Notas iniciais
Uepa, acho que ficou meio grandinho, não é? rçrçrç Finge que ninguém percebeu, vamos ler gskayekshskagsi

Era obvio que eu faltaria a aula no outto dia. Faltaria, se a porra do Louis não estivesse aqui.

– Acorda, inútil. — abri os olhos e vi que ele estava sentado na minha mesa de estudos, em frente minha cama — Quem mandou ficar se pegando com o Tony até meia noite?!

Ainda deitada, levantei meu braço e mandei um dedo do meio pra ele.

– Peraí, vai falar que não se pegaram?! — Louis disse.

– Não, Louis. Ele terminou com a Carol há 3 dias, só.

– Então, agora você aproveita e parte pra cima.

Sorri, levantei e joguei meu travisseiro nele. Ele disse que era para aprontar, porque tinha feito café e iria me levar para a escola, como nos velhos tempos.

Quando chegamos na escola, havia um grande monte de pessoas em volta de alguém: Tony Willers, claro. Louis colocou uma mão sobre meu ombro.

– Falei pra você partir pra cima. Se quiser namorar ele vai ter que parar com seu ciume. — Louis zombou da minha cara.

– Vai lá, Anne. Bate em todas elas. — Liz falou, assim que chegou e me viu.

– Até você, Liz? — sorri.

Ela quando viu meu irmão, brilhou os olhos. Enquanto ele, olhava desinteressado pras pessoas entrando na escola. Apresentei ele a ela, depois a puxei para entrar na escola.

Acabou que nem encontrei com Tony na escola. A unica novidade foi um teste surpresa de química, que por sinal, fui muito bem.

Cheguei em casa e depois de muitos dias, fiz o que devia ter feito a muito tempo: chegado em casa, colocado um biquini e dar um lindo mergulho na minha piscina.

Depois de um tempo deitada no colchão, Louis apareceu no jardim e sentou na mesa de vidro.

– Você não enjoa dessa piscina, não é? — ele disse.

– Não mesmo. — sorri. — Ei, a Liz pareceu gostar de você.

– Quem? — ele olhou pra mim. Aí eu vi que estava errada, ele não estava nem aí pra ela. — Ah. — ele disse, instantes depois. — Sua amiga. Interessada em mim? — ele sorriu. — Pedofilia.

Eu ri.

– Você é dois anos mais velho que ela, Louis.

Ele arqueou uma sobrancelha, depois começou a pensar. Quando eram 18h saí para o parque para caminhar com Louis, depois voltei, fiz as tarefas de escola, descolei um jantar improvisado e fui dormir.

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A primeira cena que vi na escola no outro dia me fez arrepender de abrir os olhos hoje.

Tony conversando com Carol, em um banco do lado do portão da escola. O que doeu mais foi que eu não podia fazer nada. Ele não era nada meu. Mas eu estava com ciumes. Não queria adimitir, mas estava. Ou talvez, medo de perdê-lo.

Respirei fundo e entrei. Não consegui disfarçar meu desânimo. Todas minhas companheiras do time de corrida da escola perceberam quando cumprimentei elas, e claro, a Liz.

– Eu também vi — a Liz chegou na sala, como se já soubesse do meu sentimento — O que será que eles estão falando?

– Talvez estejam voltando.

– Deixa de ser retardada, menina.

– Eles não voltaram. — Kat jogou sua mochila do meu outro lado quando chegou — A cara dela não foi muito boa depois da conversa.

Desfranzi a testa, Liz e Kat riram.

– Que foi? Ja estava pensando em quantas porçoes da madrugada iria pedir.

– Claro. Estava pensando nas porções, uhum. — Liz disse ironicamente.

Não vi Tony o resto do dia. Ainda bem, acho que iria descontar minha nele mesmo. 18h fui caminhar, sozinha dessa vez.

E quando estava passando na pista de skate, fiz o de sempre, o inevitável, e olhei pra lá. E é, ele estava lá. Olhando pra mim, como se fizesse o mesmo. Sorriu ao me ver e fez um gesto para que eu fosse para lá.

– Quer morrer? — eu disse, cortando o sorriso em seu rosto.

– Uma faixa no meu peito não me impede de andar de skate.

Arqueei uma sobrancelha e voltei pra pista de corrida. Afinal, vai que surge do meio do bosque uma Carol perguntando o que eu estava falando com o namorado dela.

Tony colocou o skate em baixo do braço e me seguiu.

– O que foi? — ele disse.

– O que foi o quê?

– Você ta estranha. O que eu fiz? O que te falaram?

– Nada. — apressei meus passos.

Depois ele parou e eu continuei a caminhada. Claro, depois eu fui direto pro Kai's. Pra encontrar quem? Tony Willers.

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– 8 horas da manhã, Anne? Passou dos limites. — Louis disse, assim que cheguei em casa. Ele estava sentado na mesa da cozinha lendo o segundo livro da série G.o.T. — Onde estava? Com quem estava? O que estava fazendo?

– Louis, só não te chamo de mamãe porque como percebemos, ela está pouco se fodendo pra o que eu faço.

Ele riu.

– Não estou bravo, calma. Só quero saber o que rolou com o Tony. — ele deu um sorriso malicioso. Eu ri.

– Não rolou nada, Louis. Nem vem. — subi as escadas e deitei em minha cama, fechando os olhos e vendo todos os momentos de ontem, como um filme na minha mente.

[/ flashback on /]

Eu sabia que não dava pra fugir de Tony. Entrei no Kai's e sentei ao lado dele em sua mesa, que já tinha uma porção da madrugada.

– O que faz aqui? — perguntei enquanto sentava.

– Um dia, eu estava triste e você me trouxe aqui pra me fazer melhorar. Estou fazendo o mesmo com você. — ele sorriu com os olhos, pegou um cupcake e me entregou.

Olhei pra ele por alguns instantes. As vezes ele era tão perfeito que eu tinha vontade de dar uns tapas nele pra ver se e é uma miragem.

– Agora me fala. — ele continuou, apos dar uma mordida num cupcake — O que houve? Falaram alguma coisa pra você?

– Ja disse que não foi nada.

Pedi para Zak dois cafés bem fortes. Quando voltei a olhar para Tony, ele me olhava com os olhos estreitos.

– "O que que ela esconde, e não quer revelar" — Tony cantarolou. Na hora eu reconheci a música e gargalhei. — Anda, canta a primeira parte que eu sei que combina com você.

"São tantas coisas a dizer, mas como lhe explicar? O que me aconteceu, não vou contar, se não vai me deixar" Realmente. Combinaria com minha situação atual.

– Não vou te deixar. — ele disse, num tom brincalhão, mas fez meu coração acelerar — Anda, canta.

– Eu não canto perto de ninguém, nunca. — eu disse, com um pequeno sorriso.

– Poxa, ta bom.

As próximas horas foram as mais legais da semana. Ficamos até 3 horas da manhã conversando assuntos alheiros. Contei para Tony todos os casos meu e do Louis, que eu comia latas de leite condensado puro e deixava as latas no guarda-roupa dele, e depois de uns dias ele estava cheio de formigas.

Tony nunca contava assuntos familiares. Só amigos, amigos, alguns com o James, amigos. Ele disse que nunca se deu bem com seus pais.

Eram 3:30 da madrugada quando saímos do Kai's. Surgiu do além a vontadevem Tony de comer meu brigadeiro. Fomos a pé até o Walmart 24h do bairro comprar os ingredientes. Havia apenas um caixa aberto, com uma moça extremamente cansada lá. Havia um segurança na porta. Pegamos um carrinho e eu começei a empurrá-lo.

– O leite condensado está no corredor 5. — Tony disse, me indicando para onde ir.

– Nunca vi esse Walmart aqui no bairro. — comentei. Tony jogou duas caixas dentro do carrinho.

– Chocolate em pó. — puxou o carrinho para outro corredor. Enquanto procurava uma marca, olhou para mim, sorrindo. — Cupcake, brigadeiro. Vamos fazer um relatório matinal de hoje: dor de barriga.

Eu ri.

–"No relatório matinal, a cobertura é total, todo reino animal, tem notícia real" — cantarolei. Tony me olhou, confuso. — Margarina. — desviei o assunto, puxando o carrinho e indo para o corredor de frios. — "No relatóoorio matinaaal" — continuei a cantar enquanto andava.

– Há horas atras, alguem me disse que não canta perto de ninguém, nunca. — Tony disse.

Olhei pra ele e continuei a cantar. Ele riu.

– Porque será que ainda estou ouvindo você cantar?

– Eu não sei. Estranho, não é? — joguei um pote de margarina no carrinho. Tony pagou tudo, depois fomos para sua casa.

No portão, recebemos lambidas da Nala. Na porta, recebemos um James com um roupão preto e pantufas.

– Finalmente. — ele disse. — Estava preocupado.

– Quer brigadeiro? — Tony ignorou-o, me puxando para a cozinha.

– Quero dormir. Não faça muito barulho. — James trancou a porta e voltou para seu quarto.

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– Eu vi você falando com a Carol. Resolveram as coisas? — peguei mais uma colher de brigadeiro e comi.

Eu e Tony estávamos em pé na cozinha, um de um lado do fogão e outro do outro, revezando a panela. Ele me olhou. Vi que seus olhos gritavam um "finalmente sei o que aconteceu"

– Eu estive pensando no Jack. Ele é meu amigo desde sempre, já brigamos muitas vezes e... Passou a raiva. Eu disse para a Carol que não ligava se eles ficassem juntos etc.

Sem medo de ladrões, demos mais voltas pelo bairro. Era como se eu soubesse da vida de Tony inteira em apenas uma madrugada, e o silêncio, ele nunca aparecia. Era um assunto que dava vida a outro e a outro e a outro.

– Tony, eu tenho que voltar pra casa. — eu disse. — Já está de dia!

Ele lamentou.

– Obrigado pelo dia, pela porção da madrugada, pelo brigadeiro e principalmente pela sua companhia. — ele sorriu.

– Eu que tenho que agradecer. — também sorri, mas em resposta do sorriso dele. — Ainda vai pra aula? — brinquei.

– Nossa, claro que vou. — ele ironizou a frase. — Entrar no segundo horário.

– Você era nerd, Tony. Foi só me conhecer que deixou de ser. Você deve me odiar. — brinquei.

– Não, eu gosto de você.

Eu sabia que era brincadeira, mas meu coração sambou. Apenas sorri. Tony pareceu perceber minha situação e continuou:

– Não. Tipo, eu gosto mesmo de você, Garu.

Quando ele acabou essa frase eu fiquei paralisada. Essa era a ultima frase que eu esperava sair de sua boca. Eu senti meu corpo queimar, meu rosto corar, o sangue ferver nas veias. Suei frio. Dava pra ouvir meu coração bater a quilometros de distancia. Não consegui falar nem fazer nada. Fiquei ali, parada em sua frente igual uma estátua.

Ele viu minha reação e sorriu.

– Desculpa. — falou. — Vou deixar você ir.

Aí ele se aproximou para me abraçar. Mas não virou seu rosto. Foi trazendo-o direto para o meu. Eu tinha a opção de virar o rosto. Ou podia ficar ali parada e esperar o beijo. Não fiz nenhuma das duas.

Nem esperei o rosto dele chegar. Joguei meus braços em volta do seu pescoço e o beijei. No inicio do beijo ele parecia surpreso pelo que fiz, depois se entregou, me puxou para mais perto.

– Posso levar isso como um "eu também?" — ele sorriu, assim que paramos.

– Pode levar como um "claro que eu também" — respondi, de cabeça baixa para esconder meu rosto corado. Tony pegou meu queixo, levantou-o e me deu outro beijo.

– Tchal. — disse em seguida.

– Tchal. — eu disse, sorrindo pra esconder a vontade de chorar porque os momentos ao seu lado tinham acabado.

[/ flashback off /]

Notas finais
Acho que esse é o motivo da chuva na minha cidade. O FINALMENTE ACONTECEU! AUEHAUHUE HSAUSKAYSKAHSOWUSKAGSKHS Já estavam até me esfaqueando pra eu fazer eles se beijarem logo então: