Três Almas

40 39° Capítulo


Notas iniciais
Agora vem a ferida no coração da pequena Luna T-T

Voltamos ao castelo da divisão um. Quem nos recebeu foi Erick, o filho de Margarida, que a propósito estava muito sumido.

—Hatori. – disse o rapaz sorrindo – Carlos disse que irá fazer uma reunião para tirarmos as conclusões sobre os atos duvidosos. Ele permitiu que trouxesse um representante de cada família Lustoffor e Scarlet nesta divisão para discutirmos.

—Obrigada pelo recado Erick. – disse Hatori. Ele segurava minha mão, minha expressão rubra diminuiu bastante, mas eu ainda estava levemente corada.

“Quem diria que um ato humano fosse tão vergonhoso” – pensei.

—Bem, assim pode resolver o que te aflige. – eu disse paro o Hatori e ele sorriu, mas sua expressão era triste. Dava vontade de levar ele de novo para o castelo e fazer ele feliz de novo. Não gostava dele assim, ainda mais porque eu não sabia o motivo.

—Luna! Hatori! – gritou July que veio até nós ignorando Erick que fez cara feia e foi embora – Helio foi para divisão dois, Carlos está muito estressado. Os dragões mandaram recado via e-mail falando que estava tudo bem lá e explicamos que tinha uma tensão em a divisão dois e três que estava mal explicada. – July dizia rapidamente quase sem respirar – Todos estão descansando agora. Achei que vocês tinham ido para o mundo dragão, onde estavam?

—No castelo antigo. – falou Hatori serio – Onde estão seus pais?

—Na divisão três. Hatori diga-me o que aconteceu? Talvez eu ajude. – falou July aflita.

—Você não faz parte das negociações com os Scarlet’s. – disse Hatori – Não seja ingênua July, por mais que amamos alguém e essas pessoas nos ame, sempre tem um interesse que fere o outro. Não deixe isso machucar você.

—Como assim? – perguntou July e eu fiquei confusa também.

July foi embora, hatori disse que estava tudo bem. E ele pediu para que eu fosse para casa.

—Eu tenho que ir para divisão dois, vai para Drakenyard depois nos vamos, ok? – Hatori falou gentilmente acariciando minha face, me deu um beijo carinhoso — Eu te amo, tá?

Eu sorri, apesar de estar preocupada com ele eu estava feliz também. – Eu te amo também.

Hatori me abraçou forte.

—Quer conversar sobre o que está acontecendo? – eu perguntei enquanto beijava a bochecha dele. Eu estava ridiculamente apaixonada.

—Luna. Tudo que eu faço tem um motivo. – Hatori disse serio, então eu fiquei seria também.

Depois disso nos despedimos, ele me viu entrar no portal e foi para divisão dois.

Chegando ao castelo fui até minha mãe.

—Mamãe, eu quero falar com você! – Disse para Laila ela estava com Alma, a esposa de Magus, pelo que descobrimos por eles.

—Meu amor, mamãe está com saudade. Você some! – Laila veio e me abraçou. Elas estavam vendo vestidos, parece que mamãe achou alguém com os mesmos gostos que ela.

—Vou deixar vocês duas sozinhas. – disse Alma.

—Obrigada por tudo Alma. – disse minha mãe – depois escolhemos mais vestidos! – as duas riram.

Eu contei timidamente para minha mãe, sem detalhes o que tinha acontecido.

—Ganhei um genro! – minha mãe gritou e eu a abracei – Minha filha, vocês são fofos juntos, eu sabia, meu radar de mãe falou que ele iria ser meu genro. – minha mãe aprecia feliz, eu não imaginava que ela fosse reagir totalmente assim – Vocês se protegeram?

—S-sim. – eu falei vermelha.

—Ele foi carinhoso com você minha flor? Humanos são tão apresados. Você só tem 16 e o rapaz tem é...

—17 – respondi.

—Mas é devido ao ciclo de vida também, vivem tão pouquinho. – minha mãe arregalou os olhos – Você vai escolher o ciclo de vida humano, não é?

—Eu quero, mas não tenho certeza mãe, não posso largar tudo pelo qual sonhei e lutei por um amor, sei que o Hatori é importante, mas você dragões estão em prioridade para mim.

—Não pense nisso agora. Ainda tem tempo. Agora vamos falar de detalhes. – minha mãe riu de jeito estranho e eu corei e sai correndo. Ela veio atrás de mim.

Tínhamos rido muito ontem. Papai começou a conta historias de quando ele era garoto e tinha que servir famílias, Paulo e Túlio se juntaram a nós e contaram algumas experiências que tiveram juntos como aluno e professor. Daniel e Lisa estavam na lua de mel.

A manhã estava clara e Drakenyard estava alegre, os dragões ficaram felizes pelo clima de festa e mais festivais estava por vir.

—Luna, Helias – gritou Paulo – Os onedara’s estão guerreando entre si.

—O que? – Helias perguntou assustado.

Eu abri um portal na divisão um. Localizei Erick. O gritei.

Eu, Helias, Laila, Túlio estávamos na terra. Drakenyard estava sem conselheiros ou imperadores.

Finn, Roberto, Vânia e Oliver estavam voando para nossa direção na forma dragão.

—A divisão dois atacou de madrugada a divisão três. – falou Finn assim que pousou – Nós saímos de lá, pois não sabíamos se tínhamos que defender algum lado, mantivemos na posição neutra.

—Vamos lá! – eu gritei. Transformei-me em dragona e voei rapidamente para divisão três.

Tinha muitos soldados lutando, a cidade estava invadida. As sete espadas do fogo do dragão estavam no céu. Hatori estava lá.

Meus conselheiros voavam do meu lado. Os antigos na frente. Vi do alto, Julia, Julio e July. Helio estava lutando com os guardas que estavam os protegendo, eram Scarlet’s.

Eu pousei. Eu sou uma dragona branca com os olhos azuis. Pousei na frente de Hatori, Carlos e Samantha que estavam em um confronto. Fui para forma humana.

—Porque estão lutando? – falei alto com o tom controlado para não parecer minha raiva.

—Esse onedara nos atacou! – disse Samantha apontando para o Hatori.

—Pensei que você seria mais orgulhosa, ao invés de colocar a culpa em alguém faria um ataque digno. Oh. Não tem nada digno nessa família. – disse Hatori sarcasticamente. Ele não era o Hatori que eu conhecia.

—Eu já falei para pararem! – disse Carlos possesso de raiva.

—O que vocês estão querendo conosco? – disse Samantha.

—Queremos o julgamento por tudo que estão fazendo. – disse Hatori.

—Nós? — Samantha disse ironicamente – E vocês? Os lustoffor não tem a ficha limpa totalmente. E quanto aos Preminger’s que você abriga? O que ofereceu a eles para te ajudarem? – ela riu em deboche.

Eu estava confusa, que queria que Hatori explicasse o que estava acontecendo, mas ele nem olhava para mim.

Escutei um grito de longe. Helio tinha derroto os inimigos, ele iria atacar Julio – Túlio, Vânia! Protejam-nos! – apontei na direção e meus dragões obedeceram – Pai lance um sinal de força! – Helias subiu aos céus de jogou uma grande chama pare cima, um onedara com raiva lançou magia de espinhos de aço em meu pai e através da perna dele. Meu pai sentiu dor. Eu fiquei cega de ódio.

—Não! – disse Laila que foi em socorro de meu pai. Helias sentiu dor, mas não foi prejudica em seu desempenho, porem ele ficou preocupado com minha mãe e foi até ela desesperado. Helias estava no meio dos dois, meu pai não viu que era ele, seu olhar estava nitidamente focado em Laila. Hatori jogou uma chama na frente de Laila e Helias para parar os dois, mas o chão se rachou e uma pedra foi cair em cima de Julio e Túlio que estava atrás de Helio.

Julia sem dó atacou o Hatori com tudo! E Hatori a jogou longe com magia da chama vermelha.

July chorava muito. Helio olhava para ela triste, mas July sentia ódio, estava no olhar dela.

Felipe apareceu e saiu derrotando vários magos. Hatori veio até Samantha que tinha corrido, ele lançou chamas nela e Carlos a protegeu. Paulo sumiu. Eu não o via.

Os onedara’s das divisões se uniram, o que machucou meu pai era da divisão dois.

Estamos em um triângulo. Divisão três de um lado, divisão dois de outra. E dragões e divisão um na ponta.

—Onde estão os onedara’s que sumiram?! – disse Helias forte.

—Carlos. Quem você defende? – perguntei.

—Ninguém, eu não vou participar dessa guerra. O Hatori matou onedara’s, gente de seu sangue, machucou seus dragões. Samantha não é santa, eu sei que algo aconteceu, mas também tem coisas estranhas na divisão dois. E isso os levou a fazer o caos, ou seja, talvez o que eles fizeram seja o pior.

— Então você está me dizendo que o Hatori é o mais errado? – meus olhos ardiam pelas lagrimas que não desciam.

—Infelizmente, pelas conclusões que eu posso ter até agora – Carlos falava com dor nas palavras – é sim, Hatori e a divisão dois são os mais errados.

—Eu vou por um fim nessa batalha. – eu disse.

“Gai” – chamei meu oni.

Minha presença foi notada.

Fui para o meio do “triangulo” que formamos. – Divisão dois volte para seu território.

—Estamos em guerra. – disse Hatori olhando nos meus olhos sem medo – Sugiro que não interfira, ou que venha para o meu lado.

—Desgraçado! – eu gritei e todos se assustaram, mas Hatori pareceu ofendido – um de seus homens machucou meu PAI! – falei com raiva – Nada mais justo eu machucar um dos seus! – o meu sangue parecia ferver dentro de mim – Você machucou sua família! Os Onedara’s! Hatori você deve estar confuso, coloque-se em seu lugar e analise bem a situação.

—Desculpe-me, meu amor – Hatori falou de forma carinhoso, mas riu ironicamente. Aquilo deu em meu coração – Você não me conhece o bastante para dizer que estou confuso. As coisas que não tem como eu explicar agora, podem-te magoar. Mas fique do meu lado até eu ter as respostas.

—O que você está fazendo com os premeinger’s? – eu perguntei desiludida.

—Nada. – Hatori disse calmamente – Eu só estou querendo entender sobre eles, só isso.

Julio veio com Raiva para atacar o Hatori, ele tinha se recuperado e pulou sobre mim. Hatori pegou ele no ar pelo pescoço e apertou. Virou o corpo dele e deu um chute nas costas o soltando. Julio ficou desacordado. O choro de July era muito alto.

“Fogo” – Gai disse e todo o local pegou fogo, eu cai de joelho no chão.

“Divisão três apague o fogo” – “divisão dois recuar” – “Dragões ajudem a cessar as chamas” – eu escutei tudo isso. Hatori apareceu entre as chamas.

—Vem comigo meu amor. – ele disse e segurou meu rosto. Eu o olhei com repulsa. Iria dar um soco nele, mas ele prendeu o meu punho. – Eu te amo. Eu vou vencer essa guerra. – ele sumiu nas chamas e eu chorei.

O fogo foi apagado e eu fui conversar com Carlos que falava com os da divisão três.

—Eu exijo que me deixem fazer uma investigação profunda desse local! – Carlos gritou.

—Então porque não faz isso na divisão dois primeiro? Nos que fomos atacados! Nos que somos as vitimas! – disse Samantha.

—Não vou aceitar desconfianças sem fundamento Carlos! – disse Julio – Aquela criança — se referiu ao Hatori – sempre te controlou, ele não é o que você pensa! Já pensou que ele pode estar fazendo experimentos com os preminger’s? Porque ele quis tanto ficar com os premninger’s que achamos aquele dia, sendo que nos A DIVISÃO TRÊS ficamos responsáveis pelos dragões, — ele apontou para mim – para ficar com a procura do Preminger’s.

—Eu irei investigar todos! – gritou Carlos – Eu sou o líder dos onedara’s, e não vou aceitar obejeções.

—Não vou aceitar esse desacato. – disse Julio.

Deixei-os discutindo e fui até July que chorava em um canto. Observei que Paulo apareceu e estava com os outros dragões, abri um portal do lados deles os mandando despachar, assim fizeram.

—July?

—Como eles poderiam? – ele me abraçou e chorou mais – O Helio atacou meu pai.

—Acalme-se. – eu disse, mas não sabia como confortar ela, eu também estava confusa.

—Luna, eu percebi que ele estava estranho esses dias. – July se sentou e eu sentei ao lado – Ele estava distraído, triste. Mas por qual motivo, ainda mais meu pai, um Onedara. Eles tem conflito com os Scarlet’s.

—Vamos esperar e ver o que Carlos vai fazer. – eu disse – Confie em Carlos. Ele sabe o que fazer.

—Talvez não. O Hatori era muito ligado a ele, perder um “filho” assim de novo é horrível.

—Sim, eu entendo. O Filho dele foi morto, mas Hatori está vivo, só um pouco... Perturbado. – falei pensativa, tinha que ter sentido nisso.

—Você sabe por que o filho do Carlos morreu? – July perguntou e eu fiz que não com a cabeça – Ele se envolveu com os preminger’s, ai depois foi traído por estes.

Eu não tinha ideia disso. E o hatori também está envolvido com preminger’s. Será que ele está sendo enganado por eles? Eu estava muito confusa e com muita dor de cabeça.

Esperei até Carlos ir embora, July foi com ele. Seus pais acharam melhor ela ficar na divisão um como sempre, eles ficariam na três por questão de segurança.