Tudo Junto e Misturado
6 Capítulo 6
Notas iniciais
A festa tinha sido maravilhosa. Callie e Arizona trabalharam na mesma noite, mas no dia seguinte, no domingo, puderam descansar um pouco.
Jane passou o dia em casa com Arizona, porém o relacionamento das duas não estava muito bom após a festa . Ficaram na mesma casa o dia inteiro, mas não trocavam muitas palavras, somente o necessário. Ambas sabiam que precisavam conversar sobre tudo o que estava acontecendo no relacionamento delas, mas nenhuma tomava a iniciativa para conversarem.
Já Callie e Maura, passaram o dia muito bem juntas. Callie levantou alguns minutos antes de Maura. Tomou um banho e preparou um café da manhã delicioso, com frutas, torradas, iogurte, um bolo de chocolate que Maura tinha comprado para Callie, pois sabia que ela gostava e muitas outras comidas gostosas.
Quando o café da manhã estava pronto, Callie decidiu ir ao quarto de Maura acorda-la, mas chegando lá, encontrou a loira já desperta , com uma roupa de ginástica. Camiseta branca bem justa no corpo, Callie reparou que ela estava sem sutiã, uma calça preta e tênis. Um look simples, mas que em Maura se tornava deslumbrante.
— Vai malhar? — Callie perguntou.
— Não. Eu estava pensando em te chamar para ir caminhar comigo no parque. Vamos?
— Desde que não seja uma caminhada longa e exaustiva, eu aceito. Mas antes vamos tomar café da manhã, estou faminta. Eu já preparei, estava só te esperando.
Elas tomaram o café da manhã juntas entre conversas e brincadeiras. Maura esperou Callie colocar uma roupa mais adequada para caminhar, pois a que ela estava vestindo parecia mais com um pijama, afinal , ela achava que passaria o dia em casa antes de receber o convite da amiga para caminhar.
Saíram de casa e foram caminhando ao parque que não era muito longe da casa das duas. Aproveitaram a caminhada que não durou muito, uns 20 minutos mais ou menos, pois Callie reclamava de cansaço e falava que queria ir embora. Maura também queria voltar para casa, alguns homens no parque estavam a paquerando demais, em outros dias ela até gostava de ser paquerada por belos homens, mas após os momentos que passou com Jane na noite anterior, não estava com ânimo para tolerar cantadas desses homens.
Voltaram para casa e resolveram cozinhar juntas. Almoçaram e ficaram em casa mesmo, conversando, assistindo TV. Assistiram alguns filmes de romance juntas , depois Maura resolveu ir ler um pouco. Quando perceberam já era noite, pediram uma pizza e conversaram sobre vários assuntos, inclusive sobre Jane e Arizona.
— Você realmente gostou dela? Ela faz o seu tipo Maura? — perguntou se referindo a Jane.
— Para dizer a verdade, eu estou confusa. Não sei o que aconteceu comigo, o que realmente senti quando Jane estava prestes a me beijar. — Maura falou olhando nos olhos da amiga. — Ao mesmo tempo que agradeço por você ter interrompido o beijo, me arrependo por gostar de você ter interrompido o beijo. Me entende? Ontem a noite, na cama, fiquei pensando no quase beijo que a gente ia dar. Será que eu ia gostar? Como será sentir o gosto do beijo de Jane? — acrescentou confusa.
— Você está caidinha por ela . — gargalhou Callie.
— Ai meu Deus! Eu estou completamente confusa, nunca me senti assim com qualquer outra mulher. Jane é... — pensou antes de concluir esses pensamentos sobre Jane. — Ela é tão maravilhosa, quando ela me confundiu com Arizona e me deu um beijo no rosto, eu senti um friozinho na barriga como nunca tinha sentido antes. — admitiu para a amiga.
— Maura, Maura... Vocês duas ainda vão se pegar, escute o que estou te dizendo.
— Callie, desfaça essa carinha, para de rir. — acabou sorrindo também. — Estou indo dormir, amanhã começo no trabalho e tenho que levantar cedo.
— Está bom. Durma bem e sonhe com a Jane. — provocou a amiga.
— Boa noite Callie. — deu um beijo na testa da morena e foi para o quarto dormir.
***
— Oi Maura, vim ver como você está e te dar as boas vindas. — disse Jane entrando no escritório da loira.
Maura começou o seu primeiro dia no novo trabalho. Até então, estava gostando bastante. Já faziam umas 3 horas que tinha começado, achou que Jane não viria falar com ela, mas se enganou. Ali estava a morena, aquela que perturbava os seus sonhos. Ela estava incrivelmente linda e maravilhosa. Maura sabia que não podia ter certos pensamentos no seu local de trabalho, mas não conseguia evitar. Para piorar tudo lembrou da conversa que teve com Callie ontem. Como será sentir o gosto do beijo de Jane? — lembrou em pensamentos.
Jane percebendo Maura perdida em pensamentos se aproximou mais da loira.
— Maura? Está tudo bem? — chamou tirando a loira dos seus pensamentos.
— Está sim, é que... — observou a morena bem perto de si.
Seus corpos estavam bem próximos e Maura sentiu uma necessidade muito grande de agarrar a colega de trabalho . Sem pensar nas consequências do seu ato, Maura puxou Jane agressivamente para perto de si e a beijou. Os lábios delas se encostam no começo lentamente, mas a cada segundo com mais sede e paixão . Jane ficou surpreendida com o beijo, mas ela não perde tempo e retribui o beijo com ansiedade, esperava tanto por aquele momento que quase doía. Maura estava completamente entregue aquelas carícias, em um ato rápido , Jane a puxa , conduzindo-a para o sofá que tinha no escritório da loira, jogando-a de encontro ao sofá. Jane ficou de joelhos no sofá, tirando a meia calça que a loira usava e a cada centímetro de pele nua ela depositava um beijo, fazendo com que Maura arqueasse as costas. Sem mais delongas Jane retirou a própria roupa e deslizou o corpo totalmente em cima dela, fazendo ambas soltarem um gemido de prazer. Sentir Jane assim completamente nua deixou Maura muito exitada, fazendo com que abrisse as pernas para senti-la. As mãos de Maura acariciam as costas da morena, sentindo ela ficar arrepiada , seus seios duros tocando os seus que rapidamente ficaram duros também. Jane segura Maura pela cintura , girando-a no sofá, fazendo com que Maura caísse no chão.
O tombo fez com que Maura acordasse e percebesse o que estava acontecendo. Agora se encontrava no chão do quarto de sua casa, de camisola e com o sorriso no rosto, pois tudo não se passou de um sonho , um maravilhoso e quente sonho.
Maura levantou , se arrumou , preparou suas coisas para agora ir realmente para o trabalho. Saiu de casa sem encontrar com Callie, pois queria chegar mais cedo ao emprego por ser o primeiro dia lá.
Callie estava de mau humor. Não tomar café a deixava assim e Maura proibiu café naquela casa. Tudo o que ela mais queria era chegar no hospital e tomar muito café, mas quando chegou no estacionamento alguém tinha colocado o carro no seu lugar, a fazendo dar uma enorme volta para encontrar outra vaga e com mais isso, a deixou bufando. Ela não era muito de ter raiva dessa maneira, mas quando estava prestes a explodir era melhor não estar por perto, respirou fundo e quando ia entrar no elevador apareceu Arizona com um lindo sorriso, com seus olhos brilhando ao ver a morena.
— Bom dia Calliope.
A Morena odiava que a chamassem assim, só seu pai a chamava assim, principalmente quando ela aprontava alguma coisa quando era criança, mas como para um pai a filha sempre será uma eterna criança, não conseguiu tirar esse costume, respirou fundo .
— Callie, me chame de Callie por favor. — pediu.
— Estou vendo que alguém esta de mau humor, tudo bem? Aconteceu algo? — sua voz era tão calma, tão suave que Callie desfez a cara e abriu um sorriso para ela. Não deveria descontar sua raiva, sua descontaminação de café sobre ela, Maura dizia que ela se sentiria muito melhor depois de uns dois dias.
— Falta de cafeiná, Maura proibiu a entrada de café, quer que eu tome chá de capim limão com mais alguma coisa misturado. Ela é toda fresca, tomando esses chás como uma madame rica, sim, ela tem muita classe, mas eu amo o café mais que tudo, café é muito viciante, te deixa atenta e hoje tenho plantão de trinta e quatro horas, eu preciso de café como você precisa respirar, isso é horrível, e pra me estressar mais ainda, alguém colocou o carro na minha vaga!
— Mas café não é bom, ele deixa você nesse estado, elétrica, revoltada, seu corpo se sentira melhor quando não tiver mais resíduos e a vaga, você perdeu a sua e eu achei uma maravilhosa perto do…. — Arizona deu uma pausa nas palavras. — Ai me desculpa, a vaga estava livre , em um bom lugar, os carros passavam por ela e não entravam, eu não sabia o por que, mas quer que eu tire o carro de lá agora? Só tenho uma pequena cirurgia em uma criança com um tumor na cabeça, mas se você quiser….
— Não é para tanto, amanhã quero minha vaga de volta e sobre o café, sinto muito mas não vou largá-lo, ele me faz feliz.
A porta se abriu e Callie saiu rapidamente, Arizona ficou alguns segundos ainda, o cheiro da morena pairava no ar.
A primeira coisa que Callie fez foi ir na cafeteira , quase virou o café diretamente na boca, mas tinha alguns médicos a olhando quando ela soltou um grito de alegria e agarrou a cafeteira com um amor incondicional.
A cirurgia de Arizona foi bem sucedida, os pais da criança não sabiam como agradece-lá, então eram só abraços e choros. Quando conseguiu sair do quarto, foi direto para o refeitório, suas costas doíam e seu estômago reclamava de fome. Quando chegou lá, percebeu que Callie e Mark estavam sentados juntos, ela mordia o canudo de uma forma tão sexy, que a deixara maluca, a vontade de beijá-la era enorme, pegou e pagou a comida, respirou fundo e foi até eles.
— Posso me sentar aqui com vocês? Como sou nova, não tenho amigos e parece que as pessoas se afastam quando descobrem que sou pediatra.
— A vontade. — disse Mark, puxando uma cadeira.
— Se você chora toda vez que conversa com alguém... É por isso que as pessoas se afastam e como você é uma pediatra, são mais sensíveis.— comentou Callie.
— Não sou sensível, só tenho um coração. — sua voz já estava embargada, para não chorar, enfiou na boca uma garfada de salada.
A conversa seguiu por alguns minutos, toda vez que Callie colocava a boca no canudo, ficava brincando com ele e os olhos de Mark e Arizona grudaram nela.
— O que foi? — perguntou sem tirar o canudo da boca.
— Sala de descanso, agora mesmo, quero sobremesa. — se levantou e partiu.
— Por que sala de conforto? Vocês comem sobremesa lá? — retrucou Arizona confusa.
Callie passou a língua pelos lábios bem devagar, levantou o tronco da cadeira, apoiou os braços na mesa, chamou Arizona com o dedo e se aproximou. A proximidade deixou Arizona um pouco corada.
— Mark tem uma sobremesa maravilhosa, quem prova nunca se arrepende e sempre quer mais. — disse quase ao pé de seu ouvido. Quando Arizona entendeu a referência de sobremesa, a morena já tinha levantado e dado alguns passo. Callie virou para trás e soltou uma leve risada ao ver sua cara de espanto.
Já faziam quase trinta minutos que Mark e Callie estavam no quarto, Miranda estava batendo na porta e chamando por ele. Ela precisava dele, mas Mark não estava nem ai e também precisava de Callie.
— Mark e Callie, se não saírem dai em um minuto serei obrigada a chamar a dona Eva. — a mulher que cuidava da limpeza e tinha a chave de todos os quartos. — E será muito envergonhador, se eu os ver pelados e…. vocês me entendem. — de repente Arizona apareceu ali ao seu lado a fazendo levar um susto.
— Preciso de sua ajuda, não consigo encontrar a Callie e tem um caso para ela, já a bipei e nada.
Miranda levou o dedo até a boca fazendo sinal de silêncio, a loira escutou a risada deles e fechou a cara. Saber que ela pertencia a outro e principalmente um homem, a deixou com ciúmes, sabia que eram ciúmes bobos, já que elas não tinham nada, mas aquilo doía.
— Só por que ambos tem uma vida sexual muito agitada, que ambos são bonitos e tal, mas eles não precisam ficar se agarrando todos os dias, já cansei de escutar eles. — Miranda formou um enorme bico, mesmo sendo casada, tendo um belo marido, sua rotina a deixava exausta, por isso sua vida sexual não era das melhores e isso causava grandes brigas.
— Eles são namorados?
— Que nada, são amigos, Mark sai com qualquer uma, mas ele e Callie são diferentes, tem uma grande amizade, mas uma amizade colorida.
Arizona revirou os olhos, encostou na parede, esperando que ambos saíssem de lá. Miranda dá mais uma batida e Mark aparece sem camiseta.
— Tem como esperar? Estamos colocando as roupas. Ei loirinha, tudo bem, precisa de algo?
— Preciso da Callie.— Disse sem olhar para ele, sua voz áspera.
— Bem, não sei se ela tem disposição para você, mas ela é muito boa no que faz.
— Que tarado, não é para isso que preciso dela.
— No que você pensou? Ela vai ter uma cirurgia longa, pensou que estava falando de vocês duas, aqui no…..
— Não termine essa frase Mark. — Callie o puxou para dentro e fechou a porta.
— Mas é verdade, ela te olha como eu te olho, com desejo, só você que não percebe e agora quando abri a porta ela estava bufando.
— Se quiser continuar transando comigo, nunca mais fale dela, não dessa forma como se ela tivesse interesse por mim, eu gosto de pênis cara.
— Não está aqui quem falou, vamos antes que Baile arrebente essa porta.
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