Três Almas

43 42° Capítulo


Notas iniciais
Aqui vamos conhecer mais um dos milhares irmãos de Lunally!

Era bem rústico o lugar, mas bem trabalhado e organizado. Não tinha e mesmo avanço tecnológico e mágico, aparentemente, que nas cidades que conhecia até agora no mundo humano.

As casas quase todas eram feitas de madeira e grandes pedras, eram lindas e grandes. Parece que o poder econômico das tribos dos antigos dragões é bem alto, pois mesmo sem avanço tecnológico eles tinham coisas de melhor qualidade e bem estar no lugar. Porque será?

Eu avistei pessoas andando normalmente para todo lugar. Tentei identificar algum Onedara, Scarlet, lustoffor ou Preminger. Porem nada.

—Vamos nos separar? – perguntou Daniel.

—Acho uma boa ideia. Vamos separar em dois grupos! – disse Paulo.

Paulo e Túlio foram para um lado e eu e Daniel, Erick para outro.

Eu andava por entre as tendas observando o comercio do local. Eles vendiam ossos de dragão. “impossível”, eu pensei, pois faz tempo desde que os dragões morreram aqui, então os ossos viraram cinzas. Aproxime da barraca de ossos peguei um e conclui que era de um animal grande, como elefante ou girafa.

Mesmo eu não sendo muito boa em observação e estratégia eu melhorei muito, Daniel até me elogiou um dia desses.

—Esses ossos são caros e raros. – disse Erick olhando para as peças – Quanto é esse?

Eu e Daniel rimos em deboche.

—Esse é muito valioso é a parte... – a moça da venda começou a dizer, mas vou interrompida.

—Ah, esses não vamos conseguir enganar. – uma idosa veio até nos, seus olhos lagrimejavam – Você – ela apontou para Daneil – É uma dragão nato, mas você – ela apontou para mim – É uma mistura, de humano, dragão e...

—Oni. – eu disse impressionada, como ela sabia sobre nos?

—Sua magia é de genética. – disse Daniel – ou Biológica, assim, você viu nosso mapa genético e soube o que somos.

—Você é bem inteligente rapaz. – a idosa riu – Que maravilha, Dragões. Tinha boatos que na divisão um, aquela que só tem onedara’s tinha dragões, mas não acreditei, pois de tempos m tempos surgem rumores parecidos.

—Nossa... – falou Erick – Parecia um osso de dragão de verdade.

Peguei um pedaço de lenha ao lado da casinha da venda e soltei fogo, não com a minha armadura de fogo, mas com o fogo do dragão, mas não me transformei. Lancei chama dourada.

Algumas pessoas chegaram perto para ver.

—Essa é a verdadeira chama de um dragão, a guarde com magia. – eu disse sorrindo para a idosa e sai andando pela vila. Eu senti alguém me olhando de forma estranha. Olhei para trás.

—Que foi? – perguntou Daniel que me seguia com Erick.

Sai correndo, fui atrás da pessoas que me encarava com olhos estranhos. Corri muito.

Eu a agarrei, mas essa não era quem que pensava ser.

—LUNA! – gritrou Daniel acompanhado dos outros que vieram comigo.

—Quem é esse? – perguntou Paulo.

—Cecil. – eu disse para o garoto de olhos azuis e loiro na minha frente, um dos meus irmãos biológicos.

—Lunally. – Cecil riu – Como está essa sua vida boa?

—Cecil você está bem? – eu senti algo estranho com ele, pelo que me lembro deste meu irmão, ele era calmo e bem frágil, era pra ter sido descartado.

Cecil se transformou em um oni. Dos cabelos azuis escuros e olhos azul escuro, trajado de negro, com assas de ossos nas costas e chifres na cabeça. Era um oni classe “SS”, era como um “deus” dos oni’s.

—Luna, afaste-se. – disse túlio vendo o perigo. Pessoas estavam nos vendo assustadas pela grande demonstração de energia ruim.

—Gaia estava com você, não é? – eu perguntei, eu havia sentido a presença deste antes.

—Nosso pai? – Cecil riu em deboche – Sente saudade irmãzinha.

Eu equipei a armadura Imperadora, a que ganhei quando subi ao trono.

—Luna, não lute! – gritou Paulo – É perigoso, espere, vamos resolver isso, seus súditos. – Todos se colocaram na minha frente.

Cecil voou em cima deles e disparou uma bola de energia preta em mim. Eu desviei, mas a bola me seguiu. Eu corri até perto dele para que a bola de energia o atingisse, mas ele parou a bola no ar, segurou minha perna e me jogou longe tacando a bola no meu estomago. Eu equipei no exato momento a armadura de escudo de diamante.

Mas cai no chão.

Eu não deixaria um simples preminger me derrotar. Levantei com minha armadura de samurai e pulei na direção de Cecil. Os outros iriam tentar entrar na briga, mas eu os impedi fazendo uma espada surgir na frente da cada um. Derrubei Cecil cortando uma asa de ossos, ele rodou para me dar um chute na cabeça, mas eu enfiei e espada na junta da coxa com o tronco, assim o fazendo cair. Coloquei a espada no pescoço dele.

—Cecil, venha comigo. Não tenha medo, se estiver do meu lado eu vou proteger você daqueles loucos que o fizeram de experimento.

Cecil não respondeu, ele segurou minha espada, sem importar com o corte que fazia em sua pele e o sangue que jorrava e me direcionou um soco, mas eu segurei a mão dele. Ceciil sorriu o que me deixou pertubada.

Eu equipei minha amadura de diamante para que nos cercasse, nos isolasse do local, Cecil explodiu comigo dentro do “casulo” da minha armadura.

Eu vomitei sangue e desfiz a armadura, evitei que os outros fossem feridos, meus conselhiros vieram correndo para perto de mim assustados e horrorizados.

Cecil morreu, eu estava multilada no chão, eu acho que meu rosto deformou, e meu corpo perdeu seus membros. Com um resquício de força eu equipei minha armadura de cura. Se eu demorasse em curar a armadura não faria efeito. Eu me curava com dificuldade. Escutei meus conselheiros me mandar para se não eu iria falecer.

—Está tudo bem. – eu repondi, consegui fazer meu corpo voltar ao normal, mas ainda vomitava sangue.

Uma forma esverdeada se formou em minha frente, em cima do corpo de Cecil.

—O que é isso? – perguntou Daniel – Luna, pelo amor da Deusa, afaste-se.

Eu estendi a mão para a forma, ignorei totalmente os pedidos dos outros e disse: — Oni “SS”, eu lhe batizo de Ciel, venha fazer parte de mim.

O Oni que antes era de Cecil, agora era meu. O oni era forte, mas quem faz o potencial do oni aparecer era o portador. Cecil não tinha capacidade, mas eu tenho.

—É melhor irmos para Drakenyard. – disse Paulo vendo que eu estava fraca, mas não desmaiei, eu tinha que ser forte.

—Não. Quero falar com Carlos. – eu disse e fui caminhando para fora do vilarejo que todos me encaravam – Túlio fique aqui para resolver os assuntos desse vilarejo, logo autoridades vão vim aqui.

Fomos para a divisão um, eu equipei minha armadura de leoa e fui correndo para lá, cheguei primeiro par aos outros. Erick disse que tinha um compromisso, então não foi.

Entrei no castelo e fui à sala do Carlos, eu abri a porta com tudo. Ele estava com Julio, Julia e Hatori, a reunião não tinha acabado.

—Tem premiger’s andando livremente nessa cidade! – eu falei quase rosnando. Eu não estava pensando direito, a raiva me consumia. Senti um dor insuportável, mas respirei fundo e ignorei esta. Votei ao normal, sem a armadura.

—O que?- disse Carlos – A reunião não acabou, amanhã voltem para conversarmos.

—Onde você viu um preminger? – perguntou Hatori ignorando a fala de Carlos.

Mantive-me calada. Eu não iria vazar informações para o inimigo. O encarei de maneira perplexa.

Meus conselheiros chegaram ao exato momento, ofegantes e cansados.

—Calma. – disse Tulio – Tudo na sua medida, não temos certeza de nada, tudo que a Imperadora disse pode ser explicado. – falou o homem com medo de eu ter feito besteira.

—Onde viu os preminger’s– perguntou Julia.

—Que? – Paulo disse – Bocuda! – ele olhou para mim.

Eu estava tonta.

“Ciclo? Qual ciclo?” – Lucy dizia em minha mente / “Talvez o nosso ciclo seja o melhor!” – Gai ria de mim.

Era uma dor insuportável.

—Eu quero ir para Drakenyard. – falei fraca, me sentindo frágil.

—Abra o portal. – disse Daniel evidentemente preocupado – Vamos para lá. Mas só você pode abrir o portal agora, lembra?

Carlos atendeu um telefonema e olhou para nós, dragões – Pode mandar o Túlio voltar, eu como responsável da cidade e seus vilarejos próximos garanto que ele não tem culpa disto.

—Depois conversamos sobre isso Carlos. – disse Paulo entendendo que as autoridades chegaram ao local e contaram sobre o ocorrido no vilarejo do povo antigo que vivia com os dragões.

—Tem um novo selo em você. – Hatori aproximou-se de mim e eu cai no sofá, ele se ajoelhou e me encarou preocupado – Um selo Oni.

Eu ia responder, mas a dor era tanta que simplesmente consegui abrir um portal. Eu abri bem na sala dos imperadores onde estava o resto dos meus conselheiros unidos.

Meu pai levantou espantado.

Paulo me ajudou a levantar e levar para o outro lado do portal, quando eu passei por ele, a dor não sumiu como antes, só diminui.

—Pai e Paulo, fiquem na terra e resolvam os problemas ai. Eu preciso descansar, depois vamos nos encontrar.

Notas finais
Muitas tretas, mds, um dia acaba! Ou não! ~kkkk