Três Almas

14 14º Capítulo


Notas iniciais
Pessoas lindas, eu tentei detalhar mais as coisas nesse capítulo. Espero que vocês notem a diferença, onegai *-*

Era o dia do festival da floresta do nascimento, o dia que iriam fazer uma grande festa para deusa fênix. A família religiosa da antiga Findoram iria celebrar os rituais do festival, e eu não iria, pois eu abri um portal e tive contato com um humano sem o consentimento do imperador Helias, meu pai. Todos estavam se arrumando para comemoração, mamãe tinha arrumado tudo, cada detalhe do traje de cada um, mas ele ficou muito triste por eu não poder vestir o lindo vestido azul claro que ela mandou fazer, mamãe discutiu com papai e pediu para deixar-me ir, mas papai não se rendeu dessa vez, Helias tinha que mostrar sua autoridade.

Então eu decidi ir até a casa do Paulo, já que ele não participava de nada que tinha em Drakenyard, sabe se lá fênix porque?! Mas eu não queria perder tempo, ainda mais agora que eu estava prestes a tirar meu medo e controlar os oni's por enquanto.

A cada do Paulo era grande e bonita, como todas as casas que eu já fui, conclui que dragões têm que ter casa grande. Era toda de madeira marrom com vidros, tinha dois andares e era na beira de uma montanha, eu percebi que ele criava animais por lá, só não percebi quais eram, só vi alguns comedores e bebedores no fundo da casa, e bati na porta da grande casa.

–Lunally? – um homem alto, bonito, jovem, aparentemente, de cabelos pratas e olhos roxos me entendeu, ele estava descalço com uma roupa simples no corpo.

–Paulo? – falei surpreendida, pois pelo que sei ele é mais velho que Helias, mas Helias também aparentava ser jovem. Todos os dragões eram bem jovens. E também achei ele muito desleixado para o status que tinha.

–Entre! – disse o Paulo, ele parecia ser super simpático, mas eu não o conhecia direito, então não tirei as conclusões – Por favor, não repare a bagunça eu não limpei hoje ainda, você veio cedo! — ele me levou até a sala principal da casa dele que era bem espaçosa.

–Desculpa-me, se quiser eu venho depois. – eu disse um pouco envergonhada, eu vim cedo, pois eu não tinha o que fazer, todos estavam se arrumando para o festival, e a casa dele não estava desarrumada.

–Pode ficar você demorou, então não vou desfazer de você, desculpe-me pela falta de recepção! – disse Paulo, ele se sentou no sofá grande e confortável.

–Não, você não tem que pedir desculpa. – eu fiquei envergonhada, esse era o conselheiro eleito difícil de lidar? Helias era mesmo muito exagerado com sua historias. Sentei-me no outro sofá.

–Vamos começar? — disse paulo mexendo no computador, parecia que ele estava fechando algo que estava fazendo. Ele era bem calma, mas parecia ser bastante misterioso.

–O treino? – perguntei, pois a gente nem conversou nem nada para já treinarmos alguma coisa.

–Sim! — ele se levantou e colocou o Notebook na mesa.

–Tudo bem. — eu respondi, não quis questionar, não sei como ele iria encarar minha curiosidade.

O Paulo pegou alguns livros e sentou ao meu lado, pois eu não tinha levantado do sofá ainda e disse: — Você está bem? — e sorriu.

–Sim e você? – eu falei sorrindo, mas estranhando a pergunta. Ele era bem simpático.

–Que bom você se importa com as pessoas. – disse Paulo sem responder minha pergunta e eu não comentei, não questionei ele – E não é muito palpiteira. – me mantive em silencio. – Você é forte?

–Muito! – eu respondi com um certo orgulho de mim.

–Confiança, isso é bom. — Ele largou os livros e encostou as costas no sofá.

–Que tipo de treinamento é esse? – perguntei, tentei questionar, pois ele parecia ser fácil de conversar.

–Talvez seja um pouco palpiteira. – diz Paulo – Eu estou conversando com você. — ele cruzou os braços.

–Você tem família? – perguntei tentando puxar assunto para com paulo, já que ele queria conversar.

–Não, meu pai matou minha mãe e fugiu, — Paulo olhou para frente e as palavras dele me deixaram triste -, meu pai é o Dirhen. — ele revelou.

–Pelo menos ele não te matou. — eu disse pensando em melhorar o humor dele, meio que é verdade Dhiren matou a mulher, deu ela para os preminger's, pois ele tinha as sete espadas, e fugiu.

–Positiva. – disse Paulo, a historia dele me chocou, mas não quis demonstrar pena, eu nunca quis que ninguém tivesse pena de mim, então acho que os dragões como são orgulhosos não gostam de ver os outros com pena deles também. — Você tem que estar em perigo de morte, quer tentar agora? — paulo falou mudando de assunto.

–Sim. – eu estava determinada. Eu estava disposta a fazer qualquer treino desafiador que ele pudesse me dar.

Fomos para o fundo da casa, tinha um precipício no quintal dos fundos dele, pois era em uma montanha e umas galinhas no canto que eram os animais que ele criava. Paulo pegou uma tinta dourada e fez vários círculos nos meus braços e pernas, e uma na testa, ainda bem que eu estava de short e blusa de alça fina. Depois falou palavras que eu desconhecia, deveria ser a antiga língua de dragões, a primeira raça de dragões tinha seu dialeto, era a raça de Kalaram. E me disse pala piscar quatro vezes, na quarta vez que eu pisquei em eu senti um vazio no corpo, como se tudo que me preenchia tivesse sumido.

–Você não pode usar magia e nem se transformar em dragão. — Paulo disse e me empurrou da montanha.

Meu coração estava disparado. Como ele pode me empurrar assim? e tirou meus recursos de me proteger. Eu tentei agarrar em alguns galhos que saiam da parede da montanha, tentei virar dragão, equipar, fazer algo, então eu senti minha segundo Oni: Lucy. Os círculos que Paulo fez em meu corpo se desfizeram e eu equipei a Lucy, era uma armadura vermelha, uma esfera preta transparente me envolveu e eu pousei no chão, lentamente, a esfera se desfez e uma grande cratera foi feita no chão que eu pousei.

–Suprimir! – Paulo gritou e pulou da montanha de cabeça com o braço esticado para frente, quando ele chegou perto de mim colocou o dedo na minha testa e se transformou em dragão. depois ficou a minha frente.

____*-*____

Eu estava meio sonolenta, com dor de cabeça e com fome. Acordei em um quarto diferente do meu, estranhei.

–Pai? – eu disse buscando por Helias.

–Ele deve estar na festa. – disse Paulo vindo na minha direção com uma xícara de chá na mão.

–Porque você me ajudou? –perguntei para Paulo e ele me entregou a xícara para eu beber – Você quer vingança contra seu pai? — eu esqueci meu bom senso de não questionar e quis perguntar sobre as intenções dele.

–Eu sou Paulo o conselheiro eleito pelo povo! – disse Paulo se sentando na beira da cama enorme que eu estava sentada – Se eu fui eleito foi porque eu mereci! E eu tenho uma divida com o povo, se tem uma ameaça eu devo erradicar ele! Eu vou te ajudar, pois você me parece valer a pena tentar.

–Você parece ser mais legal do que eu pensava! – falei, confirmei que Helias tinha exagerado sobre todos, pois até Benezeu me ajudou e foi útil!

–Eu te empurro da montanha e você me chama de legal? Isso sim é surpreendente. — disse Paulo rindo e pegando a xícara que eu entreguei para ele, pois já bebi tudo.

–Já fizeram coisas piores comigo! – eu ri, agora eu estava live dos oni's, eu acho.

–Agora você tem que treinar suas armaduras Oni, lutando comigo todos os dias! – disse Paulo levantando e saindo do quarto, eu o segui.

– Eu nunca lutei com o terceiro oni, o Meterom! — expliquei para ele.

–Você vai equipar ela muito a partir de agora. — Paulo sorriu e se sentou no banco da cozinha, era uma cozinha bem equipada e cheia de coisas que eu não sabia para que usava.

–O que você fez quando gritou suprimir? – perguntei curiosa, eu tinha que saber o que aconteceu comigo. Me sentei no banco do lado dele.

–Suprimi seu medo! – Paulo sorriu – Agora os oni’s não podem te dominar, por um tempo. — ele disse e eu senti um arrepio no corpo, eu não estava livre dos oni's — Quando você crescer e desenvolver novos medos, teremos que achar outra solução, isso não funciona duas vezes, mas tem outros jeitos de resolver isso, a não ser que você perca todas as suas forças e deixe se corromper, se for assim não tem como te salvar!

–Isso não vai acontecer! — eu disse determinada, eu não sei que tipos de medos eu posso a vir desenvolver, mas tenho minha família e amigos para me ajudar a vencer.

–Quer ir ao festival da floresta? – perguntou o Paulo mudando de assunto novamente.

–Não posso. – eu falei triste, pois eu estava de castigo.

–Se ninguém ver não tem problema. — Paulo sorriu de um jeito meio travesso, pegou uma maça e me entregou, ele sabia que eu estava com fome.

–Eu prometi, eu não vou! – insisti, pois eu não queria ceder, eu queria ir, mas não queria desobedecer Helias.

–Você é obediente! -Paulo disse rindo de mim — Vamos depois que acabar, assim você não irá descumprir seu dever! Você foi proibida de ir no festival, e não na floresta.

–Acho que se for assim, tudo bem? — eu disse um pouco feliz, eu queria ver a floresta do nascimento mesmo.

Paulo fez macarrão para comermos. Esperamos dar 4 horas da madrugada do dia seguinte, e entramos na floresta.

A floresta era linda.

As árvores em volta eram grossas, dava para umas dez pessoas abraçarem eles, e eram de casca clara, as folhas delas formavam um teto em cima, todas as folhas eram esverdeadas e amareladas, o movimenta das folhas era como se elas estivessem dançando no céu.

No meio da floresta do nascimento tinha um altar com uma fênix desenhada e várias estatuas de fênix ao redor, era de uma pedra clara e o céu era limpo acima do altar.

Os vestígios do festival estavam nas bordas da floresta, o meio dela se conservava. Era uma linda floresta.

–É mágica, não é? – disse o Paulo sorrindo e olhando para altar.

–É. – eu respondi, subi no altar e coloquei a mão na figura da fênix no chão e senti algo me percorrer — A deusa fênix está conosco. — era uma boa energia.

Voltei para casa logo depois que sai da floresta e me despedi de Paulo. Mamãe e papai estavam dormindo e Daniel esperava-me meu quarto.

–Você demorou! – disse Daniel de braços cruzados com as sobrancelhas juntas na face.

Eu contei o que fiz hoje, sobre o Paulo, o treinamento e a floresta. Eu confiava muito em Daniel e sabia que ele não iria contar para ninguém. Meu doce e precioso irmão, o irmão que eu escolhi ter.

Daniel tinha me contado do festival. Ele disse que só a comida foi boa, a família religiosa da antiga Findoram celebrou rituais chatos e longos, e ele, papai e mamãe tiveram que ficar me pé por um longo tempo. disse que papai fez um discurso sem noção e que nem tinha preparado antes. Contou que a filha da família religiosa da antiga Findoram era muito legal e que eu iria gostar dela.

Acabamos dormindo entre nossas conversas.

Notas finais
Espero que tenham gostado de meu empenho em detalhar tudo! Vou continuar assim! *-*