Try Me

6 I Like To Be With You


Notas iniciais
Queria dedicar este capítulo a Scarlett Romanogrs Mills, pela recomendação maravilhosa da fic! Muito obrigada, querida! Você não sabe como isso me deixou feliz! PS:. Brubs, obrigada pela foto maravilhosa!

Depois da dança na biblioteca da mansão, Regina insistiu para que eu voltasse para casa, apesar de eu ter bebido e não poder dirigir. Ta certo que eu não estava nenhum pouco alterada, como ela também não estava, mas se algum guarda me parasse na rua, eu perderia a carteira de qualquer forma. De tanto que ela pediu para que eu me retirasse, que eu voltei para casa andando. Era uma distância razoavelmente grande da mansão até o meu apartamento, então parei num barzinho de esquina que estava aberto, afinal, o que não estava aberto em uma sexta à noite? Vi a quantidade de jovens que estavam bebendo, completamente satisfeitos com suas vidas e com seus amigos. Eles tinham a minha idade, e faziam aquilo como se fosse a coisa mais natural do mundo. Talvez porque fosse a coisa mais natural do mundo. Não pensei duas vezes e tirei meu celular do bolso, ligaria para uma das únicas pessoas que não estavam na minha lista telefônica por conta do trabalho. Eu precisei ligar três vezes até que Ruby atendesse a porcaria daquele telefone, o que me deixou irritada. Para falar a verdade, eu já estava irritada antes de ligar, por causa de Regina. Ela ter me expulsado da casa dela me tirou do sério, afinal, qual era a dela? Regina estava fazendo um jogo difícil demais comigo, e eu não sabia se queria participar. Não, eu sabia. Eu queria participar, mas tinha medo de sair perdendo dali. Eu não sabia o que havia acontecido entre nós duas, eu só sabia que me sentia bem com ela e com Henry, e queria ficar com os dois. Henry, ele era outro ponto importante ali. Eu não poderia ficar sem ele, ela não poderia toma-lo de mim agora, ou poderia? As dúvidas apenas me faziam ficar mais angustiada e irritada, mas me controlei quando ouvi a voz de Ruby do outro lado da linha.

– É você mesmo, ou um ladrão viu minha foto de WhatsApp e resolveu me ligar a essa hora da noite numa sexta-feira? – Ela brincou comigo. Ruby tinha um senso de humor elevado, o que seria ótimo para me tirar daquele “pé na bunda” que eu havia levado. Eu não sabia se Regina havia me dispensado de verdade, mas tudo indicava que sim. O barulho que vinha do celular de Ruby era infernal, o que indicava que ela não estava em casa.

– Esteja no bar da rua que corta a storybrooke em dez minutos. Eu pago as bebidas. – Falei, e desliguei o celular. Aquilo me lembrou Regina, com aquela mania de mandar em tudo, insuportavelmente chata. Acho que ela havia desenvolvido algum tipo de TOC com horários também. O conjunto “Regina Mills” me irritava, e ao mesmo tempo conseguia toda a minha atenção, pois cá estava eu, numa mesa de bar, pensando em todos os seus defeitos, que para mim nem eram defeitos, pois a deixavam ainda mais perfeita. Eu não esperei os dez minutos que havia dado de prazo para que Red chegasse ao local, pois ela chegou antes que isso. Usava um vestido vermelho, claro! tinha que ser vermelho, bem justo ao seu corpo, saltos, brincos e um cabelo estilo Amy Winehouse. Devo dizer que ela chamou a atenção de todas as pessoas no bar assim que entrou, isso incluía olhares femininos e masculinos. Levantei a mão para que ela me achasse numa mesinha lateral pequena, e Ruby veio em minha direção.

– Achava que esse dia nunca aconteceria! – Ela falou um pouco alto demais. Com certeza eu havia atrapalhado uma noite bem animada da minha amiga. Dei um sorriso torto para ela e apontei para a cadeira vazia na minha frente. – Você não me tirou da balada mais cara da cidade para te ouvir reclamar da vida, tirou? – Eu ri internamente, pois eu havia feito exatamente aquilo. Ela sentou na minha frente emburrada e cruzando os braços, me encarando. – Espero que tenha uma fofoca muito boa para me contar, Swan. – Eu não consegui não rir daquilo. Ruby era maluca. Eu não sabia como começar uma conversa de mesa de bar, mas tentaria explicar passo a passo. Ruby levantou a mão pedindo uma cerveja, e eu a acompanhei.

– Acho que levei um pé na bunda. – Comecei, e Ruby pareceu se interessar repentinamente pela conversa. Nossas cervejas não demoraram para chegar, mas logo acabaram, e cada vez que isso acontecia, minha amiga pedia outra rodada. Expliquei toda a situação para Ruby, e em pouco tempo eu já estava vendo a imagem da minha amiga duplicada. Não era acostumada a beber tanto quanto ela, mas estava tentando acompanha-la.

– Ela é uma cretina. – Ruby constatou, aquilo me deixou um pouco chateada. Ta certo que Regina havia sido uma idiota, e eu queria soca-la por isso, mas não era como se todo mundo estivesse liberado para xinga-la. Ruby pareceu não se incomodar pelo fato de eu não ter lher contado antes sobre Regina, o que me deixou aliviada. – O que aconteceu com aquele príncipe que você me falou dias atrás? – Ela se apoiou na mesa, olhando para mim. Lembrei do dia em que ela não aceitou a gorjeta e eu não tinha tempo para explicar que compraria um presente para Henry com o dinheiro.

– É o filho dela. – Red me olhou apavorada, provavelmente criando mil coisas em sua cabeça. – Antes que você pense qualquer coisa absurda, ele tem oito anos. E não, eu não tenho nada com ele. – Falei com o tom de voz alterado pela bebida. Vai saber o que se passa pela mente de alguém depois de algumas doses de bebida, era melhor deixar bem claro. Ruby pareceu mais aliviada. – Que horas são? – Perguntei, e Ruby pegou o celular para conferir.

– Duas e meia da manhã. – Ela me respondeu, e eu arregalei os olhos. Já havia passado da minha hora de dormir. Não que eu tivesse uma hora para dormir, eu não era uma criança, mas sabia que estaria acabada no outro dia. Eu estaria acabada de qualquer forma na verdade. Bufei, e Red revirou os olhos. – A conta, por favor! – Ruby levantou a mão, e um dos garçons fez sinal de “ok”.

– Eu acho que você vai ter que me ajudar a voltar para casa. – Eu falei rindo, e Red me acompanhou, rindo do estado em que eu me encontrava. Se eu saísse sozinha de lá, provavelmente voltaria para a casa de Regina e tentaria conversar com ela. E aquilo definitivamente não era uma boa ideia. Ruby me levou até em casa dentro de um Taxi, e abriu a porta do meu apartamento para mim. Ela definitivamente era uma boa amiga.

– Se cuida. – Ela falou da porta, e eu concordei com a cabeça, já jogada no sofá da sala. Red saiu do apartamento e eu me encontrei sozinha. Como sempre. Eu estava cansada, mas não estava com sono, então liguei a televisão, e para minha infelicidade estava passando “Bridget Jones’s Diary” e a Celine Dion insistia em berrar “All By Myself”a todo o volume. Me encolhi no sofá enquanto assisti ao filme agarrada aos meus próprios joelhos e chorando como uma criança desesperada. Eu estava num estado deplorável e cheia de dúvidas, queria socar Regina e ao mesmo tempo abraça-la. Segurei o celular na mão e digitei uma mesnagem para ela, mas o pouco de bom senso que ainda existia em mim me proibiu de envia-la. Acabei dormindo no sofá, com a roupa do corpo. Tive um sonho completamente maluco em que eu fazia parte do livro que eu havia dado ao Henry e a Regina era a Evil queen, como estava em meu celular. Provavelmente tudo aquilo era efeito do alcóol tomando conta do meu subconsciente. A vendedora do livro também estava no sonho e era a Snow white, mas o que me deixou mais confusa nisso tudo é que ela era minha mãe.

– Inferno! – Praguejei com a cabeça latejando. O alarme do celular tocou às sete e meia da manhã, normalmente eu trabalhava dia de sábado, mas não trabalharia aquele. Levantei do sofá afrouxando a gravata, que estava me apertando. Caminhei até o banheiro e me olhei no espelho: cabelos bagunçados, rosto inchado, olheiras. Eu estava péssima. Entrei no chuveiro para tentar amenizar o estrago, e aproveitei o banho para relembrar tudo o que havia acontecido. Bem, Regina ainda não havia me dado um fora, ela só havia pedido para que eu voltasse para casa, não é? Mas por que? Eu tinha plena certeza de que ela havia gostado da dança, do momento, de tudo. Ela gostava de mim, e eu sabia. Talvez tudo tivesse acontecendo rápido demais. Terminei o banho, vesti minha roupa de caminhada, e saí de casa. Eu precisava pegar meu carro, que estava na frente da casa de Regina, e tomar um ar fresco seria bom. Corri pelas ruas de Boston até chegar à mansão. Meu carro estava exatamente no lugar onde eu havia deixado na noite passada. As chaves estavam comigo, então eu não teria motivos para tocar a campainha da casa dela, mas eu queria.

– Emma! – A voz de criança invadiu meus ouvidos, me fazendo sorrir. Henry corria da porta de sua casa até mim, se jogando nos meus braços. Ele estava ótimo, ao contrário de mim. – O que aconteceu com você? – Ele perguntou, olhando para o meu rosto ainda inchado. Como eu explicaria aquilo para ele?

– Tive uma noite ruim, Kid. – Bufei, e ele me olhou um pouco chateado. – Mas não se preocupe, estou bem. – Baguncei os cabelos dele, e ele sorriu para mim. Henry ainda estava de pijama, o que me fez pensar que ele havia acordado tinha pouco tempo. – Quer tomar café da manhã comigo? – Perguntei, levaria ele para conhecer Ruby no Starbucks.

– Acho que minha mãe não vai gostar disso. – Ele baixou os olhos, e eu fiquei confusa. Por que Regina não gostaria? Não era a primeira vez que eu saía sozinha com o Henry. – Ela pediu para que eu não saísse mais com você. – Ele estava visivelmente chateado, e eu quis matar Regina.

– Sua mãe está em casa? – Falei num tom um pouco sério demais, e ele pareceu perceber minha irritação. Ele balançou a cabeça em negativa. – Você sabe onde ela está? – Ele continuou a balançar a cabeça em negativa, mas dessa vez eu sabia que estava mentindo. – Vamos lá, Kid... Não minta para mim. – Henry abraçou minha cintura e começou a chorar. Eu não sabia o que fazer, apenas o abracei de volta.

– Não fique chateada comigo. – Ele falou, ainda com o rosto batendo em minha barriga, e eu o afastei, ficando do seu tamanho e dando um sorriso para ele. – Ela me fez prometer que não falaria. – Henry parecia confuso. – Quando eu entrei no quarto hoje de manhã, ela estava chorando. Perguntei o que foi que havia acontecido, mas ela disse que era coisa de adulto. Por favor, Emma, ajude minha mãe. – Ele juntou as mãozinhas, pedindo para que eu fizesse com que Regina não chorasse mais. Concordei com a cabeça.

– Eu prometo tentar. – Levantei o dedo mindinho, e ele o agarrou com o dele. – Mas para isso eu preciso saber onde ela está. – Ele balançou a cabeça em negativa. Óbvio que ele não trairia a confiança da mãe. Henry tinha prometido para Regina que não falaria para mim onde ela estava. – Tudo bem, Kid. Eu vou encontra-la. – Coloquei as mãos no joelho, me apoiando para levantar.

– Obrigado, Emma. – Ele me abraçou uma última vez, e eu o apertei com força. Entrei no carro, mas ele não saiu de onde estava. – Emma! – Ele me chamou, e eu baixei o vidro do fusca. – Eu sei que minha mãe é um pouco complicada, mas não abandone ela. – Ele deu um suspiro. Henry era a criança mais inteligente que eu já havia conhecido na vida. – Ela gosta de você. Eu sei que gosta.– Meu coração parecia que explodiria a qualquer momento. Sorri para ele, e dei partida no carro. Eu sabia exatamente onde iria encontra-la. Segui em disparada para o clube onde havia acontecido a competição, sabia que ela estaria lá treinando com Rocinante.

– Identificação, por favor. – Uma voz masculina falou comigo por uma pequena caixa de som, que havia na entrada do clube. No dia da competição eu não tinha precisado daquilo, acho que porque seria um dia cheio de convidados. Revirei os olhos, sabendo que ele não me deixaria entrar. Teria que inventar uma mentira de última hora.

– Emma Swan... – Falaria a primeira coisa que viesse em minha mente, e torceria para convence-lo. Qual era mesmo o nome do treinador de Regina? Daniel. Isso! Eu usaria ele. – Daniel avisou que talvez meu nome não estivesse na lista de pessoas autorizadas, mas eu vim cuidar do cavalo que machucou a pata. – Rezei internamente para que qualquer cavalo daquele clube tivesse sofrido algum acidente. Eu sei que isso faz de mim uma pessoa horrível, mas eu precisava entrar naquele lugar. O silêncio e a demora faziam com que minhas mãos suassem.

– Dr. Swan, acesso liberado. – A caixinha de som falou mais uma vez, e eu me enterrei no banco. A cancela abriu para que eu passasse, eu o fiz com uma velocidade um pouco mais elevada que o normal. Logo cheguei no estábulo de Rocinante, descendo do carro, mas ele não estava lá, e nem Regina.

– Minha irmã está treinando. – Daniel apareceu, me fazendo levar um susto. Irmã? Como assim irmã? Regina não havia me falado que tinha irmãos. – Da próxima vez invente uma desculpa mais convincente. – Ele sorriu, e eu corei. Claro que o rapaz que liberou minha passagem havia comunicado a ele que a “veterinária” havia chegado. – Então, como sabia que ela estaria aqui? Henry por acaso... – Balancei a cabeça em negativa antes que ele terminasse a frase.

– Eu apenas sabia. – Dei de ombros, e ele arqueou a sobrancelha, exatamente igual a como ela fazia. – Acha que ela vai demorar muito? – Eu perguntei, e ele sorriu mais uma vez, virando as costas para mim.

– Ela não vai sair dalí tão cedo. – Ele falou, caminhando para longe de mim e fazendo sinal para que eu o acompanhasse. Segui Daniel até que nós paramos na frente de uma baia. – Se quiser falar com minha irmã, terá que alcança-la. – Ele me encarou. Meu deus! Por que tudo com aquela mulher tinha que ser tão difícil? Eu confirmei com a cabeça. Iria atrás de Regina. – Vou pegar a roupa para você. – Ele saiu, e eu olhei para o cavalo à minha frente. Era uma fêmea, e tinha uma pelagem branca. Logo Daniel voltou, trazendo uma roupa de amazona para mim. Vesti muito rápido e na frente dele, nada que ele já não tivesse visto antes.

– Você pode me ajudar? – Perguntei, e ele concordou com a cabeça, segurando em minha cintura e me colocando em cima da égua. – Qual o nome dela? – Daniel me olhou curioso, e depois deu um sorriso.

– Ella. – Daniel alisou o pescoço da égua. – não se preocupe, ela não vai te derrubar. Segure firme nas rédeas e deixe elas sempre curtas. – Ele me mostrou como fazia, segurando em minha mão. Eu não estava com tanto medo, afinal, já não era a primeira vez. – Tome conta da minha garota, Emma. – Concordei com a cabeça, mesmo sem saber se ele estava falando de Regina ou de Ella. Daniel abriu a baia e Ella saiu em disparada para o campo de treinamento. Era um lugar gigante, muito maior do que onde eu havia competido, e logo avistei Regina. Ela era aúnica pessoa que estava treinando, e pulava os obstáculos com maestria. Rocinante parecia uma extensão de seu corpo, o sol que batia contra os dois dava a impressão que eles estavam brilhando. Era lindo.

– Regina! – Gritei, para que ela me visse. Não sei por qual motivo, mas eu ainda tinha esperanças de não ter que correr atrás dela. Regina me olhou, e começou a se afastar cada vez mais de mim, estava fugindo. – Vamos lá, Ella. Pegue aquele unicórnio sem chifre. – Gritei um som estranho como as pessoas faziam nos filmes para que os cavalos corressem e me senti completamente ridícula. O importante é que deu certo, e logo eu estava me equilibrando nas costas de Ella enquanto ela corria. Com certeza Ella era mais rápida que Rocinante, pois logo a distância entre os dois já não era tão grande.

– O que você quer, Swan? – Regina gritou para mim, sem parar de correr. A realidade é que nem eu sabia o que eu queria, mas havia prometido ao Henry que cuidaria dela, e era isso que eu faria. – Me deixe em paz! – Rocinante parecia estar cansando daquela corrida, pois aos poucos ia desacelerando.

– Pare de fugir, Regina! – Eu gritei com ela. Nós estávamos práticamente uma do lado da outra, mas ela não parava. Dava para ver que ela estava levando Rocinante à exaustão. – Você vai machuca-lo! – Foi a cartada final. Regina baixou a cabeça e fez sinal para que Rocinante parasse de correr. Não demorou muito para que ela descesse de cima dele, e o guiasse. Eu a acompanhei ainda montada, pois não sabia descer sem ajuda. Logo nós estávamos no estábulo, mas Regina não falava nada. – Será que você pode me ajudar? – Eu pedi, mas ela balançou a cabeça em negativa, enquanto tirava a cela de Rocinante. Depois de no mínimo três tentativas frustradas consegui descer de Ella, e fui ao encontro de Regina.

– O que você quer de mim? – Ela finalmente resolveu começar a falar, enquanto dava água a Rocinante. Decidi fazer o mesmo com Ella, pois a égua parecia cansada.

– Por que você proibiu o Henry de sair comigo? Por que está fugindo de mim? – Perguntei de uma vez. Eu não entendia o jogo dela, eu não entendia o que ela estava fazendo, eu não entendia ela. Regina virou de frente para mim com os olhos marejados.

– Eu não quero mais você nas nossas vidas, Emma. – Ela respondeu, mas era óbvio que estava mentindo. Eu podia ver que aquilo era mentira. Ela não me queria longe, e eu sabia disso.

– Isso não é verdade. Você sabe que não é. – Me aproximei dela, tocando seu rosto. Regina fechou os olhos, e as lágrimas caíram. Por que ela estava escolhendo aquele caminho? Por que ela não se dava uma chance? – Henry pediu para que eu cuidasse de você. Ele está preocupado. – Eu falei, e ela sorriu de lado.

– Ele é um bom garoto. – Regina disse, e eu concordei com a cabeça. – Por que você fez aquilo ontem à noite? – Ela me perguntou, mas eu não sabia o que responder.

– Eu gosto de ficar com você. – Respondi, e ela olhou para baixo. Eu estava sendo sincera, ficar com Henry e Regina era sempre a melhor parte do meu dia. Eu contava os minutos para sair do hospital para ver os dois. Eu faria qualquer coisa por eles. – Por que você está chorando? – Limpei as lágrimas que escorriam pelas bochechas rosadas de Regina. Ela balançou a cabeça em negação, e eu a abracei. Ela não resistiu nem por um segundo, mas eu sabia que quando ela saísse dalí, ela teria uma resposta pronta para mim.

– Diga para o Henry que eu vou me atrasar para o almoço. – Ela se afastou de mim. O que aquilo significava? Eu continuaria fazendo parte da vida dos dois? Regina deu um sorriso triste, e ao mesmo tempo libertador.

– O que isso significa? – Ela me olhou pensativa e colocou os cabelos para trás, limpando o rosto com as costas das mãos. Vi quando Daniel apareceu do outro lado do estábulo, mas ignorei a presença dele ali.

– Significa que eu não posso te afastar da vida do Henry. – Ela deu uma pausa. O garoto havia se apegado a mim, e eu a ele, e aquilo era visível. – E que talvez, eu também goste de ficar com você. – Regina me deus as costas, e foi em direção ao irmão, que lhe deu um beijo na cabeça. Logo ela desapareceu, e eu continuei parada no meio do estábulo. Meu coração estava acelerado, e eu queria gritar. Daniel se aproximou de mim, segurando Rocinante e Ella pelas rédias.

– Obrigado por cuidar bem da minha garota. – Ele sorriu para mim, e eu tive certeza de que ele estava falando da irmã, apesar de estar fazendo carinho em Ella.

– Fica mais fácil de domar quando você pega o jeito. – Dei um sorriso de lado, e Daniel deu uma gargalhada sonora. Talvez Regina não fosse tão difícil de lidar quanto parecia, talvez ela estivesse completamente confusa como eu estava, e fugir foi a primeira opção. Eu a compreendia. Daniel caminhou para longe de mim, levando os cavalos para as baias. – Obrigada pela ajuda. – Falei por fim.

– Eu não sei do que você está falando, Emma. – Daniel piscou para mim, e nós dois sorrimos. Entendi que cada um seguiria seu caminho a partir dalí, e o meu caminho era em direção à rua Storybrooke, mansão 108.

Notas finais
Me deixem saber o que vocês acharam do capítulo! Estou acostumando vocês muito mal... já é a terceira atualização da semana! Beijos! Vocês podem falar comigo pelo twitter também (@Cophinebr)!