Tryin To Find A Reason Why
7 Capítulo VII – A Fresh Poison Each Week
Notas iniciais
Capítulo VII – A Fresh Poison Each Week
Ela realmente achou que teria superado Rachel, mas quando viu a morena no dia seguinte e seu coração palpitou, percebeu que estava completamente enganada. Mas continuou fugindo dos olhares de Rachel. Conversou com Ashley no almoço, assistiu mais aulas com Emily, depois que descobriu que a loira tinha mais duas aulas com ela. E foi assim que passou o dia. Finn tinha faltado por que precisava ajudar o seu padrasto com a oficina, já que ele teve que demitir um funcionário.
– Como você sabe se está fazendo certo? – Quinn pergunta para Finn quando ele se inclina para mexer no motor do carro.
O garoto rir e então ela escuta o som de uma engrenagem girando.
– Eu apenas sei, Burt me ensinou tudo o que dava para ensinar, o resto aprendi sozinho. – Ele explica e então volta a ficar ereto. Quinn riu ao ver suas bochechas levemente meladas de graxa.
Era sábado. Finn tinha ligado para Quinn, perguntando-a se ela tinha alguma coisa para fazer, e como ela não tinha, ele pediu para que ela fizesse companhia a ele na oficina enquanto ele trabalhava.
– Deveria usar essa mesma vontade para estudar. – Quinn murmura e vê Finn rindo. – Eu falo sério.
– Sim, eu também. – Ele fecha o capô do carro e se encosta nele, limpando as mãos no pano. – Eu só não sei o que quero fazer ainda.
Quinn se inclina para frente e coloca os cotovelos nos joelhos. Ela estava sentada em cima de uma mesa que Finn disse que era seguro sentar, e que ele tinha certeza de que não iria cair.
– Pensando bem... nem eu sei o que quero fazer. – Ela murmura e suspira pesadamente. – Depois de tudo o que aconteceu, não ando com cabeça para pensar.
Finn assentiu e sorriu de canto para ela.
– Sabe o que eu acho? – Ele diz e então o seu sorriso cresce. – Você deveria fazer parte do jornal da escola!
Quinn apenas ergue uma sobrancelha.
– Ninguém lê jornal hoje em dia, Finn.
– Mas o da escola todos leem. Afinal, quem não gosta de fofoca? – Ele pergunta e joga a flanela para Quinn, que agarra com nojo. – Vai ser bom pra você... se distrair um pouco.
Quinn balança a cabeça e um sorriso se forma em seus lábios.
– Okay, não é uma ideia ruim.
– Pense nisso. – Ele piscou pra ela e andou até a caixa de ferramentas.
– Ainda tem coisa pra fazer nesse carro? – Quinn perguntou quando o viu mexer em um carrinho no chão. – Pra quê serve isso? – Perguntou apontando.
– É para deitar enquanto eu vejo embaixo do carro. – Finn diz e senta no carrinho, para logo depois deitar e se empurrar para baixo do carro com uma chave de fenda.
Quinn continuou observando ele enquanto escutava o som metálico.
– Conhece alguém do Jornal? – Ela perguntou vendo que não tinha mais nada para fazer.
Finn bateu mais algumas vezes em algum lugar e Quinn escutou algo caindo, ele gemeu e a loira riu baixinho.
– Sim. – Ele começa respondendo e Quinn escuta o som metálico mais uma vez. – O namorado do meu irmão, Blaine. E um cara do time de basquete, o Sam Evans. – Então Finn surge e Quinn o vê sentar e esticar a mão para ela jogar a flanela para ele. – E tem mais duas pessoas, depois que Jacob saiu do jornal por que ninguém gostava dele, muita gente acabou se juntando. Conhece a Marley?
– Não, e como sabe de tudo isso?
Finn começa a limpar a peça que ele tinha na mão e sorri para Quinn.
– Blaine me conta tudo quando ele vai lá pra casa ficar com o Kurt, só que o Burt não deixa eles ficarem no quarto, e tem aquilo de política de portas abertas. – Ele zomba e Quinn ri. – Então só sobra para eles ficarem comigo enquanto jogo no Xbox.
– Acho que vou lá na segunda. – Foi o que disse antes de sair da mesa. – Já está terminando? Estou ficando entediada.
– O que quer fazer? – Ele pergunta e se levanta do carrinho, colocando a peça em cima da mesa em que Quinn estava.
– Tem algum jogo bom? Faz um bom tempo que não jogo em Xbox.
A ultima vez que ela jogou no Xbox foi o da sua irmã, que agora era seu, mas ela não tinha vontade de jogar, porque sempre que olhava para ele, seu peito apertava e ela tinha flashbacks antes de começar a chorar e seu pai desligar o Xbox. Hoje, eles o guardam com cuidado dentro de uma caixa junto com as coisas da sua mãe e da sua irmã.
– Devo ter alguns interessantes. – Finn fala animado. – Eu vou tomar um banho, vai indo lá pra casa que eu vou guardar as coisas aqui.
Quinn assentiu e andou até os fundos da oficina. A casa dele ficava ao lado da oficina, para ficar mais fácil o acesso para eles.
Logo que Finn terminou de tomar banho, eles se juntaram e foram jogar um jogo qualquer. Quinn se sentiu melhor, mesmo com tudo que estava acontecendo na sua vida, passar um tempo com o Finn era algo que a fazia feliz.
E ela o agradeceu por isso antes de ir embora para casa.
__
Na segunda feira, a primeira coisa que Quinn fez foi ir para a sala onde tinham as reuniões do pessoal do jornal da escola. Ficava um pouco próxima da sala do coral, e Quinn marcou isso como um ponto negativo, mas mesmo assim, ela entrou na sala.
Era uma sala como qualquer outra, só que só tinham cinco mesas grandes, e tinham notebooks, e atrás das mesas, no fundo da sala, tinha um computador e uma impressora, e mais algumas outras máquinas que ela não sabia o nome.
E todos do jornal estavam lá. Blaine, Sam, uma garota magra, morena e de olhos azuis, e não era a Ashley. E tinha uma garota ruiva de olhos azuis. Quinn não pesquisava muito sobre as coisas, mas ela tinha certeza de que uma pessoa ruiva de olhos azuis era bem raro. E a garota era muito bonita. E tinha também uma garota asiática, meio gótica. Quinn sabia que o nome dela era Tina e sabia que ela era do clube do coral, mas não sabia que ela estava no jornal também.
– Oi. – Seus olhos foram para Sam, que tinha os olhos arregalados quando lhe cumprimentou. – Eu sou o Sam. Posso ajudar?
– Quinn, não é? – Blaine perguntou enquanto se aproximava. Quinn apenas assentiu, ele lhe deu um sorriso cheio de dentes. – Finn me falou sobre você. Ele disse que é uma ótima leitora!
Quinn o olhou com os olhos cerrados.
– Eu sei ler.
Foi o que saiu da sua boca, e isso fez com que a morena de olhos azuis gargalhasse antes de se aproximar.
– Eu acho que isso é obvio. – Ela disse, Quinn gostou da voz dela. – Meu nome é Marley.
– O meu é Quinn. – Diz estupidamente, fazendo Marley rir mais uma vez.
– Eu sei disso. – A morena diz e se afasta, dando espaço para a ruiva bonita. – Essa é Sarah Clare.
Quinn sorriu para ela, que sorriu de volta, corando tanto que seu rosto ficou quase da cor do cabelo. Escutou Marley e os outros rirem.
– Sarah é um pouco tímida. – Blaine diz colocando a mão em seu ombro, Quinn apenas sorri para ele, começando a se sentir mais acolhida. – Aquela ali é a Tina. – Ele apontou para a gótica que tinha fones de ouvido e parecia totalmente concentrada no notebook para prestar a atenção na pessoa estranha que entrou na sala.
– Você vai se juntar a nós? – Sam perguntou, Quinn virou para olhá-lo e viu como ele ainda tinha os olhos arregalados. Ela tentou ignorar isso.
– Eu não sei... Nunca participei de um jornal.
– Mas, suponho que saiba escrever... – Blaine reforçou e Quinn franziu as sobrancelhas.
– Bom, eu escrevo uma coisa ou outra, mas também sei tirar fotos.
Blaine aplaudiu e correu até uma mesa, pegando um notebook e se aproximando de Quinn com ele. Nesse tempo, Sarah já tinha se aproximado de Tina e sentado ao seu lado, ajudando-a a escrever. Quinn percebeu que seria difícil tentar se aproximar de Sarah, já que ela era uma garota muito tímida, então ela decidiu que não iria tentar, nem ao menos sabia se a ruiva era lésbica. Marley andou até um sofá e bateu ao seu lado para Quinn sentar nele, e ela o fez. Sam sentou na mesa na sua frente e Blaine sentou do seu outro lado.
– Aqui. Essa é a nossa página no Facebook. Sim, nós temos uma página no Facebook. E também temos um blog e um twitter. – Ele ia mostrando as páginas abertas que tinha em seu notebook. – Nesse momento, Tina está escrevendo um artigo sobre a comida do refeitório. – Ele apontou para a asiática com a ruiva.
– Isso é meio vago... – Quinn comentou e de soslaio, viu que Marley balançou a cabeça em concordância.
– Cada um de nós falamos sobre uma parte da escola. Tina fica com a comida, Sam com o esporte, Marley fica com a parte das fofocas, mesmo ela não gostando muito disso.
– Eu já disse que isso é desnecessário. – A morena falou e Quinn riu com isso.
– Você sabe que ninguém iria ligar para a gente se não tivesse a fofoca, Marls. – Sam diz rindo e a morena revira os olhos.
– Ninguém realmente liga para nós.
– Enfim, Sarah e eu ficamos com a parte estrutural do jornal, ela é uma boa designer e sabe mexer muito bem com photoshop. E eu... bom, eu mando em todo mundo. – Blaine sorri quando termina de falar e Quinn escuta Sam e Marley bufarem.
Eles ficaram muito tempo conversando, até o momento em que todos tiveram que ir para a aula. Todos eles foram saindo da sala e Quinn ficou para arrumar sua mesa. Blaine já tinha lhe dado uma e ela ficou muito feliz com isso. Sarah ficou com ela para fazer uma plaquinha personalizada com o nome de Quinn para colocar na frente da mesa. A ruiva quem lhe ofereceu e Quinn não conseguiu negar. Mesmo tendo que ir para a aula, ela preferiu pular para ficar vendo a ruiva fazer sua plaquinha.
– Eu não entendo o porque de Jacob não estar aqui. – Quinn comentou vendo que Sarah estava distraída em seu notebook. Se aproximou para sentar na mesa da ruiva, vendo-a trabalhar. – Achei que ele trabalhava com vocês.
Sarah riu e balançou a cabeça, suas bochechas corando levemente.
– Jacob estava com a gente logo no inicio, antes mesmo de Blaine e Marley entrarem. Mas ele... como posso dizer isso... passava dos limites. – Ela ergueu os olhos para Quinn, seus lábios comprimidos e curvados em um sorriso pequeno. – Então, Sam, Tina e eu nos reunimos para colocar ele para fora. – Ela voltou os olhos para a tela do notebook. – Infelizmente ele criou esse blog de fofocas, e tirou toda a atenção que tínhamos.
– Todo mundo realmente lê o blog dele?
– Oh, sim. O que todos eles querem é fofoca. Jacob dá isso para eles, mesmo sendo estranho, ele tem muitas atenções.
Quinn assistiu a ruiva se levantar assim que a impressora atrás delas começou a fazer barulho. Olhou para trás e viu Sarah puxar um papel com algo escrito. Mostrou o papel para Quinn que sorriu ao ver o seu nome nele cada letra era um livro, cada um com uma cor diferente.
– Isso está...
– Oh!
Os olhos de Sarah estavam fixados em algo sob o seu ombro. Quinn se virou para ver o que era, ou melhor, quem era.
– Rachel. – Murmurou assim que seus olhos encontraram os da morena.
– Eu ouvi a sua voz e... – Os olhos de Rachel foram para Sarah. – Achei que estivesse sozinha. – Então voltaram para Quinn.
Quinn tirou os olhos de Rachel e os fixou em Sarah. A ruiva tinha a cabeça baixa, mas Quinn sabia que ela não estava entendendo o clima que tinha ali.
– Eu... ah... – Rachel murmurou e levou uma mão até o cabelo, colocando-o atrás da orelha. – Eu devo...
– Vou deixar vocês a sós. – Sarah diz rapidamente, levantando a cabeça e sorrindo para Quinn e sem jeito para Rachel. – Te vejo na reunião mais tarde, Quinn.
E antes que Quinn pudesse dizer alguma coisa, Sarah já tinha recolhido seu caderno e corrido para fora da sala.
Sabia que não tinha como fugir de Rachel agora. A morena estava brincando com os próprios dedos enquanto olhava para Quinn, esperando que ela lhe desse o sinal de que ela deveria começar a falar.
Mas antes disso, Rachel não conseguiu se segurar.
– Sabia que ela é uma Junior? – Informou rapidamente, sua voz demonstrando o quão nervosa estava. – E eu acho que ela não é lésbica, fiquei sabendo que ela já teve dois namorados desde que entrou aqui e...
– O que você quer?
Rachel parou de falar rapidamente. Sua boca se fechou e seus olhos se arregalaram com o tom de voz da loira. Quinn só queria ir embora, estava querendo se bater por seu coração estar acelerando somente com a presença da morena na sala.
– Queria conversar com você já que... você meio que anda me evitando.
Quinn apenas balançou a cabeça e pegou o papel que Sarah fez para ela. Ficou calada. Não queria ter que conversar com Rachel.
Então Rachel continuou.
– Bom, eu... – Suspirou e pigarreou, dando um passo para frente, tentando se aproximar da loira. Quinn não percebeu isso. Ao menos era o que Rachel pensava. – Como você está?
– Porque quer saber? – Levantou os olhos e viu que a pergunta rude tinha machucado a morena.
– Porque eu me importo com você.
Quinn apenas balançou a cabeça.
– Como está o seu pai? – Rachel continuou perguntando. –Ele ganhou aquela promoção que estava tão ansioso para ganhar? – Quando Quinn não respondeu, Rachel deu mais um passo e suspirou antes de perguntar: — Você ainda tem pesadelos?
Quinn comprimiu os lábios quando sentiu seu peito apertar. Seus olhos aguaram instantaneamente. Ela não queria isso. Ela queria correr para os braços da morena, e chorar pedindo desculpas por tudo o que ela disse, mas sentia tanta dor. Ela não sabia como iria melhorar.
Quando Quinn não respondeu, as lágrimas de Rachel começaram a cair, e ela cerrou os dentes antes de falar:
– Eu tive um. – Ela murmurou baixinho, entre lágrimas. – Frannie e Judy estavam lá.
Quinn fechou os olhos com força e abaixou a cabeça, colocando o papel de lado e levando as mãos até os joelhos.
– Bom, não foi exatamente um pesadelo. Não. Não foi um pesadelo. Definitivamente não foi um pesadelo. – Rachel deu mais alguns passos e fungou. – Frannie estava conversando comigo, ela estava me repreendendo, enquanto sua mãe me abraçava. Sabe o que Frannie dizia?
Quinn olhou para o teto e abriu os olhos, respirando fundo. Não sabia o que Rachel estava fazendo, mas tudo o que ela queria era chorar para a morena.
– Ela dizia que eu era muito, mas muito idiota por ter deixado você ir sem nem ao menos lutar.
Assim que ela terminou de falar, Quinn caiu em um choro inconsolável.
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