Tudo Para Não Te Perder.
5 Corrida
Notas iniciais
Esse parece outro fucking filler, mas mais pra frente vai dar pra ver que não é etc gdkfdkgslhf q
Acordei, como sempre, desanimada. Minha piscina olhava para mim pela janela, se lamentando por eu ter largado ela ontem a tarde. E hoje aparentemente teria educação física. Eu teria que usar aqueles mini-shorts que todas as garotas usam para dar em cima dos garotos e mostrar o corpinho nhenhenhe delas.
Não quero dar em cima de garotos, nem mostrar meu corpinho nhenhenhe, nem usar aquele short. Odeio a vida. Tomei café da manhã rapidamente e fui para a escola, onde Liz e Katty já me esperavam. — Preparada pra educação física? — Katty disse para mim — Parece que vão juntar as duas as 3 turmas! Faremos educação física com a Liz! Começamos a andar para nossas salas. — E farão uma corrida! Eu adoro correr! — A Liz disse. Ela gosta de correr! Mau conheço ela, mas gosto dela. — Eu também! — eu disse — Mas odeio aqueles mini shorts. As duas me olharam confusas. — Mas essa é a melhor parte! Todos os garotos estarão lá. — Katty disse. — Como não gosta? Eles deixam a perna da gente mais sensual. — Liz disse. Agora gosto menos de você, Liz. — É que eu não estou muito aí pras minhas pernas ou pros garotos. — Eu disse. — Claro. — Katty disse — Quem precisa de garotos quando se tem um "oi" de Tony Willers? — ela sorriu. Mas Liz não. Liz parecia não acreditar. — Ai meu Deus Tony Willers conhece ela? — ela quase gritou. Então Katty e ela começaram a conversar e tudo que eu ouvia era "mimimimimi". O que tinha de tãaao bom nele? Nada. Tá bom que ele era lindo, representante do 3° ano, armador do time de futebol, lindo, legal e lindo. Só. Resolvi nem contar que Tony esteve na minha casa, que eu dei uma volta com ele. Se elas falaram tanto por causa de um simples oi, imagina se soubessem disso. ------------------- Saí do vestiário, me sentindo totalmente ridícula naqueles shorts. Mais ridículas ainda eram as cantadas que levei e ignorei todas. O treinador realmente fez uma mini competição, dizendo que era para conhecer nossa capacidade esportva. Ele tinha deixado os meninos jogarem futebol americano no campo enquanto nós corriamos, mas eles não quiseram. Se sentaram todos nasi arquibancadas em volta da pista de corrida. Não querendo me gabar, mas já me gabando, eu ganhei a corrida. Era óbivio! As outras garotas, menos Liz, estavam se preocupando em empinar a bunda pros meninos ou com a chapinha do cabelo que sairia se elas suassem. Pft. Frescura. Fiquei em primeiro, Liz em segundo e uma outra menina na sala A em terceiro. O treinador disse que eu tinha talento, e me convidou pro time de corrida. E eu entrei. Mais uma tarde sem minha piscina. Desculpa piscina. Mesmo. Depois da aula tive que preencher umas papeladas chatas, que perguntavam se eu tinha problema respiratório, cardíaco, mimimimi. Voltei para casa e para minha surpresa e a da minha mãe, fui estudar. Quando acabei, fui ajudar Lou em suas tarefas escolares tão fáceis que me dava sono. Ela tem sorte em me ter como irmã. É. O chato do Louis nunca me ajudava com minhas tarefas. Mas eu gostava dele. Ainda gosto. Mas ele continua sendo chato. Acabou que não fui para minha piscina hoje. Fui direto para o parque, correr. Era bom porque eu treinava, já que agora estava no time de corrida da escola. E claro, eu não parava de olhar pra pista de skate, mesmo ele não estando lá, vai que ele aparece. No entando, arrisquei olhar pro bosque. No fim da mata, onde eu mal conseguia ver, ele estava lá. Sentado, vegetando mais que as árvores. Resolvi ir lá. Vai que ele estava passando mal, estava preso em alguma coisa, ou sei lá, querendo jogar papo fora. Me arranhei toda passando pelas árvores. Como ele passava por todas elas e continuava intacto? Tony estava sentado em uma pedra e olhou surpreso quando me viu. — O que faz aqui? — ele perguntou, com um pequeno sorriso no rosto. — Eu que pergunto. — respondi — O que eu devo achar de um menino que fica boiando no meio de um bosque? Tony riu. Se a minha amiga, Ray, que mora em Montreal (a unica amiga que mantive contato de todas as vezes que mudei) visse isso, ela me mataria. Ela fala que garotos não gostam de garotas que fazem piada toda hora. — E você pode falar muito de mim. — ele disse, se levantando da pedra — Quem é que passa o dia boiando numa piscina? Eu ri. — Tudo bem, desculpa. — Vi que ele estava com fones. — Está ouvindo o que? — Nada. — respondeu, colocando seu Ipod nas costas. — Deixa eu ver! E então sem eu nem precisar de insistir, ele me deu. E estava ouvindo música clássica. Que? — Música classica? Você não tem cara de que... — ... gosta de música classica. — ele continuou minha frase. — Eu me sinto bem ouvindo. Não é porque jogo futebol, que tenho que ouvir esses rocks pesados. Ninguém entende. — Aí você escuta escondido de todos? Mas gente, eles não mandam no seu gosto musical. Você liga de mais pro que os outros pensam de você. Essa ultima frase saiu sem querer. Pronto. Agora ele me odeia. Eu devia ter escutado a Ray. " Calada, deixa ele falar tudo e você só responde ".
— É que eu sempre tenho que ser tudo que os outros querem que eu seja. — para minha surpresa, ele disse — Estudioso pros meus pais, melhor jogador de futebol pros meus amigos, ser sempre o vencedor pra Carol. — Seja você mesmo. — Não posso. — Pode. — eu disse tão firme que até eu me assustei. O silêncio quase voltou. — Vamos dar uma volta? — Tony perguntou. — Sei que você não acabou seus 3 km. Aceitei. Saimos do bosque e eu voltei a correr, só que com um Tony andando de skate do meu lado. — Esse é o máximo que você corre? — ele me lançou um olhar preocupado. — Na verdade, não, mas... — fui interrompida. — Se eu te falar que não pode andar de skate na pista de caminhada, e que tem um guarda nos seguindo nesse momento, você corre mais? Olhei pra tras e vi que realmente havia um guarda atras de nós. E comecei a correr junto com Tony, rindo da situação em que estávamos. Assim que saimos da area do parque, eu estava exausta. Fomos andando psra minha casa. — Você não corre nada — ele brincou. — Não? Pra sua informação, entrei pro time de corrida da escola. — Sério? Parabens! — ele disse — Mas você continua não correndo nada. Cheguei na entrada do parque na frente de você. — Mas eu não tinha quatro rodas em baixo de mim, facilitando a minha corrida e me cansando menos. Ele olhou pra baixo. — Você ganhou de novo. — e sorriu. Chegamos em frente a minha casa. Eu estava querendo beber toda a água da minha piscina e Tony parecia querer o mesmo. — Entra e toma água, Tony. Você vai morrer assim — eu disse pra ele. Ele assentiu e entrou. Tony Willers novamente estava na minha casa. Ele tinha acabado de tomar a água, quando Lou desceu as escadas toda animada. E se jogou no colo dele. Ai meu deus, Lou. — Eae Lou? — Tony disse, animado. — O que está fazendo? — Eu estava desenhando! — ela disse mais animada que ele — Desenhei uma princesa! Quer ver? — Quero. — ele disse. Lou desceu dos braços dele, pegou sua mão e puxou-o escada a cima. E me largou sozinha ali. Tony Willers estava na minha casa. E se dava bem com minha irmã, até com o meu gato. Porque ele tinha que estar namorando? Droga.
Notas finais
Até o próximo capítulo, huh ~
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