Três Almas

27 Mini capítulo do Hatori


Notas iniciais
Sobre a perspectiva desse personagem: Hatori

Eu estava com um soldado no jardim. Minha mãe fazia questão de alguém sempre acompanhar durante minhas saídas do castelo, pois eu sou o portador das sete espadas e mesmo sem ninguém ainda, exceto a minha família, poderia ter riscos se eu sair sozinho.

Apesar de que sou muito forte para minha idade, mas eu não gosto de discutir essas coisas com minha mãe, na verdade eu não gosto de discutir com ninguém. Hoje foi um dia especialmente chato. Eu estava no castelo dos lutoffor’s , eu sempre vinha aqui, pois minha mãe tinha muitos assuntos a tratar com essa família.

Eu senti algo. Uma forte magia e sai correndo para ver o que era, deixando meu guardas fora de vista.

— O QUE??? – gritou uma garota loira, tão loira que até os cílios delas eram claros. Ele tinha a pele clara e aveludada. Os olhos em um tom de azul abaixo da cor dos meus olhos – ABRE!!! SOCORRO! – era uma garota muito bonita, mas o que fazia no jardim do castelo dos lustoffor?

—Parada! – eu disse tentando fazê-la parar de gritar, o soldado que estava comigo estava a alguns metros distantes, atrás da parede me procurando, de modo que ele não conseguia ver a garota, nem sentir a magia, eu senti por causa da minha habilidade com as espadas. –Quem é você? – perguntei, pois ela poderia ser uma conhecida da família que morava aqui.

— Sou uma mendiga! – disse a loira, mas lógico que não acreditei, nunca vi um mendigo limpo e com roupas que pareciam ser de alta qualidade.

—Como uma mendiga entrou no castelo dos onedara’s? — tentei ver se ela assumia a mentira, e falei que era o castelo de minha família para ver se ela desconfiava.

—Onedara? – a loira perguntou animada e chegou perto de mim, mas eu fiz posição de defesa para ela afastar-se de mim, pois o soldado estava me olhando, mas ele nem pareceu notar – Você é um onedara?

—Sim- respondi — Qual seu nome? – eu tinha que saber quem era ela e como entrou aqui.

—Luna. – ela respondeu sorrindo, um sorriso sincero, como se tivesse orgulho de seu nome.

—De onde vem luna? – persisti em saber a identidade dela.

—De qual parte você é dos onedara’s? – ele ignorou minha pergunta e fez outra com os olhos brilhando de curiosidade.

—Parte? – perguntei tentando entender o que ela quis dizer.

— Tem três! Os Onedara’s puros, Onedara’s e Lustoffor’s, Ondedara e Scarlet’s! – ela disse quase pulando.

— Parte? –eu ri pelo jeito que ela denominou as divisões – Os Onedara’s vivem juntos, mas têm três partes de apoio, eu sou dos que apoiam os Lustoffor! – eu expliquei para ela, apesar de não conhecer ela e nem saber suas intenções essa era uma informação publica, então não tinha problema ela contar.

—Então você conhece a criança das espadas! – disse ela chegando mais perto de mim. E eu estranhei a pergunta, mas não queria ter que apelar para os guardas.

— Senhor? –o soldado que me acompanhava me chamou, ele percebeu algo estranho.

—Fique ai! Eu vou dar uma volta, está tudo bem! –eu falei em voz alta e serio para que ele entenda minhas ordens – Vamos sair daqui. – eu chamei a Luna para irmos para um lugar mais reservado, com menos gente. Eu saberia que minha mãe iria me interrogar pelo fato de eu ter saído desacompanhado.

Fomos para um jardim fora do castelo que estávamos, passei pela porta de trás que estava com guardas, mas eles nem deram bola para duas crianças, mesmo Luna sendo loira eles nos deixaram passar sem problemas.

— O que você quer com o portador das espadas? – eu disse finalmente tentando entender se ela era uma inimiga ou não, pois ela era loira e a maioria dos loiros eram Preminger’s e essa família tinha matado meu pai. Mas como sei medir meus atos, eu não faria nada até ter certeza de quem era ela.

—Eu o quero como aliado! – ela se virou para mim animada, como alguém poderia ser tão feliz ao ser interrogada? – Ele tem o poder de meu povo, você sabe que as espadas são originais dos dragões, não é?

—Seu povo? – eu perguntei serio, pois as minhas espadas eram originais dos dragões e era impossível ela conhecer um dragão.

—Sou um dragão! – ela disse e eu fiquei com vontade de rir, mas me contive, pois comecei a achar que Luna era louca.

—E eu uma raposa. – eu falei com um tom irônico querendo ver como ela reagiria.

—Que bom! Somos de raças diferentes! – ela disse irônica, e eu percebi que ela era bem inteligente.

— Quantos anos você tem? – perguntei tentando puxar o assunto de novo para o rumo de interrogatório se fosse um dragão ela deveria ter muita idade, aparência dos dragões era enganosa.

— Eu tenho nove e você? – ela respondeu naturalmente como se fossemos amigos conversando.

— Onze. –eu olhei desconfiado com todo historia que ele me contava — você é bem jovem, se é um dragão me mostre sua forma dragão. – disse por fim para derrubar a mentira dela.

—Não posso, eu tenho que ir para casa! –ela disse olhando para os lados meio desorientada – Só não sei como.

—Você deve ter sofrido muito como mendiga e ficou louca. – eu falei calmo e ao mesmo tempo muito surpreendido pela criatividade dela.

—Escuta aqui... GAROTO! – ela falou meio braba no tom de voz.

—Hatori! – eu falei para ela – Meu nome é Hatori Onedara. Você não me disse seu sobrenome. – ainda tentei interrogar ela.

— Lunally Dragnell. – ela respondeu um nome diferente.

— Não era luna? – eu perguntei, mas sabia que “Luna”, era abreviação de “lunally”, um apelido provavelmente.

—Todos me chamam assim é meu apelido! – ela respondeu ainda meio braba comigo, mas a feição de braba dela era realmente encantadora, ela era muito curiosa, eu queria saber mais sobre aquela loira.

—De onde você veio? – eu tentei mais uma fez achar a identidade dela.

—Toma! – ela me entregou um colar, eu percebi que não era um ferro muito comum, era forjado por dragões, mas havia vários assim nesse mundo – Ele foi forjado com meu fogo de dragão. – disse ela por fim confirmando minha suspeita. –Qualquer mago do fogo pode dizer que é fogo de dragão!

—Eu sei! – eu olhei para ela – Eu sou um mago do fogo. – falei para ela entender que eu já havia percebido do que se tratava o colar.

—Viu! É de dragão. – ela falou como se tivesse provado uma grande tese ao mundo.

—Existe varias medalhas assim nesse mundo. – Falei para ela, como se ela não soubesse, tinha tribos antigas, milenares, que tinham vários artefatos de dragões — Os dragões existiram, isso é fato, tem as sete espadas do fogo do dragão de kalaram para provar isso. –olhei atentamente nos olhos dela para ver a reação – Você pode ter achado em qualquer lugar essa medalha. – eu revelei, pois era um grande comercio artefatos de dragões.

—Você é burro? – ela disse braba, eu nem esquentei pela acusação, a feição dela era tão fofa que parecia que ele estava brincando comigo – Essa medalha é nova, e para o começo de conversa não é o fogo do kalaram! É o fogo dos sete conselheiros de kalaram, as espadas foram banhadas pelo sangue de kalaram, após a morte dele! Assim como minha medalha foi banhada! – eu havia percebido que era nova a medalha, mas tinha truques que as tribos usavam, então era possível ter coisas assim, mas o que me surpreendeu foi ela saber coisas detalhadas sobre os dragões, essas informações ficaram restritas durante muito tempo para população. Ela poderia ser uma espiã, dos preminger.

—Você sabe muita coisa sobre dragões para uma mendiga. – falei calmo, mas sabia que ela tinha algo a mais a dizer.

—Eu te disse sou um dragão e não uma mendiga. – ela insistiu na fantasia que criou, mas percebi algo diferente nela, pela minha espada roxa, ela tinha selos, pelo corpo todo! Eu percebi que era humana, mas poderia ser um selo de ilusão, o que era a Luna?

— Você é mais do que isso, você selos de ocultismo no seu corpo. – eu falei meio que desafiando ela – Nem sei se você é um Humano por causa desses selos.

— Kalaram, porque me deixou abrir a porta? – ela falou olhando para o céu e uma espécie de portal se abriu, tinha um esqueleto de dragão gigante do outro lado do portal em uma sala com sinais que eram iguais os dos altar dos dragões que tinha na divisão um – Tchau Hatori! – ela disse e entrou no portal.

— Eu sou o portador das espadas. – eu revelei acreditando mesmo na historia que ela me contou e a porta se fechou.

Corri de volta para o castelo, eu tinha que contar para minha mãe que eu vi um dragão!

Minha mãe não acreditou, ela disse que eu fui enganado e me repreendeu por ter me colocado em perigo. Conforme o tempo eu percebi que era uma louca ou uma Preminger tentando me iludir. Eu preferia achar que era uma louca.

—_*-*____

Eu entrei na sala do castelo preto da primeira divisão e tinha pessoas acorrentadas no corredor, uma magia estranha, mas levemente familiar.

—Hatori, resolva isso! Eu vou entrar – falou margarida entrando pela sala com seu filho.

Eu acendi a chama primaria, pois eu não iria acender as espadas agora, causaria muito tumulto tê-las no céu. Queimei as correntes facilmente e entrei na sala quando margarida me gritou.

Alem de alguns dos lideres das divisões estarem lá, tinha uma garota, loira, tão loira que até os cílios eram claros, era linda.

Notas finais
E ai? Gostaram?