Tudo Para Não Te Perder.
3 Sonho?
Notas iniciais
Cara, consegui passar uma tarde inteira só pra fazer esse minúsculo capítulo! AURHAUHE Porém eu estava na escola com meus amigos me atormentando etc.
Bom, boa leitura ~ q
Bom, boa leitura ~ q
Depois de um tempo consegui me concentrar na aula. E quando deu o sinal do intervalo, novamente fui arrastada por Katty, que queria me mostrar a escola toda.
Ela me arrastava até o momento que ela me levou na biblioteca. A partir daí eu que estava arrastando-a pelos corredores de livro. — É só uma biblioteca! — Katty dizia. Mas não era. A única escola que estudei (de todas elas), só uma tinha uma biblioteca decente. Foi quando a gente morava em Montreal. Mas eu tinha 10 anos, e não podia aproveitar todos aqueles livros. MAS AGORA EU PODIA! Acabo de decidir onde passarei todas as minhas tardes. Me perdoe piscina. — A escola tem mais lugares legais! — insistia Katty, que ainda estava sendo arrastada. — Aposto que não — respondi — Nada é mais legal que livros! — Nada mais legal que os gatos que ficam no campo. Até parece que eu estou aí pra gatos. O único gato que eu gosto é o Dusty. Ele não tem namorada. Nem uma voz linda. Nem cabelos de dar inveja. Pára, Anne. Bateu o sino e tivemos que voltat para a sala. Não pude evitar olhar para os lados, procurando-o em todos os cantos. Quando acabou a aula, Katty me apresentou Liz, sua amiga que era do 2°A. Ela parecia ser legal. Tinha cabelos pretos, assim como eu, e parecia não ligar para o que vestia, assim como eu. Na verdade, eu nunca liguei. Talvez pelo fato de eu nunca ter ido ao shopping com minha mãe passar o dia fazendo compras. Eu sempre andei com uma calça jeans, all star e um moleton Gap. Sempre com o cabelo preso em um coque (porque ao contrário do que todos dizem, acho meu cabelo feio). Me despedi de Katty e Liz e fui para casa. Como era primeiro dia e não tinham passado muitas tarefas para casa, obviamente, peguei meu colchão inflável e fui para minha piscina. Me perdoe biblioteca. Passei a tarde inteira ali, boiando, olhando pro lindo ceu azul. Acho que cheguei a dar uns coxilos e acordar com um " até depois das férias você continua aí? " ou " essa piscina e esse colchão te possuíram ". Quando vi que estava escurecendo, sai da piscina, vesti minha roupa de corrida (uma calça legg preta, uma a regata branca e um tenis Nike) e fui para o parque. Eu realmente não pude evitar olhar para a pista de skate todas as vezes que passei lá. Eu já estava na minha ultima volta, passando pelo bosque, quando resolvi pegar meu Ipod pra mudar de música. E nos 5 segundos que deixei de olhar pra estrada, trombei em alguém que por sinal estava saindo do meio do bosque. O que diabos uma pessoa faz no meio do bosque? Se droga? Olhei para cima para ver quem era. Tony Willers. Ele estava com uma bermuda xadrez azul e vermelho, uma blusa branca e seu skate me baixo do braço. — Oi. — ele disse, com um sorriso no rosto, que de novo retribuí automáticamente. Ele disse oi pra mim. Pra mim. -O-oi — gaguejei. O silêncio predominou. Só dava para escutar as folhas que balaçavam nas arvores do bosque. — E-eu... Eu vou continuar a correr. — Me ouvi dizer, e depois saí de perto dele, com um aceno e um sorriso, que foram retribuidos. Meu coração acelerou tanto depois disso que parecia que eu estava correndo há 5 dias sem parar. Acabei de correr meus 3km, voltei para casa, onde me deparei com uma pizza de calabresa em cima da mesa da cozinha. Esquentei um pedaço no microondas e comi, fiz as poucas tarefas escolares que tinha e dormi. ------------------------------Acordei e fiz a mesma rotina. Troquei de roupa, me lamentei por não poder ir pra minha piscina, que já estava cheia de folhas. Coitadinha. Meus pais aparentemente estavam dormindo, então eu só tomei uma tigela de cereal com leite e saí. Na escola também foi normal. Passei o recreio com Katty e Liz me contando de todas as aventuras que elas passaram juntas e todos seus namorados. Eu nunca namorei. É. Todos acham que é ridículo uma garota de 17 anos nunca ter namorado. Enquanto meu irmão "pegava geral" na sétima série. Mas eu não sou "bv". Na oitava série, numa daquelas brincareiras de "verdade ou desafio" eu tive que beijar um garoto. Bom, não importa. Importa é que agora eu estava voltando pra casa e iria direto para minha linda piscina. Me lambuzei de protetor solar (por isso eu passo o dia inteiro na piscina e continuo a branquela que sou), catei as folhas, coloquei meu Ray-ban, peguei meu colchão inflável e fui flutuar. Acho que dormi. Dormi e sonhei que Tony Willers estava ali, bem na beira da minha piscina, me olhando. Estava com uma bermuda branca e uma blusa vermelha, com um chinelo preto. Ele chamava meu nome e depois abriu aquele sorriso branco e lindo de amolecer qualquer perna. Que ridículo, eu sonhando com ele. Só em sonho pra isso acontecer. Eu achava isso até ele tirar um chinelo, colocar um pé na água e jogar um pouco em mim. PUTA QUE PARIU, EU NÃO ESTAVA SONHANDO. TONY WILLERS ESTAVA NA MINHA CASA, NA MINHA PISCINA,CHAMANDO POR MIM. Desequilibrei e quase caí do meu colchão. Isso fez Tony rir.
— Acho que te acordei de um jeito não muito legal — ele disse, ainda sorrindo. Olhei para ele atraves do meu óculos escuro. Pelo menos assim ele não ia perceber a "revistada" que dei nele. — Eu não estava dormindo. — respondi, claro, com o sorriso que perto dele eu não conseguia evitar. — Claro que não. — Ele respondeu rindo, num tom irônico e brincalhão. E então o silêncio novamente predominou. — Antes que você pergunte — ele quebrou o silêncio, e enfiou a mão no bolso, revelando meu pequeno protetor labial. O protetor labial que eu não vivo sem. A unica vaidade que tenho. Deus me livre ficar com a boca toda queimada e rachada. Eu nem dei falta dele. — Caiu quando a gente troubou ontem. — continuou — Não te vi na escola hoje, então vim trazer pra você. Sei que você mora aqui no bairro, e sei que onde mora porque é a única nova aqui. — ele sorriu — Me sinto um perseguidor! Continuei calada, apenas admirando a paisagem. O que eu iria dizer? Ou fazer? — Obrigada. — disse. — Como você entrou? — tentei ser meiga com essa pergunta (que sempre sai como um "o que caralhos você está fazendo aqui?") — Seus pais atenderam a porta. Eles aparentemente estavam comendo algo na cozinha e me atenderam. Eles são legais! Me sentei no meu colchão. — Ai meu Deus! Meu pai e minha mãe não estavam no escritório? — Eram pra estar?Eu ri. — Eles passam o dia lá. Literalmente. Se eu não arrumar comida eu passo fome. Se eu não colocar o celular eu passo fome! Tony também riu. — Parece legal. — ele disse — Meus pais além de chatos querem que eu passe o dia inteiro dentro de casa, estudando. — Mas eles estão certos. Meus pais não — sorri. As vezes Tony dava uma "revistada" no meu corpo. Eu ignorava. Não podia achar nada. Ele tinha namorada. Fim de papo. Nesse momento, minha mãe abriu a janela do seu escritório. — Ei Anne! — ela gritou — Quem sabe o sru amigo não quer nadar com você? As bermudas do Louis devem servir nele. Ah não. É coisa de mais pra mim. É coisa demais pro meu coração. Morri.
Notas finais
Huh, será que ele vai nadar com ela? hdlgfkhsl Molier sortuda, nass qq Até o próximo capítulo :3
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