Tryin To Find A Reason Why

8 Capítulo VIII – Like I'm Made Of Glass


Notas iniciais
Hey! Demorei um pouco para postar porque queria postar quando já tivesse colocado a capa nova :v CAPA NOVA CARAI!!! Demorou muito... muito mesmo pra que eu finalmente chegasse nesse resultado. Vocês não fazem ideia do quão feliz eu tô. É isso. Boa leitura!

Capítulo VIII – Like I'm Made Of Glass

Rachel se encolheu quando escutou Quinn chorar. A loira chorava copiosamente na sua frente e ela hesitava sem saber se deveria dar um passo e envolver a loira em seus braços, ou se continuava onde estava e deixava o seu coração se quebrar com a cena.

Quinn chorava copiosamente, e Rachel fechou os olhos com força antes dar passos rápidos até a loira puxando-a para os seus braços. Ela ficou tão feliz que Quinn não fez nada para se soltar, apenas passou os braços pela cintura de Rachel e escondeu o rosto em seu peito enquanto soluçava lamentavelmente.

– Eu não posso deixar você se livrar de mim, Quinnie. – Rachel sussurrou contra o cabelo loiro. Fechou os olhos, bem apertados. – Eu não posso ficar longe de você, pode não ser como você quer, mas eu preciso que você me deixe ficar na sua vida. Eu sinto muito... – Soluçou e apertou a loira contra si. – Sinto muito que eu não me sinto como você quer que eu me sinta, mas eu te amo, Quinn. Eu te amo muito e não posso ver você sofrendo e ficar sentada apenas assistindo.

Ela sabia, que mesmo chorando, Quinn escutava tudo o que ela estava dizendo. Mesmo que ela estivesse sussurrando no cabelo dela, sabia que Quinn estava prestando atenção em cada palavra que ela sussurrava.

– Já ouviu falar de que... você não deve afastar aquelas pessoas que te fazem feliz? – Rachel afastou um pouco o rosto do cabelo de Quinn para poder falar. – Você me faz feliz, Quinn. Mesmo tendo Jesse... – Sentiu os braços de Quinn lhe apertarem e sorriu tristemente com isso. Ela odiava que, não importando o que ela falasse, ela iria machucar Quinn. – Sinto muito, mas eu preciso de você.

Quinn apenas puxou Rachel para mais perto.

Era uma resposta. Como se ela estivesse dizendo que aceitava, mesmo que não do jeito que ela queria, mas ela aceitava a morena na vida dela. Porque, exatamente como Rachel disse, ela não poderia afastar as pessoas que lhe faziam feliz.

– Sabe do que eu andei lembrando? – Rachel murmurou baixinho, Quinn não estava chorando como antes. Agora era algo mais silencioso, calmo. Algo que elas poderiam lidar. – Aquela música. Que sua mãe cantava para a gente parar de brigar e chorar.

Sentou Rachel se afastando e ela apertou a morena, não querendo soltá-la.

– Não está confortável aqui, Quinn. – Rachel sussurra e puxa a loira para o canto da sala. Não se olharam nos olhos, e Quinn não queria, mas mesmo assim viu que o rosto da morena estava levemente inchado pelo choro.

Elas sentaram no chão no final da sala ao lado do armário. Rachel sentou encostada na parede e Quinn sentou na sua frente, a morena sorriu quando viu a loira limpar o rosto enquanto soluçava involuntariamente.

– Eu não vou conseguir assistir nenhuma aula. – Quinn murmura baixinho. Rachel se surpreendeu em como sua voz estava rouca. Tinha passado tanto tempo apenas chorando que sua voz estava rachada.

– Nós podemos ficar aqui, ou podemos ir embora. – Rachel sugeriu no mesmo tom da loira, agarrou o pulso de Quinn que coçava o olho sem parar. – Vai irritar se não parar. – Avisou e puxou a mão dela para o seu colo, acariciando a parte inferior do seu pulso.

– Eu não sei o que fazer.

Rachel olhava para a loira enquanto acariciava seu pulso, logo quando Quinn terminou de sussurrar a morena levou a outra mão para o outro pulso da loira, puxando-a para perto de si. A vantagem de conhecer Quinn desde que eram muito pequenas, era que ela sabia exatamente como fazer a loira se sentir calma, confortável e tranquila.

A cabeça de Quinn estava em seu peito enquanto os braços de Rachel estavam puxando-a para si pelos ombros. Novamente os lábios de Rachel estavam em seu cabelo. Era uma posição confortável para elas, e mesmo com tudo o que elas passaram, Rachel sabia que era a coisa certa a fazer. Seus dedos estavam enterrados no cabelo de Quinn, fazendo um cafuné tranquilo.

Suspirou pesadamente e se recostou na parede, apertando os braços em Quinn. Ela repassou a música que estava na sua cabeça, e começou a cantarolar baixinho.

When your day is long
And the night, the night is yours alone
When you're sure you've had enough of this life
Hang on

Ela começou bem baixinho. Quinn fechou os olhos e uma lágrima escorreu. Era a música que sua mãe costumava cantar para ela quando ela acordava chorando, ou chegava em casa chorando depois de brigar com Rachel.

Don't let yourself go
'Cause everybody cries
And everybody hurts, sometimes

Ela lembrava da ultima vez que sua mãe cantou essa música. Fechou os olhos com força, sentindo os dedos de Rachel acariciarem o seu couro cabeludo, e começou a lembrar de quando sua mãe cantarolou aquela música.

__

Sometimes everything is wrong
Now it's time to sing along
When your day is night alone (hold on, hold on)
If you feel like letting go (hold on)
If you think you've had too much of this life
To hang on

Judy cantarolava para sua filha que tinha o rosto enterrado em seu colo. Uma Quinn de onze anos, chorava copiosamente depois de brigar com sua melhor amiga. E não era uma briga comum, era aquele momento em que Quinn achava que não conseguiria aguentar e diria tudo o que sentia para a morena, mas antes mesmo que ela pudesse começar a falar, Rachel começa a vomitar coisas sobre ela e Finn. E ela não conseguia suportar.

'Cause everybody hurts
Take comfort in your friends
Everybody hurts
Don't throw your hand, oh, no
Don't throw your hand
If you feel like you're alone
No, no, no, you're not alone

Sua mãe acariciava os fios loiros lentamente, sentindo Quinn tremer enquanto soluçava. Não demorou até que o seu choro fosse amenizado e ela apenas estivesse apreciando o carinho materno. A voz de Judy era algo que ninguém conseguia imitar. Era uma voz única. Quinn tinha certeza disso.

Quinn fechou os olhos e suspirou levemente, sentiu a voz da sua mãe ir diminuindo e ela foi adormecendo no colo dela.

– Tudo vai ficar bem, minha querida. Mesmo que tudo isso aconteça, lembre que você nunca deve afastar aquelas pessoas que te fazem sorrir. – Ela escutou sua mãe sussurrar baixinho.

If you're on your own in this life
The days and nights are long
When you think you've had too much of this life
To hang on

Sua mãe estava certa. Ela nunca deveria afastar quem a fazia feliz. Mas era exatamente isso o que estava preso na sua mente quando, no dia seguinte, ela viu o amor da sua vida nos braços de outra pessoa.

__

Sim, ela até poderia ser nova demais para considerar Rachel o amor da sua vida, mas ela sabia disso. Ela tinha certeza de que poderia dizer para a morena que ela era o amor da sua vida. Ela poderia dizer pelo jeito que a morena sorria para ela e seu coração batia com força. Ela também poderia dizer pelo modo como ela se perdia na voz da morena sempre que ela falava sem parar. E também quando o seu peito ardia sempre que via Rachel sorrindo nos braços de alguém que não era ela, tanto quanto seus olhos ardiam quando viam Rachel triste. Ela sabia que tinham coisas que fariam com que ela amasse Rachel mais ainda, mas ela não poderia. Quinn amava Rachel, mas Rachel não amava Quinn.

Disso ela tinha certeza.

Well, everybody hurts
Sometimes, everybody cries
And everybody hurts, sometimes
But everybody hurts, sometimes
So hold on

Rachel continuava cantando baixinho. Em algum momento, tinha começado a chover. Quinn sentiu o frio começar a bater e se encolheu mais em Rachel que lhe apertou. O barulho da chuva era o que a fez pensar. A fez pensar em muita coisa. E talvez aquele fosse o momento em que ela deveria desistir. Desistir de tentar forçar a culpa em Rachel, ou até mesmo nela mesma. Quando o único culpado era o destino que fez com que ela se apaixonasse pela morena. Tão perdidamente a ponto de não saber se ela seria feliz quando desistisse de amá-la.

Hold on
Hold on
Hold on
Hold on

Ever
ybody hurts

Quinn dizia que a voz da sua mãe era única, mas logo quando Rachel descobriu que cantar era a sua vocação, sua voz se tornou a única pra ela. Ela amava a voz da sua mãe, e sempre amaria, mas a voz de Rachel lhe dava algo maior do que ela poderia imaginar. Era muito até mesmo para ela conseguir aguentar.

You're not alone

Fechou os olhos e enterrou o rosto na clavícula de Rachel, respirando fundo o cheiro que a morena emanava, sentia o carinho dela no seu cabelo e tudo isso lhe lembrava o quanto sua mãe lhe amava. E também, o quanto ela amava Rachel.

Mesmo depois de tudo o que passou, Quinn tinha certeza de que não poderia viver sem Rachel. Mesmo não sendo do jeito que ela queria, do jeito que ela almejava tanto, ela iria fazer isso.

Porque ela precisava de Rachel. Precisava da morena, talvez até mesmo mais do que a morena precisava dela. Precisava da presença que Rachel tinha na sua vida, precisava do amor que ela sentia pela morena, mesmo que não fosse retribuído do jeito que ela queria, ela precisava do amor de Rachel. Ela poderia querer desistir de amar Rachel, mas ela sabia que isso não era uma possibilidade.

– Eu te amo. – Sussurrou. Sua voz saiu tão baixa e tão vulnerável que Rachel fechou os olhos, deixando algumas lágrimas caírem.

– Eu também te amo, Quinn. – Rachel diz, soluçando baixinho e comprimindo os lábios. – Eu queria tanto que fosse do jeito que você quer.

Quinn se afastou dela, olhando-a nos olhos. Rachel abaixou a cabeça, soluçando baixinho, não tinha coragem de encarar os olhos lindos de Quinn depois de tudo o que ela fez a loira passar. Ela queria que Quinn a perdoasse pelo o que ela fez, por ter mentido para Quinn.

Mas Rachel esqueceu que nenhuma delas tinha culpa. E foi exatamente esse pensamento que surgiu na mente de Quinn. E ela colocou eles em palavras.:

– Sabe, eu achei, por muito tempo... – Ela começou a falar, pegando a mão de Rachel e apertando levemente, suspirando enquanto olhava para suas mãos e pensava no quão perfeita elas ficavam juntas. Balançou a cabeça e sorriu tristemente. – Eu achei que eu poderia colocar toda a culpa em você, achei que você era a culpa por me fazer ter esses sentimentos, achei que eu poderia te odiar por tudo o que eu sentia, mas eu não conseguia, cada vez que eu achei que deveria te odiar, eu te amei mais. E também achei que a culpa era toda minha.

– A culpa não é sua... – Rachel tentou mas Quinn apertou sua mão e sorriu mais alegremente.

– Ninguém tem culpa, Rachel. Eu te amo? Sim, e muito. Mas não posso te forçar a sentir o mesmo por mim. – Seu sorriso voltou a ser triste. – Por muito tempo eu achei que deveria fazer isso, mas não posso.

– Quinn...

– Mas, eu vou superar isso. – Balançou a cabeça e levou a mão livre até o próprio cabelo, colocando a franja para trás e suspirando profundamente. – Vou começar um relacionamento com alguém, vou tentar esquecer que tenho esses sentimentos por você... talvez eu realmente não consiga, mas eu vou tentar.

Rachel assistiu Quinn falar todas essas coisas, viu a loira terminar de falar e sorrir para ela. Um sorriso que ela não conseguiu dizer se era falso ou verdadeiro. Mas ela assentiu, sabia que sua expressão estava em branco.

– Eu vou tentar não fazer com que isso seja difícil pra você. – Avisou e viu Quinn rir baixinho, considerou isso uma vitória.

– E eu vou te agradecer muito por isso. – Quinn ainda brincou e Rachel riu, puxando a loira pelos ombros, abraçando-a apertado, colocando os lábios no cabelo loiro mais uma vez. Era algo que ela sabia que iria se acostumar.

Sentiu os braços de Quinn circularem sua cintura mais uma vez.

E, estranhamente, seu coração palpitou.

Ela achou que era fome, ou até mesmo frio. Mas o calor dos braços de Quinn era extremamente confortável. Ela escutou um leve ronronar de Quinn e, novamente, seu coração palpitou.

Engoliu em seco com isso.

Merda.

Notas finais
Eita '-' Gostaram? Deixa um comentário pela capa nova :v Sim, eu gostaria de dizer a vocês que a minha Frannie é a Emily Bett Rickards, porque a Felicity e a Quinn tem a mesma mãe :v Tem ela e a mãe na cama, vejam lá! Deu mó trabalhão. :v É isso, aguardo o feedback. Até a próxima!