Tsuki And Hoshi
2 Uma nova casa um novo futuro.
Notas iniciais
Deixei que Shinnosuke-kun dormisse em casa apenas aquela noite sem que meus pais percebessem. Disse que pela manhã do dia seguinte ele poderia sair pela janela e esperar que abrumasse as coisas para a viajem. Como ainda era de tarde, liguei para minha mãe pedindo duas passagens de avião e as passagens de alguns ônibus que teríamos que tomar até chegar no destino. Minha mãe disse que apenas passagem de avião já bastaria pois uma empresa do trabalho dela nos levaria, facilitando muito nossa viajem. Disse para ela que iria viajar com um colega que iria estudar comigo então ela não questionou.
Não entendo minha mãe. Numa empresa tão boa que ela está, porque fica casada com um cara como meu pai que não trabalha nem nada? Vai entender?!
-Shinnosuke-kun, o que vai levar para viajem se você não vai mais voltar para sua casa?
-Eu? Ah, vou levar essa mochila que eu trouxe apenas.
-E o que tem nela?
-Roupas e um pouco do dinheiro que eu tinha economizado. Só não sei como vou pagar a passagem de avião. .-.
-Ah não se preocupe com isso, minha mãe já se encarregou disse pequeno detalhe. E o apartamento já está todo mobiliado e com comida na geladeira que ela pediu para colocar lá.
-Sua mãe é boa de vida em.
-Deveria mais ela gasta muito dinheiro com luxo. Um pecado muito comum atualmente, mas muito grave também.
-Você acredita nas leis de deus?
Não o respondi, apenas me virei e comecei a arrumar minhas malas para viajem. O mais importante era deixar garantido o espaço dos meus livros de vampiros e demônios, mangás yaois e shoujos, DVD’s de animes variados etc. Acho que sou aquela que chamamos de viciada. Eu sou um tipo de Gothic lolita, ou apenas gótica, ou até mesmo chego a kei, mas não me venha com aquela historinha de “você é emo”. Não tenho nada contra, até admiro mas agora todo mundo é emo? Que coisa é essa?
Mudando de assunto, continuei a arrumar minha mala e Shinnosuke-kun ficou apenas me observando de uma cadeira ao longe enquanto incansavelmente olhava para rua pela janela entre aberta.
Desci até a cozinha e peguei um copo de água, só de relar a água na ponta da língua não sei como mas eu conseguir engasgar. Comecei a tossir tanto que minha garganta doía em um ato de tentar respirar comecei a cuspir sangue. Shin desceu correndo as escadas para me ajudar, levantou minha cabeça para o alto e jogou leite na minha boca desvirando rápido minha cabeça, o que fez a irritação da minha garganta parar.
-O que houve Ryu?
-Eu só engasguei.
-E esse engasguei é normal? Nunca vi alguém engasgar deste jeito!
-Deve ser a poeira de lá de cima, no mexer com malas e roupas devo ter atacado alguma alergia ou algo assim.
-Você está bem?
-Sim, prometo que vou tomar mais cuidado, ok?
-É bom mesmo.
-Haha, não me faça rir. Só está preocupado pois sem mim você não poderá viajar.
-Não é verdade, estou preocupado pois eu me importo com você, se não nem pedir ajuda por aqui eu pediria.
-Me desculpa, só estou um pouco assustada, vou me acalmar mais.
Ele olhou nos meus olhos e novamente como cedo me tomou em seus braços encostando o queixo no meu ombro, senti um cala frio mais correspondi ao seu abraço. Então foi pela primeira vez que vi que alguém se importava realmente comigo. Quebrando o clima lembrei que eu deveria continuar a arrumar as malas, e disse a ele que deveria ficar escondido no meu quarto para meus pais não descobrirem que estava lá em casa.
Ao chegar à noite consegui arrumar tudo o que precisava, encomendei uma pizza, pois Shin estava com fome com certeza, o coitadinho nem me lembrou disso. Quando a pizza chegou Shin parecia um cãozinho de rua que nunca comeu na vida. O-O
-Porque não me avisou que estava com tanta fome? Eu estava tão entretida com meu trabalho que nem vi as horas passarem.
-É porque não queria te atrapalhar, acho que já dei trabalho o suficiente.
-Não, não, está tudo bem, alem do mais, eu já estava pensando em me mudar para lá mesmo. Eu sempre quis ser a dona da minha própria vida. Odeio quando meus pais tentam se meter nela.
-E eu odeio meus pais. Com certeza.
-Mas você gosta dos seus irmãos não é mesmo?
-Meus irmãos? Há... Não me faça rir, ontem mesmo eu joguei uma faca em Junye sem dó nem uma.
-E o que aconteceu?
-Acertei a perna dela. Não foi nada grave, meus pais fizeram eu ficar o dia todo no psicólogo, aquele velho do caramba me fez ficar a tarde toda falando com fantoches. Espera eu conseguir manusear uma arma, e meto bala naquele velho.
-Você vai me fazer ficar com medo agora! O.O (medo)
Ele levantou a mão e balançava-a para cima e para baixo dizendo para que eu não me preocupasse. Então acabei de comer e fui falar com a minha mãe que acabara de chegar com as passagens, disse-me que me deixaria com Shin no aeroporto, que não nos exportássemos que logo cedo já estaria de pé para nos levar. Avisei a ele que deveria se arrumar cedo para fingir que veio a minha casa de manhã e foi isso e fizemos.
De manha lá estávamos. Já no aeroporto nossas malas estavam sendo guardadas, coisa que precisássemos ficavam perto de nós. Sentamos lá no fundo. Foi sempre tão excitante sentar no fundo. Principalmente nos ônibus escolares! Sempre em excursões estávamos sentados no fundo. Shin se sentou do meu lado, eu fiquei na janela. Gostava de observar a paisagem.
O que me preocupava era meu gênio. Não conseguia ficar parada de jeito nem um, mesmo ouvindo música sempre tinha que estar mexendo as pernas às mãos, sei lá era uma mania doida. Vivia levantando-me do lugar. Shin até achou que avia algo errado comigo mais o confortei dizendo que era apenas uma mania. Então disse que podíamos ir tomar um café ou comer algo no restaurante do avião. Pelo que me lembro aquele avião era o maior e mais novo modelo que criaram. Ai eu pensava, “será que somos cobaias?”.
Nossa lá era realmente belo, tinha até a tal sorveteria famosa que eu nem consegui me lembrar o nome.
-Que tal um lanche Ryu-chan?
-Lanche de que?
-Há... não sei, que tal um x salada?
-Tem muitas folhas de alface!
-Então eu gosto e vou pegar lanche e você vai comer o que?
-Quero só batata frita.
-Depois vem chorar para mim que está gorda!
-Se eu estou gorda ou não é problema meu não é mesmo?
-Não seja má, e se é porque vem chorar para mim?
-É porque você é meu amigo e acho que gostaria de resolver meus problemas.
-Há folgadinha você em.
(Risos)
Então me sentei e comi batatas fritas como uma criança que nunca comeu batas na vida, mas normal é claro. Então de longe ouvi no radio uma música que eu sempre ouvia na nos meus 12 anos. Rewrite, já ouviu? Só sei que me lembrou do tempo que eu estava começando a virar uma garotinha doida, ou seja, lá o que for. Então me sentei perto da janela olhando as nuvens bem de perto. É um sensação tão empolgante quando não se tiver problema algum te atormentando. Quando de repente uma imagem me veio à cabeça, algo que nunca tinha visto na vida, tipo alucinação. A imagem de um mulher com cabelos compridos e negros, mas essa imagem não era uma imagem como varias outras que já vi. Metade dela era como se fosse um esqueleto, ou melhor, metade dela só aparecia um esqueleto. Na sua mão segurava um crânio. Coisa sem noção que vejo não é mesmo? Algo de minha imaginação brincando comigo. Sabe quando sua mente começa a viajar? Inventa pessoas a situações? Acho que estou vivendo muito isso ultimamente. Deve ser a adolescência. Ou é apenas minha loucura voltando a me assombrar.
-Ryu, no que estava pensando?
-Eu? Em nada, só estava no mundo da lua sabe?
-Sei sim ultimamente acho que você nem mesmo esta prestando atenção no que eu andava a falar, você tem certeza de que está bem?
-Que usa “a falar”?
-Horas, eu uso de vez em quando.
Ao olhar para traz vi uma luz piscar então de curiosidade fui ver o que estava havendo. Disse para shin não se preocupar que logo voltaria. Quando cheguei ao local da luz não avia nada a vista, era apenas uma sala vazia, com uma caixa apenas endereçada a um tal de Shinob Kusajii, quando mais eu olhava para caixa mais ficava curiosa para ver o que tinha dentro. Então, sem resistir à tentação abri a caixa ser hesitar. Quando abri a caixa uma cobra pulou de dentro dela e picou a minha mãe, a dor era tanta que fiquei sem reação. Shin apareceu atrás de mim gritando e pedindo ajuda, depois não vi mais nada. Minha mente se apagou por completo e não via mais a luz, quando um pontinho de luz vermelha surgiu em frente aos meus olhos, e d=novamente aquelas visões estranhas voltaram. Mas esta foi um pouco diferente, não era uma imagem e sim algo que se movimentava. Então aquele pontinho vermelho se tornou uma grande quantidade de sangue que jorrava por de baixo de um porta. A porta se abriu e uma mulher esbelta, caucasiana de olhos vermelhos como o sangue e seus cabelos curtos e avermelhados saiu de lá gritando com suas mãos sujas de sangue. Minha visão se movia, eu adentrei o quarto que a mulher acabara de sair e vi uma criança morta. Provavelmente foi esfaqueada sem dó nem piedade. Será que a mulher que saiu agora a matou? Ou apenas a encontrou morta? Ah não sei o que aconteceu mais a curiosidade me corroia por dentro mesmo não tendo jeito de fazer nada em relação a isso.
Quando acordei já estava em Morioka, estava deitada no aeroporto.
-O que aconteceu?
-Você dormiu quase que a viagem inteira.
-Mas... Que? E a cobra?
-Do que está falando? Acharam você dormindo em uma sala do lado de uma caixa de flores. Você anda delirando viu.
Levantei-me rapidamente e olhei ao redor. Então fomos de táxi para meu novo apartamento.
Chegando lá, o lugar era bem bonitinho até. Só teria de me acostumar com um novo lugar, seria rápido e fácil. Mas ultimamente com essas coisas que me vem acontecendo isso vai se tornar um pouco problemático.
A sala era bem iluminada, eu estava no 13º andar, então a janela era bem alta e dava para se iluminar a casa inteira. Avia apenas um quarto e umas duas ou três salinhas vazias, na qual uma delas seria o quarto de Shin. No apartamento tinham dois banheiros. Um no meu quarto e outro no fim de um corredor de salas.
Alojamos-nos e eu resolvi ir fazer comprar, pois nada de bom avia naquela geladeira. Nada como, bata frita, hamburguês, bolo, sorvete, etc. Acho que Shin nem me ouviu e com sua mania continuou a olhas pela janela. Não sei o que de tão interessante avia lá em baixo.
Na ida ao supermercado a imagem daquela mulher veio novamente a minha cabeça e então a imagem que avia visto mais cedo também, mas elas se fundiam de tal forma que me fazia achar que o crânio que a menina levava na mão era da tal mulher dos cabelos vermelhos, mas nada podia provar. Apenas minha imaginação brincando comigo novamente, já era de se esperar.
Comprei algumas coisas no departamento de doces e quando me virei para ir comprar pó me deparei com ma colega minha de muito tempo, mais estava sem saber se era ela mesmo pois as vezes as pessoas mudam de uma tal forma e outras continuam do mesmo jeito não é mesmo. Então não me arrisquei em perguntar. Foi quando sai andando e alguém me cutucou. Virei para traz e lá estava ela. Me olhando como se me conhecesse mesmo.
- Riuyshi é você?
-Ahn, sim sou eu. E você é Hinata não é mesmo?
-Sim, estudamos juntas de segunda a quinta série. Nossa como você mudou, não parece mais àquela garotinha bobinha que só pensava em agradar os outros, e mesmo certa abaixava a cabeça.
-É as pessoas mudam. E você não mudou muito, parece o mesmo rosto e jeito de sempre não é mesmo?
-Sim, sim, acho que sou muito folgada para mudar agora. Essa já é minha marca registrada. Então, já está trabalhando ou algo assim.
-Estou no ramo de desenhos e arquitetura, mas ainda não os ponho em pratica. E você?
-Ah eu? Eu estou trabalhando como nutricionista ultimamente. E vejo que suas comprar não são muito saudáveis.
-É apenas o que estava faltando na minha geladeira.
Aos poucos Hinata me irritava mais com aquele seu jeito, “eu estou certa e ninguém pode negar”.
-Bem eu vou indo, nos encontramos por ai.
-Tchau, Tchau Riuyshi!
Então me aprecei para fazer minhas comprar e sair logo dali. Voltei para casa com um olhar melancólico. Parecia-me que eu joguei pedras na cruz depois a derrubei e logo após sapateei em cima. Não pode ser. Por que coisas ruins acontecem de uma vez?
E sinto que está apenas começando!
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