Três Almas
36 35° Capítulo
Notas iniciais
Eu, os imperadores e os dragões albinos fomos para Drakenyard. Eu perguntei se havia mais dragões e eles disseram que não sabiam. Então mandei uma busca por todo mundo dragão, e que os juntasse e fizessem eles cidadãos de meu reino.
Meu pai foi até a terra para avisar o que tinha acontecido. Daniel foi conversar com lisa e a família dela sobre o altar. Eu fui ver minha mãe.
Laila estava no castelo arrumando algumas coisas do quarto, ela estava linda como sempre. Eu a observei por um tempo até ser notada.
—Meu amorzinho! – mamãe correu em minha direção dando-me um abraço apertado – Eu estava com saudades, você não pode ficar muito tempo sem me ver! – Laila beijou minha testa e reparou na minha expressão triste – O que aconteceu?
Eu contei tudo, tudo o que aconteceu. Contei sobre o Meterom, sobre o Hatori, sobre o magus, Kalaram e Dhiren.
—Muita informação. – disse minha mãe confusa – Bem, sobre os dragões que foram encontrados eu já sabia, vai dar certo, estamos trabalhando nisso. Agora sobre o Hatori – mamãe sorriu – Fico feliz pelo seu novo namorado – eu sorri envergonhada, mas ainda estava preocupada com a situação – Agora, sobre Meterom...
—Não conte a ninguém mãe. – eu supliquei.
—Mamãe sabe que tudo o que você faz é para o bem daqueles que ama, mas às vezes lhe faz mal. Será que a fênix lhe deu aquela armadura para você fazer os desejos de um Oni? — Laila me disse seria, ela acariciava meus cabelos, eu estava deitada em seu colo.
—Mãe. – eu disse um pouco irritada – Ela, a deusa, não diz nada! – eu levantei com os olhos vermelhos pelo choro que não saia – Eu pergunto e ela não responde só fala quando quer e geralmente são coisas soltas que eu tenho que me virar para saber! – disse um pouco alto demais, não sei por que falava assim com minha mamãe, ela não tinha que escutar minha raiva, não era para ela isso.
Laila ficou me olhando, e sabe o que percebi no olhar maternal dela? Pena.
“Ora, que imperatriz é essa que deixa as pessoas sentirem pena dela? Que incapacidade” – Gai, meu Oni disso isso.
Eu fui até o portal do altar que achamos magus para o mundo humano.
Eu não queria ver ninguém, nenhum imperador, conselheiros, humanos, ninguém! Eu então fui em direção a floresta que ficava atrás do grande castelo dos onedara’s puros, da divisão 1.
Eu senti dois braços me abraçarem de forma gentil. Olhei para trás era Hatori com uma expressão calma. Eu percebi que cheguei ao castelo onde ele me levou. Eu o abracei girando meu corpo para ficar de frente.
—Quer entrar? – Hatori sinalizou com a cabeça para o castelo, ele não perguntou nada, apenas me confortou, foi melhor assim, eu não queria ter que explicar tudo para ele.
Fomos para o grande e envelhecido castelo, era tão belo.
POV Hatori.
Eu notei uma tristeza tão melancólica vinda de Luna que senti que ela precisava de um abraço. Apesar e eu conhecer ela em tão pouco tempo, e ter me atrevido a entrar em um relacionamento tão repentinamente com ela, eu sinto algo muito forte por essa mulher.
A convidei para o castelo, ela entrou nele parecendo uma mulher frágil conhecendo um novo mundo. O oposto do que ela era realmente. Não parecia ser nem a imperatriz dos dragões, nem a Lunally Preminger, nem a mendiga perdida que achei quando eu era criança. Era só a Luna, uma parte dela que não conheci. Uma parte que penso que muitos não conheceram.
Eu gostava dela, eu estava apaixonado, e sinto que esse sentimento encaminha rapidamente ao amor. Mas, como posso ter certeza?
Luna sentou em um divã dourado que ficava no meio da grande sala sem qualquer outro móvel, apenas iluminado pela grande janela a esquerda do cômodo. Olhou gentilmente para mim, eu sentei do lado dela, a trouxe para perto de mim, acariciando seus cabelos longos e loiros, com uma mão e apoiando a outra em seu ombro. Beijei o topo da cabeça dela. Luna me envolveu pela cintura abraçando-me. Seu corpo estava colado no meu, era curiosamente excitante.
—Hatori – disse ela com a voz forte, me olhou de maneira confiante. Era como se a Luna frágil tivesse ido embora e dado espaço a grande Lunally que conhecia. Ela ainda me abraçava. Luna deu a entender que iria falar algo realmente importante, então me mantive serio, mas ela me beijou.
Não me contive, eu a puxei para perto e aprofundei o beijo com movimentos gentis e a deixando me acompanhar, assim acelerando um pouco mais. Eu a deitei no divã e segurei a cintura dela me colocando em cima daquele lindo corpo estrutural, mas sem deixar o peso cair sobre ela, não que ela não fosse aguentar, mas porque eu tinha a sensação de certa fragilidade vinda dela.
Afastei para respirar e notei o rosto dela assustado. Ri.
—D-Do que está rindo? – ela perguntou de forma exagerada e riu também.
—Vejo que agora você está um pouco melhor. — Não sai de cima dela. Ela abraçava-me, eu então pousei minha cabeça em seu busto a vendo corar até o pescoço, ela pode ter feito o que for, mas era inocente.
—Obrigada, eu estou um pouco perturbada com tudo. Você ficou sabendo dos dragões antigos? – ela perguntou passando a mão na minha cabeça, eu respondi com um gemido “uhum”, Túlio e Paulo vieram por ordem de Helias nos contar sobre isso, mas só disseram que acharam eles e um portal. Nada mais.
Luna ficou em silencio por um tempo, talvez considerasse contar a historia toda para mim, ou não. Eu admito que sou quase um estranho para ela. E sou um humano onedara.
—Magus e Alma. – disse ela – Esses dois que realmente importam, são amigos de Kalaram. Eu amo o Kalaram – ela disse isso e me incomodou um pouco – Ela é como um avô! – eu senti um pouco aliviado após a revelação – Não o vi vivo, mas o esqueleto dele me ajudou bastante! – estranhei a fala, mas deixei-a prosseguir – Ele é minha inspiração, ele é invencível. Só perdeu por trapaça! O Dhiren o matou com magia ruim.
Eu apertei minhas mãos que estavam em volta da cintura dela. Era isso, os dragões descobriram uma farsa, deveria ser muito triste para eles.
—Isso é algo bom de certa forma – falei sem levantar, mas sabia que ela tinha estranhado, pois parou de fazer carinho em minha cabeça – mostra que Dhiren não é tão forte, mas sim um trapaceiro.
Luna quase me jogou no chão e saiu correndo do salão, eu levantei-me e vi que ela voltou. Jogou-se em mim e me abraçou, eu a peguei com as suas pernas em volta de minha cintura e seus braços agarrando meu pescoço. Ela deu vários beijos em minha face dizendo “obrigada” e por fim de beijou nos lábios rapidamente. E me puxou até o castelo da divisão um.
POV LUNA
Deusa fênix, a senhora às vezes fala pela boca de outros. Eu já sabia o que fazer.
Cheguei o castelo junto com Hatori e gritei o Carlos, Fernando, margarida e Felipe. E claro, junto veio Paulo e Túlio, eu sabia que meu tinha ido embora, pois senti um portal abrir.
—Porque está gritando jovem? – disse Fernando rindo e empolgada, ele era um bom homem, assim eu acho.
—Gente! Achei a saída! – falei empolgada.
—Ah, sabe Luna, eu já lhe expliquei – disse Paulo –Você deve falar as frases completas, se não quem vai entender?
Encarei-o com uma cara de raiva de brincadeira – Ok! Preciso então dos conselheiros das outras divisões.
—Vou entrar em contato com eles — disse Túlio.
—O que aconteceu? – margarida disse preocupada. Hatori, Carlos e Felipe ficaram calados no canto. Logo já estava preparado as coisas para eu falar com todos.
—Meu povo! Estamos em vantagem! – eu me expressei feliz, com um sorriso aberto de orelha a orelha — Eu estava conversando com o Hatori e... – eu corei repentinamente e Paulo riu, vou bater nele depois, Hatori parecia natural, como? – E – falei com ênfase – Descobri que Dhiren é um fracote!
Todos me olhavam atentamente, percebi que Finn que me olhava pela tela do computador tinha sua habitual de preocupação comigo. Roberto serio, com sua cara de general esperando prosseguir. Oliver está perdido, sua expressão condena tudo. Vânia aguarda minhas palavras.
*Continua no próximo capítulo!*
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