Tryin To Find A Reason Why
26 Capítulo XXVI – Embarrassing Moments
Notas iniciais
Capítulo XXVI – Embarrassing Moments
– O que você quer ver? – Perguntou a loira, envolvendo os braços ao redor da morena com um sorriso apaixonado.
– Eu não sei, queria poder assistir Pitch Perfect mais uma vez, mas já saiu do cinema. – Rachel resmungou. Seu lábio inferior se projetando para frente em um beicinho fofo.
Rindo baixinho, Quinn se inclinou plantando um beijo curto no beicinho. Ela estava tão apaixonada por essa morena. Mal conseguia parar de suspirar e sorrir sempre que lembrava que agora ela era sua.
– E não tem nenhum musical passando. – Se afastou com uma sobrancelha erguida e um sorriso divertido. – Vai ter que ser outra coisa.
Bufando, Rachel cruzou os braços entre elas e virou o rosto, nem um pouco satisfeita com a situação atual.
– Eu não sei porque concordei com a sua ideia de vir para o cinema. – Reclamou com petulância e Quinn só pôde rir mais ainda.
– Baby... você realmente acha que eu sugeri o cinema para que assistíssemos o filme?
Rachel a olhou com o cenho franzido. Principalmente por causa do apelido, a loira só a chamava assim em uma ocasião. E ela geralmente estava ofegante e gemendo – não, elas ainda não tiveram relações sexuais, apenas várias sessões de amassos. Quinn esperou até que as sobrancelhas se arquearam e um sorriso malicioso tomasse conta do beicinho.
– Oh.
– Sim. Oh.
Isso mesmo. Elas estavam, oficialmente, em um relacionamento sério. Isso aconteceu no início da semana, os pais de Rachel tinham ido jantar na casa de Quinn e quando elas foram falar sobre o relacionamento, se olharam e sorriram confirmando que estavam namorando. Quinn não conseguia parar de sorrir desde então. E sempre mantendo os lábios e as mãos na morena.
No McKinley foi um pouco inusitado. Elas não sabiam se deveriam agir como namoradas ou como melhores amigas, mas acabaram agindo como namoradas, ignorando olhares confusos e excitados dos outros.
O que mais preocupava Rachel era o que Jesse poderia fazer quando as visse. Mas quando ele o fez, apenas riu em desdém e se afastou com um olhar irônico.
Elas ignoraram isso. Não poderia ser algo que elas deveriam se preocupar. Né? Afinal, Jesse nunca foi uma pessoa normal, mas não seria louco o suficiente para fazer uma merda preocupante. Bem, elas cuidariam dos problemas quando eles chegassem. Por enquanto, tudo está perfeito.
Finn estava tão feliz. Quinn só conseguia se sentir grata por tê-lo como amigo. Marley parecia que ia chorar sempre que olhava para elas. Santana tinha uma expressão confusa no incio, mas logo um sorriso malicioso tomava conta dos seus lábios. Brittany disse que elas eram quentes. Puck disse o mesmo. E o resto do pessoal diziam estarem felizes por elas.
E isso era o suficiente.
– Podemos ir ver os Minions. Não vamos assistir mesmo. – Rachel deu de ombros. Seu sorriso arregalando mais ainda.
Quinn riu alegremente e se inclinou mais uma vez, colando seus lábios e gemendo com o gosto da boca da morena. Rachel colocou os braços nos ombros da loira e passou a língua nos lábios da namorada.
– Vamos guardar essa energia para depois. – Sussurrou a morena contra os lábios rosados da loira.
Rindo mais uma vez, Quinn assente e puxa a morena para comprarem os ingressos. Não conseguia parar de rir. Estava tão feliz com a pessoa que tanto amava estava em seus braços. E mesmo se fosse um sonho, ela iria aproveitar até que ele acabasse. Mesmo que estivesse rezando para que não fosse um sonho.
Entraram na sala de cinema e foram para a última fila. Se aconchegaram em meio a sussurros e risadinhas excitadas. Eram as primeiras a entrar, portanto supuseram que seriam apenas elas. Rachel agarrou o cabelo loiro e puxou Quinn para ela, colando seus lábios e empurrando a língua em sua boca. Quinn gemeu e enfiou a mão por baixo do suéter vermelho de Rachel, tocando sua pele quente das costas com a palma da mão. Tão quente que parecia pegar fogo.
Com o tempo a sala começou a encher. Mas o pior não foi isso, e sim a quantidade de criança que vinha entrando na sala com seus pais e avós. Era tão perturbador que elas se separaram e ficaram de olhos arregalados e bochechas coradas. Da idade delas, só tinha elas. E era obvio o motivo de estarem ali. Alguns pais as olhavam com desgosto e outros com repreensão.
O filme começou e a sala ficou mais escura. Quinn pigarreou e passou uma mão pelo cabelo, sentindo-se nervosa. Rachel tinha a mão na boca e parecia querer rir, mas não o fez.
Elas até tentaram se beijar mais intensamente no meio do filme, mas com crianças repetindo tudo o que os Minions diziam ficava muito mais difícil e estranho.
Quando o filme finalmente terminou, elas foram as ultimas a saírem. A grande pergunta era: Porque não saíram quando perceberam que não poderiam se pegar? Bem... Quinn até ponderou na ideia, mas elas tinham gastado dinheiro para comprar os ingressos, então ficar e assistir o filme era a coisa mais sensata a fazer. E elas estavam em um encontro, não teriam que se pegar. Portanto, se aconchegaram e prestaram atenção no filme.
Ao saírem da sala se encararam e desataram a rir. Era impossível não fazê-lo. Tinham passado vergonha, e o melhor jeito de lidar com a vergonha era rindo. Rindo muito mesmo.
– Eu não acredito que passamos por isso! – Rachel exclamou com as mãos no rosto enquanto andavam. – Foi, tipo, a pior situação de todas!
– Ah, mas foi divertido, vai! Passamos vergonha, mas o filme era até legalzinho.
– Era um filme de criança. Nós íamos dar uns amassos enquanto passava um filme de criança!
Passando um braço ao redor da morena, Quinn só pôde concordar.
– Mas nos divertimos. Isso é o que importa.
Rachel sorriu e se aconchegou na loira.
Poderia ter sido o momento mais constrangedor da vida delas, mas tinham se divertido, e era o mais importante. E melhor ainda, estavam juntas, como namoradas. E era melhor ainda.
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Sr. Schue falava algo sobre anos 80 quando Quinn parou de prestar atenção, se desligando completamente do professor. Rachel estava quicando a perna incansavelmente ao seu lado, e isso estava lhe incomodando profundamente. Para fazê-la parar, deixou a mão cair sobre sua coxa e a olhou levemente irritada.
– O que foi? – Questionou quase que impaciente.
Rachel bufou e apertou os braços cruzados antes de se inclinar para a loira pra falar:
– Sr. Schuester ainda não comentou nada sobre as Regionais, e precisamos começar a pensar nisso!
Olhando confusa para a morena, Quinn balançou a cabeça.
– As Seletivas foram a duas semanas, Rach. Faltam dois meses para as Regionais.
Os olhos da morena se arregalaram e quando ela foi falar alguma coisa, alguém entra na sala, chamando a atenção de todos e fazendo o Sr. Schue parar de falar.
Era Jesse.
Mas não foi isso que chorou a todos. E sim a roupa que ele usava. Não que fosse uma roupa ridícula e feia, não. Na verdade era uma roupa bem bonita. Mas o que aquela roupa significava era o que tinha assustado a todos.
Ele usava uma calça jeans, botas pretas e uma camisa preta, mas o pior era a jaqueta azul.
Azul e preto eram as cores da Carmel High. E esse era o uniforme do Vocal Adrenaline.
– Mas que merda é essa, St. James? – Santana questionou guinchando.
– É exatamente isso que vocês estão vendo. – Jesse explica, sua voz naturalmente formal e irritante. – Cansei de brincar de ser um Coral.
– Nós não estamos brincando! – Kurt exclamou indignado.
Jesse riu desdém.
– Claro que não. – Desdenhou com a voz pingando ironia.
– Porque fez isso?
Todos os olhares foram para Rachel. A voz da morena era fria e cortante. Quinn olhou para a namorada e apertou cuidadosamente sua perna. Sentiu a mão dela sobre a sua dando-lhe um aperto reconfortante, lhe dizendo que estava bem.
– Rachel, querida, nada mais me prende a esse clubinho. – Ele fala desdém. Leva a mão até o topete impecável. – Antes até tinha. – Sorriu irônico para a morena. – Mas você decidiu fazer péssimas decisões. – E terminou com um olhar sobre Quinn.
A mão de Rachel apertou a sua e Quinn sentiu que a morena estava muito chateada. Quem não estaria? O idiota do ex-namorado resolve mudar de lado, e não é opção sexual!
– E porque ainda está aqui?- Finn se fez presente. Sua vez saiu dura e irritada. Ele nunca realmente gostou de Jesse.
Jesse sorriu presunçoso e a porta atrás dele se abriu. Duas garotas usando vestidos azuis entraram e ficaram ao lado dela. Quinn não conhecia nenhuma delas, apenas de vista. Ambas eram do Vocal Adrenaline.
– Estou, oficialmente, fora do clubinho de vocês.
E ele vira as costas andando até a porta com as duas garotas lhe seguindo. Antes de sair, ele vira e seus olhos focam em Rachel.
– Deveria se juntar a mim, Rachel. Seu talento será valorizado. Melhor do que...- Ele acena para a sala inteira. – Isso aqui.
Todos os olhos foram para Rachel novamente. A morena tinha uma expressão indecifrável. Quinn ficou tensa. Tinha muito medo de que Rachel desistisse de tudo e se jogasse nos braços do Jesse.
Mas a morena disse que a amava, disse que a amava contra seus lábios enquanto estava abrangendo seu corpo. Rachel lhe amava.
– Ela não precisa disso. – Resolveu se fazer presente. Sua voz soou mais dura do que pretendia. Se levantou e sentiu uma mão em seu braço. – Rachel não precisa de você. Não precisa de nenhum de vocês. Ela será grande por ela mesma.
A mão em seu braço apertou e Quinn abaixou os olhos para encontrar os castanhos. Tinha tanto amor neles que a loira quase sorriu, mas a voz de Jesse lhe interrompeu mais uma vez:
– O que ela terá lá, nunca terá aqui. – Ele retruca, sua voz saindo num tom divertido. Quinn rosnou e sentiu o aperto mais forte em seu braço. – Oportunidades. Tem algo melhor do que isso? Ah! E eles trocaram o orientador, agora é uma mulher. Atriz da Broadway. Creio que conheça. Não tenho o nome dela em mente agora.
Ele deu de ombros teatralmente. Foi nesse momento em que o Sr. Schue lembrou que era o professor e deu um passo a frente:
– Não vou permitir que diga essas coisas aqui, Jesse. Vou pedir que se retire. – Ele aponta para a porta e Jesse bufa uma risada.
– Patético. – Murmura antes de sair com os ombros erguidos e a cabeça jogada para trás.
A sala estava silenciosa, Quinn se sentou lentamente e suspirou. Rachel se apertou contra o seu lado, um pedido silencioso para que lhe abraçasse, enterrando o rosto em seu pescoço. Quinn a acolheu com amor, enterrando o rosto no cabelo castanho e cheirando o shampoo de ervas finas da morena.
– Bela escolha de namorado, Berry. Se voltou contra a gente na primeira oportunidade que teve.
Quinn revirou os olhos para Santana. A latina tinha os braços cruzados, seu rosto contorcido em nojo.
– Cala a boca, Santana! – Ralhou e viu a latina bufar apertando os braços cruzados.
– Apenas dizendo a verdade. E não me faça pensar que você também é uma péssima escolha. Ainda tenho boas apostas em você, não me faça mudar de ideia, Fabray.
Mais uma vez, revirou os olhos e decidiu ignorar a latina.
– Santana, por favor. – Sr. Schue pediu antes de suspirar e olhar para todos. – Não vamos nos deixar abalar por isso. Temos mais gente, vamos trabalhar no número perfeito e deixar eles de queixo caído!
Ninguém ficou muito animado com a ideia.
– Vai ser um pouco difícil. – Kurt resmungou.
– Ele meio que ‘tava certo. – Puck comenta na ultima fila.
– Calado, Puckerman! – Mercedes o repreende com um olhar mortal. Ele se encolhe, mas não desiste.
– Mas é verdade.- O garoto resmunga e se encolhe mais uma vez o olhar da negra.
– Porque acha isso, Noah? — Sr. Schue perguntou e Puck revirou os olhos ao escutar o seu primeiro nome. – Mas ignorou isso.
– Nós não estamos no empenhando. Só vemos essas músicas dos anos 60 e 70. É raro que as pessoas escutem essas músicas. – Ele explica e Quinn está inclinada a concordar.
Ninguém escuta o tipo de música que o Sr. Schue os fazem cantar. A geração atual só escuta músicas atuais. Lady Gaga, Rihanna, Beyoncé e etc. Alguns até se atrevem a escutar Beatles, Rolling Stones, Queen. Mas ainda assim é raro. Sr. Schuester parecia nunca escutar quando alguém comentava sobre isso, ele só tinha as próprias opiniões e achava que elas eram as melhores. Algo que sempre irritou Quinn e até mesmo Rachel.
– Mas... – Sr. Schue tentou. Sua expressão confusa fez com que a loira revirasse os olhos e apertasse a morena em seus braços. Rachel parecia estar alheia a tudo aquilo, apenas envolvida no calor dos braços da namorada.
– Nada de ‘mas’ Sr. Schue. – Kurt resmungou irritado. – Puck está certo. Nem mesmo a gente conhece essas músicas que você colocar para que a gente cante!
Sr. Schuester parecia sem reação. Quinn teve pena. Ele só queria escutar os alunos cantando músicas que ele ama, mesmo não tento a noção de que essas músicas são mais velhas que muita gente, incluindo ele. E que não é todo mundo que tem o mesmo gosto musical.
– E você nunca nos pergunta o que queremos cantar. – Sam comenta baixinho ao lado de Mercedes. Quando todos direcionam os olhos pra ele, ele se encolhe timidamente.
Sr. Schue não pareceu gostar disso. Ele andou até o centro da sala e assentiu lentamente. Rachel foi se arrumando na cadeira, soltando-se de Quinn. A loira fez um beicinho, mas logo recebeu um curto selinho sobre os lábios, sorrindo em seguida.
– E o que vocês querem cantar? – Sr. Schuester pergunta friamente.
Isso pareceu irritar Santana profundamente.
– E porque está chateado? – Ela indaga. – O errado aqui é você! Caso não tenha percebido, você é só um orientador do clube.
– Santana. – Quinn repreendeu, voltando a prestar atenção no que estava se desenrolando. Sentir Rachel sem seus braços tinha deixado-a meio dormente e alheia de algumas coisas.
– O quê? Eu ‘tô certa!
Sr. Schue pareceu envergonhado pela reação que teve. E mais uma vez, Quinn sentiu pena dele.
– Okay, entendo que estejam chateados e confusos com o que está acontecendo. Estão liberados para irem para casa. Vou ver o que posso fazer para melhorar a nossa dinâmica. Até amanhã.
Todos foram saindo antes mesmo que ele terminasse de falar. Quando terminou, ele foi na direção da sala e fechou a porta. Rachel arrumava suas coisas enquanto Quinn lhe esperava. Elas deram as mãos e saíram da sala, indo na direção da saída do McKinley.
Apesar de não gostar, a morena estava dirigindo já que Quinn não poderia até ter três semanas de cirurgia. Rachel sempre odiou dirigir, principalmente o carro de Quinn. Ela dirigia o carro do pai quando era realmente necessário, mas o carro de Quinn era muito menor e mais complicado de dirigir.
Mas ela sempre faria isso por Quinn.
– Você sabe que eu posso dirigir se quiser.
– Nem comece, Quinn. – Ralha a morena e vira os olhos. – Você não pode dirigir e nem tente fazer a minha cabeça!
Quinn sorriu. Então lembrou do que ocorreu na sala do coral e suspirou olhando para a morena cautelosamente.
– O que passou por sua cabeça ao ver Jesse com aquela roupa? – Questionou baixo, quase que hesitante. Mas queria saber o que se passava na cabeça da sua namorada naquele momento e agora.
Rachel respirou bem fundo e soltou uma risada pelo nariz.
– Eu sabia que ele faria isso. Só não sabia quando. – Ela balança a cabeça e estaciona o carro na garangem da casa de Quinn. Desliga o carro e retira a chave.- Jesse sempre foi muito fascinado pelo Vocal Adrenaline. Portanto, não me surpreendeu quando ele apareceu com aquelas roupas.
Quinn assentiu com um suspiro. Ainda não entendia o porque de a morena ter mesmo começado a namorar com Jesse. Pegou a chave que ela lhe estendia e saiu do carro. Viu Rachel fazer o mesmo e andaram até a porta, pegou a chave no bolso para abrir a porta.
– Combinou com ele. – Comenta quando abre a porta e deixa a morena entrar. Ela lhe olhou confusa. – Vocal Adrenaline. Combina com ele. É bem a cara dele.
Rachel soltou uma leve risada e caminhou até a cozinha com a loira. Se apoiou na bancada e sorriu para a namorada – ela amava isso! – que colocava suco para as duas.
– Sim, sempre combinou com ele. Jesse é egocêntrico e precisa de alguém para amaciar o seu ego. Com toda certeza, eu não sou esse alguém. Já tenho o meu próprio ego para amaciar.
– Claro que você não é esse alguém! – Quinn exclama e sorri tomando um gole de suco antes de se aproximar da morena, apoiando as mãos na bancada e se inclinando para colar seus lábios. Sussurrou contra eles: — Porque eu vou amaciar o seu ego com muita vontade.
Sim, essa ultima frase soou bem sexual e se sentiu satisfeita ao ver as bochechas de Rachel se avermelharem. Mas um sorriso lindo se esticou nos lábios grossos da morena. Ergueu os braços e os colocou nos ombros da loira, entrelaçando os dedos na nuca de Quinn.
– E eu vou amar sentir o meu ego ser amaciado por você.
Agora foi a vez de Quinn corar.
Rachel riu e puxou a loira para um beijo. O gosto de laranja nos lábios de Quinn a fez se sentir entorpecida. Quinn fechou os lábios no lábio inferior da morena, chupando-o gostosamente e escutando-a gemer. Apertou os braços ao redor do pescoço, puxando-a para baixo e aprofundando o beijo mais ainda.
– Mas não é todo dia que isso acontece!
As duas se separaram subitamente com os olhos arregalados e olharam para a porta da cozinha. Russell estava lá com um sorriso malicioso e em seus olhos tinha um brilho divertido.
– Pai... achei que fosse ficar até mais tarde no trabalho. – A loira tentou disfarçar o rubor subindo pelo pescoço até o rosto e viu a morena tentar não rir com os lábios apertados.
– Sim, e eu vou. – Ele cruzou os braços e seu sorriso se arregalou. – E estou voltando para o trabalho, só esqueci alguns papéis.
Quinn comprimiu os lábios e assentiu. Não conseguindo olhar nos olhos do seu pai.
– Olá, Rachel. – Russell cumprimenta e Rachel o olha com os lábios comprimidos para não deixar escapar uma risada.
– Olá, papa Russ.
– Vou no meu quarto pegar os papéis e voltar para o trabalho. – Ele avisa e sai da cozinha com o sorriso ainda estampado em seus lábios.
Quando ele está fora de vista, Rachel não se segura e solta uma gargalhada. Quinn ri com ela e balança a cabeça em descrença.
– Estamos passando por muitos momentos como esse ultimamente. – Quinn comenta e Rachel assente ainda rindo. A loira abraça o corpo trêmulo de tanto rir e beija a cabeça da morena.
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