Tudo Para Não Te Perder.

6 O lado bom da vida


Notas iniciais
Não me matem pela demora, eu estava viajando e ;w; Bom, eu mudei esse capítulo umas 3 vezes, então ele não saiu assiiiiiiim de bom q

Subindo as escadas ja se ouvia a alta risada de Lou. Fazia quase meia hora que Tony foi arrastado pro quarto dela. Nesse tempo, resolvi fazer um lanche para a gente. Peguei alguns pães que estavam no armário da cozinha e fiz torrada, passei geléia e coloquei em um prato.

Fiz também brigadeiro. Lou gostava, e muito. Surtava cada vez que eu fazia.

Abri a porta do seu quardo e deparei com Tony com uma coberta vermelha de Lou e um guarda-chuva rosa nas mãos, e ela com uma coroa na cabeça e um vestido rosa.

— Olha Anne! — Lou me puxou, quase me fazendo jogar tudo no chão. Ela me levou até sua mesinha e me mostrou um desenho — Essa é a princesa Lou, o rei Tony e a rainha Anne.

Ela me deu o desenho. Desenho não, rabisco. Mas dava pra identificar que O cara com uma capa vermelha e cabelos pretos era Tony, que estava de mãos dadas com uma moça de longos cabelos pretos, que usava um vestido rosa, que era eu, e uma baixinha dos cabelos castanhos encaracolados com uma coroa na cabeça era Lou.

Imaginação fértil de crianças, pft.

— Parece que nossa rainha chegou. — Tony disse, com o cobertor rosa de Lou. E ele se aproximou de mim. Aproximou de mais. DE MAIS MESMO. Passou seus braços por tras do meu pescoço e deixou o cobertor rosa no meu ombro — Agora sim.

Tony de capa, Lou com coroa, eu com o cobertor rosa. Eu realmente me senti... Ridícula!

— Trouxe torradas e brigadeiro para a princesa e o rei. — Disse, colocando os dois pratos na mesa.

— BRIGADEIRO! — Lou gritou.

— Uopa! Brigadeiro é sobremesa. Só depois da torrada.

Eu já esperava um resmungo de Lou. E houve. Mas não de Lou.

— Mas eu gosto de brigadeiro — Tony murmurou. Isso me fez rir.

Eles devoraram a torrada rapidamente, para comerem logo o brigadeiro.

— Esse sem dúvida é o melhor brigadeiro que eu já comi! — Tony disse.

— Há! Eu posso comer brigadeiro da Anne o dia inteiro e você não! — Lou provocou Tony.

- Mas se eu pedir pra Anne fazer pra mim, ela faz, não é? — Ele me olhou sorrindo. Ah se ele soubesse que por esse sorriso eu faria qualquer coisa...

— Mas a Anne é minha!

Tony olhou pra baixo.

— Divide ela comigo!

Para, Tony. Sério.

Já era tarde quando Tony foi embora. Lou se lamentou por isso, ela parecia gostar mesmo dele. Arrumei mais uma concorrente.

Ai meu deus, Anne. Cala a boca. Ok? Ok. Obrigada, de nada.

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Acordei já estranhando que meu despertador não tocou. Olhei meu celular: 9:25. Ótimo, perdi a aula.

QUE COISA BOA!

Pulei da cama e claro, óbvio, vesti meu biquini e fui limpar minha piscina pra ir flutuar nela. Tive que aspirar o fundo, e limpar o ralo, pelo menos não tive que tirar uma cobra ou um sapo de lá.

Saí da minha cama, e dormi no meu colchão inflável. As vezes acordava com um " Você trocou a escola pela piscina? " " Minha filha é inutil, ai meu deus ".

Mas foda-se, estou na minha piscina.

Acordei novamente com o chão quase tremendo. Um "bum" mais alto a cada segundo. Resolvi tirar meu Ray-ban para ver se esse era o fim do mundo. E me deparei com Tony. Voando. Tipo, literalmente. Ele estava no ar, como se tivesse acabado de dar um pulo.

"BUUUUUM". E então de repente metade da agua da piscina foi pro ar. E meu coração também. Se Tony não estivesse ali dentro da piscina pra me levantar, acho que teria morrido afogada.

Ai meu Deus, pera. Tony Willers estava na minha casa, na minha piscina, só de bermuda (que por sinal, era do meu irmão), me segurando em seus braços, dando uma gargalhada alta.

— Eu tenho que parar de te acordar assim. Um dia vou te matar. — Ele disse, ainda entre as gargalhadas.

Eu ainda estava em seus braços. Eu sentia seu abdomen bem definido e isso fez com que mesmo a agua estivesse fria, eu sentisse muito calor. Me soltei dele.

— Quem deixou você interromper meu lindo momento com minha piscina? — brinquei.

— Oh, desculpe. Foi sua mãe. Ela disse que você estava aqui, me deu uma bermuda do seu irmão e mandou eu entrar. E ainda me deu donuts!

— Minha mãe gosta mais de você do que de mim! — eu ri. — Tem outro colchão ali, o que eu uso de reserva. Quer ele?

— Claro que quero. Vamos ver se tem graça passar a vida boiando aqui.

E ele saiu da piscina. Não pelas escadas. Pela borda. E nessa subida deu pra ver seus musculos do braço r da barriga perfeitamente perfeitos. Esse deve ser o resultado de ser um jogador de futebol americano: ser gostoso pra caralho. Tudo bem, me calei.

Tony pegou o colchão, deitou e ficou em silêncio.

— Sabe, até que não é tão ruim. — ele disse depois de muito tempo.

— Claro que não. Eu só faço coisa boa! — brinquei. Ele riu.

— Realmente. Não sei como eu estaria agora sem você. Obrigado.

Olhei pra ele por cima da armação do meu óculos, confusa.

— Obrigado? — perguntei.

— É. Como você disse, eu posso ser eu mesmo. Só que apenas quando eu estou com você.

Então, o silêncio voltou.

— E você e a Carol? — perguntei — Ela não acha ruim de você vir aqui? — Mal acabei a pergunta e já havia me arrependido de ter feito. Percebi a tensão nos músculos dele.

— Ela não sabe.

Ai meu deus, eu sou a vadia da história.

— E na casa dela... Tem piscina?

Ele assentiu. E então um universo de perguntas entrou na minha cabeça.

— Não faça isso. — ele disse, do nada.

— O quê? Fazer o quê? — perguntei, extremamente confusa.

— Não me pergunte o que estou fazendo na sua piscina quando eu poderia estar na da Carol.

Ai meu deus, ele tem poderes telepáticos. Ele sabe que eu acho ele um gostoso e... Parei. Ok. Apenas deixei o silêncio predominar novamente. Esse silêncio chato. Não gosto dele.

— Estou com fome, vou descolar um rango. Quer sorvete? — perguntei. A tensão dele diminuiu.

— Opa, eu quero.

— Droga. E se hipoteticamente, não tiver? — sorri forçado para ele, que me olhava rindo — O que você iria querer?

— Traga qualquer coisa.

" Traga ". Resumindo: tomei sua posição de inútil preguiçosa, levanta e traz o rango.

Fiz café e peguei o resto dos donuts que tinha na geladeira. Tony parecia ter coxilado.

A chance perfeita pra uma vingança.

" BUUUUUUM ", e lá estava metade da água da piscina no ar. Pulei do lado de Tony, o que fez com que seu colchão virasse.

— Ah... — ele disse, tirando os óculos de sol — Você tá PERDIDA.

E vi que estava mesmo. Estão comecei a nadar, subir as escadas da piscina e correr pelo jardim.

— EU SÓ DESCONTEI! — gritava, rindo, enquanto corria pelas arvores do jardim.

— EU NÃO VIREI SEU COLCHÃO! — ele disse.

— PERA, ME MATA DEPOIS QUE EU TOMAR CAFÉ!

Aí ele parou de correr atrás de mim. Tomamos café na mesinha de vidro do lado de fora. Ele elogiou bastante meu café. Contou caso das coisas que fazia quando era criança até das vezes que ele vai pro bosque do parque pra fugir dos pais. Nunca tocando no assunto "Carol". Depois disso, ele.desistiu de me matar, colocou suas roupas e foi embora.

— Obrigado por tudo. Por mostrar que a vida tem um lado legal. — ele disse com um sorriso no rosto.

— Eu não fiz nada. — disse. E não tinha feito mesmo.

E nesse momento, Carol surgiu do além na nossa frente e o sorriso de Tony sumiu. EU REALMENTE NÃO ENTENDO ESSES DOIS. Ela olhou pra mim. Pro Tony. Pra mim de novo.

— Quem é você? — ela perguntou, num tom nada legal.

— Essa é a Anne, minha amiga, Carol. — o "minha amiga" doeu em mim, porque eu realmente queria mais.

Ela me olhou dos pés a cabeça, depois voltou o olhar pra Tony, sorrindo.

— Eu estava no shopping e achei um vestido super legal, mas não queria comprar sem você ver, amor. — ela começou a arrastá-lo pela rua. Agora, perguntas: Como ela sabia que Tony estava aqui? Porque não me chamou de vadia e mandou eu nunca mais encostar no namorado dela?

Cara, estou começando a sentir saudades da minha antiga cidade.

Notas finais
A partir de agora começam as tretas, e as tretas, elas são lindas, adoro tretas ♥ GSKGFJDLHDKGS Q