Tryin To Find A Reason Why

25 Capítulo XXV – Would You Believe If I Said...?


Notas iniciais
Hey! Aqui está um capítulo cheeeio de Faberry só pra vocês s2 Boa leitura!

Capítulo XXV – Would You Believe If I Said...?

Ao parar perto do carro de Rachel e ver que a morena não estava lá, Quinn se encostou e ficou descansando. Ainda era complicado ter que andar ou sentar por muito tempo, ela realmente não sabia como tinha dirigido até Akron por quase duas horas sem problema nenhum. Tudo bem que ela sentiu muitas dores depois.

Levou uma mão até o cabelo, jogando-o para trás, tirando a franja do rosto e suspirando ao ver Rachel se aproximar correndo com os olhos cheios de preocupação.

– Eu não demorei, demorei? – A morena questiona e destranca o carro, abrindo a porta para Quinn e ajudando-a a entrar. – Me desculpa, tive que ajudar a Sra. Stone com as provas. Não teria ajudado se soubesse que você estava aqui me esperando e não na sala do Muckraker! Porque não me disse que estava esperando? Quinn! Você não pode passar muito tempo em pé!

E enquanto esse monólogo acontecia, elas já saiam do estacionamento. Quinn tinha um sorriso calmo no rosto, seu corpo inteiro pedia por descanso.

– Nós encerramos cedo no Muckraker. – Explicou e viu a morena bufar.

– E porque não me disse?

– Porque não queria te apressar. – Respondeu suavemente e virou o rosto para encontrar o olhar concentrado da morena para a rua.

Rachel ficou em silêncio no resto do caminho, parecia pensar. Quinn apenas suspirava tranquilamente, aproveitando o silêncio para fechar os olhos por alguns minutos. Apenas alguns minutos...

– Quinn? – Uma voz sussurrante e suave a fez abrir os olhos. Um sorriso curvou em seus lábios ao encontrar os olhos preocupados e carinhosos de Rachel. – Você adormeceu.

Dedos passaram a acariciar seu cabelo, fazendo-a ronronar.

– Eram só alguns minutos, acho que apaguei. – Resmungou e respirou fundo antes de abrir os olhos completamente. Olhou para a janela e percebeu que já tinha chegado. – Chegamos a muito tempo?

– Não, só precisei te chamar uma vez que você já abriu os olhos. – Murmurou a morena carinhosamente, ergueu a mão para continuar acariciando os fios loiros. – Você precisa descansar, passou o dia sem descansar sendo que ainda precisa de repouso. – Repreendeu e Quinn riu levemente.

– Vamos entrar logo.

E elas saíram do carro, Rachel correu para o lado de Quinn antes que a loira pudesse começar a andar na direção da casa. Quinn sentiu seu coração inchar quando a mão de Rachel entrou na sua, entrelaçando seus dedos.

Olhou para a morena e viu suas bochechas coradas. Riu baixinho e abriu a porta de casa, entrando e dando espaço para a morena entrar.

Seu pai não estava em casa, tinha voltado para o trabalho hoje, depois de passar a semanas inteira cuidando de Quinn. A loira praticamente o obrigou a ir trabalhar, argumentando que ele não teria o que fazer o dia inteiro com ela no colégio.

Rachel pediu – na verdade ela mandou – que Quinn subisse para o quarto e fosse deitar. A loira fez sem pensar muito. Sentia o corpo implorando por descanso, não se sentiria assim se não fosse um efeito colateral de um remédio que tinha que tomar para dor.

Tomou banho, vestiu um roupa confortável e quente, deitando-se na cama logo em seguida. Alguns minutos depois, Rachel abre a porta e entra, encontrando a loira toda encolhida com os olhos nublados de sono.

Sorrindo, a morena colocou a bandeja de comida na mesa de cabeceira e sentou na cama, tocando a lateral do corpo de Quinn, acariciando-a por cima da camisa.

– Quinn? Fiz algo para você comer. – Murmurou suavemente, assistiu os olhos da loira abrirem e ela se esforçar para sentar, gemendo de dor e suspirando quando finalmente sentou. – Trouxe remédio também.

– Argh, esses remédios estão me dopando completamente. – Resmungou e levantou a mão para o cabelo, empurrando-o para fora do rosto.

– Eles servem para isso, Quinn. Para que você não sinta dor, são relaxantes musculares.

– Eu não preciso disso. – Murmurou fazendo beicinho.

Sorrindo, Rachel se aproxima e pega a bandeja depositando-a no colo da loira.

– Coma um pouco, vai se sentir menos dopada.

Murmurando alguma coisa em consentimento, Quinn começou a comer a salada de fruta que a morena tinha feito para ela.

Rachel assistia os movimentos de Quinn com os olhos cheios de carinho. Era estranho saber que ela retribuía os sentimentos de Quinn. Sempre pensou em Quinn como sua melhor amiga, e quem sabe até uma irmã que nunca teve. Ela lembrava bem do dia em que Finn a olhou nos olhos e disse que não queria continuar o que tinham porque acreditava que tinha alguém melhor para ela. Rachel sempre foi insegura e brigou com Finn dizendo que não existia ninguém que a queria, mas quando ele disse que Quinn a amava mais do que ele poderia amar...

Rachel não soube responder a isso.

Ela não soube dizer como se sentiu em relação a Quinn depois. Depois de passar a noite acordada com os olhos fixados em uma fotografia dela com a loira. Observando o brilho nos olhos verdes. O sorriso encantado e apaixonado direcionado a ela. Era impossível. Ela achou que isso nunca poderia acontecer.

No dia seguinte ela foi até a casa de Quinn, mas Russell a atendeu dizendo que ela tinha viajado com Judy e Frannie para Akron e só voltariam dois dias depois. Judy e Frannie sempre viajavam para Akron porque a loira mais nova fazia um curso de computação. Ficou surpresa ao saber que Quinn tinha ido também.

Aguardou ansiosamente sua volta, e quando finalmente os dois dias se passaram, seu pai, Leroy – que trabalhava no hospital – ligou para ela dizendo que Quinn estava internada junto com sua mãe e sua irmã.

Depois disso, Rachel não teve mais coragem de falar com Quinn sobre o assunto, ela via a loira sofrendo a morta da irmã e da mãe. Acordava com Quinn chorando em seus pesadelos. E sempre ficou ao lado da loira, mas nesse tempo, seus sentimentos pela loira começaram a aflorar. De repente, um carinho no cabelo não era apenas um carinho no cabelo, um segurar de mãos não era apenas um segurar de mãos. Tudo fazia com que seu estômago esfriasse e um sorriso bobo crescesse em seu rosto. Portanto, ela não tinha coragem de falar com Quinn. Então Jesse surgiu. E ela fez a besteira de começar a se envolver com ele.

– Hey, tem alguém ai?

Levantou os olhos para encontrar Quinn com um sorriso e uma sobrancelha erguida. A quanto tempo ela estava presa em pensamentos? Olhou para a bandeja vazia e suspirou, um sorriso se formou em seus lábios.

– Comeu tudo. – Comentou satisfeita e Quinn soltou uma risada suave.

– Sim, estava muito bom. O que colocou?

– Todas as frutas que você sempre gostou! Melão, banana, morango, melancia, mamão, uva, manga, laranja e ainda usei o suco da laranja para fazer um caldo. – Ditou erguendo os dedos a cada fruta que dizia. Quinn sorriu carinhosamente.

– Como fez tudo isso tão rápido? – Murmurou se aproximando.

Rachel suspirou ao ver os olhos verdes brilhando para ela. Quinn tinha esse olhar apaixonado e ela se aproximava, ficando bem mais próxima dela. Quase que coladas. Suspirou mais uma vez, semicerrando os olhos e molhando os lábios. O olhar de Quinn foi para seus lábios. Rachel se sentiu mais quente com o olhar da loira e a proximidade.

– Quando você me olha assim...

– O quê? – Questionou a loira em um sussurro. Rachel sentia o hálito de morango de Quinn a cada palavra da loira.

– É tão...

– O quê? – O rosto de Quinn agora não estava na frente do seu, mas os lábios da loira estavam em seu queixo, passando levemente por sua mandíbula.

Ergueu a cabeça e sentiu os lábios de Quinn abaixo da sua orelha. Estremecendo, Rachel sentia a pressão dos lábios da loira em seu pescoço e seu corpo tremeu.

– Quinn... – Ergueu as mãos até o cabelo loiro, pressionando a loira com mais pressão contra seu pescoço.

– Gosta disso? – Quinn sussurrou contra sua garganta. O hálito quente da loira a fez tremer mais uma vez, suspirando para não gemer vergonhosamente.

Não respondeu, não tinha necessidade. Quinn já sabia que ela estava amando tudo aquilo. Os dedos finos se apertaram nos fios loiros e Quinn gemeu baixinho. Fechou os lábios na mandíbula de Rachel, chupou levemente abriu a boca, dando uma mordida de leve. Rachel arfou e apertou a loira contra ela, quando Quinn chupou mais uma vez, dessa vez com um pouco mais de força. A morena agarrou seu cabelo e a puxou para sua boca, empurrando os lábios contra os dela e gemendo quando suas línguas se encontraram.

Logo elas estavam deitadas. Rachel abrangia Quinn com muito cuidado. Tinha medo de colocar peso na loira e acabar machucando-a. Quinn tinha as mãos nas coxas da morena, apertando-as com desejo e sorrindo entre o beijo sempre que Rachel gemia.

– Eu te amo tanto... – Murmurou a loira no meio do beijo, fazendo com que Rachel parasse para olhá-la nos olhos.

Um olhar muito intenso. Quinn sentiu um arrepio subindo pela espinha e suspirou.

– Você acreditaria se eu dissesse que te amo?- Indagou à morena, um sussurro bem baixo e bem inseguro. Quinn mordeu o lábio inchado e pensou.

– Você terminou com o Jesse?

– Sim.

– Ele fez drama?

Rachel riu e assentiu, seus olhos brilhando de felicidade.

– Sim. Ele fez.

– E você me ama?

Rindo mais uma vez, Rachel assentiu, seus olhos brilhando com lágrimas não derramadas.

– Sim, eu te amo.

Sorrindo satisfeita, Quinn assentiu para si mesma. Lambeu os lábios secos e soltou uma risada.

– Agora eu acredito.

E seus lábios já estavam juntos mais uma vez.

__

Depois de alguns minutos na sessão de amassos, Quinn começou a sentir os efeitos do remédio. Seu corpo começou a ficar mole e não conseguia formar frases normalmente. Não demorou muito até que ela dormiu nos braços de Rachel. A morena estava deitada na cama com a cabeça da loira em seu estômago, brincava com os fios loiros e tinha um sorriso apaixonado no rosto quando a porta abriu e Russell colocou a cabeça para dentro.

– Posso abrir os olhos? – Ele pergunta e Rachel solta uma risada ao ver que ele tinha os olhos fechados.

– Sim, Quinn está dormindo. – Ela o tranquiliza e ele abre os olhos bem arregalados, olha para sua filha nos braços de Rachel e solta um suspiro feliz.

– Ela fica tão linda assim. – Murmura e Rachel olha para baixo. Não era exatamente a melhor visão do mundo. Quinn tinha a boca aberta e babava na sua camisa, mas tirando isso, ela era linda até dormindo.

– Sim. – Sussurrou e tirou o cabelo dos olhos da loira. – Muito linda.

– Rachel... Eu sei que não deveria, mas preciso fazer isso. Eu sou um pai afinal! – Ele fala e senta na cama. Olha para Quinn por alguns segundos antes de levantar os olhos para Rachel – Não magoe a minha bebê, Rachel. Não posso vê-la machucada de novo.

Rachel não sabia como responder a isso. Via nos olhos de Russell que ele não tinha más intenções, era apenas um pai que não queria que a sua filha saísse machucada de um relacionamento.

– Eu amo a sua filha, Russell. Demorei para entender isso, mas eu a amor. – Respondeu verdadeiramente. Seu coração acelerou com a intensidade das próprias palavras.

Russell a olhou profundamente nos olhos antes de assentir e um sorriso surgir em seus lábios.

– Eu sei. E é muito bom ver isso em seus olhos.

Rachel sorriu e desceu os olhos para a garota roncando em seus braços.

– E é muito bom finalmente dizer isso para ela.

Russell assente com um sorriso e suspira.

– Sabe Rachel... Eu vi vocês crescerem. As duas. E algo que sempre me encantou foi como eu via que Quinn finalmente entendia o que era o amor. Eu a vi crescer, e vi que ela a amou desde o momento em que soube o que era o amor. Rachel... você não tem ideia de coo é bom saber que esses sentimentos são retribuídos.

Rachel observava Russell falando e seu peito ia inchando de amor. Quinn sempre a amou. Sempre, desde que aprendeu o que era amar, ela a amou. Rachel não sabe se sempre amou Quinn mais do que uma amiga, mas o que ela sentia agora, não era algo novo. E definitivamente, não era algo que ela sentiria por um amigo.

Lágrimas não derramadas brilharam em seus olhos. Ela queria ter amado Quinn desde o inicio. Queria ter tido o amor de criança com a loira e que tivesse evoluído até agora onde estavam. Mas ela estava feliz que tinha a loira em seus braços agora.

– Eu não vou machucá-la, Russell. – Garantiu intensamente, seus olhos focados na loira em seus braços. – Não intencionalmente. – Acrescentou e levantou os olhos a tempo de ver Russell assentir.

– Não precisa me chamar de Russell. Você não me chama de Russell, Rachel. Eu troquei suas fraldas!

Rindo e levantando a mão para enxugar as lágrimas que tinham escorrido, Rachel fez uma careta antes de rir mais uma vez.

– Okay, papa Russ.

– Isso aí! – Ele levanta da cama e bate as mãos nas laterais da calça. – Vou pedir pizza para jantar. E chame seus pais! Faz um bom tempo que não falo com Leroy e Hiram.

Russell ia falando e ia saindo do quarto.

Rachel soltou uma risada leve e se inclinou para pegar o celular do outro lado da cama. Quinn resmungou em cima dela e apertou mais ainda o rosto contra a camisa da morena. Pegou o celular e sorriu acariciando o cabelo loiro para que Quinn não acordasse.

Mandou uma mensagem rápida para seus pais e colocou o celular na mesa de cabeceira. Quinn resmungou alguma coisa no meio do sono e Rachel soltou uma risada suave.

– Eu te amo tanto. – Murmurou baixinho e colocou a boca no cabelo loiro, beijando com carinho. – Me perdoe por ter demorado tanto para perceber isso.

Quinn resmungou alguma coisa e se arrumou para ficar confortável, enterrando o rosto entre os peitos de Rachel, fazendo-a soltar outra risada.

Notas finais
É isso! Espero que gostem desse. Quanto as minhas outras fics, ainda estou trabalhando nelas, mas vou ter que dar uma pausa por causa do Enem que é sábado. Estou atrasada quanto a essa fic aqui, tenho mais um capítulo pronto, mas não vou postar até que tenha outro, para que não desorganize nada na minha cabeça. Portanto, se eu não conseguir postar na segunda depois do Enem, já sabem o motivo. Aguardo o feedback e até a semana que vem!