Três Almas
35 34° Capítulo
Notas iniciais
Estávamos no jardim dos Oda’s puros Orochi tinha chegado com um grupo de lustoffor’s que não entraram no castelo, Helio não veio.
—Tem certeza disso? – Paulo cochichou em meu ouvido. Ele parecia preocupado.
—Eu acho que você esta exagerando, sou forte e jovem, então nada vai acontecer.
—Premingers não vivem muito. – disse Paulo com uma expressão abalada — Você está velha se for comparar. – ele dá um sorriso fraco.
—Não estamos falando de Lunally Preminger. Estamos falando de Luna Dragneel! – sorrio e puxo as bochechas dele.
—Podemos começar? Pergunta Carlos e Fernando acenando a cabeça ao seu lado.
Uma grande espada roxa surge no céu. A espada do dragão do escolhido Hatori. Era um poder extraordinário, preenchia todo o local.
Eu estava sentada no chão e o Hatori colocou a mão na minha testa. Os dragões e humanos observavam com cautela. Símbolos com cores vibrantes surgiram na minha frente. Os olhos azuis de Hatori brilhavam. O selo rompeu.
“olá”
—Oi? – eu olhei para os lados. Eu estava no mesmo lugar. Só que o tempo tinha parado. As pessoas estavam congeladas. Só eu me movia.
“Quem diria que esse selo poderia ser usado”
—Quem fala? – senti um arrepio na espinha. Será que era outro Oni falando comigo?
Uma mulher loira de olhos azuis surgiu na minha frente. Ela era muito parecida comigo.
—Sara. – eu disse baixinho e com desgosto.
“Eu não vim para conversar ou me desculpar. O que fiz foi para Salvar essa humanidade, foi para tornar ela capaz de se defender, mas essas mentes limitadas não aceitaram meus métodos”.
Eu olhei com descaso, eu não esperava desculpas.
“Por mais que me sacrifiquei. E dei tudo de mim para essa causa. Fui traída. Se não podes ser parte de seu resultado, então não tem graça deixa ló prosseguir”.
Eu sentia a tristeza na voz daquela mulher. Como ela estava aqui? Não tinha morrido?
“Esse selo é vivo, eu podia atualizar ele independente de você estar comigo ou não. Por isso tem informações atualizadas. Gaia não sabe desse selo.” – Sara se aproxima e me encara – “guardei nesse selo informações preciosas, as quais não tem como os preminger’s alterar”.
Um livro de capa vermelha surge na mão dela, então ele entrega para mim.
“Não sei seus objetivos, ou sua causa, e não me interesso, mas sei que vai realizar meu desejo. Mate os preminger’s que me traíram. Os que me serviram te ajudaram”
—Luna? – Hatori fala – Não aconteceu nada. – ele olha para Paulo, este vem para perto de mim.
—Que isso? – ele aponta para o livro que eu segurava.
—Sara me deu. – eu disse com um olhar perdido e pensativo. Olhei para Orochi – Você sabe... Quero os que ajudaram Sara.
—O que? – Helias falou sem entender nada.
Orochi me olha e dá a entender meu recado. – Eles viram aos poucos.
—Não para cá! – disse Fernando – O que está acontecendo?
—Mandem eles para minha divisão. – disse Hatori que me auxiliou a levantar.
Helias, July, Túlio e Carlos pareciam perdidos.
—Nesse livro tem informações preciosas sobre os preminger’s. – Eu expliquei — Sara fez o selo com o intuito de se vingar se fosse traída. Ela disse que os preminger’ que ajudava ela serão nossos aliados!
—Hatori, você deve nos atualizar de qualquer descoberta! – disse Carlos serio.
—Claro.
Preciso falar com meus conselheiros. – Finn e Roberto... – eu disse meio confusa – Eles estão com a divisão 3. – As pessoas prestavam atenção em mim – Eles conseguiram grandes informações. Vânia e Oliver estão na divisão 2. Não conseguiram nada. – eu olhei para meu pai. Este estava do lado de Túlio – Quero ver a fênix.
—Você está bem? – perguntou Helias – Parece estar falando coisas sem nexo.
—Cadê o Daniel? – eu perguntei. Não sabia também porque estava falando coisa com coisa.
—Quer que ele venha aqui? – perguntou Paulo.
Eu levantei e fui para fora do castelo. Hatori puxou minha mão. E me olhou confuso. Helias, Tulio e Paulo me seguiram. Carlos e Fernando estavam observando. Orochi veio até mim.
—Você está assim por quê? O selo que fiz não deixa você assim.
Eu olhei para os lados. Estava perdida. O altar. Isso eu tinha que ir ao altar.
—Hatori me leve ao templo da deusa desse mundo. – eu olhei para Paulo – Traga o Daniel.
Eu estava com o corpo cansado. Entrei no carro. Meu pai me enchia de perguntas e eu não respondia. Fomos até o local. Orochi foi encaminhado, junto com o preminger’s que estavam presos na divisão um para a divisão dois. Eles iriam entrar em contato com outros para serem ajudados. Tudo seria monitorado pelos Onedaras’s, lustoffor’s e pelos meus conselheiros. Dihren seria deixado de lado por enquanto.
Daniel apareceu através de um portal no local.
—Alguém aqui, conhece realmente o altar? – eu disse e me lembre de lisa. Mas senti que ela não ajudaria.
—O que quer dizer irmã? – Daniel me olhou preocupado.
“Kalaram” – a voz da deusa.
—Kalaram? – eu indaguei-me.
—O que tem ele? – Daniel me olhava com as sobrancelhas franzidas.
—Quem fez o altar? – eu perguntei para túlio.
—Em nosso mundo foi à primeira raça. A raça do kalaram: Os dragões albinos. Brancos de olhos vermelhos. – Disse Túlio.
—Isso faz muito tempo. Kalaram era da quinta geração se sua raça, o altar é bem antigo. – disse Paulo.
Eu estava em frente ao altar, ele era idêntica ao de Drakenyard. Suspenso com colunas de pedras...
—Kalaram... Deusa... Meterom... – eu tentava falar com um deles.
Carlos e Hatori conversavam.
—Esse altar também é antigo. Dos povos que viviam com os dragões, das primeiras gerações. – disse Carlos.
Olhei para Daniel em busca de respostas. E Daniel entendeu meu olhar. O menino mais inteligente do mundo.
—Se fosse para ter um tipo de sala ai dentro... É suspenso, então... – Daniel pensou com a mão o queixo – Vamos abrir o altar?
—Você é louco? É um grande desrespeito com a deusa! – disse Túlio.
Eu equipei a minha armadura de lutadora. E levantei a pedra.
—Espera... – túlio tentou dizer.
—O que é isso? – disse Hatori vendo um buraco no fundo.
—Tampe de novo. – disse Paulo.
—Por quê? – eu perguntei.
—Só faça. – eu obedeci. Paulo levantou de novo e o buraco sumiu.
—Que? – Helias fez uma expressão de surpresa falsa.
—Só o imperador pode achar o caminho para a deusa. – disse Paulo.
— Deixe-me tentar. – Helias chegou perto. Paulo fechou e Helias abriu. O buraco apareceu de novo.
Eu escutei uma respiração. Senti uma vida daquele local. Tinha algo lá dentro. Percebi que tinha escadas na lateral do buraco. Eu estava muito confusa. Será que era o... Meu corpo amoleceu e minhas pernas ficaram bambas. Paulo e Hatori notaram minha mudança e vieram até mim. Eles perguntavam se eu estava bem, mas eu não respondia. Que medo era esse? Dirhen não podia me passar medo.
Olhei para o dois – Tenho que entrar ai dentro.
—Vamos organizar um grupo... – Hatori tinha começado a dizer preocupado comigo.
—Não! – eu levantei – Só sangue imperial entra ai dentro. Eu, Daniel, Helias...
—E Dirhen. – disse Helias. Seus olhos ficaram totalmente pretos.
—Espera! – disse Paulo com um tom desesperado, acho que não foi a intenção dela, mas não teve como medir – Vamos organizar isso direito. Deve ter alguns arquivos sobre isso na grande biblioteca do Drakenyard. Temos que tentar saber o que tem ai dentro antes se sair entrando!
—Paulo... – eu tentei conversar com ele.
—Não! Isso é questão de segurança máxima! — disse Paulo apontando o dedo – Chame lisa e sua família, se é sobre o altar a família religiosa deve saber algo. E você Luna! Deve marcar uma reunião com os seus conselheiros! Não pode decidir coisas assim.
—Acalmem-se! – disse Carlos em um tom repreensivo – Isso está no meu território, quero estar dentro das decisões.
Eu entendi o pavor de Paulo. Dirhen, seu pai poderia estar lá. Eu cheguei perto do Paulo.
—Sinto muito. Mas não sou uma imperatriz exemplar. – eu corri e pulei no buraco nem usei as escadas. Os que estavam comigo me seguiram, mas somente Helias e Daniel entraram, o resto foi bloqueado por algum tipo de campo de força.
Estava tudo escuro, era uma caverna. Equipei minha armadura de fogo e acendi um chama.
—Tome cuidado onde pisa. – disse Helias.
—Lembre-me porque eu pulei mesmo? – Daniel falou com um pouco de medo.
—Porque somos loucos meu filho.
—Ah, claro. A Luna que escuta vozes e nós somos loucos. – Daniel diz com ironia.
Era um caminho reto. Andávamos procurando um fim, eu notei grandes correntes grossas no chão. Eram bem velhas, pois estavam completamente cobertas por ferrugem. A caverna era feita, não era natural, ela era perfeita de mais, sem falhas no chão, no teto e nas paredes. Tinha alguns desenhos em suas estruturas, escritas, coisas bem feitas.
—Essa escrita... – Daniel analisava cada detalhe. A corrente se mexeu e eu a segui até seu fim. Iluminei o local onde fui parar.
Olhos vermelhos grandes e uma extensão corporal branca.
—Ahh... – eu ia começar a gritar, mas parei. O grande dragão não me atacou – Quem é você? — eu disse baixinho para que os outros dois não escutassem.
—Kalaram? – disse o Grande dragão branco me olhando. Sua voz era rouca e velha.
—Você é Kalaram? – eu estava preste a pular de alegria.
—Não. Você tem o sangue dele. – O dragão bufa e sai fumaça branca de seu nariz – Eu sou Magus.
—Luna? – meu pai gritou.
—Cale a boca! – eu gritei de volta. Meu pai veio até mim junto com o Daniel. Eles viram o grande dragão branco.
—Minha Fênix. – meu pai disse e Daniel pareceu aterrorizado com a cena.
—Esse é Magus. – eu disse sorrindo.
—Três? – Magus disse calmamente, mas parecia um pouco surpreso. Não sabia se ele referia aos três imperadores ou as três almas.
—Quem é você? – perguntou Daniel.
—Uma humana? Oni? — Magus me olhava com curiosidade – Dragona?
—Eu posso explicar depois, mas preciso saber quem é você? E o que faz aqui? – eu disse para Magus.
—Porque eu lhe diria isso... – Magus abriu bem seus olhos vermelhos o que fez a todos se assustarem – Fenix... Você... – Magus me olha confuso.
—O que? – Helias fala.
—Você garota – Magus continua deitado e volta com a expressão normal dos olhos e diz calmo – estou a seu dispor. A Deusa assim desejou. – A Deusa fênix tinha falado com o Magus, eu senti isso.
—Você consegue sair daqui? – eu perguntei vendo as correntes que prendia as quatro patas de Magus.
—Se você permitir. Eu posso. – diz Magus.
—Claro que pode! – eu sorrio e as correntes quebram. Magus se movimenta e atrás dele tem uma grande porta, igual a que tem atrás de Kalaram em Drakenyard. Magus abra a porta e vai dar para um lugar com muita neve. Ele entrar no portal e espera nos atravessarmos. O estranho é que eu não senti o portal se abrir.
—Que lugar é esse? – eu pergunto gritando, pelo grave som do vento e neve.
—É o mundo dragão. – diz Daniel – Só que está fora das barreiras de Drakenyard. Tem mundo depois de Drakenyard.
—Porque tem três imperadores vivendo juntos? — Magus perguntou, ele estava deitado na neve, parecia não se incomodar com todo aquele vento.
—Eu sou Helias! – disse meu pai – Podemos ir para um lugar melhor, assim podemos conversar. A neve parou. Um grupo de dragões em forma humana. Eram três, de cabelos brancos e olhos vermelhos vieram até nós.
—Magus! Vamos até aos aposentos. Faz muito tempo. – disse uma mulher abraçando Magus que se transformou na sua forma humana.
Eu e os imperadores nos encaramos, era tudo muito novo para nós. Seguimos os dragões da primeira raça até um castelo de gelo. Era lindo. Todo polido como se fosse cristal. Mas era muito gelado, e nossas roupas não favoreciam.
—Coloquem esses casacos. – Disse a Mulher de antes – Sente-se na lareira. – Tinha um fogo azul saindo da lareira, aquecia, mas era muito diferente de qualquer chama que já vi – Meu nome é Alma.
—Magus? Cadê ele? — eu perguntei.
Logo estávamos todos reunidos. Os imperadores, Magus, Alma, um homen e uma mulhere. Expliquei nossa situação, desde a grande guerra até o dia em que Helias me achou, falei sobre minhas almas, sobre os humanos, sobre as espadas do dragão, falei tudo, eu senti que podia confiar naquele grupo.
—Entendo. – Disse Magus. Ele me lembrou do Hatori por um momento. Apesar de suas aparências serem opostas.
—E agora falem de vocês! – disse Daniel apreensivo.
—Sou o guardião do portal oculto. – disse Magus – Vocês não sentiram o portal abrir, ninguém sente. – Magus continua calmo a falar. — É um portal sem dono. Kalaram o deixou em minha responsabilidade, eu não sai de lá desde então. Fico triste em saber que ele morreu, a deusa me disse antes. Ela parou de conversar comigo depois que Kalaram morreu, até você vir até mim.
—Coisas terríveis aconteceram como eles contaram Magus – disse alma, que parecia se muito ligada ao dragão branco – Mas o extermínio da primeira raça foi o pior. Kalaram perdeu injustamente. – Magus passou a mão nos cabelos de alma.
—Como assim injustamente? – perguntou Helias.
—Lunally. – Falou Magus – Nós – ele referiu a ele e aos dragões albinos – Somos os últimos da primeira raça de dragões. Kalaram era nosso líder. Seus conselheiros eram os melhores, justos e competentes. Kalaram era abençoado pela divindade. Então como alguém assim poderia ser derrubado tão levianamente?
Eu estava tentando pensar o que magus falou, mas nada vinha em minha mente.
—Se pegue como base. – disse Magus.
Como eu poderia ser derrotada? Impossível.
—Loucura. – eu disse bem baixinho.
—Kalaram foi levado à insanidade. Ninguém poderia derrotar ele, só ele mesmo poderia fazer isso. – disse Magus – Kalaram ficou com medo de si. Ninguém percebeu sua inquietação, só os mais próximos. Então ele tomou medidas, disse aos seus conselheiros para fazer as espadas, me deixou em guarda no portal que a fênix lhe deu. Ele queria fazer mais, porem foi morto.
Eu estava entrando em pânico, não sabia o que dizer. Meu pai e Daniel Também não. – Como kalaram ficou assim?
—A família dele morreu. Alguns grupos se rebelaram, mas Kalaram poderia supera isso, certo? – Magus me olhava intensamente – Mais algo estava errado com ele, alguém estava o perturbando, estava o levando à loucura. A espada branca e preta são muito perigosas, elas foram usadas em Kalaram, selos de morte e distúrbio foram colocados nele. Kalaram era forte e não morreu por isso também. Mas a deusa o abandonou. Depois disso qualquer um poderia matar ele.
Lagrimas correram em meus olhos, Kalaram tinha sofrido tanto. Ele foi totalmente manipulado para a morte. Como pode Dirhen ser tão injusto? – Porque a deusa abandonou Kalaram? – eu perguntei chorando. Eu estava triste e com raiva.
—Porque já não existia mais Kalaram – Magus me olhou com um olhar de compreensão a minha dor – Kalaram tinha morrido há muito tempo, em seu espírito, era só uma carcaça violenta que sobrou. Ele não foi forte de mente o suficiente para perecer.
—Isso vai acontecer comigo? – eu chorei mais ainda.
Helias e Daniel me abraçaram. Magus e alma pareciam tristes e o outro casal nos observava.
—Eu não sei. – disse Magus.
—Não vai! — gritou Daniel chorando.
—Você é forte minha filha! – disse Helias chorando também.
—Como? – eu perguntei para Magus –Como Dirhen tinha conhecimento de selos assim?
—Não sei.
—O mundo humano era aberto com o Dragão. – disse Helias – Ele teve ajuda humana.
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