Tudo Para Não Te Perder.

4 Um simples passeio


Notas iniciais
Ai, esse episódio saiu como um filler :< gskhdkgfkhs Mentira, algumas cosas foram importantes, e isso veremos depois, hmmm q Cara, o título ridículo, eu não sabia o nome que dava, peguei palavras alheias do texto hslgdfgdhslgs

- MÃE! — mandei um olhar mortal pra ela — Ele só veio aqui entregar meu batom labial.

— É... — Tony disse. Depois, colocou a mão no cabelo e coçou, então olhou pra mim — Mas se você quiser dar uma volta pelo quarteirão comigo...

Ai meu deus. Ele está me chamando pra sair. Uma volta pelo quarteirão, é um início. Para, Anne. Ele tem namorada. É só como amigos.

Eu nem respondi, minha mãe já tagarelou:

— Vai com ele, Anne! Sai dessa piscina, desenfeta!

— Eu... E-eu não tô com muita animação e... — eu disse. Eu realmente não estava. Eu queria minha piscina. Minha piscina era só minha e não tinha namorada.

— É só uma volta no quarteirão. Pra quem corre 3km por dia não é nada. — Tony sorriu.

Como ele sabe que eu corro 3km por.dia? Tá, não importa, porque nesse momento Lou abriu a porta de vidro que saia da sala e dava no quintal.

— OBA!! QUERO IR TAMBÉM! — ela gritou. Dusty veio atras dela.

Tony quando o viu, abriu um sorriso. Se curvou, e antes de pegá-lo, apenas parou a mão em frente seu fucinho para que ele pudesse cheirar. E então, o pegou no colo.

Ninguém nunca fez isso. Deixar Dusty cheirar antes de ir logo agarrando ele, digo. Talvez Tony tivesse algum animal de estimação e sabia dessas coisas.

— Mas Lou, eu não vou. — eu disse, desanimada.

— Aaaah — Lou reclamou.

Nesse ponto, ainda bem, minha mãe já tinha voltado pro seu escritório. Resolvi ir porque sou uma pessoa legal. Saí da piscina, coloquei um short jeans num tom branco, uma camisa normal preta e meu all star. Saí de mãos dadas com Lou. Achei que o silêncio predominaria toda a nossa caminhada pelo quarteirão, mas Tony não deixou.

— Então Anne, gostou da escola? — ele perguntou.

ELE SABE MEU NOME? Não pude evitar de rir.

— Você sabe meu nome? — falei sem querer.

Ele olhou pra mim e riu.

— Ai! Não conte pros meus amigos. Eles todos estavam falando da " Anne Garutty, a novata gata do 2°c".

Isso me fez gargalhar.

— Gata? Eles são cegos?! Nas minhas outras escolas, eu saí e entrei sem nem ser percebida!

— Não sei como. — Tony murmurou. Tão baixo que pareceu que era pra eu não ouvir. Mas eu ouvi. — Mas então — ele mudou de assunto — gostou da escola?

— EU AMEI A BIBLIOTECA! — me empolguei com o assunto — Ela é tão grande, tantos livros!

Tony parou de andar.

— Cara! Você é a primeira menina que fala que gostou da biblioteca! Todas que eu pergunto falam que gostaram do campo porque é " cheio de gatinhos! " — ele disse isso numa voz fina. Gargalhei.

— Acontece que eu não estou muito aí pros " gatinhos! " — repeti, na mesma foz fina — Eu só gosto do Dusty.

— Eu gosto do Dusty! — ouvi Lou dizer, aí lembrei da existencia dela.

Tony, que estava do meu lado, andou até o lado de Lou e se curvou para ela.

— Ei Lou — ele disse — Tá vendo aquela barraca de limonada no final do quarteirão? — ele apontou para frente. Ela fez que sim com a cabeça — Se você chegar lá primeiro que eu, te dou um copo de limonada.

E então minha irmã se soltou da minha mão e começou a correr. Sem nem esperar Tony. Ele saiu correndo atras dela, fingindo dramaticamente estar cansado de tanto correr. E claro, ela ganhou. Quando finalmente alcancei os dois, Lou dizia:

— Você viu como eu corro? Eu corro como a Anne. Daqui uns dias ela não consegue nem me alcançar!

Tony olhou pra mim e sorriu, depois olhou pra barraca de limonadas. Em frente uma mesa forrada por um pano xadrez, havia 3 garotas, que pareciam ter uns 9 anos. Era obviamente improvisada. Tony olhou pra mim e piscou.

— Eu queria uma limonada. Quanto é? — perguntou a uma das garotas.

— 50 centavos. — uma delas respondeu, segurando uma risada.

— Eu não posso pagar isso tudo sem experimentar. Vai que não está boa?

Elas entreolharam, com medo.

— Eu coloco um pouco em um copo pra você, e se tiver bom, você compra tudo. — outra garota disse. Pegou um copo e colocou um pouco pra Tony.

Que por sinal, fez elas explodirem de medo. Pegou o copo, cheirou, bebeu e depois bochechou, como fazem com vinho. Dava pra ver a tensão no rosto das garotas.

— Está ótimo! Quero 3 — ele disse. Enquanto tirava o dinheiro do bolso, as meninas enchiam os copos, animadas.

— São um real e 50 centavos, moço.

Ele pegou um copo e deu pra Lou, depois deu outro pra mim. Então tirou uma nota de 5 do bolso.

— Está tão bom que merecem mais. — Ele entregou a uma das garotas. Elas olharam para a nota e começaram a saltitar.

— Isso é mais do que a gente ganha um dia inteiro!

Saimos e deixamos as garotas lá. Tony conversou com Lou a caminhada inteira de volta para casa. Ela parecia a vontade com ele. Que inveja! Pelo menos não tinha um coração sambando dentro de si.

Chegamos em frente a minha casa, e Lou entrou correndo para contar pra mamai sobre a corrida.

Tony olhava pra ela. E eu pra ele. Não dava pra não evitar. Aqueles cabelos de dar inveja. Seus olhos negros. A pele bronzeada. Seus musculELE TEM NAMORADA. OK.

Aí ele olhou pra mim, e nossos olhares se encontraram. Olhei para baixo no automatico.

— Eu já vou indo — ele disse. — Tenho treino daqui a pouco. Você podia ir assistir.

— Ah, eu estava com preguiça de dar uma volta no quarteirão, imagina ir até a escola? E aliás, já me sacrifiquei saindo da minha piscina. — eu disse.

Ele sorriu.

— Desculpa. Mas você já saiu, aproveita!

— Eu tenho tarefa pra fazer! — inventei essa desculpa.

Ele tem namorada. Só quer que eu vá como amiga.

— Você faz tarefa a noite.

Ele tem namorada. Está insistindo porque somos amigos.

— A noite eu caminho.

— Não caminhe só por um dia!

Ele tem namorada.

— Aí eu engordo.

— Você já é gata. — ele falou baixo. Muito baixo. Mesmo. Mas eu ouvi.

N-A-M-O-R-A-D-A. ELE TEM.

— Há! Acabaram suas desculpas! — ele disse. Mas não acabaram. Foi só que eu paralisei, fiquei sem fala.

— ANNE! VEM CÁ! — Lou gritou lá de dentro de casa.

Olhei para Tony e ri. Ele também riu, porque sabia que acabei de arrumar uma desculpa.

- Droga. Você ganhou. — ele disse, ainda com aquele sorriso lindo.

Nos despedimos apenas com um aceno e sorrisos. Quando entrei dentro de casa, nem fui saber o que Lou queria. Meu coração parecia que ia sair pela boca.

" Você já é gata " não saia da minha cabeça.

Notas finais
Filler, filler filler AUEHAUEHUE Até o próximo capítulo ~