Tudo Junto e Misturado
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Quando era por volta das sete horas da manhã, Arizona escutou seu celular despertando e se levantou para se arrumar, pois tinha que chegar ao hospital às oito horas.
Após se arrumar, passou pelo quarto de Jane e viu que Maura e ela ainda dormiam. Então saiu e foi para o trabalho, pois sabia que Maura cuidaria bem de sua amiga.
Maura acordou e viu que Jane também ja estava acordada. A detetive a observava com um sorriso no rosto.
— Você está sorrindo. — disse Maura sorrindo também. — Que horas são?
— São dez e meia.
As duas estavam uma de frente para outra, deitadas e com um cobertor as cobrindo.
— AH NÃO! Dormi demais, eu tinha que estar no trabalho agora.
— Eu liguei para lá e disse que chegaríamos depois do almoço, eles não acharam ruim. Só disseram que talvez a gente vai ficar até mais tarde hoje no trabalho, mas nem quis saber o motivo. — falou Jane, se sentando na cama. — Depois de você ter ficado a noite inteira , me abraçando e conversando comigo na hora do meu pesadelo, achei que você gostaria de dormir até mais tarde, então não te encomodei.
— Tudo bem, você fez bem. — gargalhou Maura. — Foi bom dormir até mais tarde.
— Depois Arizona reclama comigo pois não gosto de acordar cedo. Dormir até tarde é bom demais.
Jane e Maura conversaram ainda na cama, depois foram preparar algo para comerem.
Se sentaram na sala após terem comigo o lanche que fizeram e continuaram conversando sobre assuntos normais, até que Jane disse:
— Obrigada por ter ficado comigo essa noite. Saber que além da amizade de Arizona, também posso contar com a sua, é maravilhoso.
— Não me agradeça, é para isso que servem as amigas. — Maura pegou umas das suas mãos, a acariciando. — Callie também passou a noite aqui, somos todas amigas agora e isso é demais. — comemorou, soltou a mão de Jane e levantando as suas próprias mãos para o alto.
— Vamos ir para o trabalho? — Jane perguntou.
— Já? Eu tenho que ir em casa, trocar de roupa.
— Vai com essa mesmo Maura.
— Você está de brincadeira! Imagina, eu indo com a mesma roupa de ontem trabalhar. — gargalhou.
— O que tem demais Maura? Acho tranquilo.
— Você Jane, eu não. Você não se importa porque está sempre vestindo roupas parecidas e nem liga para a moda, mas eu sim.
— Agora vai começar a implicar com minhas roupas, nem começa, por favor. — resmungou. — Pegue alguma roupa de Arizona, ela nem vai se importa.
— Não, claro que não. Quero usar minhas roupas.
— Maura, vai ser mais fácil e rápido, você usar uma roupa dela do que ir em sua casa buscar uma sua. E as roupas e vocês são parecidas, então tudo bem, ninguém vai notar.
— Você é muito chata Jane! — Maura se levantou. — Vou lá no quarto dela escolher uma roupa, mas se ela achar ruim, eu falo que foi você que me mandou pegar.
— Tudo bem Maura.
Elas ficaram prontas e foram juntas para o trabalho.
Callie chegou em casa após um dia muito cansativo no trabalho. Maura não estava lá, ela ficaria no trabalho até mais tarde, pois precisava tentar resolver junto com Jane e outros detetives um caso onde o assassino matou duas mulheres latinas de forma cruel na cidade.
Callie tomou um banho, demorando uns bons minutos debaixo do chuveiro, pois a água aliviava o cansaço de um dia bem trabalhoso.
Depois do banho, ela colocou apenas uma camiseta larga, mais uma calcinha e foi procurar algo para comer.
Callie levou seu lanche para comer na sala e se sentou no sofá, ligando a TV. Começou a assistir a um filme que estava passando, quando após alguns minutos escutou a campanhia tocando e logo pensou que fosse Maura.
A médica legista já tinha esquecido as chaves na semana passada, ela se sentia confusa pelos seus sentimentos por Jane, mais o namoro dela com Fernando, se é que poderia chamar de "namoro", então tantas coisas na sua cabeça a fez esquecer das chaves um dia da semana que passou e ela contou isso a Callie.
A morena se levantou, abriu a porta e se surpreendeu ao encontrar Fernando. Ele vestia uma calça Jeans, camisa branca e estava com uma mochila nas costas.
— Oi, a Maura está em casa?
— Não, ainda está no trabalho. — Callie respondeu, continuando parada na porta.
— Posso entrar e esperar por ela? — falou Fernando, observando o corpo de Callie. — Já são mais de nove horas da noite, então ela não deve demorar. — comentou , entrando para dentro de casa sem esperar a resposta de Callie.
— É... ok. — Callie disse, fechando a porta e vendo Fernando se sentar no sofá. — Vou ao meu quarto colocar uma outra roupa. — ela se sentiu desconfortável perto dele com aquela roupa e Fernando não parava de observa-lá.
Callie se virou para ir em direção ao seu quarto, deu alguns passos e sentiu as mãos de Fernando envolvendo seu corpo e a puxando para perto de si, fazendo-a tocar em seu sexo já exitado.
— Como ousa fazer isso? — sua voz estava histérica.
— Como ousa esconder tudo isso? — deu um sorriso malicioso. — deveria ser lei, mulheres bonitas devem andar sem roupas de baixo.
Callie se mexeu violentamente, conseguindo sair dos braços de Fernando, ficando de frente para ele, mas em uma distância boa dele.
— Eu estive te observando, você mexeu comigo. — seu olhar a devorava.
— Jura? — retrucou Callie, sem acreditar no que estava acontecendo e no que ele dizia.
— Muito. — a puxou para perto dele novamente. Ela tentou se soltar de seus braços, então ele a empurrou contra a parede, fazendo a sentir dor.
Uma mão de Fernando mantinha Callie presa a parede, enquanto a outra começou a deslizar sobre o corpo da morena. Sua mão deslizou pela cintura, indo ao seu seio, se demorando ali e subiu a rosto, acariciando com o dedo os lábios carnudos de Callie.
Ela ficou parada no lugar sem saber o que fazer, pois também tinha medo da reação dele se ela fizesse algo para afastá-lo, porque ele já tinha sido agressivo quando a empurrou contra a parede. Callie sentia vontade de vomitar ao sentir Fernando tocando seu corpo, mas não teve forças para fazer nada, as mãos dele continuavam em seu corpo, a segurando forte perto de si.
— Você enlouque qualquer um. Homens, mulheres... — o sorriso malicioso continuava em seu rosto. — E por falar em mulheres. Eu acho que aquela lorinha gosta de você, ela te olha de uma maneira, como é o nome dela mesmo?
Callie não respondeu, jamais falaria de Arizona para aquele homem, que agora ela só sentia nojo.
"Por que ele está fazendo isso?" — pensou.
Callie se sentia surpreendida com a atitude de Fernando, nunca imaginou que ele fosse assim. Maura não podia continuar com aquele homem, ele não prestava, ela merecia alguém melhor.
Ele estava prestes a beijá-la, então ela tentou desviar dele, porém ele continuou tentando. Só quando escutaram a porta da sala se abrindo, que Callie aproveitou que Fernando olhou para a porta e se soltou dele, correndo para seu quarto.
Por volta das onze horas da noite, Callie ainda estava em seu quarto, pensando no que tinha acontecido. Ela respirou fundo e vestiu uma roupa leve, saindo logo em seguida.
Quando Callie estava passando pela sala, os encontrara se beijando no sofá e tentou sair de fininho, mas Maura a chamou.
— Vai sair? Callie, já esta tarde. — Maura sempre se preocupava com a amiga, ainda mais com o assassino que matou duas latinas solto pelas ruas.
— Vou correr um pouco, depois daquele dia que corremos, faço isso frequentemente.
— Que bom, mas cuidado e não vá muito longe. Está levando o telefone?
— Amor, para que se preocupar tanto assim? Ela já é bem grandinha. — disse Fernando, lançando um sorriso para Maura e depois para Callie.
— Me preocupo com as pessoas que amo e eu amo a Callie.
— Não se preocupe, estou levando o celular. — falou Callie rapidamente não querendo ficar nem mais um segundo perto do Fernando.
Callie saiu de casa, andou por uns dois minutos, ficando longe da casa e resolveu ligar para Jane, pois estava nervosa e precisava arrumar um jeito de Maura ver que o Fernando era um galinha, que não prestava.
— Aló! — Jane atendeu o telefone, deitada e com a voz sonolenta.
— Jane, é Callie, liguei para você, porque estou muito preocupada com a Maura. — ela disse rapidamente.
— O que aconteceu com Maura? Ela está machucada? Você está com ela? —Jane se sentou na cama, ficando mais atenta as palavras da outra.
— Maura está bem, não aconteceu nada com ela, estou preocupada, porque o Fernando não presta, Maura não merece um homem como ele, eu preciso da sua ajuda Jane.
— Que ele não presta eu sei, nunca fui com a cara dele. Mas calma, respira fundo e me conta o que aconteceu.
Callie contou tudo o que tinha acontecido entre Fernando e ela para Jane. A detetive percebeu que isso era muito sério e precisava fazer algo.
— Ele está muito esquisito Jane.
— Volte para casa Callie, não deixe Maura sozinha com ele e também tente descobrir algo. Quer que eu vá para a casa de vocês?
— Não, não precisa. Eu vou voltar e qualquer coisa te ligo.
— Está bom, tome cuidado Callie e me ligue.
— Ok, até mais então. — Callie se despediu de Jane e voltou para casa.
Maura e Fernando estavam no quarto se beijando iguais adolescentes. Eles ainda não tinham tido relacão sexual, não por causa dele, mas sim de Maura.
Ultimamente quando estava sozinha com Fernando, Maura se sentia com medo. Ela não conseguia entender o motivo do seu medo, pois quando o viu pela primeira vez, gostou dele. Ou será que tinha agido impulsivamente ao começar uma relação com ele?
Só o pensamento de Fernando tocá-la, quanto mais fazer amor com ela, era mais assustador do que qualquer coisa que imaginara.
Eles estavam no sofá que tinha no quarto de Maura, se beijando. As mãos de Fernando exploravam o corpo de Maura, mas ela não deixava ele ir além dos toques por cima de sua roupa.
Callie abriu a porta da sala de casa, o ambiente estava escuro e silencioso, ela logo imaginou que Fernando e Maura estariam no quarto.
Ela entrou, indo para seu próprio quarto. Quando estava passando pelo sofá que a levaria ao corredor em direção as quartos, se esbarrou na mochila de Fernando que estava no chão. Nesse momento ela viu a oportunidade de espionar ele. Pegou a mochila e correu para seu quarto. Callie estava nervosa, tinha o precentimento de que não encontraria nada de bom ali. Respirou fundo e com as mãos tremendo, abriu a mochila.
Dentro da mochila tinha um notebook e uma pasta preta. Callie abriu a pasta, se deparando com várias fotos dela, Arizona, Maura e Jane. Fotos delas sozinhas e juntas também. A maioria das fotos de Jane tinha um círculo vermelho em volta e as dela tinham muitas fotos, mais do que as das outras três.
Callie abriu o notebook com lágrimas nos olhos, estava muito nervosa e suas mãos tremiam. Por sorte o notebook não tinha senha, então Callie procurou por mais coisas sobre Fernando.
Ela deveria ter saído de casa e procurado ajuda quando viu as fotos delas dentro da pasta, mas precisava de mais pistas para descobrir quem era verdadeiramente o Fernando.
No computador não tinha nada que revelasse mais do que as fotos, então resolveu checar o e-mail dele que estava aberto. Os primeiros eram e-mails normais, até que encontrou um com "Jane e suas amigas" no assunto, clicou e quase desmaiou quando viu a conversa dele falando sobre o que ele faria com Jane e com elas. Ela ficou ainda mais desesperada que nem viu o nome da pessoa com quem ele trocava mensagem.
Callie se levantou rapidamente, pegou sua bolsa, colocando as fotos dentro e o notebook colocou novamente na mochila de Fernando, para tentar fazer com que ele não percebesse que ela tinha revistado suas coisas.
Callie saiu de seu quarto e foi para a sala com sua bolsa e a mochila de Fernando, deixando a dele na sala onde estava antes. Quando estava chegando na porta da sala para sair e ligar para Jane, Fernando apareceu.
— Callie, onde você vai a essa hora da noite?
— É... eu... eu tive uma ligação do serviço. — Callie disse com medo dele, deseperada.
— Eu não escutei seu bipe tocar.
— Eu... ele tocou baixo, eu tenho que ir. — saiu correndo para fora da casa.
Callie sabia que não deveria sair e deixar Maura com aquele monstro, mas ficar ali dentro de casa não ajudaria em nada, pois se ligasse para Jane pedindo ajuda, correria o risco de ele ouvi-lá no telefone.
Callie andou alguns metros para longe de sua casa e ligou para Jane contando o que tinha encontrado dentro da mochila de Fernando.
— Fique onde está Callie , pelo amor de Deus, estou indo para aí.
A detetive nem esperou Callie falar mais nada, desligou o celular e saiu correndo de casa. Jane vestia um pijama confortável, mas nem se importou em trocar de roupa, ela só queria chegar na casa de Maura e ver se ela estava bem. Pegou seu carro na garagem e foi em direção a casa delas.
Chegando á uns 150 metros da casa de Maura, Jane encontrou Callie na rua. Ela entrou no carro da detetive, estava nervosa e com muito medo. Dentro do carro elas conversaram rapidamente e seguiram para a casa.
As duas chegaram na casa rapidamente, Callie abriu a porta da sala que estava com as luzes apagadas, deu dois passos para poder acender a luz e Jane continuou parada perto da porta.
Quando o ambiente ficou iluminado, Callie e Jane soltaram um grito ao verem Fernando atrás de Maura, com um bisturi encostado em seu pescoço.
— Entre e feche a porta Jane. — ordenou Fernando.
Jane não querendo contraria-ló, entrou, fechando a porta, ficando um pouco atrás de Callie, que continuava parada no mesmo lugar sem se mexer.
— Fernando, o que você está fazendo? — Callie perguntou tentando fazer com que sua voz soasse normal.
— Não adianta fingir que não sabe de nada sua vadia. — gritou Fernando, puxando Maura com uma das mãos, para trás, dando dois passos. — Quando você saiu, percebi que minha mochila não estava no mesmo lugar que deixei e quando a abri, não encontrei minha pasta. ACHA QUE SOU IDIOTA?
Callie na pressa de sair de casa para pedir ajuda, colocou a mochila rapidamente no chão e não foi exatamente no lugar em que ela estava antes.
— Fernando, calma!
— CALMA NADA! Você não deveria ter feito isso Callie, agora Maura que vai pagar pelo seu erro.
— Não machuque ela, por favor, não machuque ela. — implorou Callie chorando.
— Solte ela Fernando. — pediu Jane com a voz baixa e tentando soar calma. — O que você quer? Nos diga e deixe a Maura em paz.
— Eu quero você sua idiota! Ainda não percebeu que sou um aprendiz do Hoyt? Você se acha tão esperta e não percebeu nada. Foi preciso Callie mexer nas minhas coisas para descobrir e a idiota também, não viu que eu trocava mensagens com o Hoyt. — gargalhou alto, fazendo com que as mulheres ficassem ainda mais com medo dele.
— Fernando, eu ... — Callie deu um passo para frente.
— Não dê nem mais um passo ou mato ela. — disse com agressividade, encostando o bisturi na pele de Maura.
— Deixe elas Fernando, se é eu que você quer machucar, me machuque então, mas não faça nada com a Maura e nem com Callie.
— Você implorando desse jeito Jane, acho que não vou conseguir resistir.
— Então vamos sair daqui, eu e você. Larga ela Fernando. — insistiu Jane. — É atrás de mim que você veio.
— Se quer que eu solte a Maura, me passe sua arma primeiro. Não sou burro Jane, sei que você sempre a carrega. E não tente fazer gracinhas, porque acabo com a Maura, com esse pescoço lindo dela. — acariciou o pescoço de Maura com a mão que estava sem o bisturi, fazendo-a se arrepiar de medo.
Maura sentia tanto nojo de Fernando nesse momento, repulsa por ele estar tão perto de si e a tocando.
Desde o momento que Jane e Callie entraram dentro de casa, ela não disse nenhuma palavra, mas se Jane pensava que iria trocar de lugar com ela, estava muito enganada. Maura faria de tudo para evitar que Fernando machucasse suas amigas.
— JANE NÃO! Não entregue sua arma. Você e Callie podem sair daqui. Vão embora daqui. — disse Maura chorando.
— NÃO SE METE VADIA. — gritou, passando o bisturi na coxa direita de Maura.
Maura vestia uma saia branca, de tecido fino. O bisturi cortou o tecido e sua pele, deixando a saia cheia de sangue. Maura soltou um grito de dor quando sentiu a lâmina cortando sua pele.
Maura queria continuar gritando pois a dor era extrema, mas Fernando a machucaria novamente, então mesmo com dor, permaneceu calada. Ela não conseguia parar de chorar, as lágrimas desciam por seu rosto com rapidez. Maura olhou nos olhos de Jane e viu que a amiga estava sofrendo com tudo isso, que Jane faria qualquer coisa para protege-lá. A médica legista continuou a observar o rosto de Jane, mas a dor e o sangramento não paravam, então olhou para baixo e com uma mão agarrou o tecido de sua saia, apertando com pouca força no corte em sua pele.
— Não escute ela Jane, se você sair, ela morre . — avisou. — Passe a arma AGORA, eu não estou com tempo para as gracinhas e chiliques de vocês.
— Está bem, eu vou passar a minha arma.
— Mas nada de gracinhas Jane ou eu vou machucar tanto a Maura, mas tanto que você irá se arrepender de a ter conhecido e colocado ela nessa situação.
Fernando lançou um olhar que deu calafrios em Jane. Ele continuava com suas mãos perto de Maura. Uma continuava no bisturi, que novamente se encontrava no pescoço da loira e a outra segurava a cintura dela, a mantendo perto dele.
— PEGUE A ARMA! Use somente uma mão, levante a outra para eu ver que não fará nada.
Jane levantou lentamente sua mão direita e pegou a arma devagar no seu coldre para Fernando observa-lá. Com a arma na mão, se abaixou com calma, a mãe direita ainda levantada e jogou a arma com a mão esquerda pelo chão para perto Fernando.
— Abaixe e pegue a arma, devagar. — ordenou Fernando para Maura.
Ele continuou com o bisturi encostado no pescoço de Maura e a fez abaixar lentamente. Ele também teve que abaixar um pouco, mas em nenhum momento seus olhos deixavam de vigiar Callie e principalmente Jane.
Ao se abaixar, Maura soltou o tecido da saia de suas mãos, sentindo ainda mais dor e calafrios pelo corpo, o sangramento ainda continuava. Ela pegou a arma e Fernando forçou-a se levantar, pegando a arma de sua mão. Em nenhum segundo ele deixou de encostar o bisturi no pescoço de Maura.
— Callie, vá para o sofá. — disse Fernando, virando de costas com Maura para a parede, para conseguir observa Callie e Jane.
Callie foi para o sofá, se sentando. Ela queria poder fazer algo para ajudar Maura que estava chorando, sentindo dor, com medo e deixando transparecer sinais de cansaço.
Jane continuava no mesmo lugar, ela não podia fazer nada e nem faria, pois qualquer erro seu, poderia fazer com que Fernando machucasse Maura mais ainda.
Quando ele acertou a pele de Maura com o bisturi, Jane sentiu vontade de matar o Fernando aos poucos, para fazer-lo sofrer. Ele machucou a sua amiga, uma das pessoas que Jane mais amava e se importava.
Se pudesse, Jane trocaria de lugar com Maura. Se pudesse sofreria mil vezes mais só para Maura não sentir dor. Se pudesse colocaria Maura dentro de um potinho para protege-lá do mundo e de todos. Jane a amava tanto, mais tanto. O amor dela por Maura foi algo inesperado e rápido, mas muito maravilhoso. Agora Jane percebia que deveria ter dito tudo o que realmente sentia para ela, sem ter medo de ser rejeitada. Vendo Maura ferida desse jeito, Jane sentia uma vontade tão grande de abraça-lá e tirar Fernando de perto dela.
Fernando segurava Maura com o braço direito, ainda com a arma na mão, apertando sua cintura fazendo com que o revólver encostasse em seu corpo, a machucando, mas felizmente uma dor boa comparada com a que estava sentindo pelo corte em sua coxa.
A outra mão de Fernando ainda continuava no pescoço de Maura, encostando o bisturi em sua pele.
— Jane, quero que você abra a porta e saia devagar. Estarei atrás de você com a arma, então não corra. — disse Fernando, afastando o bisturi da pele de Maura. — Abra a porta, fique de costas e não dê nenhum passo, quando eu chegar perto de você , solto a Maura, entendeu?
— Sim, sim.
Jane colocou a mão na maçaneta, abrindo a porta e continuou parada no lugar.
Fernando andou com Maura e quando chegaram perto de Jane, ele empurrou a loira para frente, fazendo com que ela caísse em cima da mesinha de vidro no centro de sua sala.
O vidro se espatifou no chão, entrando cacos nas pernas de Maura e em uma das mãos.
Quando soltou Maura, Fernando agarrou Jane por trás, encostando a arma em sua cintura e saindo com ela para fora da casa.
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