíram, eu fui até o banheiro e peguei um bacia pequena e uma toalha e coloquei na testa dela. E liguei a tv esperando os meninos voltarem, quando vejo o noticiário que dizia que o incêndio ao La Amour, a espelunca que estávamos surgiu a partir do 169. Espera é o quarto que estávamos. Saquei o celular e liguei, esperei alguns minutos até que escuto a voz que queria:

–Fala mano! –espero um minuto e continuo: -Tou na casa do Guilherme, escuta com atenção... quero que você venha pra cá o mais rápido possível! Temos problemas Drew, e muitos!

Notas finais
oi gente... por favor cometem, façam sugestao e tudo, mas cometem!bjao!