Tudo Junto e Misturado
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Fernando andou com Maura e quando chegaram perto de Jane, ele empurrou a loira para frente, fazendo com que ela caísse em cima da mesinha de vidro no centro de sua sala.
O vidro se espatifou no chão, entrando cacos nas pernas de Maura e em uma das mãos.
Fernando soltou Maura e em seguida agarrou Jane por trás, encostando a arma em sua cintura, saindo com ela para fora da casa.Ele passou com a arma ainda apontada para Jane pelo jardim e a levou para a rua em frente à casa de Maura.
Callie ligou imediatamente para a polícia depois de Fernando ter saído de dentro da casa e agora ela estava ajudando Maura que estava com dor.
O corte em sua coxa ainda estava coberto de sangue, mas olhando superficialmente não parecia ser nada muito sério. No momento a dor que Maura estava sentindo vinha dos cacos de vidro que tinham entrado em sua pele.
Callie realizou os primeiros socorros rapidamente, ela pensou em sair para ver onde Jane estava e tentar ajuda-lá, mas preferiu cuidar de Maura, pois no fundo de seu coração sabia que a detetive escaparia das mãos de Fernando, esperava que ela conseguisse ter forças para lutar contra ele.
Callie pegou sua bolsa que levava para o hospital, colocou uma luva de látex, limpou a ferida na coxa de Maura com água limpa e ao redor do corte com sabão. Depois ela colocou um curativo estéril sobre o ferimento, cobrindo-o completamente. Felizmente, o curativo estancou o sangue do ferimento de Maura.
Na mão de Maura, foi possível encontrar apenas uma pequena parte de vidro e sendo facilmente removido. Callie usou uma pinça para remover o caco, em seguida levando a amiga para lavar a área cuidadosamente com sabão e água corrente.
Nas pernas da loira, Callie retirou os pequenos pedaços de vidros, mas os maiores deixou, eles estavam profundamente incrustados sob a pele e podia ter acertado alguma veia importante. Além disso, seria necessário um agente anestésico ser aplicado para garantir a remoção da dor que Maura estava sentindo.
Enquanto isso, lá fora Fernando ainda continuava com a arma apontada para Jane.
Ela queria poder sair correndo dali e ver como Maura estava. Queria ajudar sua amiga no que fosse preciso. Se sentia culpada por ela ter se ferido, deveria ter sido com ela e não com Maura.
Jane conseguiu ganhar tempo fazendo perguntas a Fernando sobre ele e Hoyt.
— Chega de perguntas, sua hora chegou! — disse calmante, mas com um sorriso diabólico.
— Fernando, você não irá querer se sujar tanto, me matar, fará com que você apodreça na cadeia. Será que Hoyt merece tudo o que você está fazendo por ele? — falou, tentando ganhar ainda mais tempo para pensar em escapar dele.
— ISSO NÃO TE INTERESSA, VADIA!
Quando Fernando estava prestes a puxar o gatilho da arma, escutou o barulho das sirenes das polícias que chegavam a cada segundo mais perto deles. Então, continuou com a arma apontada para Jane e saiu correndo, fugindo, deixando ela para trás.
Jane pensou em correr atrás de Fernando, mas seus pensamentos estavam concentrados em Maura. Saiu da rua assim que a polícia estava chegando perto e correu para dentro de casa, para ver como estava a médica legista.
A primeira coisa que Jane fez ao entrar dentro de casa, foi correr para perto de Maura e checar como ela estava.
Maura estava sentada no sofá, com Callie perto de si, a acalmando. Assim que Jane chegou perto, Callie se levantou, ficando alguns metros longe delas, deixando-as juntas, uma perto da outra.
— Me perdoa, isso é tudo minha culpa Maura. — sentou e abraçou ela, com lágrimas nos olhos. — Se a gente não tivesse se tornado amigas, isso nunca teria acontecido com você. — chorou ainda mais.
Jane nunca deixava seus sentimentos transparecerem dessa maneira, principalmente na frente das pessoas, mas agora não conseguiu segurar o que estava sentindo.
— Não diga isso Jane. — Maura acariciou suas costas. — Ter te conhecido foi a melhor coisa que já me aconteceu ultimamente. Não se culpe, você não é culpada.
A polícia chegou na casa e os detetives as interrogaram. Elas contaram tudo o que aconteceu, desde o momento que Maura conheceu o Fernando, até aquele momento. Os policiais também recolheram a mochila de Fernando, que na pressa de sair da casa com Jane, acabou deixando para trás.
Depois de as interrogarem, os policiais revistaram a casa, quintal e nas redondesas da vizinhança em busca de pistas.
Jane declarou que iria levar Maura para o hospital, mas a amiga contestou:
— Não preciso, a Callie cuida de mim e tira os cacos que ainda restam da minha perna.
Callie estava no canto da sala e quando escutou seu nome, se virou para elas, seu olhar estava distante.
— Oi. — Maura percebendo que ela estava ausente, tentou se levantar, mas Jane a segurou no sofá.
— Callie, tudo bem? — perguntou Jane.
— Estou, minha cabeça está doendo, só isso.
— Tira os cacos que restam de minha perna.
— Não, você vai para o hospital, precisa fazer vários exames. — disse Callie.
— Callie está certa, vá para o hospital e... — a voz de Arizona veio lá de fora. Os policiais a barraram na entrada, fazendo com que Jane fosse até lá.
— Ela pode entrar. — a abraçou.
— Tudo bem? Ele te machucou?
— Não, mas a Maura... — sua voz ficou grave e a vontade de chorar veio com força, ela se segurava perto de Maura, mas com Arizona.
— Sinto muito, vamos levá-la ao médico e a Callie?
— Está bem, aconteceu algo com ela, mas acho que ela tem que te falar.
Arizona entrou e foi direto a Callie, seu olhar passou por Maura e viu o sangue em suas pernas.
Jane falou que seria melhor Arizona e Callie irem para sua casa, então levou Maura para o hospital.
Arizona levou Callie para sua casa, conversaram bastante e ficaram juntas, uma dando apoio a outra.
No hospital, Maura foi atendida rapidamente e não tinha nada grave com ela. Felizmente, só passou algumas horas naquele lugar. Depois foi para casa de Jane, que insistiu que lá era ficaria melhor. Também disse que não a deixaria sozinha e cuidaria dela.
As quatro amigas ficaram juntas na casa de Jane e Arizona ao longo da semana que passou rapidamente e a polícia não deu notícias sobre o paradeiro de Fernando.
No começo da semana seguinte, a tarde, Jane levou Maura para sair, pois a loira só ficava em casa e já se sentia entediada. Arizona e Callie tinham chegado do trabalho e ficaram sozinhas em casa depois das duas terem saído.
Prendendo o cabelo em um coque alto, Callie abriu o registro do chuveiro deixando os primeiros pingos de água caírem em sua pele, com o simples contato da água, sua pele se arrepiou. Pegou o sabonete, passou por seu corpo que estava dolorido pelo fato de ter ficado oito horas de pé numa reconstrução de uma bacia em uma senhora que caíra das escadas.
Seus pensamentos se voltam para sala, onde Arizona a esperava. Pensou naqueles lábios macios, tão sedentos por beijos e isso foi o suficiente para a deixar exitada.
Elas nunca passaram dos beijos e toques pelo corpo uma da outra, não entendia o motivo delas não terem feito amor, porque ambas sentiam desejo quando estavam juntas, se tocando.
Callie estava com os olhos fechados, seus dedos percorriam seus lábios, o toque ficou mais leve ao pensar que eram os lábios da loira. Imaginou os lábios suaves dela pressionando os seus e com isso sua mão foi deslizando pelo seu corpo, tocando em seus seios que já estavam enrijecidos, imaginando que eram as mãos de Arizona que a tocava, a sensação desse pensamento foi delirante, fazendo com que Callie soltasse um gemido baixo.
Arizona estava agitada no sofá, trocava a posição da perna a todo minuto, pensar que Callie estava à tão poucos metros de distância e principalmente nua, a deixava sem ar, mas não sabia como chegar nela e falar que a desejava.
Com as outras mulheres era fácil, era só abrir um sorriso e falar qualquer coisa que as deixassem exitadas que já abriam as pernas sem pensar duas vezes, mas ela não queria isso com Callie.
A loira estava nervosa, sentia as mãos geladas, com um leve tremor, respirou fundo, se acomodou no sofá e fechou os olhos, mas se levantou.
"Arizona Robbins, o que você vai fazer agora mulher?" — pensou.
Ela começou a andar de um lado para o outro e foi até o corredor do banheiro.
Chegando lá, colocou o ouvido na porta, escutando Callie pronunciando seu nome de uma forma sexy e isso foi o gatilho final para ela tirar a roupa, ficando nua.
Abriu a porta sem fazer barulho e para sua sorte, o box estava aberto. Admirou as costas de Callie com várias gotículas de água, ao olhá-la Arizona sentiu uma forte agitação dentro de si, em um ponto que nunca havia sentido antes e percebeu que isso era muito mais forte que atração física, isso era amor.
Callie ainda estava naqueles devaneios de pensamentos com Arizona e se tocando. Suas mãos apertavam seus próprios seios, massageando-os delicadamente e também com força. Seus olhos continuavam fechados, sua mão esquerda deixou seu seio lentamente, passando-a por sua barriga e depois tocando em seu bumbum, apertando com força, imaginando que era Arizona quem fazia isso.
Perdida em pensamentos e toques, Callie gemeu o nome de Arizona mais uma vez.
— Ai Arizona, como eu te desejo, me toque agora! — disse baixo, levando sua mão para seu perto de seu sexo, a outra continuou tocando seu seio.
Arizona quase caiu para trás e rapidamente colocou sua mão na boca para não gritar de alegria.
Ela entrou silenciosamente no box, ficando perto da morena. A proximidade era tão grande que Callie sentiu sua respiração em sua nuca quando ela sussurrou:
— Tão perfeita, eu também te desejo Calliope e não sabe o quanto. — suas mãos a envolveram em um abraço apertado, tocando seus seios.
Callie saiu de seus pensamentes ao senti-la de verdade a tocando, suas pernas amoleceram e com isso Arizona foi seu porto seguro, a empurrando de leve para a parede, lhe dando mais apoio.
— A... Arizona, você estava aqui, quando... quando eu falei... — disse gaguejando, soltando um gemido fraco e se virando para frente, tendo a visão de Arizona nua perto de si. — O que... faz aqui?
Arizona passou delicadamente sua boca por todo o contorno de seu pescoço, levando Callie a um nível maior de excitação.
— Não consigo ficar mais nem um segundo sem te tocar, quero te fazer minha mulher, quero te mostrar como te desejo, faz amor comigo Calliope, por favor. — implorou com a voz rouca.
Arizona disse essas palavras bem ao pé de sua orelha, deixando cada parte do corpo da outra arrepiado e seus seios que antes já estavam duros, ficaram tão duros que chegava a ser dolorido.
Aquelas palavras invadiram seus ouvidos como água que invade uma casa em enchentes das bravas, explorando cada pedaço de seu corpo.
— Se não quiser é só pedir que vou embora. — Arizona falou , morrendo de medo que ela se negasse a fazer amor com ela.
Callie respirou fundo, saindo de perto da loira, ficando em uma distância pequena de Arizona, desligou o registro do chuveiro, se virou pegando uma toalha e enrolando-a em seu corpo.
Arizona sentiu seu mundo se partindo em dois, seus olhos se encheram de lágrimas que estavam prestes a explodir, mas se segurou, não queria chorar na frente dela, principalmente depois de ser rejeitada dessa maneira.
— Arizona, por que está parada aí? Vem logo!
— Tudo bem, vou para o quarto de Jane.
Callie se aproximou, deixando a toalha cair e passou seus braços pelas costas de Arizona. Ao tocar em suas costas, o toque foi tão delicado que um arrepio tomou conta da coluna dela.
— Juro que não vou ficar ressentida, talvez ainda não esteja preparada e...
Callie a envolveu com força, beijando seu pescoço, levando ela a loucura.
Arizona não entendia, tinha acabado de ser rejeitada e Callie a tocava dessa maneira, era atormentador.
Callie a puxou ainda mais para perto de si, levando seus lábios de encontro aos de Arizona, a beijando com força.
Arizona a apertava contra seu corpo com urgência, deslizando sua mão pela lateral de seu corpo, chegando em suas nádegas, fazendo o contorno e se deliciando com aquela pele morena clara que a levava a loucura.
Callie também estava indo a loucura.
— Vamos para cama. — disse perto da orelha de Callie, que apenas concordou com a cabeça.
Andando sem se soltarem, entre beijos e rizadas, Callie se deitou de costas na cama e Arizona a admirou por alguns segundos. Callie levantou os braços acima da cabeça e seu quadril se mexia levemente.
Arizona subiu de joelhos na cama e segurou as pernas de Callie, as abrindo levemente pedindo passagem. Seu corpo deslizou pelo da morena, fazendo-a soprar o ar , expelindo-o com força, ao sentir sua intimidade sendo tocada pela de Arizona delicadamente.
A loira queria a sentir por completo, deslizar pelo seu interior o mais rápido possível, mas se segurou, sabia que nessa nova fase de sua vida ela ainda era uma menininha de colo.
Callie mordia com força os lábios, aqueles toques estavam a matando de prazer.
Arizona deslizou a boca por todo o seu pescoço, lhe dando beijos demorados, passando a língua e depositando pequenas mordidas, com isso Callie se arquejava para a sentir melhor, se abrindo cada vez mais.
Arizona aproximou sua boca dos lábios dela, a beijando com muito carinho e amor.
O beijo começou calmo, até Callie abrir a boca levando sua língua sedenta de desejo para dentro de Arizona, que a chupou com gosto, fazendo o mesmo, sondando-a com a língua.
Os braços de Callie envolviam as costas de Arizona com carinho, acariciando delicadamente. Enquanto as mãos de Arizona percorria as pernas e braços dela. Estavam em um frenesi de apalpadas, carícias insanas e intensas, nada era mais proibido. Era como um rebanho de bois que fogem e nada consegue segurá-los, era isso que elas sentiam.
Quando suas bocas se separaram, Arizona disse quase sem fôlego:
— Calliope, eu te amo. — falou, um sorriso quadrado brotou em seu rosto ao se deliciar com o gosto que aquelas palavras formaram em sua boca. — Ai, eu te amo morena. — passou a mão no contorno da boca de sua amada.
Callie ficou sem palavras, seus olhos se arregalaram, só conseguiu fazer uma coisa, puxar Arizona para si e a beijar como se o mundo fosse acabar amanhã. Suas mãos a apertavam, deslizando em seu quadril, a puxando com força, fazendo suas intimidades se tocarem ainda mais.
— Também te amo, Arizona. — disse ao chupar sua orelha. — Me toca! — suplicou com a voz rouca.
Arizona depositou beijos por todo seu rosto, descendo até seus seios que tanto pediam atenção. Beijou seus seios , chupando-os sem pressa, se deliciando com seu gosto. Suas mãos foram descendo pelo seu quadril, enquanto sua boca ainda chupava seus mamilos.
Callie arqueava as costas para a sentir melhor, gemidos saiam mais altos, aquilo era música para os ouvidos de Arizona. Callie não aguentava mais, seu centro latejava, pedia por atenção.
Callie a puxou mais para cima, fazendo com que seu joelho a tocasse, já que suas pernas estavam abertas, fazendo o encaixe perfeito entre seus corpos.
A mão que a apertava desceu tocando sua virilha, Callie revirou os olhos quando Arizona a tocou.
Callie a mordeu, forte.
— Ai... des... desculpa. — gaguejou Callie.
Arizona apenas sorriu em seu pescoço e aos poucos foi a penetrando, sentindo seu centro a sugando com total desejo,
Aos poucos o ritmo tomou conta, as estocadas foram aumentando. Dentro, fora. Fora, dentro. Mais rápido, muito rápido, estocadas longas e maravilhosas.
Callie não conseguiu respirar direito, seu peito subia e descia com dificuldades quando as estocadas aumentava, parecia que fogos de artifícios estavam prestes a explodir quando estava chegando ao clímax, mas sentiu Arizona retirando os dedos de si com delicadeza e os levando a boca se saboreando com seu gosto.
Callie soltou um gemido de reprovação, fechando as pernas e com isso Arizona sorriu ao se agachar.
— Muito saborosa. — sorriu.
Arizona chupou seu lábio inferior e quando sentiu as mãos de Callie em sua nuca, se desvencilhou, descendo devagar com suas carícias pelo corpo da outra.
Arizona chupou um de seus seios, mordeu sua coxa interna e sem mais delongas, abriu as pernas de Callie novamente, levando sua boca até seu centro, fazendo com que ela temblasse de prazer.
Aquilo era maravilhoso, Callie já tinha feito sexo oral, mas com Arizona era completamente diferente, pois ela sabia o lugar certo, onde chupar, adentrar e principalmente onde lhe dar o maior prazer.
Sua língua adentrava em seu interior, fazendo com que Callie soltasse um enorme gemido e seu corpo começou a se contorcer. Agora sim libertaria todos aqueles fogos de artifícios que estava a queimando por dentro. Seu rosto pegava fogo, até que foi liberado, seu corpo se estremeceu por completo, sentindo os espasmos de prazer.
Ela se recuperou, respirou fundo e puxou Arizona para cima, ficando lado a lado com ela, seus olhos se encontraram. Callie tinha uma gotinha de suor que escorreu até sua bochecha, fazendo com que Arizona passasse o dedo.
— Calliope, uau, gostou? — perguntou, puxando o ar pela boca.
— Arizona Robbins, você sabe como fazer uma mulher gozar, ai como sabe. — começou a rir.
— Fazer amor com você é simplesmente maravilhoso, eu não sou uma mulher de fazer amor, chegava e fazia sexo, fodia mesmo, buscava o prazer próprio, mas hoje foi diferente, queria te dar prazer. — Callie abriu a boca para falar algo, mas se calou. — Talvez saber disso, a deixe confusa, mas quero começar do zero com você, não quero que seja apenas mais uma que levei para cama, por você conheci o amor Calliope Torres. — Callie continuava com a boca aberta. — Ai Callie, fala alguma coisa, você não gostou? É Isso? Se for isso é só falar e eu nunca volto...
— Cala boca Arizona. — disse rindo, pousando a mão em seu braço que gesticulava sem parar. — Foi maravilhoso, antes eu pensava que nunca daria certo com uma mulher, mas estava enganada, foi tão natural, tão perfeito. — Callie passou a mão por toda lateral de seu corpo, deixando rastros quentes. — Eu posso... Hã, eu posso tentar? — perguntou sentindo os fogos de artifícios voltando só de pensar em tocá-la.
— Ei, não precisa pedir, sou completamente sua, Calliope.
Callie deslizou seu corpo para o dela, fazendo com que Arizona soltasse um suspiro ao senti-lá, seus seios se roçavam e era delirante.
Callie aproveitou cada centímetro de sua pele, a beijando e chupando, deixando várias marcas naquela pele branca como o leite
Ela se apoiou nos cotovelos e olhou Arizona que mordia o lábio com força, Callie sorriu, a sensação era incrível. Sua boca desceu do pescoço da loira para os seios enrijecidos, abrindo a boca, o chupou, roçando seu bico com força.
Arizona segurou sua cabeça a apertando contra seu seio, Callie se afastou e passou para o outro seio, porém nele ela se demorou menos. Sem aguentar mais, Arizona procurou sua mão que estava em cima de sua cabeça para ter mais apoio, a envolveu, apertando seus dedos. Sem delongas e nenhum pudor, Callie se colocou entre suas pernas, onde seu centro latejava, pegava fogo. Callie estremeceu com o contato, ao sentir ela tão molhada, se abrindo, era inebriante.
— Quero te sentir dentro de mim. — seus olhos se encontraram com os de Callie que cresceu um brilho de luxúria.
Sem precisar falar duas vezes, Callie a penetrou. No começou com um pouco de medo, mas ao perceber como Arizona se abria, gemia e se contorcia debaixo dela, todos os medos se foram embora, se deixou levar pelo prazer e deu prazer a Arizona.
Jane andava pela ponte com Maura, já estava escurecendo, quando saiu de casa estava bem, mas agora sua cabeça estava a mil, pensar que o Fernando estava solto a deixava preocupada, nunca sentira tanto medo em sua vida.
Antes era só ela, então não se importava muito com o que poderia fazer com ela, pois Jane sabia se defender. Antes tinha sua família, mas ela os conseguiu proteger até então. E agora tinha Maura, Callie e Arizona também. Nunca imaginou que eles pudessem vir atrás de Maura, ela não conseguiu protege-lá. Mas agora não podia deixar que Fernando e Hoyt e quem mais tivesse junto deles, as machucassem. Lutaria com todas suas forças para proteger as pessoas que ela amava.
Maura vinha bem ao lado da detetive.
— Jane eu….
Jane saiu correndo, levou um segundo para Maura entender por que ela corria dessa maneira. Um rapaz a frente se parecia muito com o Fernando .
Jane em um surto de adrenalina pulou no rapaz e com isso os dois caíram rio a baixo, a ponte estava a uns cinco, seis metros de altura. Maura soltou um grito e começou a pedir ajuda.
Seu coração acelerou, mal conseguia enxergar os números no telefone, só se acalmou ao ver Jane aparecendo na margem, sem pensar correu para lá.
— SUA IDIOTA! Como ousa pular desse jeito? — gritou Maura brava e com lágrimas caindo por seu rosto.
— Ai, não pulei. — se arrastou para fora, seu braço doía, o rapaz apareceu ao seu lado, tossindo e cuspindo água.
— Sua maluca, o que eu fiz? Estava de boa andando por aí e vem você toda maluca correndo atrás de mim, POR QUÊ? — perguntou o rapaz.
— Qual seu nome? Inteiro.
— Ivan Fernandes Charles e você?
— Foi mal, sou policial e confundi você, mas tudo bem, te pago um café.
— Está de brincadeira? — Ivan se levantou e saiu andando rápido.
Maura a encarava incrédula.
— O que foi? Por que me olha assim?
— Você é completamente idiota! Não pensou em ninguém ao pular da ponte? — falou limpando as lágrimas que insistiam em cair.
— Não, deveria ter pensado?
— E não deveria? Você tem pais, irmãos, uma família que te ama.
— Eu sei nadar e não, não pensei neles. Pensei nas moças, nas famílias que poderião não ter sofridos com o Hoyt e todos seus cúmplices.
— Não pensou nem em mim, eu quase morri ao te ver pular. — Seu olhar estava tão triste.
Maura sentiu uma dor tão grande no coração ao ver Jane pulando da ponte. Por um momento achou que nunca mais veria a amiga, pensou que Jane nunca saberia de seus sentimentos por ela. Não aguentando mais esse sofrimento e nem suportando olhar para Jane que parecia não sentir nada, Maura deu meia volta , indo para longe de Jane.
— Maura volta aqui, Maura…. — Jane gritou.
Maura estava muito insegura para dizer o que realmente sentia. Tinha medo de que se contasse a verdade sobre seus sentimentos a Jane, ela não aceitaria e iria querer ficar longe dela. No fundo Maura preferia ter Jane como uma amiga e ficar do seu lado, do que revelar seus sentimentos e perder essa linda amizade de Jane.
Já mais tarde, por volta das 9 horas da noite, se reuniram todas na casa de Jane e Arizona, Maura preparara um jantar delicioso, abriram vinho tinto e havia muita conversa . Arizona chegou a conclusão que seria muito melhor que Jane saísse um pouco da cidade, esvaziar um pouco a mente, é claro que Jane recusou, não queria sair de perto do caso, queria colocar as mãos logo nele, mas como ela era a principal vítima, o chefe achou melhor afastá-la.
— Não pode me afastar do caso. — gritou pelo telefone quando ele lhe ligou.
— Eu mando, você obedece. — Antes de deixá-la responder, desligou o telefone, Jane esbravejou e atirou o celular longe.
— Vai ser melhor, lá o lugar é maravilhoso. — Arizona tentava animá-la, mas era impossível.
— Olha se quiser, vamos todas! — falou Arizona. — O que vocês acham? Callie, você trabalha até que horas no sábado?
— Trabalho até as sete horas da manhã, depois estou livre. Vamos poder ir, bem cedinho. — respondeu Callie animada.
— Não posso ir, tenho que ficar a par de tudo, imagina se o pegam, quero estar aqui.
— Ele não vai escapar novamente e quando voltar você vai encontrá-lo, vamos por favor, não estrague a viagem para as outras, olha os olhinhos da Callie. — pediu Arizona.
— Vamos Jane, vai ser perfeito. — Maura a encarou.
— Não e pronto!
— Ai, você não sabe se divertir, não sabe relaxar, só fica com suas roupas pretas e deprimentes, por isso que não tem namorado.
— Nossa, essa doeu, eu me divirto muito, minhas roupas são um máximo e não tenho NAMORADAS porque não quero. Tudo bem, vamos para o tal lugar.
Passou alguns dias e já faltava pouco para partirem, elas iriam passar um fim de semana em uma fazenda luxuosa que pertencia aos pais adotivos de Maura.
Jane insistira que queria dirigir, o caminho não era difícil, então Arizona ajustou o GPS e quando estava entrando no banco de carona, Callie a chamou:
— Arizona pode vir atrás comigo?
Arizona estava com meio corpo para dentro do carro.
— Tudo bem.
Maura jogou um olhar matador na amiga, sabia o que ela pretendia.
— Não me olha assim, mas preciso perguntar sobre uns assuntos do hospital.
— Tudo bem Calliope. — respondeu Maura.
Callie franziu o nariz entrando no carro e Arizona adorou a ideia de ir atrás com ela.
Ver a calmaria do lago, deixou Jane calma, uma paz enorme a envolveu
— Te disse que o lugar era renovador. — Arizona a envolveu por trás, a abraçando. — Não precisa ficar apavorada, temos seguranças e são bons, ele nunca vai te encontrar aqui, somos quatro, fora os guardas. Fernando não iria me aguentar gritando, Callie é muito boa no bisturi, Maura, bem ela não sei e você é boa com armas, então não se preocupe, tire esse dia para relaxar, não vou falar que vai ser fácil, mas tente, por favor e só para você saber Maura gosta de você.
— Também gosto dela e de vocês.
— Não dessa mesma maneira, não acredito que você ainda não percebeu, Jane você é tão esperta, mas ao mesmo tempo, é tão lerda. A maneira como ela te olha, a Callie faz de tudo para vocês ficarem juntas, mas parece que tem uma venda tapando seus olhos, nem acredito que já dormi com você. — Arizona soltou uma risadinha fraca e com isso arrepiou os pelos da nuca de Jane.
— Tenho medo de tentar algo, uma vez eu tentei e ela se afastou, não quero perder ela, como já quase te perdi Arizona. Mas se ela tivesse gostando de mim de um outro jeito, por que não fala?
— Ela está falando, mas com gestos, só basta você abrir os olhos e verá.
Ambas ficaram em silêncio por alguns minutos. Jane pensava em Maura e nos momentos que passaram juntas e chegou a uma conclusão sobre tudo que estava acontecendo.
— Arizona, você tem razão, não vou deixar Hoyt, Fernando e nem que ninguém me deixe para baixo, pelo menos não hoje e nem amanhã, tenho minhas amigas, a mulher que amo, vou ser feliz, eu mereço ser feliz.
— É assim que se fala garota.
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