Notas iniciais
VOLTAMOS ♥ Tomara que gostem.

Então Jane tocou o rosto de Maura com uma mão, acariciou suavemente, fazendo um carinho gostoso, levou sua boca para perto da loira e deslizou um dedo até os lábios dela que fechou os olhos para sentir melhor o toque. Jane fez o contorno delicadamente de sua boca, se aproximou muito mais e quando estavam a pouquíssimos centímetros de distância...

— Maura venha aqui, preciso de sua ajuda pra tirar esse vestido que me aperta tanto. — gritou Callie lá de cima que percebeu o movimento de Jane e isso a deixou um pouco perturbada. Com a cena de Jane se aproximando de sua amiga, ela não pensara duas vezes .

Várias pessoas riram do que Callie disse, Maura sentiu seu rosto pegando fogo, pegou a cerveja e bebeu um gole.

— Com licença. — falou Maura para Jane.

As duas se encontraram em uma pequena sala, bem perto da festa.

— Vocês iriam se beijar! — afirmou. — Maura o que está acontecendo com você?

— A gente ia se beijar! — disse quase para si mesma.

— Acabei de falar isso, o que você estava pensando?

— Não sei o que passa em minha cabeça, será que estou…. — Callie levou a mão em sua testa.

— Não está quente, mas se quiser eu chamo o Derek, porque eu sou ortopédica e ele é neuro.

— Não é pra tanto, só iriamos nos beijar, o que tem demais?

— Maura você está muito mal, quantos copos de bebida você já bebeu? Isso é cerveja? — perguntou, tomando o copo de sua mão e cheirando. — Você não gosta de cerveja. Nossa, ela te seduziu?

— Não fala assim dela, ela é uma boa pessoa. Por que você ficou assim? Está apaixonada por mim? — falou Maura a encarando com um sorriso de deboche.

— Não é isso, só não quero perder você, sua amizade é muito importante para mim.

Maura se sentou a puxando junto e segurou em suas mãos.

— Jamais! Se uma terceira pessoa entrar em nossas vidas, a nossa amizade não vai ser afetada, você me fez ver o mundo diferente, me sinto uma pessoa mais feliz, você me mudou.

— Sério?

— Sério, só não disse isso antes para você não ficar se gabando, olha a sua cara, está se gabando.

— Só um pouquinho.

— Só mais uma coisinha, se da próxima vez você atrapalhar um beijo meu... — fez cara de brava. — Estou quase um ano sem beijar e vem você me atrapalhar. Vou te dar umas palmadas dá próxima vez, e pode ter certeza que não será palmadas como as de 50 tons. Como sou mais velha você me deve o respeito, me entendeu? — brincou com a amiga.

— Si madre.

— Como?

— Mas era com uma mulher e você nem a conhece direito, tarada!

— Olha quem fala, você e Mark!

— Mark é um gostoso, nossa amizade é colorida, ele manda muito bem, e o que tem? Sempre que quero o chamo, vamos para um quartinho e resolvido o problema, isso é muito bom.

— Depois eu que sou a tarada e falando disso, a Arizona está muito a fim de você, jura que nunca a tinha visto no hospital?

— Está maluca? Eu não a conheço e ela não esta a fim de mim, sem chance.

Nesse instante alguém bateu na porta .

— Callie está ai? — perguntou a pessoa do lado de fora da sala.

— Arizona está atrás de você. — Maura disse bem baixinho.

— Como sabe que é ela? perguntou baixinho também.

— Instinto de mulher!

— Estou!

— Posso entrar? Preciso de sua ajuda! — falou Arizona.

Maura não era muito forte com a bebida e como já havia tomado uns bons goles , isso afetou sua capacidade de ficar quieta, ela cutucava a morena com um sorriso enorme.

— Para com isso Maura. — disse dando uma tapinha no braço da amiga. — Pode entrar Arizona.

Quando Arizona entrou viu Maura a cutucando com uma alegria enorme.

— Estou atrapalhando?

— Não, ela não é forte para a bebida.

— Estou feliz, muito feliz, por que eu iria ganhar um beijo, eu desejava esse beijo, mas minha amiga não deixou que isso acontecesse.

— Não liga pra ela não, em que posso ajudar? — Callie perguntou.

Arizona estava olhando para o decote do vestido em sua perna, como Callie estava sentada , o aumentava mais, deixando bem a mostra sua coxa.

Callie sentiu aquele olhar percorrer seu corpo, com homem ela sabia muito bem como jogar o jogo, já com mulher era diferente, não sabia se sentia intimidada ou deixava rolar. Ser admirada era um bom sinal, mas ela se sentiu estranha e se levantou.

— Uma menininha de dois, a mãe estava descendo as escadas quando tropeçou nos próprios pés, nas você deve estar ocupada e….

— Imagina, só espere eu me trocar e vamos ajudar essa podre criaturinha.

Callie pegou suas roupas e pensou em sair dali para se trocar, mas não tinha nenhuma sala ali por perto, todas foram fechadas e sem pensar duas vezes se virou , pedindo ajuda a Maura.

— Quer que eu saia?

— Não precisa, vai me contando mais sobre a criança!

Maura puxou o zíper e puxou o vestido, a deixando quase nua, Arizona tentava se controlar ao ler a ficha médica, mas estava impossível, a morena estava bem na sua frente, com suas curvas a mostra, isso era tortura . Arizona pensava, aos poucos conseguiu dar os detalhes.

A criança estava com várias contusões, braços e pernas quebradas, costelas fraturadas .

— Coitadinha, imagina como os pais devem estar se sentindo. — disse Maura.

— São duas mães. — disse Arizona. — Elas conseguiram adotar a criança não faz nem um mês.

— Coitadas. — Callie estava só de sutiã e se aproximou de Arizona, pegando um dos raio-X. — Maura você viu minha blusa azul? Não sei onde está?

— Também olha está bagunça toda! — Maura revirou algumas peças e nada de achar a tal blusa azul.

Arizona se concentrava tentando olhar só para o raio-X, mas isso era impossível , quando percebeu já tinha jogado tudo no chão e empurrou Callie contra a parede. Sua língua adentrara com paixão na boca da morena que a recebera de bom grado, a chupando com prazer, sua mão deslizava pela aquela pele macia, a apertava contra si.

— Arizona, está ai? — chamou Callie estralando os dedos perto de seu rosto.

— Ai me desculpe, estava pensando na pobre criança. — mentiu . — Achou sua blusa! Que bom, isso é um bom sinal, podemos ir! — saiu, esbarrando na cadeira quando foi abrir a porta.

— Nossa! Ela está completamente caidinha por você. — falou Maura. — Você tinha que ver a expressão dela quando você se aproximou só de sutiã.

— Cállate.

— Isso é injusto, você sabe que não entendo Espanhol.

— Mandei você calar a boca. — deu um beijo na testa da loira e saiu.

— O pior cego é aquele que não quer ver. — gritou Maura para a amiga, saindo também da sala.

Arizona guiou a morena até o quarto onde se encontrava a criança. Callie sentiu um nó em seu peito ao ver ela toda machucada. Uma das mães da criança veio em sua direção, enquanto a outra permaneceu na poltrona tomando remédio na veia.

— Essa é a doutora Torres, é uma ótima ortopédica, a Alana estará em boas mãos . — falou Arizona.

As duas mulheres a olhavam e ela sentiu que tinham muitas dúvidas.

— Querem perguntar algo? — Callie perguntou com leveza.

— Tem muitos casos, de crianças assim, muito machucadas? — Regina, uma das mães perguntou.

— Sempre, as crianças vivem se metendo em encrencas, caindo de árvores, caindo de bicicleta.

— Mas nunca, um em que uma própria mãe tenha a machucado, não fiz por querer. — disse Emma, a outra mãe, lá do canto. Sua voz soou fraca, com medo de si própria. E junto com as palavras veio as lágrimas. Callie aproximou dela e se abaixou.

— Não precisa ficar assim, sabemos que não foi sua culpa, todos caímos, sei que deve estar se culpando por dentro, mas ela vai ficar bem, vamos cuidar dela, eu prometo. Só pra você ficar sabendo, uma vez estava correndo com um braço de uma moça, era muito importante ele ser entregue logo para poder ser recolocado, mas como eu era nova na área, estava tão empolgada por carregar um braço, que tropecei e o braço voou janela afora. — Emma arregalou os olhos ao escutar Callie falando. — Bem, não deveria ter te contato isso agora, mas todos cometemos pequenos deslizes ou grandes, mas agora sou uma ótima cirurgia e a doutora Robbins também é, a Alana vai ficar bem.

A cirurgia demorou umas seis horas, pois era bem delicada. Ocorreu muito bem, tivera apenas um problema porém fora bem-sucedido, quando ambas foram avisar as mães, tiraram um enorme peso de suas costas.

— Podemos ver ela? — Emma perguntou.

— Agora não, pois está na sala de observação, mas lhe garanto, tudo saiu perfeito e agora ela dorme como um anjinho. — disse Arizona com um enorme sorriso.

Emma sem pensar duas vezes deu um enorme abraço em Callie a pegando desprevenida, lhe agradecendo.

— Muito obrigada, muito obrigada.

Mas Arizona que ficou sem jeito.

— Emma as vezes não percebe as coisas. — disse Regina.

— Não percebo o que?

— Que as duas são um casal, dá pra ver, pois a Dra. Arizona não para de olhar pra Dra. Callie e ela ficou com ciúmes quando você a abraçou, me desculpem, mas ela sempre faz essas coisas, tem dias que acho que ela é muito inocente.

— Não, não somos um casal, eu e ela, imagina, nada contra, mas... mas eu e ela não, nossa! — disse Callie muito rápido, sentindo seu rosto corar.

— Sério? Ai me desculpem, mas vocês formam um belo casal, tenho um bom olho. — falou Regina.

Arizona não sabia o que falar, só conseguia olhar para a morena.

— Mas eu gosto de homens sabe, de, não preciso falar, mas eu com ela, não, imagina, não. — começou a rir, mas de nervosismo.

— Mas é sério , a Regina tem um dom, ela olha para as pessoas e fala... "Aquele vai ficar com esse, esse e esse" e assim vai. — comentou Emma. — Com muito respeito, mas Callie você é muito bonita, seria muita areia pro meu caminhão. Regina não me leve a mal, eu te amo e muito, mas essa morena, nossa! — sorriu.

— Tudo bem amor, também achei ela muito bonita e a Arizona não fica pra trás não. Sabe, eu sempre gostei das loiras e a Emma de morenas.

— Eu também sempre gostei das morenas. — disse Arizona olhando para Callie, com um sorriso.

— Bem eu preciso ir, quando vocês puderem ver a Alana eu as aviso. — Callie saiu muito envergonhada.

Maura procurava Jane pela multidão, e nada de encontrar a morena, pediu mais um drinque e quando estava preste a tomar Jane aparece ao seu lado.

— Voltei. — Maura levara um grande susto, pois Jane falara bem ao pé de sua orelha a deixando arrepiada e envergonhada. — Desculpa pelo susto, mas estou meio surda, estávamos dançando e estava muito bom.

— Mas você não dança!

— Depois de uns copos de álcool, qualquer um faz coisas que não faria em sã consciência. Ah e também, uma loira me chamou para dançar , ela beija tão bem. Shiuuuuu, esse é um segredo entre a gente, a Arizona não pode ficar sabendo.

— Hã. — Maura se sentiu imatura, envergonhada ao pensar que Jane a queria beijar, pois naquele momento elas já haviam virado alguns copos de tequila.

— Vem você tem que jogar roleta, é demais, claro que não se ganha nada, mas pelo menos ajudamos o hospital e nos divertimos.

— Acho que não, é melhor eu ir embora, nos vemos segunda , pois começo a trabalhar lá no departamento de polícia.

Jane a sentiu estranha, mas não a interrompeu quando ela se levantou e saiu.

Será que fiz alguma coisa errada? — se perguntou Jane para si mesma.

Notas finais
GENTE, O QUE ACHARAM? Comentem , please. A gente ama os comentários de vocês, sério. MUITO OBRIGADA MESMO AMORES.