Notas iniciais
Um capítulo de presente ai para vocês! Eu não ia postar mais nada essa semana, mas ai fiz uma coisa que estava querendo já, que era um POV de Regina... Espero que gostem. BOA LEITURA!!!

POV Regina

Minha vida poderia ser resumida em três palavras: Henry, trabalho e cavalgar. Ficava a maior parte dos meus dias tentando conciliar meu tempo de trabalho com os horários de Henry, o que não era nada prático, e me deixava bastante estressada grande parte do tempo. Ultimamente, isso tem se tornado mais fácil, graças a nova médica do meu filho, a Dr. Swan. Havia uma semana inteira que ela estava almoçando com Henry todos os dias em minha casa, o que fazia com que ele perdoasse meus atrasos na hora das refeições. Aquele era um acordo que eu havia feito com ele, todas as refeições nós faríamos juntos, já que eu não poderia estar presente em todas as horas que ele desejasse. Eu sentia ciúmes, obviamente. Henry era meu único filho, e toda a minha vida girava ao seu redor. Ter outra mulher fazendo parte da vida dele era como estar sendo substituída, mas eu devia isso a ele. Eu não o culpava por gostar dela, ela havia salvado a sua vida e consequentemente a minha também, isso fez com que os dois criassem um laço afetivo. Por mais que me doesse admitir, eu também gostava da Emma. Ela não era uma pessoa de muitos amigos, para falar a verdade, ela falava apenas de duas pessoas: a garçonete da Starbucks perto de sua casa, e do Dr. Gold, que era uma espécie de pai para ela. Talvez fosse difícil para ela criar laços, já que passou mais da metade de sua vida em orfanatos, passando por várias famílias. Essa parte da história coube a Henry me contar, depois que eu reclamei com ele por ter doado os brinquedos que eu havia lhe dado de presente. Nós conversávamos pouco, pois nós duas éramos bem reservadas, mas depois do campeonato em que Emma me fez torcer o braço, ela vem tentando se aproximar de mim, e por incrível que pareça, eu estou deixando que isso aconteça. Eu também não tinha muitos amigos, o que mais se aproximava disso eram meus irmãos, Zelena e Daniel. Nós éramos herdeiros de um patrimônio gigantesco deixado pelo meu pai, o homem que serviu de inspiração para o nome do meu filho, o verdadeiro Henry Mills. Eu havia ficado com a parte das empresas relacionadas à produtos que serviam para hospitais, como remédios e cosméticos; Daniel, meu irmão do meio, havia ficado com o clube de hipismo da família e Zelena, minha irmã mais velha, tinha uma rede de hotéis famosos por toda a américa, e isso incluia do sul, central e do norte. Meu contato maior era com Daniel, já que além de meu irmão e dono do clube, ele também era meu treinador. Nós quase nunca víamos Zelena, já que ela passava a maior parte do tempo no Brasil, administrando seus negócios de lá. Nenhum de nós éramos muito apegados a nossa mãe, Cora. Ela era uma mulher bastante rígida, e havia ficado com as joalherias da família. Apesar de mais velha, era muito conservada para sua idade, e era linda. Quando eu era mais nova, minha vida era controlada por ela. Fui criada, assim como meus irmãos, para ganhar. A aprovação dela era tudo o que eu mais desejei por muitos anos. Toda a minha atenção do momento foi desviada para a porta, que abria lentamente me tirando de minhas lembranças.

– Posso entrar? – Henry colocou a cabeça para dentro do meu quarto. Eu havia criado um verdadeiro príncipe. Lógico que ele poderia entrar quantas vezes quisesse em meu quarto sem precisar de minha autorização, mas ele era muito educado para isso. Henry raramente ia ao meu quarto quando sabia que eu estava trabalhando, que era o que estava acontecendo no momento, mas eu não me importei em bater a mão na cama ao meu lado para que ele subisse e ficasse lá comigo.

– Posso saber o que o meu pequeno príncipe deseja? – Coloquei o computador na mesa ao lado da cama e o agarrei assim que ele posicionou seu corpinho ao meu lado, fazendo com que ele gargalhasse com as cócegas. Aquele som era como música para os meus ouvidos. Saber que meu filho era uma criança completamente feliz e amada era algo que não tinha preço.

– A Emma pode vir jantar com a gente? – Ele perguntou, quando eu parei o que estava fazendo para que ele pudesse respirar. Já eram cinco e meia da tarde, e o jantar saíria às sete. Era um pouco em cima da hora para chamar qualquer convidado, sem contar que a Dr. Swan deveria estar atendendo algum paciente, e que ela já havia almoçado conosco no dia.

– Acho que a doutora Swan está ocupada, querido. – Respondi, fazendo que ele baixasse os olhos. Aquela carinha de tristeza me matou por dentro. Qual o problema de chama-la, afinal? O máximo que poderia acontecer é ela está realmente ocupada e negar o convite. A verdade é que eu também queria vê-la. Emma estava se tornando uma pessoa muito presente em nossas vidas, e eu sentia falta dela. – Mas não custar tentar, não é? – Perguntei, e ele me olhou completamente satisfeito. – Por que você não vai tomar um banho enquanto eu falo com ela? – Ele não esperou nem que eu completasse a frase, e já estava correndo até a porta.

– Não tire o óculos, mamãe. – Ele disse, ainda da porta do quarto. – Você fica mais bonita com ele. – Sorri daquilo. Henry era um cavalheiro, e com certeza um conquistador. Agradeci aos céus por ele ser um garoto tímido, pois se esse não fosse o caso, em alguns anos eu seria avó de no mínimo três crianças de mães diferentes. Concordei com ele em não tirar, e ele foi para o quarto tomar um banho para quando Emma chegasse. Eu não sei por qual motivo, mas sabia que ela viria mesmo se tivesse atendendo alguém. Ela sempre dava um jeito de fazer as vontades de Henry, e ela poderia não saber, mas era a minha vontade também.

– “Posso te ligar?” – Enviado. Fiquei me perguntando o motivo pelo qual eu mandei uma mensagem e não liguei simplesmente, como qualquer pessoa normal faria. Não demorou nem meio segundo para que a própria Emma me ligasse assustada.

– Regina? Aconteceu alguma coisa? – A voz dela era de sono. Normalmente as pessoas estavam se programando para sair numa sexta à noite, mas Emma estava dormindo. Ri internamente daquele pensamento.

– Não aconteceu nada. – Falei calmamente. Por que ela achou que algo havia contecido? Eu não poderia simplesmente mandar uma mensagem para convida-la para algo? Fiquei emburrada com aquilo. Ela suspirou aliviada do outro lado.

– Então, a que devo a honra da sua ilustre mensagem? – Ela brincou comigo. Por que ela era daquele jeito? Tive vontade de dar um murro nela. Não um murro que fosse machucar, obviamente.

– Miss Swan, Henry gostaria que você jantasse conosco essa noite. – Pigarreei do outro lado da linha após o “Miss Swan”. Consegui ouvi uma risada abafada de Emma. Eu sabia que ela aceitaria o convite.

– Diga ao Henry que eu vou. – Ela falou, e eu praticamente soltei fogos por dentro. – Mas só se a mãe dele disser que também quer que eu vá. – O que ela estava fazendo? Eu precisava de um buraco para me enterrar naquele momento. Por que ela queria que eu a convidasse também? O Henry apenas não bastava? Bufei. Um a zero para ela.

– Esteja aqui às sete em ponto, Emma. – Falei, sem dizer o que ela havia pedido. E resolvi que viraria o jogo. Se ela queria me deixar encabulada, eu faria a mesma coisa. – E pare de flertar comigo. – Não esperei que ela respondesse e desliguei a chamada. Eu não acreditei que realmente havia feito aquilo. Um a Um. Talvez ela realmente estivesse flertando comigo, mas isso era demais para minha cabeça. Digo, Emma era linda, bem resolvida profissionalmente, adorava Henry, mas a minha vida era um turbilhão de dúvidas. Eu nem ao menos sabia se gostava de mulheres. Na verdade, eu sabia. Não demorou muito para que meu celular vibrasse com o nome “Savior” na tela. Tinha colocado esse apelido nela, mas era óbvio que ela não sabia disso. Ela realmente era a salvadora, pois todas as vezes em que estava metida em algo, acabava salvando o dia, seja fazendo uma cirurgia de emergência na mesa de sua casa, seja montando em unicórnios sem chifres.

– “Eu pararia se você não gostasse.” – Dois a um para ela. A mensagem brilhava em meu celular. Ela estava ficando louca. Que ousadia! Quis jogar o celular pela janela e me encolher dentro do meu cobretor, e obviamente nunca mais olha para o rosto de Emma.

– “O que?!” – Respondi quase que imediatamente, demonstrando toda a minha “irritação”. Eu não estava realmente irritada, talvez estivesse envergonhada por aquilo ser verdade. Eu gostava daquele jogo.

– “Estarei aí as sete em ponto.” – Ela não respondeu minha pergunta. Emma gostava de me tirar do meu estado normal, talvez por isso eu fosse tão bipolar com ela. Eu não sabia lidar muito bem com o que sentia, ou achava que sentia. Eu vivia numa confusão interna. Henry apareceu completamente arrumado no quarto.

– Como estou? – Ele perguntou, dando uma volta para que eu visse o seu visual. Ele estava impecável. Usava uma camisa de botões longa azul marinho, e uma calça jeans escura, com sapatos sociais. Estava pronto para uma festa.

– Um príncipe. – Sorri para ele, que passou o pente pelos cabelos ainda molhados. – Mas por que essa roupa? – Perguntei curiosa. Nós jantaríamos em casa, não seria nada muito fora do normal, e Emma já havia cansado de vê-lo de pijama.

– Acabei de mandar uma mensagem para Emma e pedi para que ela viesse com roupas formais. Vamos fazer um jantar diferente hoje. – Ele sorriu animado, se jogando na cama. Às vezes o Henry me pagava de surpresa com suas idéias malucas.

– Então, o que eu devo vestir, pequeno príncipe? – Perguntei, entrando na brincadeira dele. Era sexta à noite, sábado eu não trabalharia, não custaria nada participar da fantasia do meu filho. Se ele queria um jantar de reis e rainhas, por que não fazer?

– Vá tomar banho, eu vou escolher sua roupa, rainha Regina. – Ele falou, apontando para o banheiro do meu quarto. Ri daquela cena. Caminhei até o banheiro rezando para que Henry pegasse uma roupa que fizesse sentido, pois garotos da idade dele não sabiam escolher muito bem roupas femininas. Deixei Henry no meu quarto, enquanto entrava no chuveiro e deixava que a água quente caísse pelos meus ombros. O que será que Emma usaria naquele jantar? Acho que essa foi a grande pergunta que martelou na minha cabeça durante os vinte minutos de banho, que foram interrompidos por Henry, que gritava do outro lado da porta que eu estava acabando com a água do mundo e que isso fazia mal a todo o meio ambiente.

– Estou indo! – Gritei, ainda de dentro do banheiro. Ouvi Henry correndo pelo quarto e abri a porta. Ele não estava mais lá, mas sobre a cama havia um vestido branco, longo, completamente trabalhado. Eu nunca havia usado aquilo, tinha comprado para uma festa à fantasia da empresa quando Henry era mais novo, mas no dia ele havia tido uma crise alérgica e eu acabei faltando ao evento. Desde então, o vestido continuava dentro do guarda-roupa. Ri para a escolha do meu filho. Aquilo era realmente um vestido de rainha. Ao lado do vestido estava uma tiara, que segurava um pequeno bilhete de Henry: “Espero que tenha gostado, mãe! Você vai ficar linda com esse vestido! Ps: Esqueça o que eu disse sobre os óculos.”. Eu não poderia negar aquele pedido. Vesti o traje que Henry havia escolhido, fiquei feliz por ele ainda caber em mim depois de tanto tempo. Meu filho havia feito o trabalho completo, escolheu o vestido, os sapatos, os brincos, a tiara e o batom que eu deveria usar. Fiz uma maquiagem bem simples, mas o batom vermelho que Henry havia escolhido fez com que ela chamasse atenção. Resolvi que prenderia o cabelo com a tiara, colocando-o para trás e deixando apenas uma parte da franja cair por cima do meu rosto. Ao final de tudo me olhei no espelho, eu estava realmente linda.

– Mãe! A Emma acabou de chegar! – Henry gritou do andar de baixo. Meu coração acelerou, e eu quis me bater por causa daquilo. Logo Sidney apareceu em minha porta completamente elegante.

– O senhor Henry pediu para avisar que a visita chegou. – concordei com a cabeça e Sidney me deixou no quarto sozinha. Ele era um ótimo mordomo, sempre muito presente. Contratei Sidney logo quando Henry veio morar na mansão, e eu não teria mais tempo para cuidar da casa, pois sabia que meu tempo livre seria todo dedicado à ele. Logo depois que Sidney saiu do quarto, eu o segui e logo estava no topo da escada olhando para baixo, avistando Henry e Emma.

– Uau, mãe! Você está magnífica! – Henry me olhava, acompanhado de Emma, que parecia não ter palavras, pois não conseguia parar de abrir e fechar a boca. Acho que aquilo poderia contar como um “Dois a dois”. Sorri para os dois e desci as escadas com cuidado, pois o salto que Henry havia escolhido era um pouco alto demais.

– Obrigada, querido. – Deixei uma marca de batom em sua bochecha e logo virei para Emma. – Como vai, Miss Swan? – Perguntei, e vi Emma puxar todo o ar de seus pulmões para responder àquela pergunta. Eu não provocaria muito, pois se ela resolvesse virar o jogo, eu perderia. Emma estava maravilhosa, usava um terninho preto, camisa social branca e uma gravatinha também preta. Imaginei os tipos de perguntas que o Henry já não havia feito a ela por estar usando aquele tipo de roupa.

– O que vocês estão fazendo? – Henry perguntou, olhando para nós duas. Eu não havia percebido, mas estávamos nos encarando. Não sabia se Emma estava participando do mesmo jogo que eu, mas nós estávamos empatadas.

– Hã? Nada, Kid. – Emma voltou sua atenção para Henry, que segurou sua mão e a levou para mesa. Eu segui os dois, e logo Sidney apareceu para puxar nossas cadeiras e servir o jantar. – Obrigada pelo convite. – Emma levantou a mão para Henry fazendo um high five.

– Não foi nada. – Ele deu de ombros e bateu na mão dela. – Minha mãe achava que você não viria por conta do hospital. – Ele falou, colocando um pouco de peito de peru em seu prato. – Eu sabia que você daria um jeito. – Ele sorriu.

– Eu sempre dou, não é? – Ela sorriu, e olhou para mim. Sim, ela sempre dava. – Eu trouxe um presente para você. – Ela voltou sua atenção para Henry, e ele a olhou curioso de volta. Emma estava deixando o garoto mais mimado do que ele já era.

– O que é? – Ele perguntou animado, esquecendo completamente da comida em seu prato. Emma abriu um pouco o blazer que estava vestindo e tirou do bolso interno um pequeno embrulho.

– Abra. – Ela entregou a ele o presente, e Henry o abriu rapidamente, ficando completamente encantado com o que via. – É um livro de bolso, assim você pode leva-lo para qualquer lugar. – Emma falou tão animada quanto ele parecia estar.

– Olhe, mãe! É o pequeno príncipe! – Ele falou entusiasmado comigo, me mostrando a capa de seu mais novo companheiro. Sabia que Henry levaria o livrinho para todos os lados a partir de agora.

– Como é que se diz? – Perguntei, cobrando a Henry a educação que eu havia lhe dado. Ele olhou para Emma e falou um “obrigado” emburrado comigo.

– Como você sabia que minha mãe me chamava assim? – Ele perguntou, enquanto eu e Emma comíamos. Imediatamente olhei para ela, que tentava disfarçadamente engolir a imensa quantidade de comida que ela tinha na boca. Revirei os olhos em reprovação, mas por dentro eu estava rindo da situação. Emma bebeu um gole do vinho que Sidney havia servido para nós duas.

– Eu não sabia. – Ela conseguiu falar depois de algum tempo. O jantar depois disso seguiu tranquilo, com Henry fazendo milhões de perguntas a nós duas. Já eram nove horas da noite quando acabamos tudo, e Henry precisava dormir. Não seria muito difícil fazer com que ele dormisse, pois ele já estava deitado sobre a mesa praticamente de olhos fechados.

– Querido? – O chamei, mas Henry balbuciou algo indecifrável. – Henry, acorde. Vá para a cama, meu amor. – Ele levantou a cabeça para mim, e logo em seguida a baixou novamente. Olhei para Emma ao meu lado, e ela deu um sorriso bobo para meu filho.

– Eu levo ele. – Ela disse, se levantando e caminhando em direção a Henry. Eu não conseguiria leva-lo, pois ainda estava usando os saltos que ele havia escolhido, então concordei. Emma o segurou nos braços e eu a segui. Ela subiu as escadas como se não estivesse fazendo esforço algum em carrega-lo, enqunto eu ia discretamente me segurando no corrimão.

– Obrigada. – Falei, quendo ela o colocou deitado na cama, mas Emma não pareceu prestar muita atenção em mim. Henry roubava toda a sua atenção.

– Ele realmente é um pequeno príncipe. – Ela sorriu para mim, e eu retribuí o sorriso. Sim, ele era. Cheguei perto do meu filho e lhe dei um beijo de boa noite na testa, saindo do quarto, sendo seguida por Emma. Tenho quase certeza de que ela repetiu o gesto quando me virei, mas não fiquei incomodada. Nós descemos as escadas e eu a levei para uma pequena sala lateral. Meu pai usava a sala como sua biblioteca particular quando ainda era vivo. Era um espaço grande, e ao lado da estante principal havia uma adega e duas poltronas, logo ao lado havia um tocador de viníl. Nunca tive coragem de joga-lo fora. Meu pai costumava trancar-se dentro da biblioteca quando brigava com minha mãe, passava horas ouvindo todos os discos.

– Mais vinho? – Perguntei a Emma, mas ela negou com a cabeça. Caminhamos até as poltronas, onde eu não fiz questão de espera-la sentar. Emma olhava para todos os lugares, como se procurasse alguma coisa, e ela encontrou. Caminhou até o outro lado da sala e olhou os discos que eu havia guardado, pegando um de capa preta. Emma soprou a poeira que havia nele e olhou pra mim, perguntando se podia colocar para tocar. – Fique a vontade. – Falei, mostrando para ela onde estava o toca discos. Emma imediatamente caminhou até o aparelho e colocou o viníl do meu pai. Não demorou muito para que a primeira faixa começasse a tocar. Emma fechou os olhos, e logo depois sorriu para mim.

– Eu adoro essa música. – Ela falou, me estendendo a mão para que eu segurasse, mas eu não o fiz. O que fez com que Emma a recolhesse. – Something in the way she moves, attracts me like no other lover. – Sim, ela estava cantando. Emma estava cantando e olhando para mim enquanto balançava o corpo ao rítimo da música. – Something in the way she woos me, I don’t want to leave her now. You know I believe and how. – Emma sorriu para mim, e eu não precisei sorrir de volta, pois já estava fazendo isso desde a primeira frase que ela havia pronunciado. – Somewhere in her smile she knows, that I don’t need no other lover. – Emma estendeu a mão para mim mais uma vez, e eu a segurei, levantando da poltrona e ficando de frente para ela. – Something in her style that shows me. – Ela me girou devagar, olhando para cada parte de mim. – I don’t want to leave her now. You know I believe and how. – Emma me puxou para junto dela delicadamente, colocando as mãos em minha cintura, enquanto eu abracei seu pescoço. – You’re asking me, will my love grow? I don’t know, I don’t know. – Ela cantava próximo ao meu ouvido, enquanto nós dançávamos no meio da biblioteca. – You stick around now it may show, I don’t know, I don’t know. – Nós dançamos o refrão, e Emma encostou a testa na minha. Eu já não ligava mais para nada naquele momento, queria apenas que aquela música nunca acabasse.

– Something in the way she knows. – Comecei a cantar a segunda parte da música, e Emma se calou. Como se parasse para me escutar. – And all I have to do is think of her. – Falei, sabendo que aquilo era a mais pura verdade e ela abriu um sorriso lindo para mim. – Something in the things she shows me. – Parei de dançar e a abracei. – I don’t want to leave her now. You know I believe and how. – A música parou de tocar. Eu não sabia o que aquilo havia significado, não sabia o que fazer a partir daquele momento, não sabia o que pensar, não sabia de nada, mas Emma não me soltou de seus braços, e eu também não queria que ela o fizesse.

Notas finais
E ai? O que acharam? Deixem comentários. Beijos.