Três Almas

13 13° Capítulo


Notas iniciais
Eu percebi que vocês gostaram de eu ter lançado dois capítulos e como estou cheia de criatividade para escrever, vou lançar dois de novo! *joga Glitter*

Daniel estava uma pilha de nervos, papai como sempre não resolveu a papelada que tinha que assinar. Daniel organizou tudo com os conselheiros, o Helias só tinha que assinar, mas não fez, então Daniel o fez assinar agora, pois tinha que entregar antes do almoço.

– Porque não foi procurar Paulo? – Benezeu me perguntou, apenas ele dos três eleitos participava das reuniões.

– Daniel achou melhor eu procurar ele depois do festival da floresta!

–Quando o mais rápido melhor! – disse Benezeu.

–Amanha é a festa, depois eu procuro ele. — falei e encerrei a conversa.

O castelo estava uma bagunça, então eu resolvi ir a o tumulo de Kalaram, eu peguei meu colar de ferro forjado pelo meu fogo de dragão e desci, eu considero aquele lugar como o lugar onde eu nasci, onde eu nasci como um dragão.

–Como sempre grande e poderoso, não é Kalaram? – eu disse para aqueles esqueleto montando pingando sangue, coloquei me colar no sangue para banhar ele, pois o sangue era sagrado.

Papai me explicou que o esqueleto de todos os imperadores que morrerem ficaria ali, mas como nenhum deles mais morreu ficou só o de kalaram, o sangue de um dragão consagrado como imperador era sagrado, por isso transformava um humano em dragão, era o sangue do coração da deusa fênix, mas só o sangue de um dragão imperador morto podia virar sagrado.

– O que tem atrás de você? – falei enquanto eu dava a volta no salão.

Tinha uma porta, uma porta idêntica a que eu passei para vir para o mundo dos dragões, será que era um portal? Mas só papai podia controlar eles, só ele e mais ninguém! Como sou curiosa, eu tentei abrir a porta e ela abriu.

Tinha um castelo na minha frente, um castelo com tons azuis e era enorme, do tamanho do que eu morava, era a lateral do castelo, eu dei um passo para frente e a porta desapareceu.

– O QUE??? – eu gritei – ABRE!!! SOCORRO! – eu entrei em pânico e agora como vou voltar? Cadê meus pais?

– Parada! – era um humano, vou morrer pronto, eu sabia a vida estava boa demais nesses últimos dois anos. -Quem é você? – era um garoto de olhos azuis e cabelos negros, ele era muito bonito.

–Sou uma mendiga! – eu falei.

–Como uma mendiga entrou no castelo dos Onedara’s? – perguntou o garoto.

–Onedara’s? – eu falei – Você é um onedara?

–Sim. – o garoto respondeu – Qual é o seu nome?

– Luna. – respondi

– De onde você vem Luna? – ele continuou perguntando.

–De qual parte dos Onedara’s você é?

– Parte? – ele pareceu confuso.

– Tem três! Os Onedara’s puros, Onedara’s e Lustoffor’s, Ondedara e Scarlet’s!

– Parte? – o garoto riu – Os Onedara’s vivem juntos, mas têm três partes de apoio, eu sou do que apoiam os Lustoffor!

–Então você conhece a criança das espadas! – eu cheguei perto do garoto.

– Senhor? – um homem o chamou.

–Fique ai! Eu vou dar uma volta, está tudo bem! – gritou o garoto – Vamos sair daqui.

Fomos para um jardim fora do castelo que estávamos, era muito florido e colorido.

– O que você quer com o portador das espadas?

–Eu o quero como aliado! – me virei animada para o garoto – Ele tem o poder de meu povo, você sabe que as espadas são originais dos dragões, não é?

–Seu povo? – ele perguntou, o garoto era bastante calmo.

–Sou um dragão!

–E eu uma raposa. – ele sorriu ironicamente.

–Que bom! Somos de raças diferentes! – eu sorri igualmente.

– Quantos anos você tem? – o garoto me perguntou.

– Eu tenho nove e você?

– Onze. – o garoto me olhou — você é bem jovem, se é um dragão me mostre sua forma dragão.

–Não posso eu tenho que ir para casa! – olhei para os lados – Só não sei como.

–Você deve ter sofrido muito como mendiga e ficou louca. – disse o garoto.

–Escuta aqui... GAROTO!

–Hatori! – ele disse – Meu nome é Hatori Onedara. Você não me disse seu sobrenome.

– Lunally Dragnell.

– Não era luna? – perguntou Hatori.

–Todos me chamam assim é meu apelido!

–De onde você veio? – o Hatori me perguntou

–Toma! – eu entreguei para ele meu colar – Ele foi forjado com meu fogo de dragão.

O Hatori pegou e ficou olhando para o colar.

–Qualquer mago do fogo pode dizer que é fogo de dragão! – eu expliquei.

–Eu sei! – O Hatori me olhou – Eu sou um mago do fogo.

–Viu! É de dragão.

–Existe varias medalhas assim nesse mundo. – disse Hatori -Os dragões existiram, isso é fato, tem as sete espadas do fogo do dragão de kalaram para provar isso. – ele me olha – Você pode ter achado em algum lugar essa medalha.

–Você é burro? – eu disse braba. – Essa medalha é nova, e para o começo de conversa não é o fogo do kalaram! É o fogo dos sete conselheiros de kalaram, as espadas foram banhadas pelo sangue de kalaram, após a morte dele! Assim como minha medalha foi banhada!

–Você sabe muita coisa sobre dragões para uma mendiga.

–Eu te disse sou um dragão e não uma mendiga.

– Você é mais do que isso, você selos de ocultismo no seu corpo. –diz o Hatori – Nem sei se você é um Humano por causa desses selos.

– Kalaram, porque me deixou abrir a porta? – falei sozinha, e uma porta se abriu atrás de mim mostrando a calda de kalaram eu corri para dentro da porta. – Tchau Hatori!

– Eu sou o portador das espadas. – disse Hatori e a porta se fechou.

Eu não acreditei no que ele disse, então eu iria abrir a porta de novo, mas tinha alguém descendo.

–Quem está ai? – era Helias.

–Papai, sou eu! – disse e fui até ele.

–O que você fez? – ele parecia nervoso.

– Pai só quem é imperador pode abrir o portal, não é? – perguntei

–Só quem tem sangue de imperador real. – Helias me olhou – O que você fez?

–Eu abri o portal – disse assustada, eu tinha o sangue de Kalaram dentro de mim, o sangue de um imperador.

–E o que aconteceu? – Helias estava muito nervoso.

–Eu conheci um Onedara.

–Suba para o seu quarto! – Helias me ordenou.

–Pai eu... – tentei contar sobre as espadas.

–Obedeça luna!

Eu nunca tinha visto meu pai tão bravo assim, ainda mais comigo então eu subi.

Fiquei a tarde inteira no quarto, não sabia o porquê de tanto nervosismo, eu não fiz nada, acho melhor eu não dizer que contei com sou um dragão, e não tem como o Hatori provar que eu fui lá, espera ai CADE MEU COLAR? Isso não prova nada, o próprio Hatori disse que tinha vários como aqueles na terra.

– Luna, eu estou entrando. – disse o Daniel.

–Fique a vontade – eu falei meio desanimada.

–Fiquei sabendo que conheceu um Onedara.

–Não fiz de propósito papai ficou bravo sem motivos!

–Ele ficou com medo de alguém ter feito algo com você. – disse Daniel e eu não tive palavras para responder – Assim que ele sentiu algo estranho ele saiu e nem terminou de revisar os acordos dos festivais, mandou todo mundo não seguir ele, eu acho que ele pensou que foi o Dirhen quem abriu o portal, por isso ficou nervoso.

– O conselho sabe? – perguntei triste.

–Sabe, o conselho tem que saber tudo! – disse Daniel

– Eles vão me castigar? – falei triste e culpada.

–Sim, eles vão te amarrar de cabeça para baixo e deixar no meio da cidade por cinco dias sem comer e beber. – disse o Daniel e eu olhei assustada – Você acha que fariam isso?

–Não! – falei de imediato.

– Venha, mamãe quer ver você! – disse o Daniel me puxando.

Fomos até a sala de TV, mamãe estava lá, nos dois sentamos do lado dela, um de cada lado e ficamos abraçados por um tempo.

–Como era o Humano que você conheceu? – Perguntou mamãe fazendo carinho no meu cabelo.

–Ele era muito bonito e parecia ser muito inteligente. – eu disse.

–É o primeiro humano que você realmente conheceu. – disse mamãe.

– Conheci muitos humanos no laboratório mãe! – falei para Laila.

–Não, você conheceu monstros. – disse mamãe.

Papai entrou na sala de TV, o clima nunca esteve tão tenso, eu queria usar minha armadura de tele transporte e sair dali, mas Helias iria atrás de mim.

–Eu posso conversar a sós com a minha filha? -Helias pergunta.

–Não! – Laila responde – Vamos conversar todos juntos!

–Nossa família não tem segredos papai. – disse Daniel.

–Luna – Helias se sentou do meu lado – desculpe-me pelo jeito que falei com você, mas você cometeu um crime, viu um humano! É lei, eu decretei a proibição de termos contato com humanos, exceto eu! Você teria que ter pedido minha permissão para ir até o mundo humano.

–Ela não sabia que iria para lá Helias! – Laila me defendeu.

–Leis não perdoam desenganos, o conselho quer que eu tome medidas. — respondeu Helias.

–Desculpa papai. – eu disse choramingando.

–Eu te desculpo minha filha. – Helias me abraçou – Mas tenho que te punir, você não participará da abertura da floresta.

–O que? – disse Laila e Daniel ao mesmo tempo.

–Está decidido! – diz Helias firmemente, nem Laila quis discutir – É a melhor punição que você pode ter!

–Tudo bem, eu aceito, mas prometa me levar lá depois! – eu sorri para o papai, pois eu sabia que não era culpa dele.

–Eu prometo.

Fui para o quarto muito cedo hoje, pensei em minha punição, na minha família, no conselho e no humano. Como desculpa para meu sumiço na abertura falarão para os dragões que eu estava doente e não pude ir.

–Filha? – disse Helias entrando no meu quarto.

–Sim papai!

–Agora que você abriu o portal, você vai sentir todas as vezes que ele for aberto. – Helias se sentou na minha cama – Eu fiquei brabo, pois achei que era...

–Dirhen? – eu o interrompi

–Sim. – ele deitou ao meu lado.

–Dirhen já abriu um portal desde que foi embora?

–Duas vezes, e eu não tenho ideia do por que.

–Ele sente quando nos abrimos? – perguntei preocupada.

–Sim, mas ele não faz ideia do porque também.

– Então ele sabe quando nos estamos na terra ou não. – falei mais preocupada ainda.

–Não exatamente, podemos abrir o portal cinco vezes e não atravessar. – explicou Helias.

–Essas coisas de estrategistas. – eu comentei

–Como assim? – papai riu.

–Nada pai, nada.

Conversamos-nos mais um pouco e acabamos adormecendo.

Notas finais
Bem, agora estamos chegando a algum lugar, considero esse o marco para a historia tomar um rumo mais interessante!