Três Almas
37 36° Capítulo
Notas iniciais
Então eu disse:
—Temos tudo para derrotar Dhiren, e não vai ser difícil! – Eu disse convicta com minha afirmação.
—Disso já sabíamos. — Disse Paulo – Nunca duvidei disso.
—Espere, mas mesmo ele tendo trapaceado, ele fez bem! – disse Túlio – Ele pode trapacear de novo, pode fazer algo mais elaborado. E nem achamos ele ainda.
—Como? Como ele vai trapacear de novo? – eu disse feliz e rindo em deboche – Antes a mulher dele era a portadora das espadas, por isso ele as usou, agora é o Hatori – apontei o dedo para ele – E antes ele tinha os esqueletos antigos conselheiros para sugar poder. E também ele tinha dragões que o apoiavam por serem beneficiados se kalaram não fosse mais imperador. – eu sorri de forma estranha – “Agora ele não tem nada” – falei e Meterom falou junto comigo, mas só eu escutei.
—É verdade – disse Felipe – Sei que não devo intrometer, mas é um bom posicionamento para vocês agora.
—Concordo – disse Hatori e Margarida juntos. Nesse momento, Julio, Julia e July entraram na sala.
—Vocês podem opinar sim, alias, são nossos aliados. – disse Paulo – Expliquem para os que chegaram agora à situação.
—Bem, já que é assim – disse Carlos apoiando as mãos em sua grande barriga e me encarando – É então provável que ele não se manifestou porque está fraco e tem medo. Como quer derrotar algo que você nem sabe onde está?
—Vamos atrair ele! – eu disse um pouco menos animada com a verdade jogada em minha cara.
—O faça entender errado! – disse July assim que foi atualizada sobre o assunto.
—Como assim? – Oliver perguntou.
—Bem, faça entender que os dragões estão fragilizados, tipo que os imperadores morreram e que a população está no controle dos Onedara’s! Algo assim. — disse July empolgada.
Daniel apareceu na porta com eu pai.
—O povo não aceitaria ser rebaixado assim, somos muito orgulhosos! – disse Helias sorrindo como se estivesse no assunto desde o começo.
—Pai? – eu levantei bamba nas pernas – Você abriu o portal duas vezes?
—Não. – meu pai disse serio – você que abriu esse ultimo portal, não é?
—Não.
Pânico. Eu quase desmaiei. Abri dezenas de portais na sala, uma para cada canto de Drakenyard.
—ALERTA! – gritei para população de dragões, meu pai entrou no portal e transformou em um grande dragão negro.
—Conselheiros vão para Drakenyard agora! – todos me obedeceram e foram, os antigos e novos – Classe A de dragões faça a divisão de procura por rua. – eu mandei.
—Deixe-nos ajudar! – disse Fernando e eu autorizei. Todos da sala foram para Drakenyard.
Dhiren estava em Drakenyard.
Todos estavam assustados, mas não entraram em pânico, não visivelmente. Eu conhecia cada ser de Drakenyard. Eu os conhecia muito bem, no nível se saber quem é só de sentir a presença.
Havias dragões soldados em cada, rua, em térreo e no céu. Meu pai estava em cima do Castelo.
Eu sabia para onde ir, fui correndo e Hatori com o Paulo me seguiram. Entrei no castelo, tinha vários soldados lá, desci as escadas até os fundos do castelo, abri a grande porta e desci mais escadas. Hatori iluminou com a chama de sua espada, mas a espada não era visível nesse momento.
Kalaram.
Lá estava o grande esqueleto do jeito que vi antes. Analisei o lugar, atravessei o esqueleto e fui até a porta de trás.
—Ele não poderia ter entrado aqui sem alguém ver, veja quantos guardas estão aqui. – disse Paulo.
—Luna, talvez ele foi ao altar daqui, não é possível ser isso? – perguntou Hatori tocando em meu ombro de forma pacifica como se nem estivéssemos em alerta.
—Lisa está lá com a família religiosa. – eu disse – Eles teriam notado.
Ódio percorria meu corpo. Lucy, não me desaponte. Equipei a armadura no Oni Lucy.
—O que vai fazer? – disse Paulo preocupado com minha expressão.
—Foi segregar o que eu conheço do que eu não conheço. – respondi e fui para a grande sacada da sala dos imperadores correndo. Lá olhei para os retratos e lá estava Dhiren.
Laila se juntou a nós.
—Aqueles que estão de fora de Drakenyard não poderão entrar mais. – eu disse – Só se eu pessoalmente abrir o campo para eles.
—O que quer dizer minha filha? – minha mãe disse aflita.
—Temos uma media quantia de dragões fazendo as buscas em outros lugares do mundo, e tem os que vivem nas praias no continente vizinho. – disse Paulo.
—Mande todos para cá após se juntarem. – eu respondi – Os portais são abertos pelos imperadores, o dragão junto com a deusa que consagrou esse poder. Eu não posso quebrar esse poder.
Eles me observavam atentamente, mas não diziam nada.
—Mas posso colocar restrições. – entendi a mão ao céu e uma bola vermelha no alto, em uma grande distancia se formou. Ela crescia como uma redoma em volta de toda Drakenyard. O poder que saia dela era incrível, era devastador, era o meu poder. – NÃO ME SUBESTIME DHIREN. — eu gritei – SE ACHOU DIFICIL MATAR KALARAM, VAI SER IMPOSSIVEL ME MATAR.
Um portal se abriu. Vi meu pai e Daniel no telhado do castelo, não foram eles. Foi o medroso do Dhiren indo embora.
A redoma vermelha cobriu todo o lugar e se tornou transparente. Meu pai voou bem no alto, tão alto que ele era um pequeno ponto no céu. Ele se chocou com o “teto” da redoma e jogou uma grande chama negra nela. Nada. A redoma era muito forte. Ele voltou e se juntou a nós.
—Luna? – perguntou Daniel e que chegou junto com meu pai.
Eu sorri para todos. Obrigada Lucy. Só um Oni que desafiaria uma consagração da deusa. Por isso consegui fazer a restrição.
Desmaiei.
Estava tão macio meu coxão que eu não queria sair dele. Estava tão quentinho e confortável.
“Luna”
Eu sentia deitada em uma pena, eu virei o corpo para o outro lado.
“Luna”
O travesseiro parecia fazer massagem em minha cabeça.
“Luna está escutando?”
Ouvi a voz fraca e calma me chamar, abri os olhos lentamente e vi Hatori na minha frente. Que linda visão. Eu peguei a mão dele e disse “bom dia”. Ele parecia angustiado, a testa dele estava enrugada.
Helias estava aqui também. E Orochi.
—O que? – me levantei e Hatori segurou meus ombros fazendo-me deitar novamente.
—Espera luna! – disse Helias bravo, mas com lagrimas nos olhos.
—Pai, algo aconteceu? – eu perguntei preocupada.
—Vou lhe mostrar. – disse Orochi e pegou um espelho. Cabelos brancos e não loiros. Olhos vermelhos e não azuis. Era esse o reflexo que estava no espelho – Acho que usar o poder Oni em um nível tão elevado alterou sua forma. Você tem tanto controle do oni que se fundiu a ele.
—Onde estou? – perguntei sem mostrar meu desespero. Eu odiei esse visual.
—Na divisão dois. – disse Hatori – Aqui você tem mais suporte do que em outros lugares. Orochi foi de grande ajuda.
—Como está drakenyard? — perguntei para meu pai.
—Está bem, não ouve mais sinais de portais sendo abertos e também não é mais possível abrir portais dentro de drakenyard, vim aqui pelo portal do Magus em baixo do altar do nosso mundo, mas não sei se pode abrir o portal por fora, pois não tem como sair sem você abrir a redoma. – Helias deu uma pausa – Magus e Alma estão pesquisando sobre o que Dhiren poderia ter feito em Drakenyard, mas mesmo depois de tanto tempo não tiveram conclusões exatas, ele pode ter ido só para passar medo talvez. E tem um media população acampada do lado de fora da redoma esperando você para entrarem.
—Certo, assim que me derem alta os deixo entrarem. Como assim depois de tanto tempo? – levantei a sobrancelha.
—Faz, dois meses, luna. – disse Helias chorando mais e me abraçando – Faz dois meses minha criança que você não acorda.
Dois meses?! Como pode? Eu perdi dois meses.
Orochi saiu do quarto e meu pai foi avisar os conselheiros, minha família, amigos, súditos, a todos, que eu estava bem.
Olhei para Hatori que também tinha os olhos vermelhos. Ele deve ter chorado, apesar de estar calmo. Eu o abracei forte.
—Eu estava preocupado com você. – ele retribui o abraço.
—Eu estou bem. Só preciso tomar um banho! – respondi, percebi que eu não estava fedendo, mas eu não tomava banho por dois meses.
—Vou chamar uma enfermeira. – Hatori deu um beijo na minha testa e saiu. Eu estava no castelo da divisão dois. Parece que trouxeram médicos, enfermeiras e auxiliares para me atender. Logo a enfermeira veio, apesar de eu achar que estava bem e não necessitava de ajuda ela me deu banho.
Depois de algumas horas eu fui “liberada”, mas me mandaram para o quarto. E lógico que eu não iria ficar lá. Sai do quarto, havia comido algo antes e estava bem.
Paulo veio correndo quando me viu e me abraçou – Como você está?
—Velha. – levantei meus cabelos brancos — e você?
— Tá parecendo um dragão da primeira raça. – Paulo riu – Você sabe o trabalho que deu?
—Eu quero ir para Drakenyard liberar o povo que quer entrar! – eu dei um soco no ombro dele – Leve-me lá!
—Você está se recuperando. – Paulo disse.
—Espera! – eu abri um portal, um portal bem na sala dos imperadores, meu pai disse que não conseguia, mas eu consigo. Entrei nele junto com Paulo.
—Ah, é você! – disse Daniel que estava na sala com um punhado de papel, ele correu até mim – Que bom que está bem? – falou com a voz chorosa.
—Duvidou que eu não ficasse? – sorri. Helias apareceu na sala com minha mãe, que sem falar nada me encheu de beijos e abraços chorando muito.
—Foi a Luna que abriu o portal? – meu pai perguntou e Daniel confirmou.
—Eu consigo abrir dentro da redoma. – eu disse ainda com minha mãe me abraçando.
—Vamos lá liberar o povo que está de fora. — Disse Paulo. E assim fomos fazer.
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