Três Almas
28 27° Capítulo
Notas iniciais
Ontem foi um longo dia, eu nem me lembro quando fui dormir e acordei de madrugada, quase 5 horas da manhã.
Fui para a sala de café da manha e adivinha quem encontrei? Lisa. Ela estava morando aqui com Daniel.
—Bom dia! – eu disse para ela.
—Bom dia Luna. – ele respondeu – acordou cedo hoje.
—Bem, acordei do nada e não senti sono, e você?
—Briguei com o Daniel.
Eu olhei de forma transtornada para lisa. Como assim eles brigaram? –O que houve Lisa? – eu sentei-me do lado dela.
—Daniel se preocupa com coisas que não tem que se preocupar. – Lisa disse.
—Ele é assim mesmo. – eu falei tentando entender o motivo da briga – Isso é porque Daniel é como um professor, ele se preocupava até com o modo que eu segurava o lápis.
—Não é sobre os dragões. – lisa me explicou – Laila, Helias, Benezeu , Roxane e eu, estamos fazendo um ótimo trabalho na coordenação das atividade e responsabilidade do governo. – ela olhou para mim – Ele está é preocupado com você! Não que seja ruim, eu também me preocupo, mas Luna você não fez nada de errado.
—Eu sei, o Daniel vive implicando comigo. – eu tentei ser engraçada – Ele tem complexo de irmão mais velho.
—O fato é que, ele não aceita que você deva... – Lisa hesitou, mas eu levantei a sobrancelha incentivando ela a continuar – Ele não quer que você encontre os preminger’s.
—Entendo – eu falei vendo o motivo pelo qual Daniel estava tão revoltado comigo, por ter ido a terra sem avisar. Ele tinha medo que eles me pegassem como experiência de novo.
Eu e Lisa tomamos café da manhã, as tias da cozinha acordavam muito cedo, então já tinha comida para nos duas saborearmos.
Hoje eu iria para terra, mas antes eu iria falar com meus pais, eu senti o portal abrir de novo, Túlio já tinha ido para terra. Esse era o motivo do portal abrir.
—Mãe? – falei correndo até ela e abraçando – Vou partir em breve.
—Mamãe já está com saudades. – Laila me abraçou mais forte.
—Eu também! – disse Helio chorando de forma engraçada e abraçando todos nós –Você tem que vir para cá pelo menos duas vezes as dia.
—Pai, você sabe que às vezes não vai ter jeito. – eu disse rindo da cara dele – Mas vou visitar vocês sempre.
Eu conversei um pouco com meus pais até Daniel e lisa chegarem, peguei a mão do Daniel e puxei-o para um canto.
—Escuta aqui anão! – eu disse e Daniel fez uma cara de gente braba e eu nem dei a chance dele protestar -Eu sou forte! Ninguém vai me machucar, nem dragão, nem humano – eu olhei bem para cara dele –Nem Dhiren, nem preminger! Entendeu? – Daniel tentou fala algo mais eu não deixei novamente – Você não vai ficar discutindo com lisa! Estamos entendidos? – fiz uma cara de reprovação – Você não vai ficar enchendo meu saco pelas minhas atitudes! Confie em mim! Eu só vou trazer sucesso para meu povo! – falei me achando.
Daniel riu, eu percebi que ele ficou um pouco menos tenso, esses dias pareciam que ele iria explodir a qualquer momento. –Ok! – disse Daniel – Eu sempre confiei em você, irmã.
Depois de muitos dragões e dragonas chorarem eu abri o portal. Eu estava na terra.
—Dessa vez acertei o caminho! – vi o grande castelo preto na minha frente.
—Eu sempre vou ser a primeira a ver você? – disse July sorrindo e vindo ao meu encontro. Ela parecia estar de bom humor, mas eu iria me desculpar com ela, pois eu devo ter colocado ela em uma má situação.
—Parece que sim – eu respondi rindo –Eu queria pedir desculpa. Sinto muito July. – eu falei esperando ela aceitar minhas palavras sinceras.
—Por quê? – July pareceu confusa.
—Você deve ter sido repreendida por causa... Você sabe... Eu ser um dragão e tal. – falei sem jeito.
—O que? – July me olhou indignada – eu ganhei um premio tão grande por ter achado um dragão que eu nunca mais vou precisar trabalhar, nem minhas próximas cinco gerações.
—Premio? – perguntei curiosa.
—sim, existem vários prêmios para pessoas que acham ou fazem coisas extraordinárias. – explicou July – E eu achei você!
—Porque você confiou em mim? – perguntei curiosa e animada.
—Eu tinha certeza que você não era Preminger, bem você é, mas não é má, entende? Porque nenhum doido atacaria os Onedara’s em sua casa! – July disse orgulhosa de sua família – Sabe, você me pareceu se gente boa, tinha uma áurea boa, então resolvi fazer amizade!
—Eu fico feliz por ter gostado de mim. Vamos ser ótimas amigas! – eu respondi sorrindo.
—Vamos ver os outros? – july perguntou.
—Outros? – eu perguntei confusa, e segui a July que já começou a andar para dentro do castelo.
—Você sabe o Helio, Hatori... –ela explicou.
—Espera, eles não moram em outra divisão. Você não mora da divisão três? – perguntei e me lembrei da primeira conversa que tive com hatori.
—Não! – disse July rindo – Sou uma onedara, moro na divisão um! Mas as vezes tenho que viajar para ver a divisão três, e Hatori viaja para divisão dois. O Helio está aqui, mas não nesse castelo, ele não pode entrar, foi feito um acordo – July subia as escadas e eu seguia atentamente ela escutando cada detalhe -, as famílias lustoffor’s e Scarlet’s não entram em território puro, para não causar brigas.
—Porque vocês são brigados? – perguntei sutilmente para não parecer que estava tentando achar informações, mas não deu certo.
—Nem eu sei direito, um dia disseram que a família lustoffor tinha conexões com os preminger’s e até preenderam gente, parte dos onedara’s defendeu a família. Tempos depois acharam um mostro nas mercadorias que os Scarlet’s vendiam e disseram que era dos preminger’s. – July falou triste –Ninguém sabe ao certo se as acusações eram certas, mas a família dividiu em três. Os puros que impedem a guerra em as divisões.
—Entendo. – falei compreendendo um pouco sobre aquele mundo.
Entramos em uma sala, estava o Hatori e o Erick lendo jornal, Erick me olhou e Hatori nem tirou os olhos do jornal.
—Garotos! – disse July – Vamos ver os outros agora?
Eu fiquei surpresa pela forma amigável que a July falou com os meninos, pois os três eram de divisões diferentes, mas eram de uma família só, mas também tem o fato da July namorar o Helio.
—Bom dia – eu falei e o Hatori largou o jornal e me olhou, ele era estranho quando queria, mas os olhos azuis dele me encaravam profundamente. Ele se levantou e veio até a mim, tirou algo do bolso pegou a minha mão e pousou o objeto.
—Aqui. – ele disse com uma voz calma – Seu colar.
—Obrigada! – eu falei sorrindo, faz anos que eu não via ela –Já fiz um monte desde aquele dia que esqueci ele na terra.
—Vocês já se conheciam não? – disse July. Hatori se afastou e Erick só olhava.
—Sim! – eu disse animada –Ele foi o primeiro humano que vi!
—Você veio quantas vezes aqui, quer dizer, você nasceu aqui, então já viu outros humanos. –falou July animada em ouvir minha historia.
—Não considero preminger’s humanos. – falei e July ficou com a cara triste – E Helias, meu pai dragão, não me deixou atravessar o portal de novo, ele era o imperador e a palavra dele era lei.
—Agora você é, certo? – perguntou Hatori
—Sim!
—Mas seu pai está vivo! – disse Erick finalmente entrando na conversa – pelo que sei, tem que matar o antigo para ser coroado.
—Eu o matei! – disse sorrindo – Mas a deusa fênix me concedeu o poder de trazer ele de volta! –Todos me olharam confusos.
—Deusa? – disse July.
—É a nossa divindade. – eu expliquei – Os dragões nascem de novo, reencarnam, mas a fênix renasce das cinzas. Então, pela primeira vez um dragão renasceu das cinzas, meu pai, pelo poder que ela me concedeu.
—Era só o que faltava – disse Erick revirando os olhos.
—Vocês têm crença em alguma divindade? – perguntei ignorando a falta de educação do moreno.
—Temos varias, mas prefiro as pagas, da mitologia grega e romana, e a crista– respondeu Hatori – apesar de que se você associar todas as religiões elas seguem um rumo parecido.
Eu acenei a cabeça de modo a simbolizar que estava entendo, mas não conhecia muito o assunto que ele falou.
—Se der eu te explico com mais detalhes – disse Hatori vendo que não compreendi bem.
—Você já me deve duas coisas! – eu falei rindo.
—Vamos! Eu quero ver o Helio! – gritou July.
—Não vou ver um lustoffor. – disse Erick.
—Ninguém te convidou infeliz. – respondeu July saindo. Nós a segui mos.
Fomos para um bairro bem distante, mas muito bonito do reino da divisão um. Iriamos ver o Helio lá.
—Droga. – eu disse me lembrando que eu tinha que falar com Paulo e túlio antes, mas eu já estava no carro em movimento.
—O que foi? – perguntou July.
—Esqueci que sou imperatriz e tenho obrigações. – falei preocupada com mais broncas que eu iria levar.
—Normal – disse Hatori – Eu sempre esqueço que sou o responsável pela divisão dois.
—Bem que poderíamos trocar algumas idéias sobre como comandar o povo, porque os meus dragões estão muitos chatos desde que eu virei imperatriz.
—Você tem que ser amada e temida! – disse July.
—Acredite. Eu sou! – falei rindo.
—Então de acordo com Maquiavel, você tem o governo perfeito!
—o problema nem é o povo, é meu conselheiros exigentes – falei lembrando-se de quando meu pai reclamava sobre isso.
—Conselheiros? – perguntou July
—O povo que me orienta lá – expliquei bem mal – túlio e Paulo são uns deles.
—Paulo é de boa, conversei com ele ontem. – disse July – ele está em reunião com os onedara’s puros, meu pai e a mãe do Hatori.
—Não deveria ser você a estar na reunião Hatori? – perguntei confusa.
—Geralmente, mas minha mãe quis ir hoje. – disse Hatori atento a janela do carro.
—Sua mãe é melhor em resolver as coisas? – perguntei rindo lembrando-se de Laila – Minha mãe é a melhor, o meu pai nem saberia o que fazer sem ela!
—Eu sou mais pratico do que minha mãe, mas como meu pai morreu e eu sou novo, ela preferia resolver alguns assuntos, depois ele me informa de tudo.
—Que alma de seu pai esteja com a fênix, que ele reencarne logo. – eu disse sorrindo e o Hatori olhou para mim com uma expressão calma.
—No cristianismo não tem reencarnação – Hatori disse –Não estou desmerecendo sua intenção, obrigada pelas palavras de conforto, mas expliquei para caso encontre outra pessoa e diga isso.
—no que acreditam? – perguntei
—Paraíso e inferno. – disse Hatori – Mas na mitologia tem a reencarnação, só que de modo diferente, depois te explico.
—Ok! – respondi.
Chegamos a um restaurante grande e bem sofisticado, eu até me senti constrangida, eu estava de short e blusa de manga, os outros estavam elegantes. Quase reequipei uma armadura só para mostrar que eu era importante.
July nos guiou até uma mesa, pelo que notei era mesas grandes muitas luzes no teto no restaurante. Iríamos almoçar aqui.
—Helio! – July gritou de alegria chamando pelo amado. July me lembrava a Cecília.
Eu sentei-me discretamente na mesa, eu estava um pouco angustiada, por que não fui ver túlio e Paulo? –Hatori, você tem celular? – perguntei para ele que sentou ao meu lado.
—Sim, mas eu o esqueci- ele fez um cara de “sinto muito” – Não sou tão apegado a essas coisas.
—Tudo bem! – eu equipei minha armadura de comunicação e tentei contatar Paulo.
—O que está fazendo – disse Helio.
—Volte ao normal! – disse Hatori. Eu voltei e não entendi o porquê disso.
Eles olharam em volta para ver se alguém percebeu.
—Sua magia é incomum aqui. – explicou Hatori – Não vá se transformando em qualquer lugar.
—Desculpe-me. Eu entendo. – pensei e vi que seria como antes era em drakenyard, mas aqui eu não poderia revelar nenhuma de minhas almas.
—Os dragões, eu quero dizer, a população em geral não Sabe sobre você, não é? – perguntou Helio.
—Sabem, e me aceitaram assim como imperatriz. Eu expliquei para você July, eu sou amada pelo meu povo e amo eles.
—Interessante. – disse Hatori – Achei que dragões eram intolerantes.
—E são! – eu expliquei – Mas eu também sou temida pelo meu povo.
—Parece que você aprendeu bem sobre Maquiavel. – disse July.
—Vocês ensinaram Maquiavel para menina? – perguntou Helio.
—Um pouco – disse Hatori.
Todos riram e eu também.
Eles eram bem simpáticos, Helio e Hatori pareciam ser ótimos amigos. July e Helio eram bem apaixonados, dava para notar. Eu estava me divertindo com eles, pessoas me minha idade, Humanos.
—Eu vou ter um encontro com o Helio. – disse July para mim e olhou para o Hatori – você pode levar a Luna em segurança?
— Claro. – respondeu Hatori com a maior paciência do mundo, Daniel deveria aprender com ele – Vamos? – disse para mim e eu acenei que “sim”.
—Vamos. – eu disse sorrindo – mas antes você poderia me fazer um favor?
—Depende – o Hatori respondeu olhando nos meus olhos, tinha uma perna jogada para frente e cruzou os braços – me diga o que quer.
—Bem, — disse um pouco nervoso, pois o que eu queria poderia tomar um pouco do tempo do dia dele, coloquei meus braços para trás do corpo e juntei as mãos – Eu queria conhecer um pouco dessa divisão.
—Quer que eu apresente ou que arranje alguém para lhe apresentar? – Ele me perguntou ainda olhando nos meus olhos, isso me deixava sem jeito, era estranho.
—O que lhe for melhor, e também, um dia eu quero ver as tribos antigas que viviam com dragões. – respondi soltando as mãos.
—Eu posso lhe apresentar um pouco da divisão hoje, é muito grande a cidade, e também só vou te apresentar os lugares turísticos hoje, quero dizer, um pouco deles.
—Obrigada Hatori! – falei sorrindo. Eu sempre gostava de conhecer bem o lugar onde eu estava, como eu conhecia cada canto de Drakenyard, até as áreas não habitadas, eu queria conhecer bem, pelo menos as divisões dos onedara’s.
Hatori foi à frente, ele era um garoto bem bonito, eu não parava de pensar nisso. Lembro-me que o estilista da família me dissera que eu estava bonita, que meu corpo se desenvolveu bem, acho que é o mesmo para o Hatori, ele tinhas ombros largo e uma estrutura bastante definida, acho que conseguiu com anos de treino, alias ele é a criança das espadas e quando fizer 18 anos, muitos vão vir querer atacá-lo, mesmo que sejam poucos que tem conhecimento de que ele é o escolhido, pode haver vários, mesmo da família dele que pretendem ter as espadas.
—Que dia você nasceu? – perguntou o Hatori, estávamos em um museu astrológico. Tinha varias salas, pessoas, e quadros. Tínhamos que colocar alguns dados em u computador.
—Em algum dia de dezembro. – eu não sabia ao certo o dia exato que dia eu havia nascido, pois eu nunca fui informada pelos meus pais biológicos, mas eu sabia que foi em dezembro – coloque dia 21, Helias comemora dia 21 comigo todos os anos.
—Você não sabe que dia nasceu? – perguntou Hatori com um pequeno sorriso no canto do rosto – Mesmo mal, assim você não sabe quando está ficando mais velha.
Entramos em uma grande sala escura com varias poltronas, Hatori tinha preenchido os dados sozinho, então eu não sabia direito o que iria acontecer, eu nunca fui a um museu astrológico antes.
Sentei-me na cadeira.
—O que vamos ver aqui? – perguntei falando baixinho, não sabia o porque falei baixo, mas tive a impressão que era melhor falar assim.
—Estrelas. – o hatori respondeu e inclinou a cadeira olhando para o teto.
—Mas está de dia. – falei vendo que mesmo se o teto abrisse não tinha como ver outra estrela a não ser o sol, e ver o sol ardia a vista.
—Apenas observe. –Disse o Hatori e assim eu obedeci.
A sala se fechou e todos que esperavam antes estavam sentados, um forte luz se acendeu no teto e uma voz feminina meio computadorizada disse “Bem vindo ao planetário do museu astrológico onedara” – “ mas é claro” eu pensei, tudo nas divisões era da família onedara, não é por acaso que ele tem grande influencia em tudo.
Muitos pontinhos de luz se acenderam, varias cores e tamanhos. Era lindo. Tinha galáxias se formando e a moça narrava cada coisa. Uma musica de fundo bem intrigante que fazia ter a sensação de que estávamos prestes a sair do chão. Um leve ar úmido caia no meu rosto (no de todos eu creio), era uma sensação única.
—Gostou? –perguntou hatori quando as luzes de acenderam.
—Eu nunca tinha aprendido sobre as estrelas antes. – eu me levantei junto com o Hatori e fomos até a saída.
—Agora vamos ao parque. – disse Hatori me guiando.
Foi muito divertido, não tinha isso no mundo dos dragões, quero dizer, montanha russa, roda gigante, pista de carrinho, entre outros. Os parques em Drakenyard eram esportes brutos, esportes para melhorar o físico, como Paintball, escalada, corrida, luta, tiro ao alvo, entre outros.
—O que é aquilo? – eu apontei para uma coisa rosa e fofa em um palito.
—Algodão doce. – Hatori respondeu e eu fui correndo pegar um, o hatori pagou por tudo, eu não tinha dinheiro mesmo, todo ouro que me possuía estava em drakenyard, depois eu daria um pouco para ele. – coma.
Eu peguei um pedaço e a coisa fofa rosa encolhia, eu coloquei na boa e dissolveu – Açúcar! – eu disse ao sentir o gosto, eu notei que o Hatori se esforçava para não rir da minha reação.
—Quero te levar a um ultimo lugar antes de voltarmos, eu poderia até continuar nosso passeio por um longo tempo, mas temos que discutir algumas coisas com os outros lideres.
—Eu entendo – falei ainda comendo o algodão doce – Essa vida de líder é difícil!
—Venha comigo – disse Hatori que pegou um pedaço do meu algodão doce.
Fomos até um bosque que parecia ser restrito, era propriedade dos onedara’s “oh, serio” Pensei, pois notei que o parque que fomos era dos onedara’s também, estranho o Hatori pagar para entrar nos lugares que era dele.
—Esse lugar era onde ficava um portal para o mundo dos dragões. – revelou Hatori e deixando-me muito curiosa. –Tem um templo para a deusa que seu povo cultua.
—A Deusa fênix! – eu disse enquanto observava tudo, tinha vários homens e mulheres no local, acho que trabalhavam lá – Porque conservam esse lugar?
—Achávamos que se fosse para vocês voltarem, seria por aqui. – o Hatori parou e olhou para mim – E não na divisão dois como uma mendiga. – ele sorriu de lado – E também, vai que alguém descobria como abrir os portais? Tínhamos que vigiar o local.
—Impossível um humano abrir o portal, até para um dragão qualquer! Somente um consagrado pelo sangue pode abrir o portal – eu expliquei para ele, e o seguia para o fundo do bosque e a quantidade de pessoas diminuía.
—Não tínhamos conhecimento disso – respondeu Hatori calmo. Ele curvou um braço na cintura dele e parou em frente a um altar, um altar idêntico ao da floresta do nascimento, o altar da deusa fênix -Mas conservamos o lugar para qualquer duvida.
Eu passei para frente do Hatori, o qual me observava curioso. Eu subi em cima do altar e coloquei a mão na imagem da fênix. Uma energia percorreu meu corpo – Ela também existe nesse mundo. –Eu disse. –Eu matei meu pai. – revelei.
—Gai? O biológico? – perguntou hatori calmo.
—Não, Helias. – eu disse e Hatori pareceu confuso, pois ele viu helias já. –Mas a deusa o trouxe de volta. Os dragões reencarnam e ao invés de meu pai reencarnar após a morte, a deusa o deixou voltar para vida atual.
—Por isso dois imperadores vivem juntos. – Hatori conclui, e fez um gesto com a mão para indicar a saída – Vamos voltar agora.
— Agora vou ter que falar com meus conselheiros e os lideres desse mundo. – falei para o Hatori enquanto eu entrava no carro que estava na saída.
Não demorou a chegarmos e quando entrei na sala de reuniões estava: Paulo, Túlio, Margarida, Julio, Fernando, Felipe e duas mulheres de cabelos pretos e olhos azuis.
—Mãe! — disse Hatori se aproximando de uma das moças.
— Meu amor onde você estava? – perguntou a mulher.
—Nem vou perguntar! – disse Paulo dando um peteleco na minha testa e eu gritei – Temos que fazer muitas coisas hoje. – todos nos olharam.
— Vocês dragões tem uma relação diferente com seus lideres. – disse Fernando.
—Não é assim não! – eu disse – ninguém fazia graça com meu pai, mas comigo? Não sei, acho que vou ter que abrir uma ditadura lá em Drakenyard para me respeitarem – falei quase rindo.
—Nem brinque! – disse túlio – uma ditadura sua? Seria baseada em que? Sorvete?
—Exato, meu caro conselheiro! – disse sorrindo.
—Bem, — começou mãe de Hatori –Me chamo Paola, em primeiro lugar, discutimos varias coisas hoje, por exemplo, sobre os premeinger’s.
—Contamos de nossa invasão para eles – disse Paulo – Finn e Roberto chegaram, estão acomodados e conversando com Carlos e Erick.
—É o seguinte! – eu falei determinada – Eu sou filha de Gaia e Sara!
—Serio? – disse Paola, ela parecia perplexa.
—Eu sei, eles são terríveis, e vou derrotá-los! – falei vendo que ela não gostava deles.
—Eles mataram o pai do Hatori! – disse Margarida.
Aquilo me atingiu de uma maneira dolorosa – Mais um motivo para eu matar eles. Quero deixar bem claro que não tenho nenhuma afetividade com eles, minha família são os dragões.
—Mas não deixam de serem seus pais. – disse Felipe – Você, pelo o que disseram, foi com seis anos para o mundo dos dragões, então você conviveu com ele, teve um relacionamento.
—Já viu um o relacionamento de um matador com uma vaca? – perguntou túlio, lembrei-me de dizer algo parecido para ele – Essa era relação da Luna com os pais biológicos. Ela nasceu somente para ser uma arma, mas por persistência e força dela, a luna é o que é hoje!
— Nossa Tulio! – eu disse emocionada – Cara, você ta no maior cargo que tem em Drakenyard, se não, eu lhe promoveria! Muito obrigada!
—Já chega. – disse Hatori com uma voz alta e de impor respeito — Usem pelo menos o mínimo de educações de vocês. Não vamos ficar jogando a culpa e lamentos em cima de ninguém. Os onedara’s mataram muitos dragões também.
—Certo! – disse a outro moça de cabelos pretos – meu nome é Julia, sou a mãe de July. – ela apresentou-se para mim – Agora vamos ver como vai se dar a relação da divisão dois e três.
—Qualquer onedara é bem vindo no castelo da divisão um – disse margarida – Mas não quero nunca outros aqui dentro, somente a família dos dragões de diferente pode vir aqui, e outros que eu autorizar, mas não os scarlet’s ou lutoffor’s.
—Certo. – disse Paola.
—Imperatriz lunally. – ela disse – Terá que ir às divisões tratar sobre os assuntos. A divisão dois como sabe, persegue os premeinger’s, e já tem muita informação sobre eles. A divisão três vai ajudar na procura do ex-imperador Dirhen, mas até agora nos nunca ouvimos falar dele.
—Então vamos ter uma relação mais próxima com a divisão dois. – concluiu Paulo -Se a divisão três achar algo, por favor, nos comunique.
—Vocês terão total apoio da divisão um também. – disse Felipe – Se tudo correr bem.
—Correrá por nossa parte. – confirmou túlio.
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