Trying to Survive
2 Capítulo 2
Saí da fileira dos enlatados e voltei para o caixa, a atendente ainda estava gritando tentando me pegar, o cachorrinho latiu para ela, o que fez com que os outros zumbis se virarem, peguei ele no colo e saí correndo do mercado. Sherry não estava na entrada.
– Sherry? — gritei desesperada — Sherry!
Ela apareceu de repente, atrás de mim, que acabou me dando um susto.
– Calma, Holly! — ela gritou.
– Me desculpe — falei — Eu fiquei preocupada.
Ela deu um sorriso inocente, mas de repente fechou a cara.
– O que é isso no seus braços? — ela perguntou.
Quando fui explicar o que era, o cachorrinho pulou dos meus braços e foi para as pernas de Sherry.
– Um cachorrinho! — ela gritou e se abaixou.
– Sim, qual nome nós damos? — perguntei para ela.
– Eu não sei... — ela disse — Você escolhe!
Olhei para o mercado, os zumbis estavam se aproximando rapidamente.
– Tudo bem, mas temos que ir! -falei.
Ela olhou para trás, e concordou com a cabeça e saímos correndo do mercado, o cachorro nos seguiu.
Corremos até acharmos um lugar seguro, que foi uma loja de roupas. Entramos desesperadas e fechamos a porta rapidamente, sem dúvida alguma. A loja tinha um tom verde claro e estava cheia de roupas obviamente, o cachorrinho pulou em uma pilha de roupas e pareceu dormir.
– Bem folgado ele — comentei.
– Tenha calma, Holly — disse Sherry — Você nunca teve um animalzinho de estimação, né?
Ela estava certa, nunca tive um animalzinho, meus pais tinham uma alergia pesada à animais, não sei como me tiveram.
– Nunca tive. — falei.
– Bom agora tem — disse ela com um sorriso na cara — E qual é o nome dele?
– Sam — falei.
Foi o primeiro nome que veio à minha cabeça, e depois me arrependi porque Sam é muito.... normal.
– Tudo bem! — ela disse parecendo satisfeita.
– Você está com fome, Sherry? — perguntei.
– Não, e você?
– Não, também — falei — Vou falar com Sam.
– É isso aí! — ela disse sorrindo.
Sherry era tão bonita, tinha cabelos dourados e lindos olhos azuis, usava um vestidinho florido, com um pouco de... sangue. Sempre odiei meu cabelo ruivo, algumas patricinhas me zoavam por isso, me pergunto se elas estão vivas.
Fui até Sam, ele acordou imediatamente quando cheguei perto.
– Como vai, Sam?
Ele latiu e pulou em cima de mim.
– Está feliz, não é? — perguntei — O que você estava fazendo lá no mercado?
Ele me deu uma lambida nojenta, quase dei um grito.
Provavelmente o dono dele morreu lá no mercado, isso me fez lembrar dos meus pais, o que me deixou muito triste.
Eles morreram tentando me salvar, e o pior de tudo, é que vi eles transformados, afastei todos os pensamentos deles e voltei minha atenção para Sam.
– Não vi se tinha ração no mercado — lembrei — Me desculpe.
Vi na internet que cachorros não podem comer tudo, mas minha tia dava tudo que ela via para o cachorro dela.
– Sherry, eu peguei alguma coisa para cachorros? — perguntei para ela.
– Não! — ouvi o grito dela.
– Onde você está?
Ela não respondeu.
Sam pulou de volta para pilha e voltou a dormir. Me levantei e saí da entrada da loja, um corredor levava para o banheiro e para um estoque de roupas.
A porta do banheiro estava fechada, então era óbvio que Sherry estava lá. Voltei para a entrada.
– Talvez eu deveria trocar de roupa — falei — Essas não estão em bom estado e não esquentam muito.
Fui até a sessão de blusas e peguei uma vermelha, nela estava escrito "eu sou um alien", isso me definiu muito bem. Depois fui para outras sessões, peguei um moletom preto, um par de botas e uma toca e fui até o provador. Vesti todas as peças e caíram muito bem, muito na moda, na verdade, a moda atual é ser morto-vivo.
Quando saí do provador, Sherry estava fazendo carinho em Sam, que estava dormindo, quando ele me viu ela deu um pulo para trás.
– É você? — ela perguntou sorrindo.
– É, sou eu! — gritei.
– Está ótima! — disse me examinando — Vou ver uma roupa para mim.
Enquanto ela olhava para as roupas, abri as cortinas da janela e vi os mortos-vivos vagando pela rua, nenhum estava batendo desesperadamente na porta. Fechei as cortinas e me virei, Sherry estava com todo um novo "look", usava um vesti preto com um casaco marrom.
– Agora eu sou gótica! — ela gritou — Combina muito com o apocalipse.
Segurei um riso, mas ela começou a rir e soltei uma gargalhada.
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