Tudo Para Não Te Perder.
10 Maratona
Notas iniciais
Estou postando os dois capítulos seguidos pra recompensar esse tempo perdidp. AUEHAUHUE Essa ideia infantil desse capítulo veio de uma vontade repentina minha e dos meus amigos de assistir esse filme e acabou que eu trouxe essa ideia para a fanfic e GSKSGFKSHDSHDLSHSLSH
A escola hoje estava insuportável. Tony Willers pra cá, Tony Willers pra lá. Mas o Tony mesmo não estava lá. Mesmo sabendo que ele estava bem, isso não bastava para me convencer totalmente. Precisava dele aqui falando "Garu, estou bem". Mas é claro que eu não acreditaria nele com aquela faixa no peito. Eu sei, nada fez sentido.
– Anne, ele não está aqui. — Liz disse, percebendo que eu estava olhando pra todos os lados. — Olha, tão falando muito mal de você por ter saído com Tony do hospital. Sorri.– Fale pra todo mundo que foi ele que me chamou.– Não, se eu falasse isso iriam te matar, não quero te perder. Entramos na sala e como sempre a aula estava um tédio. Mesmo faltando todos esses dias (não sei como) eu conseguia entender a matéria. Eu estava chegando em casa quando me deparei com meu pai no jardim de frente a minha casa.– Pai?! Você resolveu conhecer o sol? -brinquei. Ele sorriu.– Engraçadinha. O Louis mal chegou e já está mudando as coisas. Tem visita, ele me fez ir buscar uns donuts para ele e o colega dele. Achei estranho. Louis não conhecia ninguém aqui. A não ser...– Tony? Ele e Louis olharam para mim.– Garu. — ele deu aquele sorriso irresistível — Demorou.– Está passando sua inutilidade pra ele, Louis? — brinquei.– Nem vem, chatisse. Não fiz nada. — ele respondeu. Tony explicou que ele não foi a escola porque não deixariam ele em paz. Acordou com seus pais brigando e resolveu fugir para minha casa. Sentei na mesa da cozinha junto com eles. Lou uma hora desceu também e ficamos os três conversando com ela e comendo donuts até quase cinco da tarde. Tony me convidou para ir até a casa dele. Depois de muitos olhares maliciosos de Louis, aceitei. Sua casa era 8 quarteirões da minha, fomos a pé. Era uma imensa casa branca, com um jardim de frente lindo e florido que era cinco vezes maior que o meu. Tony abriu o portão preto e um cachorro labrador com pelos bege lindo saiu pulando.– Nala! — ele agaixou e começou a acariciá-la. Depois ela veio para mim e começou a me cheirar. Assim como Tony fez com Dusty, fiz com ela. Apenas deixei ela me cheirar e depois comecei a acariciá-la. Seus pelos eram macios e cheirosos.– Gostou dela, Nala? — Tony disse.– Nala? — olhei para ele sorrindo e arqueei uma sobrancelha.– Nem vem, ganhei ela quando tinha 13 anos. Eu gostava de Rei Leão.– Assistia Rei Leão com 13 anos? — eu ri.– Qual é o problema? — ele fez um beicinho.– Nenhum, eu vejo até hoje. Ele olhou pra mim, tentou segurar uma gargalhada, sem sucesso.– Não te conto mais as coisas! — gritei, ainda acariciando Nala. Ainda rindo, ele puxou meu braço e me arrastou até dentro de casa, junto com Nala. A casa por dentro era ainda mais bonita. Tinha um cheiro agradável, quadros floridos e moveis legais e um... mordomo?!– James. — Tony disse, quando viu o homem parado no pé da escada. — Meus pais estão aqui?– Estou. — Uma moça morena, cabelos longos e preto apareceu no canto da sala. Ela parecia o Tony. O sorriso no rosto dele sumiu. — Vou sair agora. Tony olhou para James e sussurrou alguma coisa pra ele, que olhou confuso para Tony e depois riu.– Quem é essa? — a moça perguntou. Tony não respondeu.– Anne Garutty, prazer. — respondi. Ela deu um pequeno sorriso.– Ivy Willers, mãe do Tony — ela passou por nós, botou a mão no meu ombro depois saiu as pressas da casa.– Já vai tarde. — Tony disse. Mas não foi baixo. Foi alto. Ela ouviu, todo mundo ouviu. Tony fez um sinal de "joia" para o mordomo, que retribuiu o gesto e saiu da sala.– O que foi aquilo? — perguntei a Tony, que começou a me puxar pelas escadas.– Ela não é legal quanto parece.– Mas é sua mãe. Ele olhou pra mim, ainda andando pelos longos corredores do segundo andar. – As vezes penso em o quanto minha vida seria legal se eu vivesse apenas com o James. Fiquei calada. Não ia descutir com ele. E também, as vezes eu até arrependia de saber tanto sobre Tony. Ele era complicado de se entender. Mas eu o entendia. Chegamos no final do corredor. Ele abriu uma porta que dava pra um imenso quarto branco, com uma cama de casal no centro, um guarda-roupa preto do lado, uma tv de tela plana de 42 polegadas na frente e uma porta de vidro que dava pra uma vista pra um jardim extremamente lindo. Havia uma porta do lado que devia ser o banheiro. Era quase que um quarto dos sonhos. Instantes depois Nala entrou no quarto e sentou em um tapete de lã branco entre a cama e a tv. Tony sentou na cama e fez um gesto para eu sentar. Meu coração batia rápido.– Feche os olhos. — ele disse, quando sentei. Fiz o que pedi. Alguns minutos se passaram.– Tony? – Não abre! — ele gritou. Mexeu em algumas coisas e depois senti a presença dele perto de mim. Ele estava muito perto, tão perto que senti meu coração pular. Eu esperava que ele ia me beijar.– Abra. — ele disse. Eu estava esperando abrir os olhos e me deparar com o rosto dele pertissimo do meu. Mas quando abri, haviam 3 DVDs. Quando meus olhos entraram em foco novamente, reconheci-os: Rei Leão 1, 2 e o 3.
Comecei a rir. Não sei se ria da situação, ou do que eu tinha pensado. Puft. Tony Willers me beijaria?! Bateram na porta.– Uepa, chegou. James estava na porta com duas bacias de pipoca. Tony pegou um controle, clicou em um botão e desceu um datashow do teto. Mexeu em algumas coisas e em alguns instantes estava no datashow o menu de Rei Leão 1.– Animada a uma maratona? — ele disse, com a animação explicida na voz.– Mas... Eu tinha que ir embora... — Eu disse, realmente me lamentando. Ele veio até a cama e se sentou do meu lado.– Fica aqui. — ele usou uma voz inocente, que afetava meu coração.– Não posso.– Pode sim, fica aqui. — Ele me abraçou.– Para Tony, isso é chantagem. Ele olhou pra mim.– Porque?– Você sabe que se você pedir eu fico. Ele sorriu. Sabia que havia conseguido me convencer. Levantou da cama e fechou a cortina do quarto. No dia que ele descobrisse que pedindo assim eu poderia até matar alguém, eu estaria fodida. Eram quase 11 da noite quando a maratona acabou. Tony fez questão de me levar até a porta da minha casa, mesmo eu sendo contra. – Obrigada pela maratona, Tony. — sorri e estiquei os braços para abraçá-lo. Ele era alto e tive que ficar na ponta dos pés. Eu esperava um simples abraço, não foi. Tony passou a mão por minha cintura, me trouxe pra mais perto dele e apertou meu corpo contra o seu. Senti seu coração bater, o calor do seu corpo no meu.–---------------------------– Você me liga quase meia noite pra falar isso?! — Ray disse, ainda com a voz rouca de "acabei de acordar".– Você não entendeu direito, Ray, aquele abraço foi lindo. Aquela sensação... — fui interrompida.– E vocês não se beijaram. Qual foi a graça?– O ABRAÇO. — Eu sabia que ela nao entenderia, ela não setiu o que senti.– Essa cidade tá fazendo mal a você, Anne. — ouvi um riso. — Bom, vou dormir. Boa noite. Estava com saudades.– Também vou. Boa noite. — desliguei, mas sabia que não conseguiria dormir. Não tendo em mente a sensação das mãos de Tony Willers passando por minha cintura e me puxando para ele. Era obvio que eu faltaria a aula no outto dia. Faltaria, se a porra do Louis não estivesse aqui.–-----------------
Notas finais
Porque Rei Leão é eterno pra qualquer pessoa de qualquer idade ♥ AUEHAURHUAHUE
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