Notas iniciais
Estou postando os dois capítulos seguidos pra recompensar esse tempo perdidp. AUEHAUHUE Essa ideia infantil desse capítulo veio de uma vontade repentina minha e dos meus amigos de assistir esse filme e acabou que eu trouxe essa ideia para a fanfic e GSKSGFKSHDSHDLSHSLSH

A escola hoje estava insuportável. Tony Willers pra cá, Tony Willers pra lá. Mas o Tony mesmo não estava lá. Mesmo sabendo que ele estava bem, isso não bastava para me convencer totalmente. Precisava dele aqui falando "Garu, estou bem". Mas é claro que eu não acreditaria nele com aquela faixa no peito. Eu sei, nada fez sentido.

– Anne, ele não está aqui. — Liz disse, percebendo que eu estava olhando pra todos os lados. — Olha, tão falando muito mal de você por ter saído com Tony do hospital.

Sorri.

– Fale pra todo mundo que foi ele que me chamou.

– Não, se eu falasse isso iriam te matar, não quero te perder.

Entramos na sala e como sempre a aula estava um tédio. Mesmo faltando todos esses dias (não sei como) eu conseguia entender a matéria.

Eu estava chegando em casa quando me deparei com meu pai no jardim de frente a minha casa.

– Pai?! Você resolveu conhecer o sol? -brinquei. Ele sorriu.

– Engraçadinha. O Louis mal chegou e já está mudando as coisas. Tem visita, ele me fez ir buscar uns donuts para ele e o colega dele.

Achei estranho. Louis não conhecia ninguém aqui. A não ser...

– Tony?

Ele e Louis olharam para mim.

– Garu. — ele deu aquele sorriso irresistível — Demorou.

– Está passando sua inutilidade pra ele, Louis? — brinquei.

– Nem vem, chatisse. Não fiz nada. — ele respondeu.

Tony explicou que ele não foi a escola porque não deixariam ele em paz. Acordou com seus pais brigando e resolveu fugir para minha casa. Sentei na mesa da cozinha junto com eles. Lou uma hora desceu também e ficamos os três conversando com ela e comendo donuts até quase cinco da tarde. Tony me convidou para ir até a casa dele. Depois de muitos olhares maliciosos de Louis, aceitei.

Sua casa era 8 quarteirões da minha, fomos a pé. Era uma imensa casa branca, com um jardim de frente lindo e florido que era cinco vezes maior que o meu. Tony abriu o portão preto e um cachorro labrador com pelos bege lindo saiu pulando.

– Nala! — ele agaixou e começou a acariciá-la.

Depois ela veio para mim e começou a me cheirar. Assim como Tony fez com Dusty, fiz com ela. Apenas deixei ela me cheirar e depois comecei a acariciá-la. Seus pelos eram macios e cheirosos.

– Gostou dela, Nala? — Tony disse.

– Nala? — olhei para ele sorrindo e arqueei uma sobrancelha.

– Nem vem, ganhei ela quando tinha 13 anos. Eu gostava de Rei Leão.

– Assistia Rei Leão com 13 anos? — eu ri.

– Qual é o problema? — ele fez um beicinho.

– Nenhum, eu vejo até hoje.

Ele olhou pra mim, tentou segurar uma gargalhada, sem sucesso.

– Não te conto mais as coisas! — gritei, ainda acariciando Nala.

Ainda rindo, ele puxou meu braço e me arrastou até dentro de casa, junto com Nala.

A casa por dentro era ainda mais bonita. Tinha um cheiro agradável, quadros floridos e moveis legais e um... mordomo?!

– James. — Tony disse, quando viu o homem parado no pé da escada. — Meus pais estão aqui?

– Estou. — Uma moça morena, cabelos longos e preto apareceu no canto da sala. Ela parecia o Tony. O sorriso no rosto dele sumiu. — Vou sair agora.

Tony olhou para James e sussurrou alguma coisa pra ele, que olhou confuso para Tony e depois riu.

– Quem é essa? — a moça perguntou. Tony não respondeu.

– Anne Garutty, prazer. — respondi. Ela deu um pequeno sorriso.

– Ivy Willers, mãe do Tony — ela passou por nós, botou a mão no meu ombro depois saiu as pressas da casa.

– Já vai tarde. — Tony disse. Mas não foi baixo. Foi alto. Ela ouviu, todo mundo ouviu.

Tony fez um sinal de "joia" para o mordomo, que retribuiu o gesto e saiu da sala.

– O que foi aquilo? — perguntei a Tony, que começou a me puxar pelas escadas.

– Ela não é legal quanto parece.

– Mas é sua mãe.

Ele olhou pra mim, ainda andando pelos longos corredores do segundo andar.

– As vezes penso em o quanto minha vida seria legal se eu vivesse apenas com o James.

Fiquei calada. Não ia descutir com ele. E também, as vezes eu até arrependia de saber tanto sobre Tony. Ele era complicado de se entender. Mas eu o entendia.

Chegamos no final do corredor. Ele abriu uma porta que dava pra um imenso quarto branco, com uma cama de casal no centro, um guarda-roupa preto do lado, uma tv de tela plana de 42 polegadas na frente e uma porta de vidro que dava pra uma vista pra um jardim extremamente lindo. Havia uma porta do lado que devia ser o banheiro. Era quase que um quarto dos sonhos.

Instantes depois Nala entrou no quarto e sentou em um tapete de lã branco entre a cama e a tv.

Tony sentou na cama e fez um gesto para eu sentar. Meu coração batia rápido.

– Feche os olhos. — ele disse, quando sentei. Fiz o que pedi. Alguns minutos se passaram.

– Tony?

– Não abre! — ele gritou. Mexeu em algumas coisas e depois senti a presença dele perto de mim. Ele estava muito perto, tão perto que senti meu coração pular. Eu esperava que ele ia me beijar.

– Abra. — ele disse. Eu estava esperando abrir os olhos e me deparar com o rosto dele pertissimo do meu. Mas quando abri, haviam 3 DVDs. Quando meus olhos entraram em foco novamente, reconheci-os: Rei Leão 1, 2 e o 3.

Comecei a rir. Não sei se ria da situação, ou do que eu tinha pensado. Puft. Tony Willers me beijaria?!

Bateram na porta.

– Uepa, chegou.

James estava na porta com duas bacias de pipoca. Tony pegou um controle, clicou em um botão e desceu um datashow do teto. Mexeu em algumas coisas e em alguns instantes estava no datashow o menu de Rei Leão 1.

– Animada a uma maratona? — ele disse, com a animação explicida na voz.

– Mas... Eu tinha que ir embora... — Eu disse, realmente me lamentando.

Ele veio até a cama e se sentou do meu lado.

– Fica aqui. — ele usou uma voz inocente, que afetava meu coração.

– Não posso.

– Pode sim, fica aqui. — Ele me abraçou.

– Para Tony, isso é chantagem.

Ele olhou pra mim.

– Porque?

– Você sabe que se você pedir eu fico.

Ele sorriu. Sabia que havia conseguido me convencer. Levantou da cama e fechou a cortina do quarto. No dia que ele descobrisse que pedindo assim eu poderia até matar alguém, eu estaria fodida.

Eram quase 11 da noite quando a maratona acabou. Tony fez questão de me levar até a porta da minha casa, mesmo eu sendo contra.

– Obrigada pela maratona, Tony. — sorri e estiquei os braços para abraçá-lo. Ele era alto e tive que ficar na ponta dos pés.

Eu esperava um simples abraço, não foi. Tony passou a mão por minha cintura, me trouxe pra mais perto dele e apertou meu corpo contra o seu. Senti seu coração bater, o calor do seu corpo no meu.

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– Você me liga quase meia noite pra falar isso?! — Ray disse, ainda com a voz rouca de "acabei de acordar".

– Você não entendeu direito, Ray, aquele abraço foi lindo. Aquela sensação... — fui interrompida.

– E vocês não se beijaram. Qual foi a graça?

– O ABRAÇO. — Eu sabia que ela nao entenderia, ela não setiu o que senti.

– Essa cidade tá fazendo mal a você, Anne. — ouvi um riso. — Bom, vou dormir. Boa noite. Estava com saudades.

– Também vou. Boa noite. — desliguei, mas sabia que não conseguiria dormir. Não tendo em mente a sensação das mãos de Tony Willers passando por minha cintura e me puxando para ele.

Era obvio que eu faltaria a aula no outto dia. Faltaria, se a porra do Louis não estivesse aqui.

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Notas finais
Porque Rei Leão é eterno pra qualquer pessoa de qualquer idade ♥ AUEHAURHUAHUE